Noticias, artigos e análises sobre economia, politica e cultura dos países membros do Mercosul, CPLP e BRICS | Noticiero, articulos e analisis sobre economia, politica e cultura de los paises miembros del Mercosur, CPLP y BRICS
terça-feira, 10 de setembro de 2019
Mercosul, Brasil/Amazónia, os incendiários gritam: ’Há fogo!’
terça-feira, 11 de outubro de 2016
Brasil/Saiba como votou cada deputado na entrega do Pré-Sal e da Petrobras
6 outubro 2016, 5 outubro 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)
Com a aprovação nesta quinta-feira (6) na Câmara do projeto
de lei que desobriga a Petrobras de ser a operadora de todos os
blocos de exploração do pré-sal no regime de partilha de produção (PL 4567/16,
do Senado), o Pré-Sal e a Petrobras não são mais do Brasil. Os golpistas
entregam o Pré-Sal, nossa riqueza natural que deveria financiar a educação pública, às
multinacionais.
Veja a lista dos 292 parlamentares golpistas que votaram SIM, favoravelmente à perda da soberania
quarta-feira, 27 de abril de 2016
Brasil/POR QUE ESCRACHAMOS MICHEL TEMER?
sábado, 13 de junho de 2015
Cúpula Celac-UE: um ponto a favor da América Latina
Durante dois dias os líderes de ambos mecanismos analisaram uma ampla faixa de temas que vão desde a mudança climática até a luta contra a pobreza, sobre as migrações, o comércio para o desenvolvimento e o acesso às
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Luísa Diogo contra "euforia e entusiasmo" sobre recursos naturais em Moçambique
Em Março deste ano, durante a visita a Austrália, Armando Guebuza, advertiu aos moçambicanos radicados naquele país para que não se deixem 'baralhar' com a abundância de recursos naturais que se anunciam no horizonte, evitando que se criem expectativas acima daquilo que é real e do que é possível.
Em Lisboa para participar, como uma das oradoras, na Conferência Internacional 'O futuro da Agenda Global de Desenvolvimento: visões para a CPLP',
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Colômbia/OS MEDIA ESCONDEM APARECIMENTO DA MAIOR FOSSA COMUM DA AMÉRICA LATINA
14 agosto 2010/Odiário.info http://www.odiario.info
Há algumas semanas foi descoberta na Colômbia de Uribe e Juan Manuel Santos uma fossa comum com 2.000 cadáveres por identificar, perto da cidade de Macarena. Uribe e o seu ex-ministro da Defesa e actual presidente, Juan Manuel Santos, têm de explicar o monstruoso crime, que políticos e meios de comunicação de todo o mundo procuram, cumplicemente, silenciar.
Na Colômbia descobriu-se recentemente a maior fossa comum da história contemporânea do continente americano, o que foi quase totalmente silenciado pelos mass-media da Colômbia e do mundo. A fossa comum contém os restos de, pelo menos, 2.000 pessoas, está em Macarena, departamento de Meta. Desde 2005 que o exército deslocado na zona, ali sepultou milhares de pessoas sem nome.
A população da região, alertado pelas filtrações putrefactas dos cadáveres para as nascentes das aguas de consumo, e fustigada pelos constantes desaparecimentos já tinha denunciado a existência da fossa por várias vezes, durante o ano de 2009: em vão, pois o ministério público não investigava. Foi graças à perseverança dos familiares de desaparecidos e à visita de uma delegação de sindicalistas e parlamentares britânicos que investigava a situação dos direitos humanos na Colômbia, em Dezembro de 2009, que se conseguiu destapar este crime horrendo cometido pelos agentes militares de um Estado que lhes garante a impunidade.
Trata-se da maior fossa comum do continente. Mais de dois mil corpos numa fossa comum é o assunto grave para o Estado colombiano, mas os seus media e os media internacionais, cúmplices do genocídio, encarregaram-se de o manter sob um quase absoluto silencio, sobre um facto que só encontra atrocidade parecida se recuarmos às fossas nazis…
Este silenciamento mediático está indubitavelmente ligado aos imensos recursos naturais da Colômbia e aos mega-negócios que ali são feitos sob os massacres.
A Comissão Asturiana dos Direitos Humanos, que visitou a Colômbia em Janeiro de 2010 (menos de um mês após a descoberta da fossa) interrogou as autoridades sobre o assunto… e as respostas foram preocupantes: na Procuradoria, no ministério do Interior, na ONU… todos querem esconder o assunto. Entretanto, «trabalham» na fossa para a minimizar, mas a delegação britânica verificou-a e as mesmas autoridades reconheceram pelo menos 2.000 cadáveres. Em Dezembro, «o alcaide próximo do governo também denunciou o facto junto ao necrotério», mas depois o número de corpos…
A delegação asturiana denunciou a vontade ostensiva de alterar a cena do crime: «ali ninguém está protegido. Ninguém está a impedir que se possam disfarçar as provas. Que um tractor entre por ali afora, carregue os cadáveres anónimos e os leve para outro lugar» [1]. «Solicitamos às instituições responsáveis do governo e do Estado colombianos que implementem as medidas cautelares necessárias para assegurar as informações já registadas nos documentos oficiais, que tomem as medidas cautelares necessárias para defender o perímetro e prevenir a alteração da cena, a exumação ilegal dos cadáveres e a destruição do material probatório ali existente (…), fundamental para a criação de um Centro de investigação Forense em Macarena, a fim de conseguir a individualização e a identificação dos cadáveres ali sepultados» [2].
A delegação Asturiana transmitiu às autoridades outra denúncia. As autoridades alegaram desconhecimento e incapacidade operacional, pois «há tantas fossas comuns no nosso país que»… Trata-se do município de Argélia em Cauca: um “matadouro” de gente, onde as famílias não puderam ir buscar os corpos dos seus desaparecidos, pois os paramilitares não as deixaram regressar às suas comunidades: deslocaram os sobreviventes. As vítimas sobreviventes relataram: «havia pessoas amarradas a que açulavam cães famintos para as irem matando a pouco e pouco.»
Na Colômbia, a Estratégia Paramilitar do Estado Colombiano, combinada com a actuação dos polícias e dos paramilitares foi o instrumento de expansão dos latifúndios. O Estado colombiano fez desaparecer mais de 50.000 pessoas através de aparelhos oficiais (polícias e militares), e do seu aparelho encoberto: a sua Estratégia Paramilitar [3]. O Estado colombiano é o instrumento da oligarquia e das multinacionais para a sua guerra de classes contra a população: é o garante do saque, a Estratégia Paramilitar insere-se nessa lógica económica [4].
A invisibilização de uma fossa comum das dimensões da fossa de Macarena obedece aos negócios das multinacionais e das oligarquias e no facto da fossa ser o resultado de assassínios feitos directamente pelo exército nacional da Colômbia, o que é mais uma prova do carácter genocída do Estado colombiano, para além do presidente Uribe, cujos negócios e ligações com o narcotráfico e o paramilitarismo estão mais que comprovados [5]. A cumplicidade dos media é criminosa, tanto a nível nacional como internacional. Todos nós devemos romper a barreira de silencio com que se pretende ocultar o genocídio. É urgente um movimento de solidariedade internacional: a Colômbia é, indubitavelmente, um dos lugares do planeta em que o horror do capitalismo se plasma de forma mais evidente na sua violência mais absoluta.
Notas:
[1] www.pachakuti.org/textos/hemeroteca/2010_1/fosas-poco-comunes.html
[2] www.rebelion.org/noticia.php?id=100450&titular=”europa-no-puede-firmar-un-tlc-con-un-estado-violador-de-los-derechos-humanos
[3] Informe del 16.02.2010 paramilitares confessam 30.470 assassínios: www.telesurtv.net/noticias/secciones/nota/66984-NN/ex-paramilitares-colombianos-reconocen-haber-cometido-cerca-de-30-mil-500-asesinatos/
(4) Ver mais ssobre a fossa comum e o Terror Estatal:
www.lahaine.org/index.php?p=42954
(5) www.lahaine.org/, julio de 2010 e www.kaosenlared.net/noticia/video-uribe-velez-narcotraficante-no-82-presidencia-colombia-7
* Jornalista, historiadora
Este texto foi publicado em www.kaosenlared.net
Tradução de José Paulo Gascão
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Brasil/Petroleiros querem suspensão dos leilões de petróleo e gás
Alana Gandra, repórter da Agência Brasil http://www.agenciabrasil.gov.br
23 julho 2008
Rio - O diretor do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro) do Rio de Janeiro, José Maria do Nascimento, defendeu a necessidade de que a população brasileira participe da luta contra a privatização das riquezas minerais do país. A privatização se dá, segundo ele, por meio dos leilões realizados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Ele acredita que o problema poderá ser agravado pelas descobertas de petróleo nas camadas pré-sal.
O Sindipetro-RJ considera que os leilões representam a entrega de um patrimônio brasileiro, que é o petróleo, às multinacionais estrangeiras e, por isso, o governo deveria acabar com essas operações. Até agora, a ANP já promoveu oito rodadas de licitações para exploração de petróleo e gás no país, cuja arrecadação em bônus de assinatura superou R$ 5 bilhões. A 9ª rodada, realizada em novembro do ano passado, registrou arrecadação recorde em bônus de assinatura de R$ 2,1 bilhões. O resultado superou em 100% o total apurado na 7ª rodada.
No primeiro dia de realização da 9ª rodada, manifestantes liderados pelos sindicatos e entidades representativas de petroleiros e pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), entre outras organizações, ocuparam o prédio da ANP, no centro do Rio, para exigir a suspensão dos leilões de petróleo. O 8º pregão foi suspenso em novembro de 2006 em função de duas ações judiciais movidas pela deputada federal Clair da Flora Martins (PT-PR) e pelo Clube de Engenharia do Rio.
Criado em março deste ano por movimentos sociais e sindicais, o Fórum Nacional contra a Privatização do Petróleo e Gás pretende esclarecer a sociedade sobre o não-cumprimento da nacionalização do petróleo e gás no país, informou o sindicalista. Sua meta principal é conseguir a suspensão das licitações para produção e exploração de petróleo e gás.
Para o diretor do Sindipetro-RJ, a discussão em torno da criação de uma estatal específica para cuidar das descobertas do pré-sal, conforme teria sugerido o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, “tira todo o condicionamento de se manter a nacionalização do nosso subsolo, do nosso petróleo, nosso gás e nosso minério”. A sociedade, segundo José Maria, tem que estar atenta e ciente do que ocorre.
Os petroleiros encaminharam, em junho passado, carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva enumerando os pontos que preocupam a categoria em relação à privatização das riquezas nacionais. É preciso, reforçou o sindicalista, fazer os parlamentares e os próprios ministros verem que “a promessa que o governo fez de acabar com os leilões [de petróleo e gás] não aconteceu”.
O diretor do Sindipetro lembrou a necessidade de alertar as autoridades para o risco de “privatizar tudo”. Segundo ele, as empresas estrangeiras que vêm explorar petróleo e gás no Brasil “tiram o nosso óleo, internacionalizam o nosso óleo e não criam empregos”.
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/07/22/materia.2008-07-22.9208957430/view
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Leilão de biodiesel vende 264 milhões de litros e arrecada R$ 710 milhões
Leilões da ANP neste ano ofertarão 660 milhões de litros de biodiesel
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quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Brasil/África e AL são alternativa aos EUA, diz Lula a empresários
Vermelho, 24 outubro 2007
De acordo com relato de participantes, o presidente disse que é preciso buscar novos mercados para os produtos brasileiros. "O mercado americano é igual a um baile com 100 homens e 30 mulheres. É difícil pra caramba vencer a concorrência", disse. "Ou vice-versa", completou, ao perceber a presença de empresárias na reunião. "Já nos mercados emergentes, a chance de dançar é grande."
Lula afirmou, em discurso, que os empresários tinham de ter uma visão "global". "As empresas não podem ter medo de ser multinacionais", afirmou. "Em vez de ficarem reclamando do câmbio, vocês precisam ir para fora, participar desse mercado global", completou. Lula afirmou que não vai faltar energia para garantir o crescimento econômico. E informou que o governo está divulgando os editais para construção das usinas hidrelétricas do rio Madeira, em Rondônia.
Após a reunião, empresários ressaltaram a importância de encontros desse tipo com o presidente. "Foi um choque de otimismo importante", disse o empresário Amarílio Proença de Macêdo. "A reunião foi uma seqüência de elogios e concordâncias entre governo e empresários", completou.
O presidente da Braskem, José Carlos Grubisch, disse que Lula provocou o setor a ocupar espaço no mercado internacional. "Acho que o presidente colocou uma agenda nova, que é essa proposta de parceria entre setor privado e governo para buscar o crescimento e o desenvolvimento e aproveitar o ciclo positivo da economia", avaliou.
''Discussão teórica''
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse que o governo dispõe de instrumentos para incentivar a internacionalização das empresas brasileiras. Citou como exemplo o financiamento concedido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao frigorífico Friboi para este comprar a Swift.
Questionado sobre a possibilidade do uso de parte das reservas internacionais para financiar essas empresas, Miguel Jorge disse apenas que se trata de uma "discussão teórica" que ainda precisa ser amadurecida no governo. (Fonte: Agência Estado)
Brasil/Benditas foices que roçaram eucaliptos
Escrito por Frei Pilato Pereira
Foices não roçam sozinhas, então é preciso dizer benditas mãos que foram erguidas ao céu empunhando bandeiras, ao som de gritos e canções em defesa da terra, da água e de tudo o que Deus criou. Benditos trabalhadores que, no dia 16 de outubro de 2007, deixaram suas casas e, com suas foices, ferramentas de trabalho, foram defender o amanhã, o futuro do planeta e da humanidade - o MST realizou no Rio Grande do Sul dois atos de protestos contra as monoculturas de eucaliptos em Santana do Livramento e na região de Bagé. Parece estranho dizer que alguém foi defender o futuro da humanidade com uma foice nas mãos. Também parece estranho o que se lê no Evangelho quando Jesus de Nazaré disse aos fariseus que queriam ver seus discípulos calados: “Se eles se calarem, as pedras gritarão” (Lc 19,40).
Tivemos o histórico ato das mulheres no dia 8 de março de 2006. Onde elas arrancaram mudas de eucaliptos como a mãe que arranca o espinho que faz doer a carne do filho indefeso. Aquela ação acordou a sociedade para a questão das monoculturas de plantas exóticas. Mas as multinacionais da celulose, com apoio do governo gaúcho, tentaram calar todas as vozes de denúncia contra essas monoculturas no Rio Grande do Sul. O governo do estado realizou ações fortes e severas para garantir o ambicioso projeto das papeleiras multinacionais. E alguns já pensavam que o fato estava consumado e que não tinha mais volta. Mas quando achavam que a voz profética tinha sido calada, eis que as foices gritaram, roçando caminhos para a vida.
Com medo das foices e dos que não temem a opressão, o governo da Yeda mandou sua polícia com todo seu aparato de guerra para agredir e prender os trabalhadores que lá estavam apenas roçando com suas foices para resgatar a terra aprisionada pela ambição. Junto com a polícia estava também a imprensa de plantão para registrar um fato político de direito constitucional como ato criminoso.
E o chefe da polícia disse na imprensa que agiram contra o crime, prenderam os criminosos que danificaram o patrimônio alheio. Concordamos que este é o papel da polícia. Então, deveriam prender os donos, gerentes, diretores das papeleiras multinacionais que estão danificando o Pampa gaúcho com suas monoculturas de plantas exóticas. Pois crime mesmo é fazer monocultivos de eucaliptos, porque provocam terríveis e irreparáveis danos ambientais e sociais. Por serem desenvolvidos no modelo de monocultura, esses plantios geram poucos empregos e causam a perda da biodiversidade. Os eucaliptos, por exemplo, consomem grande quantidade de água e provocam enorme desequilíbrio ao ambiente natural. A experiência que temos no Brasil, no estado do Espírito Santo, é que a indústria de celulose, além de devastar a mata nativa, também expulsou muitas comunidades de suas terras. E naquele estado já secaram centenas de córregos e nascentes de água. É apenas um pouco das conseqüências destas monoculturas. E quem não vê que isto é crime?
E a polícia deveria prender também a dona Yeda Crusius por sua conivência e cumplicidade com o crime organizado das indústrias de celulose no Rio Grande do Sul. São elas que estão cometendo crime contra o patrimônio do povo gaúcho e não podemos ser cúmplices disso. As futuras gerações poderão herdar uma Pampa mais pobre que esta que nós herdamos de nossos pais. Poderão herdar os campos desertos virados em tocos de eucaliptos, sem cavalos e sem tropas. Uma terra sem vida para germinar a semente, para fazer florir o trigo e produzir o pão. Se é isto que queremos deixar de herança para nossos descendentes, então fiquemos de braços cruzados. Mas, do contrário, se queremos preservar a vida com justiça e paz, então devemos continuar a luta contra as monoculturas e as indústrias de celulose.
E se tentarem calar as vozes que clamam contra os desertos verdes, as foices gritarão. Não é isso que queremos. Desejamos que os ouvidos do entendimento e do diálogo se abram para escutar as diversas opiniões da sociedade e assim construirmos caminhos alternativos para um outro desenvolvimento. Que seja um desenvolvimento economicamente viável, político-socialmente justo e ecologicamente sustentável.
http://www.correiocidadania.com.br/benditas-foices-que-rocaram-eucaliptos.html
domingo, 14 de outubro de 2007
Equador/Chávez ajudará Correa a rever contratos com petroleiras estrangeiras
Quito, 13 outubro 2007 - O presidente equatoriano, Rafael Correa, anunciou neste sábado que pedirá a ajuda do líder venezuelano, Hugo Chávez, para renegociar os contratos com as multinacionais do petróleo que operam no Equador, entre elas a Petrobras.
Correa também revelou que o Equador voltará à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em Novembro, para "ter informação e saber o que estão a fazer os demais países" em relação às multinacionais.
O presidente equatoriano, que recentemente decidiu reduzir de 50 porcento para 1 porcento do ganho das multinacionais com a alta dos preços do petróleo, anunciou esta semana que fará uma auditoria nos contratos assinados com as companhias estrangeiras a partir de 1996 para determinar possíveis irregularidades em prejuízo do Estado.
Segundo Correa, seu governo pedirá a assessoria de Chávez para renegociar os actuais contratos com Petrobras, Andes Petroleum (China), Repsol IP-F (Espanha), City Oriente (Estados Unidos) e Perenco (França).
"Para estes novos contratos vamos ter assessoria técnica, de venezuelanos e de outros países da região, que já têm experiência nesta renegociação".
Para renegociar os contratos, "também será de grande ajuda nosso ingresso na Opep, porque poderemos ter acesso à informação e experiência" dos outros membros.
Quito entrou no bloco em 20 de Novembro de 1973 e se retirou 19 anos depois por não cumprir as metas do sistema de cotas. O país deixou uma dívida pendente de 5,2 milhões de dólares.
O Equador é o quinto maior produtor sul-americano de petróleo. Em 2006 produziu uma média de 536 mil barris por dia (b/d), dos quais 53 por cento correspondem a petroleiras privadas.
Entre Janeiro e Julho de 2007, a produção equatoriana chegou aos 506 mil b/d. (AngolaPress)
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
Brasil/Lula pede que México ”olhe um pouco para a América do Sul” e decida como ajudar na integração
Cidade do México, 6 Agosto 2007 (México) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu hoje que o México ”olhe um pouco para a América do Sul” e decida que estratégia vai adotar para que se possa “começar a sonhar com um processo de integração mais forte da América Latina”.
Em discurso na abertura de seminário que reuniu empresários mexicanos e brasileiros, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) pelo Conselho Empresarial Mexicano de Comércio Exterior, Investimento e Tecnologia (Comce), Lula afirmou que sabe que essa é a intenção do presidente mexicano, Felipe Calderón.
O presidente mexicano, por sua vez, ressaltou a vontade de trabalhar pela integração da América Latina. “Estamos situados geograficamente no Norte, mas nosso coração estará no Sul e na América Latina”, afirmoum Calderón.
Para Calderón, o Brasil pode ser a porta do México para o Mercosul . O presidente mexicano disse ainda que os dois países "são nações irmãs que dividem laços culturais e intenção de trabalhar em conjunto em questões mundiais".
O presidente Lula foi homenageado durante o encontro pelo presidente da Confederação Mexicana de Futebol, Justino Compean. Ele recebeu um troféu e uma camisa da Seleção Mexicana.
Claderón ressaltou que os dois países têm a mesma paixão desportiva. “Depois da nossa seleção nacional, a seleção brasileira é a preferida do mexicano”.
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