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terça-feira, 10 de setembro de 2019

Mercosul, Brasil/Amazónia, os incendiários gritam: ’Há fogo!’


3 de Setembro de 2019, Rede Voltaire (Itália) https://www.voltairenet.org/article207517.html


Manlio Dinucci*

Aliados de ontem, inimigos de hoje: são os países que investiram no Brasil e que obrigaram a sua indústria a explorar as suas riquezas sem tomar precauções que, doravante, denunciam a devastação desse modelo económico.

Perante a propagação dos incêndios na Amazónia, a Cimeira do G7 mudou a sua agenda para ‘enfrentar a emergência’. Os Sete -- França, Alemanha, Grã-Bretanha, Itália, Japão, Canadá e Estados Unidos -- assumiram, juntamente com a União Europeia, o papel de Corpo de Bombeiros planetário.
O Presidente Macron, como bombeiro chefe, lançou o alarme “a nossa casa está a arder”. O Presidente Trump prometeu o máximo empenho dos EUA no trabalho de extinção.

Os holofotes da comunicação mediática concentram-se nos incêndios no Brasil, deixando todo o resto na sombra. Primeiro de tudo, o facto de que está a ser destruída não só a floresta amazónica (dois terços da área são do Brasil), reduzida quase 10 mil km2 por ano em 2010-2015, mas também a floresta tropical da

sábado, 29 de junho de 2019

Brasil/Os prejuízos da Operação Lava Jato para o Brasil


27 de junho de 2019, 12:07 h

Toninho Kalunga*


A Alemanha é um exemplo fabuloso! Os corruptos alemães são punidos. Mas as empresas não são jogadas no lixo e os empregos são preservados com mais investimentos públicos, justamente para não serem contaminadas pelos atos dos maus executivos e não perder empregos

Quando se fala em corrupção, automaticamente, uma das imagens que vem à cabeça é de políticos em festas nababescas em iates ou mansões enormes com seus copos de whisky movidos ao som de gargalhadas sem fim.

Em 2015, no auge da Operação Lava Jato, quando os ouvidos ficaram moucos para a chamada de atenção sobre as consequências da aventura política que estavam empurrando o Brasil, surgiam números e mais números sobre o "prejuízo" que a corrupção na Petrobras havia produzido.

As “denúncias” davam conta de que o que havia sido desviado da Petrobrás eram coisas entre 3 e 40 bilhões de reais, o que por si só, dada a diferença gritante entre um número e outro, demonstrava que havia muita fumaça e pouca ou nenhuma vontade de identificar o problema onde ele de fato estava.

Em 9 de outubro de 2015, um procurador sem nome na manchete do Jornal Valor Econômico (que dispensa apresentações) informava sem nenhum critério, mas com muitas convicções, que