Mostrando postagens com marcador crisis. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador crisis. Mostrar todas as postagens

domingo, 18 de janeiro de 2015

DEUDA: AMÉRICA LATINA AYER, EUROPA HOY

7 enero 2015, ALAI, América Latina en Movimiento http://alainet.org


Resumen: Los bancos abrumados con dólares inorgánicos colocan con riesgo capitales que son usados para consumo y gasto corriente; eso se repite siempre en América Latina y ahora en Europa. La abundancia de dólares inorgánicos separó los flujos de la economía real y de la economía financiera, cuyas cifras sólo en derivativos anda por 700 billones, algo imposible de asimilar en un PMB de 75 billones. Este tipo de cifras, aumentadas con QE, se invierten en las bolsas donde suben el valor de las carteras de los bancos. El colapso de las bolsas arrastraría el dólar y EE UU busca apoyarse en un TTIP con Europa para mantenerlo.

Abstract: Banks, overwhelmed with inorganic dollars, placed with risk capital that was used for consumption and current spending; that has always been repeated in Latin America and now in Europe. The abundance of inorganic dollars separated the flows of the real economy and the financial economy, whose figures just on derivatives reach above US $ 700 trillion, an amount impossible to assimilate into a WDP of 75 trillion. These figures, increased by QE, are invested in the stock exchanges where they raise banks’ portfolio value. A collapse of the stock markets would drag the dollar down and the US tries to save it by signing a TTIP with Europe.

Introducción
La crisis actual no es una crisis del comercio ni de la producción de bienes o de servicios. La crisis es de los bancos, del sector financiero. Su origen es

sábado, 20 de dezembro de 2014

American Style Freedom for Ukraine or Hello to Arms!/Американская свобода для Украины, или Здравствуй, оружие

16.12.2014, Strategic Culture Foundatio n  www.strategic-culture.org (Rússia, Россия)


December 11, US Congress unanimously passed the measure titled Ukraine Freedom Support Act of 2014 authorizing defensive weapons for Ukraine. That is exactly what the Ukraine’s government wanted since a long time ago. The Ukrainian lobby in the US applied efforts to push the bill through. The motion got full support of right wing radicals like Senator John McCain. The passing of the Act has become one more step on the way of escalating the Ukraine’s crisis and deteriorating the relations between Russia and the United States. The document addresses multiple issues, a bit less than half of the text is directly related to Ukraine itself. 

The measure calls for the delivery of up to $350 million (280 million euros) worth of US military hardware to Ukraine out of the total $420 million total aid package. It authorizes the military aid which includes, «anti-tank and anti-armor weapons; crew weapons and ammunition; counter-artillery radars to identify and target artillery batteries; fire control, range finder, and optical and guidance and control equipment; tactical troop-operated surveillance drones, and secure command and communications equipment». It’s not that only, so more surprises are expected in

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Bolivia/Mientras exista capitalismo la lucha contra el hambre, la miseria y pobreza continuará (Morales)



23 mayo 2013, Agencia Boliviana de Información (ABI) http://www3.abi.bo (Bolivia)

Sotomayor, Bolivia (ABI) --- El presidente Evo Morales afirmó el miércoles que mientras exista el capitalismo en el mundo, la lucha contra el hambre, la miseria y la pobreza continuará.

El jefe de Estado cuestionó de esa forma ese modelo económico en un acto en el que entregó infraestructura educativa a la población de Sotomayor, en el departamento sureño de Chuquisaca.

'Mientras económicamente haya un sistema capitalista, mientras haya políticamente el imperialismo, los imperios de turno, la lucha va a seguir, porque estos sistemas y modelos económicos traen hambre miseria y pobreza', fundamentó.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Portugal/A GRANDE GREVE GERAL DE 14 DE NOVEMBRO

14 novembro 2012/Odiario.info http://www.odiario.info (Portugal)


Uma Greve Geral tem sempre um grande alcance.

A verificada hoje, 14 de Novembro em Portugal, ocorre em ocasião e com significado especiais.
A agressão do capital nacional e internacional a direitos fundamentais e às condições de acesso e exercício do direito ao trabalho e condições de vida dos trabalhadores é não só muito grave, como ainda assume a intenção de prosseguir até limites inconcebíveis.


A luta decorre todos os dias: nos locais de trabalho e nas ruas, junto de serviços públicos e defronte órgãos de soberania, lá onde a solidariedade entre os trabalhadores e as populações pode organizar-se, exprimir-se, ser escutada, produzir impacto e multiplicar-se.


Os membros do governo e os fazedores de opinião pública – que procuram desarmar a resistência popular – iludem, prometem, iludem e insultam para que o povo se atordoe, hesite, divida e desista. Tirando partido das condições adversas para os trabalhadores, consequentes de mais de um milhão de desempregados, o esmagador peso do trabalho precário, bem como da sinistra tendência regressiva na economia.


Em particular as greves e outros actos de luta laboral e as organizações sindicais combativas, e esta Greve Geral em concreto, são apoucadas na sua dimensão e significado e alvo de calúnias.
Mas a realidade é que esta Greve Geral, inserida no curso de inúmeras lutas laborais que se vêm desenvolvendo contra a imposição de um “pacto de agressão” para um “tratado de submissão” de Portugal, através dos PECs primeiro e agora do “memorando de entendimento” acordado entre as troikas nacional e do capital internacional, é uma afirmação categórica do povo trabalhador contra a política de submissão e ruína do povo português. O Secretário-Geral da CGTP qualificou esta Greve Geral como “uma das maiores de sempre”, e os próprios órgãos de comunicação social dominantes avaliaram a participação em 85% o que, sendo um valor impressionante, significa que a adesão real terá sido ainda superior.

A Greve Geral encontrou eco em milhares de locais de trabalho e na maioria dos sectores de actividade, com forte expressão nos organismos da administração do estado a todos os níveis, e naqueles sectores empresariais em que a presença de médias e grandes empresas predominam. Para além das concentrações e piquetes junto das empresas, realizaram-se concentrações nos centros de todas as capitais distritais e muitas outras cidades maiores.


A Greve Geral, como ficou dito, não é acto isolado, é um elo de uma cadeia, paralela e convergente com várias outras vias de luta do povo português. Pelo direito e acesso: ao trabalho contra o desemprego e pela Segurança Social; à saúde e pelo Serviço Nacional de Saúde; à educação gratuita e pela Escola Pública; à habitação e contra os despejos. As muitas lutas sectoriais na defesa da economia e da produção nacional. Contra as concessões ou privatizações de património e de serviços públicos. Por um país com futuro para o povo.


A CGTP assumiu a sua responsabilidade histórica que lhe advém da luta desde antes da Revolução de Abril. A sua análise da situação presente e a sua disponibilidade para ouvir e traduzir em organização a vontade dos trabalhadores organizados produziu frutos preciosos. A sua mobilização alargou-se e acolheu dezenas de outros sindicatos, filiados na UGT ou não filiados em qualquer delas. Bem como muitos trabalhadores não filiados, desempregados e pensionistas, que todos eles sofrem as consequências da mesma política anti-popular e anti-nacional.


O prestígio internacional da CGTP permitiu coordenar a Greve Geral em Portugal com Espanha, Itália e Grécia, e ainda com acções de solidariedade em Inglaterra, França, Bélgica, Países Baixos, Suíça, Alemanha, Áustria, R. Checa, Eslovénia, Roménia, Suécia, Finlândia. Esta jornada é pois também e tem o alcance de uma ampla iniciativa de solidariedade internacionalista – entre trabalhadores que em diferentes graus sofrem a mesma ofensiva furiosa e cega do capital internacional e seus agentes domésticos.


14 de Novembro de 2012

OS EDITORES DE ODIARIO.INFO


Sobre este assunto
 

ÉXITO DE LA PRIMERA MANIFESTACIÓN EUROPEA CONTRA LA TROIKA

15 noviembre 2012/Rebelión http://www.rebelion.org (México)
 

El sur de Europa señala el Norte


 
Usemos el 14N como barómetro. El día de ayer registró manifestaciones intensas en todo el sur de Europa, especialmente concentradas en la península ibérica, pero también en Italia y Grecia. Las calles se desbordaron en España y Portugal, donde se vivieron huelgas generales masivas contra el desmantelamiento del Estado social que impone la Troika. 

Las altas precipitaciones sociales dejan en evidencia lo patéticas que resultan las hojas de parra de los partidos y sindicatos socialdemócratas de estos países mediterráneos con la que está cayendo. Por ejemplo en Italia, donde salieron a manifestarse cientos de miles de estudiantes y trabajadores en las calles de 87 ciudades italianas, la CGIL, sindicato mayoritario, sólo había convocado paros de cuatro u ocho horas, y eso a rebufo de los Co.Bas, que habían convocado ya una jornada completa de huelga general. Lo mismo ocurrió con el sindicato UGT portugués, que tampoco convocó huelga ayer, y lo mismo ocurrió con el GSEE griego, que también había optado por cuatro horas socialmente correctas. Está claro: los ciudadanos del sur de Europa requieren mayor oposición y mayor unidad contra la dictadura de la Troika. En la manifestación de Atenas, simpatizantes de Syriza llevan las banderas de Portugal, Italia, Grecia y España. El lema de European Left en la manifestación de Atenas decía: "La austeridad mata la dignidad". ¡Cuántos y cuán dignos los jóvenes en las manifestaciones de toda Europa! Empujados por esta generación de jóvenes sin trabajo, sin futuro, pero sin miedo, hemos de recuperar la soberanía de nuestro tiempo, del que rápida y silenciosamente se ha adueñado esta pérfida Troika.

El parte meteorológico mainstream hace incapié en la violencia del 14N. Rayos y truenos. Incidentes en Lisboa delante del Parlamento. En la Gran Vía y la Plaza de Neptuno en Madrid. En la Ciudad Universitaria de Valencia. En Tarragona, ese chaval aporreado. En Barcelona, dos coches de la policía quemados. En Roma, cargas de la policía, decenas de detenidos. Batalla también en Milán, Turín, Padua y Brescia. El Poder se blinda en su Palacio e impide con violencia que nadie se le acerque. Si alguien lo hace, al día siguiente en la prensa se le acusa de ser un "profesional de la violencia". Siempre el mismo guión. Lo llaman democracia y no lo es.

Son muy interesantes los chubascos registrados en Francia y Bruselas. 15.000 manifestantes en París, según la CGT. Cinco organizaciones sindicales convocaron 130 concentraciones por toda Francia. Muy institucional la manifestación de Bruselas, donde Bernadette Ségol, Secretaria General de la Confederación Europea de Sindicatos, resume lo obvio: "Hay una emergencia social en el sur de Europa. Todo el mundo reconoce que las políticas que se están llevando a cabo son injustas y además no están funcionando".

Viendo lo que ocurrió ayer en las calles de Europa, igual hay que concederles la razón a los empresarios. Phillip de Buck, líder del lobby Business Europe, dijo: "Si se hace huelga a nivel nacional y de las compañías, sólo se hará daño a la economía". Este razonamiento nos aclara el camino: si queremos detener esta revolución neoliberal que afecta a todo un continente, la respuesta no ha de ser nacional, sino continental. Que la próxima vez se una toda la ribera del Mediterráneo. Que se adhiera Francia en la siguiente. El Sur marca el Norte.

Los esquiroles dicen que no vale de nada hacer huelga. Anoche Gobierno y PSOE pactaron paralizar los desahucios para rentas por debajo de 22.000 euros. También ayer Olli Rehn, Comisario Europeo de Economía, compareció por sorpresa precisamente ayer para decir que España ya ha hecho suficientes sacrificios en su carrera por reducir el déficit este año y el próximo. ¿Será casualidad?

El 14N anuncia más tormentas en Europa. Los estudiantes de Roma lo gritan alto y claro.
Tutti insieme famo paura. Todos juntos damos miedo.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Latinoamérica/CRISIS MUNDIAL EMPUJA RETORNO DE LOS EMIGRANTES


15 de octubre de 2012/Prensa Latina http://www.prensa-latina.cu (Cuba)
Por Cira Rodríguez César*

La Habana (PL) La crisis económica en Europa, en particular en la Eurozona, provoca en estos momentos cambios en los flujos migratorios entre el Viejo Continente y América Latina y el Caribe, tal como ocurre con el retorno a sus países de origen de muchos latinoamericanos.

Como es sabido, las migraciones se originan principalmente por razones económicas, de las cuales ambas partes (emisor y receptor) obtienen beneficios netos.

A los efectos de la crisis mundial, Latinoamérica resulta un destino atrayente con un crecimiento económico interesante, que atrae la migración de todos lados por la demanda de mano de obra especializada para sostener ese avance, a diferencia del retroceso que protagoniza Europa.

Durante la década de los 90, Argentina y Venezuela atrajeron a trabajadores extranjeros, pero ahora Brasil y Chile también se han convertido en imanes por su dinamismo económico.

Frente a ese panorama, el último estudio de la Organización Internacional para las Migraciones (OIM) demostró que los flujos migratorios de la Unión Europea (UE) a América Latina crecieron marcadamente, mientras que en sentido opuesto disminuyó de forma pronunciada.

El portavoz de esa agencia radicada en Ginebra, Jean Philippe Chauzy, explicó que esos cambios se deben a la crisis de deuda soberana y del sistema bancario en la UE, particularmente en la Eurozona, en la cual se ven envueltos países como España e Italia, refugios tradicionales de emigrantes de varias partes del mundo.

Chauzy insiste en que ahora esos movimientos se dan de Europa, sobre todo de España y Portugal, hacia Argentina, Brasil y México, ya que muchos salen de su país con la esperanza de encontrar mejores perspectivas económicas en Latinoamérica.

Se trata fundamentalmente de hombres jóvenes competentes y calificados, profesionales egresados de carreras de ciencias sociales e ingeniería civil.

De acuerdo con las estadísticas, entre el 2008 y el 2010 cerca de 110 mil europeos migraron a América Latina, en cambio los migrantes latinoamericanos hacia la UE descendieron de 400 mil en el 2006 a 229 mil en el 2009.

En los últimos cinco años, 1,2 millones de inmigrantes han vuelto desde España a sus países de origen. Dentro de esas estadísticas están los casos de Ecuador, a donde han vuelto 60 mil emigrantes en los últimos 10 años, mientras que a Perú el año pasado regresaron 37 mil, frente a los 30 mil del 2009.

Al mismo tiempo, la emigración se ha ralentizado, y así, en Perú, el pico de 247 mil salidas netas en el 2009 cayó a 202 mil el año pasado.

Del mismo modo, el número de brasileños que vivía en el exterior y decidió retornar a su país prácticamente se duplicó en la última década, hasta llegar a unos 174 mil 600 en el 2010, de acuerdo con los últimos datos aportados por el Gobierno.

No obstante, indica la OIM, aún quedan cuatro millones 29 mil personas de América Latina en Europa, principalmente en España, Reino Unido, Holanda, Italia y Francia. Mientras que los europeos residentes en América Latina suman un millón 250 mil.

Agrega el estudio que por la crisis económica son cada vez más los europeos que buscan trabajo en las naciones latinoamericanas y menos los que ven al Viejo Continente como lugar de residencia temporal o permanente.

Según la pesquisa de esa organización, entre el 2008 y el 2009 más de 107 mil europeos abandonaron sus naciones de origen para instalarse en Brasil, Argentina, Venezuela y México y Portugal, provenientes de España, Alemania, Holanda e Italia.

En cuanto a la relación entre migración y desarrollo, la investigación señala que las remesas enviadas por las mujeres -pioneras en los movimientos migratorios entre América Latina y el Caribe y la UE- han sido fundamentales para el desarrollo de la región.

Esas remisiones desde la UE a Latinoamérica ascendieron en el 2010 a unos siete mil 300 millones de dólares (cinco mil 600 millones de euros), en tanto en sentido opuesto, las remesas hacia Europa alcanzaron los cuatro mil 600 millones de dólares (tres mil 526 millones de euros).

Si bien el 2010 es el último año de referencia para tales cálculos, la situación actual de la Eurozona debe ampliar mucho las diferencias en los movimientos de las remesas durante los dos últimos calendarios; por supuesto, en detrimento de las enviadas desde el bloque del euro. Solo basta un ejemplo: El Ministerio de Empleo y Seguridad Social de España estima que esa nación perderá casi un millón de habitantes en lo que resta de década porque la emigración de ciudadanos será mucho más acusada que la llegada de inmigrantes, a pesar de calcular que 450 mil personas entrarán al país de aquí al 2020, todos los años.

*Periodista de la redacción de Economía de Prensa Latina.

 

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Brasil/Rousseff: Hay que coordinar las respuestas de la región ante crisis en la economía global

29 julio 2011/TeleSUR http://www.telesurtv.net

La presidenta brasileña, Dilma Rousseff, manifestó este viernes que la región cuenta con las más grandes riquezas del mundo a diferencia de otras naciones golpeadas por la recesión económica, por lo que destacó la importancia de defender a los países del continente de la crisis financiera.

Rousseff reiteró su apoyo a la reunión de ministros de Hacienda de la región con los presidentes de Bancos Centrales que se llevará a cabo el día 11 de agosto en Buenos Aires "para coordinar las respuestas del continente a la situación de crisis en la economía global”.

La mandataria realizó las declaraciones durante una rueda de prensa con su par argentina, Cristina Fernández, tras su reunión bilateral en Brasilia.

Rousseff resaltó la importancia que tienen Brasil y Argentina en “definir acciones conjuntas y concretas para defender a nuestros países de la excesiva liquidez que valora artificialmente nuestras monedas y de la avalancha de productos manufacturados que al no encontrar mercado en los países desarrollados alcanzan la industria y el empleo en nuestras regiones”.

La mandataria brasileña recordó que Suramérica tiene las más grandes reservas de petróleo, agua dulce, recursos naturales, de alimentos y “ tiene inmenso bien que son los más de 400 millones de habitantes (…) que durante mucho tiempo fueron marginados y alejados del proceso que en la actualidad se transforman en la más grande riqueza”.

Asimismo, comparó el crecimiento y fortalecimiento de las naciones del Sur con los países “dominados por la recesión, el desempleo, el paro, el caos financiero y fiscal, y sobre todo por la inmovilidad política en la resolución de los desafíos, retos que tienen que enfrentar”.

Evolución de las Relaciones
Dilma Rousseff destacó que en el encuentro con Fernández, debatieron sobre la evolución de las relaciones bilaterales y afirmó que estas “han tenido grandes avances que queremos profundizar”.

Manifestó que los lazos entre ambas naciones cuenta con sólidas bases, “incluso económicas”, y dinamismo en el comercio.

Sostuvo que en 2010, se registró el récord histórico de 33 mil millones de intercambio. Mientras que en el 2011 “el aumento del flujo comercial es expresivo, la calidad de nuestros intercambios bilaterales, 90 por ciento las cuales pertenecen a productos industrializados, reflejan su carácter estratégico”.

Brasil tiene una amplia relación con Argentina “que no tenemos con ningún otro país”, agregó la jefa de Estado quien manifestó su confianza en llegar a acuerdos más importantes en proyectos del “área de defensa, cooperación espacial, cooperación nuclear, entre otros, es preciso siempre ir más allá.

Inauguración de la embajada argentina
La presidenta de Argentina, Cristina Fernández, se desplazó hasta Brasilia con la finalidad de inaugurar la nueva sede diplomática de su país en el gigante suramericano.

“La calidad de sus instalaciones, su belleza, son expresión de la relación privilegiada que tenemos con ustedes”, reafirmó dirigiéndose a su colega.

Finalmente, reiteró su solidaridad en la demanda argentina de “soberanía sobre la islas Malvinas”.

Por su parte, Cristina Fernández, indicó que no se trataba de una “inauguración más, pero no, es una inauguración con un fuerte sentido”.

Recordó que su país no tenía asignado un espacio para construir su embajada y tenían que alquilar un sitio para ellos, pero el fallecido ex presidente de Argentina, Néstor Kirchner, “colocó la piedra y yo lo voy a inaugurar”.

También, manifestó su alegría de estar en Brasil compartiendo con su homóloga, Dilma Rousseff.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Paraguay/Lugo expondrá ante el Congreso acuerdo con Brasil sobre Itaipú



Presidentes Lula da Silva, Brasil, y Fernando Lugo, Paraguay

27 julio 2009/TeleSUR http://www.telesurtv.net

Lula y Lugo discutieron por última vez sus diferencias en mayo pasado, durante una visita del presidente paraguayo a Brasilia que concluyó sin ningún acuerdo. Desde septiembre del año pasado fue creada una comisión mixta bilateral para tratar, exclusivamente, el acuerdo de la hidroeléctrica binacional de Itaipú, que ahora, llega a un acuerdo histórico y que prevé reuniones trimestrales para controlar su cumplimiento.

El presidente de Paraguay, Fernando Lugo, expondrá esta semana ante el parlamento el convenio al que llegó el pasado sábado con su par brasileño, Luiz Inácio Lula da Silva, que estipula el incremento de los beneficios de esa nación en la hidroeléctrica de Itaipú, compartida por ambos países.
El ministro de Relaciones Exteriores del país suramericano, Héctor Lacognata, notificó este lunes que Lugo asistirá "entre el miércoles y el jueves" próximos a la sede del Legislativo para hacer entrega de la copia del acuerdo asumido por ambos dignatarios en el Palacio de Gobierno, en Asunción.
El documento deberá ser ratificado por los parlamentos de ambos países para su posterior aplicación.
Por otra parte, el canciller se adelantó a contradecir las críticas de políticos y medios de prensa locales que consideraron que Paraguay no obtuvo mayores beneficios en esas negociaciones.
"Hay opiniones diferentes, pero yo creo que ninguna de ellas puede opacar el hecho de que efectivamente el sábado se logró un acuerdo que yo por lo menos no tengo memoria de que haya tenido el alcance de otras negociaciones diplomáticas de nuestro país", indicó Lacognata.
En este sentido, resaltó como fundamental que el acuerdo se produjo en el ámbito político, al momento de expresar que "Brasil ha admitido el derecho paraguayo sobre el 50 por ciento de lo que le corresponde" en energía.
También recordó que el análisis de los reclamos de Paraguay en la hidroeléctrica, iniciados hace casi un año, comenzaron en una etapa en la que ese tema era "absolutamente innegociable para la lógica diplomática de Brasil".
"Las reivindicaciones en Itaipú no han terminado, continúan. Por eso decíamos el sábado que es un buen inicio, un logro importantísimo, pero todavía continúa la reivindicación", explicó el canciller de Paraguay.
De Itaipú, la mayor hidroeléctrica del mundo en funcionamiento, Paraguay recibirá 360 millones de dólares al año a partir de 2010, por la cesión a su socio frente a los 107 millones de 2008, según las autoridades.
Además, Brasil se compromete a aportar 450 millones de dólares para construir una red de transmisión de 500 kilovatios de la represa a Villa Hayes, cerca de Asunción.
Asimismo, el acuerdo reconoce la conveniencia de que la estatal Administración Nacional de Electricidad (ANDE) "pueda gradualmente, a la brevedad posible, comercializar en el mercado brasileño energía de Itaipú correspondiente a los derechos de adquisición de Paraguay".
El tratado constitutivo de la represa, con capacidad para generar 14 mil megavatios, prevé que cada país tiene derecho al 50 por ciento de esa energía y que la electricidad no utilizada debe ser vendida al otro socio a precio de costo.
El acuerdo, de 31 puntos, también incluye obras de infraestructura en Paraguay, entre ellas dos nuevos puentes entre ambos países, para dinamizar el comercio fronterizo.

Buenas relaciones bilaterales
Por su parte, el asesor de la presidencia brasileña para asuntos internacionales, Marco Aurelio García, garantizó este lunes que el acuerdo con Paraguay de Itaipú es "importante y normaliza las relaciones entre ambos países".
García, desde un seminario sobre la paz en Oriente Medio que se lleva a cabo en Río de Janeiro, detalló que el acuerdo logrado el pasado sábado en Asunción estabiliza unas relaciones "que venían sufriendo un cierto desgaste".
En este sentido, el asesor de la presidencia brasileña destacó que la posición del Gobierno de Lula siempre ha sido "que no basta la prosperidad de Brasil en un cuadro de crisis económica y social en países vecinos".
"No podemos ser una isla de prosperidad cercados de un océano de desigualdad social", agregó García.
También subrayó que la firma del tratado ha sido "muy bien acogida" en Paraguay y contribuye además a estabilizar la situación política del país, lo cual "es bueno para la región".

sexta-feira, 24 de julho de 2009

EL SOUTHCOM TOMA EL PODER EN UN ESTADO DEL ALBA

23 julio 2009/TeleSUR http://www.telesurtv.net

Por: Thierry Meyssan

Bajo la dirección de John Negroponte, la embajada de Estados Unidos en Tegucigalpa se convirtió en cuartel general de los «contras» nicaragüenses y de sus escuadrones de la muerte.

Nadie pensó que la crisis surgida entre Honduras y Estados Unidos pudiera desembocar en un golpe de Estado militar. Parecía que Washington había renunciado a esa forma de acción, aunque la administración Bush había sobornado recientemente a un grupo de militares para que derrocaran al presidente constitucional de Venezuela (el 11 de abril de 2002) [1] y había utilizado a sus propias fuerzas especiales para secuestrar al presidente constitucional de Haití (el 29 de febrero de 2004) [2]

Pero los comunicadores de la Casa Blanca venían utilizando últimamente la amplia sonrisa del flamante Barack Obama para hacer creer a la opinión pública internacional que Estados Unidos había cambiado y que había renunciado a su ambición imperial.

La importancia estratégica de los cinco Estados de la antigua República Federal de América Central (Costa Rica, Salvador, Guatemala, Honduras y Nicaragua) reside en su situación geográfica como corredor de tránsito entre dos continentes y dos océanos. Si bien ninguno de ellos dispone de recursos naturales especialmente importantes, lo interesante es que todos ellos pueden servir de base para controlar la zona. Durante la revolución sandinista en Nicaragua, Washington utilizó Honduras como base de retaguardia de las bandas contrarrevolucionarias. Bajo la dirección de John Negroponte, la embajada de Estados Unidos en Tegucigalpa se convirtió en cuartel general de los «contras» nicaragüenses y de sus escuadrones de la muerte. Vista desde ese ángulo, la evolución antiimperialista de Honduras, luego del regreso de los sandinistas al poder en Nicaragua, representaba no tanto un problema en sí como un verdadero peligro de «contaminación». ¿En qué representaba la evolución de la situación hondureña un peligro tan grande como para que Washington decidiera recurrir nuevamente a los viejos métodos, corriendo así el peligro de malograr todos sus esfuerzos propagandísticos?

La presidencia de Maduro y las elecciones de 2005
Al igual que el resto de Centroamérica, Honduras enfrenta la existencia de las maras (pandillas). La más conocida es la Mara Salvatrucha. Se trata de bandas de niños manipulables debido a su dependencia de la droga y organizados mediante ritos místico-criminales [3]. Sus miembros se entregan a todo tipo de violencias, alcanzando a veces un inusitado grado de barbarie que los ha llevado a protagonizar verdaderas masacres.

En 2001, el candidato nacionalista Ricardo Rodolfo Maduro Joest resultó electo bajo la promesa de luchar contra el crimen. Su propio hijo, de 25 años, había sido secuestrado, torturado y asesinado, y su funeral se había convertido en una verdadera manifestación de carácter nacional. Al llegar a la presidencia, Ricardo Maduro ordenó espectaculares operaciones de lucha contra las pandillas. También reforzó el arsenal de la policía y sacó a los militares de los cuarteles para que ayudaran a los policías. Con el apoyo de la democracia cristiana, Maduro logró la adopción de una ley que castigaba con un mínimo de 5 años de prisión el solo hecho de ser miembro de una mara.

Aunque aquella ley sirvió de inspiración a países como Guatemala y Salvador, la Corte Constitucional hondureña decidió invalidarla porque comprometía la responsabilidad individual por asociación en casos de crímenes que el acusado no había cometido. La aplicación de aquella ley había dado lugar a un gigantesco aumento del número de personas encarceladas, lo cual se provocó a su vez sangrientos motines en las prisiones. En definitiva, como aquella ley no abordaba las causas sociales del fenómeno, ya masivo, su aplicación no detuvo el aumento de la criminalidad.

En 2005, el candidato nacionalista a la sucesión de Maduro, «Pepe» Lobo, consideraba que sólo una guerra podía acabar con las maras. Así que propuso reinstaurar la pena de muerte a través de un referéndum que contemplaría además la posibilidad de pronunciar penas de muerte colectivas contra las pandillas, a pesar de que un estudio realizado en Salvador ya había demostrado que el 51,9% de los criminales tenían sólo entre 11 y 15 años. Así que Honduras habría tenido que matar a muchos de sus propios hijos. Mientras tanto, el candidato liberal, Manuel Zelaya, proponía un enfoque mucho más razonable, basado no sólo en la represión sino en la realización de verdaderos esfuerzos a favor de la educación y de la inserción de aquellos niños en la sociedad.

En el plano económico, los resultados del presidente Maduro también resultaban bastante polémicos.

Ex gobernador del Banco Central y brillante hombre de negocios (concesionario de Seros y director del fondo de inversiones La Paz), Maduro negoció la reducción de la deuda hondureña con el FMI y con el Club de París. Pero, como contrapartida, tuvo que aumentar los impuestos y reducir el número de funcionarios, política que penalizó únicamente a la clase media.

También incluyó a su país en el Acuerdo de Libre Comercio Estados Unidos/Centroamérica, sin encontrar mucha oposición política contra aquel proyecto, a pesar de sus desastrosas consecuencias para los pequeños agricultores. Las excelentes relaciones del presidente Maduro con su homólogo estadounidense George W. Bush condujeron incluso al envío de 370 militares hondureños a Irak, donde fueron destacados, junto a los españoles, en la zona administrada por el contingente polaco. Pero, como consecuencia de la decisión de Zapatero de retirar de Irak las tropas españolas, Maduro se vio políticamente obligado a retirar también a los soldados hondureños. Y finalmente, el mandato presidencial de Ricardo Maduro concluyó en un ambiente grotesco matizado por un escandaloso divorcio.

El liberal de izquierda José Manuel Zelaya Rosales presentó entonces una atrayente alternativa. En vez de proponer el cierre de servicios públicos como medio de garantizar una importante reducción presupuestaria, Zelaya propuso una reducción del tren de vida del Estado. Y para reforzar los ingresos del Estado, propuso facilitar el empleo en los sectores altos consumidores de fuerza de trabajo. En la lucha contra la criminalidad juvenil, Zelaya anunció su intención de equipar todas las escuelas con computadoras y de garantizar la instrucción pública gratuita a todos los niveles de la sociedad.

En 2005, en una elección de una sola vuelta, los hondureños eligieron como presidente a José Manuel Zelaya, con un 49,9% de sufragios, y le garantizaron el 48,4% de los escaños en el Congreso (unicameral). Su principal adversario, el nacionalista de derecha Porfirio Sosa, obtuvo el 46,2% de los sufragios y un 42,9% de los escaños en el Congreso. Los resultados eran tan apretados que se requirió su validación, la cual se produjo al cabo de dos semanas de espera. Tres pequeñas formaciones políticas se encontraron entonces en posición de árbitros en el seno del Congreso: la Unión Democrática, la Democracia Cristiana y el partido Innovación y Unidad.

La presidencia de Manuel Zelaya
Nada dejaba entrever que el ranchero Manuel Zelaya pudiera entrar en conflicto con Washington, sobre todo si se tiene en cuenta que la mayoría relativa de la que disponía no favorecía la posibilidad de una ruptura política. En primer lugar, el presidente Zelaya prosiguió la política de descentralización que ya había iniciado en su época de ministro. Su objetivo era acercar los centros de decisión a la ciudadanía para fortalecer el poder popular y la transparencia. Esta reforma provocó un distanciamiento entre la clase política corrupta de la capital y los nuevos notables locales. Y también sacó a la luz el control de los militares sobre una parte de la economía [4]

Pero lo más importante es que, en junio de 2006, Manuel Zelaya anunció su intención de destinar al tráfico comercial la base aérea de Soto Cano [5], en la que se encontraba un contingente estadounidense. Ante la reacción del Pentágono, el ministro hondureño de Defensa trató de retroceder, argumentando el costo del equipamiento necesario. Pero el presidente Zelaya mantuvo su decisión. Oficialmente, Soto Cano no era más que una pequeña base aérea cuyo personal se componía de 190 militares y 730 civiles. Pero su pista es la única de toda Centroamérica capaz de recibir grandes aviones destinados al transporte de tropas. Fort Bravo es la única estación del SouthCom fuera de Estados Unidos [6]. Y, sobre todo, Soto Cano es una base de escucha vinculada a dos unidades secretas: Cerro La Mole y Swan Island. Este dispositivo es indispensable para el funcionamiento de la inteligencia militar estadounidense en la región. Curiosamente, Estados Unidos nunca ha firmado con Honduras ningún acuerdo que precise el estatus de las instalaciones anteriormente mencionadas.

A pesar de la fuerte popularidad del presidente Zelaya, una sorpresiva campaña de prensa lo acusó de no haber respetado sus promesas, de no haber logrado mejorar el nivel de vida ni contrarrestar el crimen. En realidad, Zelaya no podía proteger a su país del alza mundial del petróleo y se publicaban numerosos reportajes sensacionalistas que daban la impresión de que el país enfrentaba una gran proliferación de las maras. Manuel Zelaya respondió obligando a los medios audiovisuales privados a transmitir varias horas de entrevistas con miembros de su gobierno.

Washington manifestó su irritación mediante la reducción de sus programas de ayuda a la población hondureña, pero mantuvo sus programas de seguridad. Estados Unidos incluso proporcionó a Honduras importantes medios para la realización de sus planes de lucha contra el crimen organizado y contra el tráfico de drogas y el terrorismo. Washington financió, por ejemplo, el equipamiento de Puerto Cortés con tecnología de punta que permite escanear todos los contenedores enviados a Estados Unidos que pasan por ese puerto hondureño.

Por otro lado, Washington dispone de poderosos medios de presión sobre Tegucigalpa. Honduras, país de 7 millones de habitantes, tiene cerca de un millón de inmigrantes en Estados Unidos, sobre todo desde el paso devastador del ciclón Mitch por territorio hondureño, en 1998. 78 000 de esos inmigrantes hondureños en Estados Unidos son residentes temporales, estatus que han renovado varias veces, y pueden ser expulsados mediante una simple decisión administrativa.

El presidente Zelaya prosiguió su lucha contra la corrupción, obligando a varios altos funcionarios a renunciar a sus puestos. Y algunos de éstos comenzaron entonces a conspirar. Se descubrió incluso que el ex director de la compañía de telefonía pública había interceptado los teléfonos del presidente Zelaya.

Al estallar en Estados Unidos la crisis de las subprimes y en momentos en que se produce el alza mundial de los precios de los alimentos básicos, el presidente Zelaya recurre, lógicamente, a la Alianza Bolivariana para las Américas (ALBA), organización intergubernamental promovida por Venezuela, país que garantiza la seguridad alimentaria y energética de los Estados miembros y que coordina además la realización de importantes programas de salud pública.

Esa decisión de Zelaya obtiene un fuerte apoyo popular, pero suscita inquietud entre las clases medias, ya afectadas por la política económica de Maduro y por la crisis económica mundial.

El 25 de agosto de 2008, Manuel Zelaya rinde homenaje al «Guerrillero heroico» Ernesto Che Guevara y, ante una multitud de 100 000 personas, firma en Tegucigalpa la entrada de su país al ALBA, en presencia de los presidentes Evo Morales, de Bolivia; Daniel Ortega, de Nicaragua; Hugo Chávez, de Venezuela, y del vicepresidente cubano Carlos Lage. El presidente de la República Dominicana, Leonel Fernández, también está representado en el acto.
Honduras se convierte así en una de las naciones rebeldes.

El golpe de Estado militar
Representantes del gobierno de Estados Unidos admitieron en el New York Times haber entrado en contacto con los golpistas días antes de la asonada. Pero afirman que lo hicieron para convencerlos [7] de que emprendieran esa acción. Según esos testimonios, aquellos contactos finalizaron el domingo (o sea, en momentos en que el golpe ya había comenzado).

Pero hay que tener en cuenta que el pequeño ejército hondureño ha sido enteramente armado, entrenado e instruido por Estados Unidos. Se supone que obedezca a su comandante en jefe, el presidente de la República, y al jefe de su Estado Mayor. Pero, en la práctica, se encuentra bajo el control del SouthCom, desde Soto Cano y Miami [8].

Precisamente el jueves pasado, el Pentágono instaló apresuradamente al nuevo comandante del SouthCom, el general Douglas M. Fraser, para darle seguimiento al golpe.

En todo caso, la operación ya había sido concebida desde hace tiempo. Al igual que el ataque contra los edificios oficiales en Moldavia, al igual que la limpieza del valle de Swat, que el exterminio de los Tigres tamules o la «revolución verde» en Irán, el golpe de Estado en Honduras fue planificado por la administración Bush y posteriormente confirmado y ejecutado por la administración Obama, a pesar de los visos de legalidad que ésta última parecía ofrecer.

La tensión se recrudeció cuando el presidente Zelaya convocó a una consulta popular, que debía tener lugar el domingo 28 de junio, para determinar si los electores eran favorables a la elección de una Asamblea Constituyente. Se desató entonces una campaña internacional de prensa que presentaba aquella iniciativa como una maniobra exclusivamente tendiente a abrir a Manuel Zelaya la posibilidad de obtener un segundo mandato. Lo cual es totalmente falso ya que la elección de la Asamblea Constituyente sólo hubiese tenido lugar el mismo día que la próxima elección presidencial y, por consiguiente, la hipotética modificación de la Constitución no hubiese podido producirse sino mucho después del fin del mandato de Zelaya. Por lo tanto, el presidente Zelaya nunca hubiese podido ser candidato a su propia sucesión. Pero, claro está, después de haber acusado a Hugo Chávez de querer ser «presidente vitalicio», había que acusar a su aliado Manuel Zelaya de querer convertirse en dictador él también.

El 9 de junio, el Congreso hondureño adoptó una ley constitucional que prohibía la realización de un referéndum a menos de 180 días de la elección presidencial. El Tribunal Supremo declaró la consulta popular ilegal (pero no anticonstitucional), aunque la ley de modificación fue declarada en sí misma anticonstitucional. En base a esa decisión, el jefe del Estado Mayor, el general Romeo Vásquez, bloqueó la organización de la consulta. El presidente se presentó entonces personalmente en una base militar para «rescatar» las boletas que debían ser utilizadas en la consulta popular y revocó al jefe del Estado Mayor por insubordinación. Al igual que los demás golpistas latinoamericanos, el general Romeo Vásquez fue formado por Estados Unidos en la tristemente célebre Escuela de las Américas.

La base de Soto Cano se encuentra actualmente bajo las órdenes del coronel Richard A. Juergens. Fue al parecer fue este mismo militar estadounidense quien dirigió el secuestro del presidente haitiano Jean-Bertrand Aristide cuando ocupaba el cargo de director de Operaciones Especiales del Special Operations Command.

El domingo 28 de junio de 2009, siendo alrededor de las 5h30 de la mañana (hora de Honduras), fueron cortadas la electricidad y las líneas telefónicas fijas y hertzianas. Comandos de militares encapuchados [9] asaltaron la residencia del presidente Zelaya y se lo llevaron, lo metieron en un avión y lo enviaron a Costa Rica en ropa de dormir. Fueron arrestados por lo menos 8 ministros, entre ellos la ministra de Relaciones Exteriores, así como otras personalidades, como el alcalde de San Pedro Sula (la segunda ciudad de Honduras). Cuando se restableció el servicio eléctrico, los medios audiovisuales anunciaron que se había decretado un toque de queda y la anulación de los oficios religiosos dominicales y de la consulta popular.
Después del mediodía, los diputados, que fueron previamente autorizados a salir a la calle, realizaron una reunión extraordinaria en la sede del Congreso. El presidente del Congreso, Roberto Micheletti, dio lectura a una carta, con fecha del 26 de junio, en la que el presidente Manuel Zelaya supuestamente renunciaba a su cargo. Nadie expresó sorpresa por la aparición de esta carta con fecha del 26 de junio. Después de dejar constancia de la supuesta vacancia a la cabeza del Estado, el Congreso designó a su propio presidente para ocupar la presidencia de la República. Por su parte, el Tribunal Constitucional afirmó, en un comunicado enteramente orwelliano, que el ejército había defendido la Constitución impidiendo que el presidente Zelaya diera un golpe referendario. El Tribunal sostuvo que al bloquear la consulta popular ordenada por el presidente de la República, el jefe del Estado Mayor había actuado legalmente, si lo había hecho por orden de un juez. Para que nadie ignorara el verdadero objetivo de la operación, los militares arrestaron a los embajadores o encargados de negocios de los Estados miembros del ALBA.
El desarrollo mismo del golpe de Estado en Honduras recuerda aquel que tuvo lugar en Haití, en 2004, contra el presidente Jean-Bertrand Aristide: secuestro en plena madrugada por soldados encapuchados y "aparición" de una carta de renuncia.
La manera como las agencias de prensa atlantistas han descrito el diferendo electoral, de forma tendenciosa para dar al golpe de Estado una apariencia de legalidad, demuestra la premeditación de esta operación por parte de Washington. La manipulación de las causas del golpe, ocultando el asunto de la base de Soto Cano y los vínculos entre militares hondureños y estadounidenses, es muestra además de una evidente voluntad de ocultar el papel de la administración Obama.

Notas:
[1] «Opération manquée au Venezuela», por Thierry Meyssan, Réseau Voltaire, 18 de mayo de 2002.
[2] «La CIA déstabilise Haïti», «Coup d'État en Haïti» y «Paris relâche le président haïtien», por Thierry Meyssan, Réseau Voltaire, 14 de enero, 1º y 16 de marzo de 2004.
[3] «L'extension de la Mara Salvatrucha», por Gaston Pardo, Réseau Voltaire, 2 de marzo de 2005.
[4] La democracia se instaló rápidamente en Honduras mientras que revoluciones y contrarrevoluciones se desarrollaban en la región. Estados Unidos garantizó que parte de la economía hondureña quedara bajo su control indirecto, a través de los militares.
[5] La base Soto Cano es la antigua base de Palmerola. Está situada al nordeste de Tegucigalpa, a 747 millas de la capital.
[6] El SouthCom es el comando estratégico de las fuerzas armadas estadounidenses encargado de garantizar el control de Latinoamérica.
[7] «Honduran President Is Ousted in Coup», por Elisabeth Malkin, The New York Times, 29 de junio de 2009.
[8] El SouthCom tiene su sede en Miami, pero dispone además de una estación en Soto Cano y de puestos avanzados en Comalapa (Salvador), Manta (Ecuador) así como en las islas de Aruba y Curazao (Antillas Holandesas).
[9] El uso de pasamontañas o capuchas en este tipo de operación es inútil y contraproducente, a no ser que se trate de enmascarar la participación de consejeros militares extranjeros.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Gobierno ecuatoriano restablece preferencias arancelarias con países andinos

Luego de meses de intensas negociaciones, el gobierno Ecuatoriano decidió acatar la resolución de la Comunidad Andina de restituir los beneficios arancelarios. El proceso demoró más de lo previsto ''por asuntos administrativos'', según indicó la presidencia ecuatoriana.

12 julio 2009TeleSUR http://www.telesurtv.net

El gobierno de Ecuador restableció el viernes las preferencias arancelarias con Bolivia, Colombia, Ecuador, Perú, países de la Comunidad Andina (CAN), después de que las suspendiera el pasado enero como medida para mitigar los efectos de la crisis del capitalismo mundial.

La medida se comenzó a aplicar desde que fue publicada por el Registro Oficial, según una fuente del Consejo de Comercio Exterior (Comexi).

La ministra coordinadora de la Producción y presidenta del Comexi, Nathalie Cely, había anunciado el pasado 24 de junio que Ecuador acataba la recomendación de la CAN y que restituiría las preferencias comerciales sobre importaciones con sus países vecinos.

Cely informó que el Registro Oficial "demoró" la restitución de los beneficios, solicitados por la CAN, "por asuntos administrativos", según detalló la Presidencia de Ecuador en su portal de Internet.

En enero, la medida de Ecuador fue adoptada con carácter "temporal" y con aplicación general a las importaciones de todos los países del mundo.
La restricción incluyó a los países que mantenían acuerdos comerciales con Ecuador, y suscitó cierto malestar, especialmente entre las autoridades de Perú y Colombia.

Entre los productos sometidos estaban bebidas alcohólicas, productos electrónicos (móviles, reproductores de música y películas), muebles, juguetes, vídeo-juegos, maquillaje, bombones, mermelada, calzado y productos textiles.

El gobierno ecuatoriano ha explicado en varias ocasiones que tomó esa decisión en el marco de la crisis financiera internacional.

Así logró evitar la salida de divisas, al constatar que, por efectos de la deplorable situación económica, sus ingresos habían mermado por la bajada abrupta del precio del petróleo y la caída de las remesas que envían al país los emigrantes desde el extranjero.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Cumbre de la ONU sobre crisis capitalista





Rafael Correa: ''Ya es un éxito el hecho de que nos atrevemos a pensar y contraponer ideas'' . (Foto: teleSUR)

25 junho 2009/TeleSUR http://www.telesurtv.net

El presidente de Ecuador, Rafael Correa, aseguró que el sólo hecho de que los líderes que asistieron a la Cumbre de la Organización de Naciones Unidas (ONU) sobre la crisis capitalista internacional "nos atrevamos a pensar y contraponer ideas" a los grupos de poder establecidos como el G20 "que se creen dueños del mundo", ya representa un éxito, pese a que muchos países no asistieron al foro por razones ideológicas y por el temor de que se criticara al sistema capitalista.

En entrevista exclusiva con teleSUR desde la ciudad de Nueva York, al noreste de Estados Unidos, donde se desarrolla la reunión internacional, Correa se mostró esperanzado de que de este foro saldrán ideas valiosas que deben monitorearse e implementarse.

"Creo que de todos modos la Asamblea es un éxito y van a salir de aquí muchas ideas que deben monitorearse, que deben implementarse, pero ya es un éxito el hecho de que nos atrevemos a pensar y contraponer ideas en nuestra postura a ese grupo exclusivo de los 20 (...) G20 que se creen dueños del mundo y que tienen la respuesta para todo y muchos son culpables de lo que está pasando", indicó.

Al ser cuestionado sobre el por qué algunos países miembros de las Naciones Unidas decidieron no asistir a una reunión de esta envergadura, donde se discuten las causas, consecuencias y soluciones para salir de la crisis financiera internacional, Correa opinó que esto es un tema de "fundamentalismo ideológico" y de "pequeñez de visión", pues temían que se criticara al sistema capitalista, algo que dijo, que si sucede "bien merecido que se lo tiene el sistema que está colapsando y que nos tiene en esta crítica".

Otra causa de que la lista de asistencia esté incompleta, según Correa podría responder a "intereses muy concretos y a gobiernos, que representan no a sus pueblos, si no a ciertas oligarquías. Cuando no se puede vivir como se piensa y se empieza a pensar como se vive y se hacen todas estas construcciones ideológicas para defender el estatus quo, y que nada cambie, y mantener mis privilegios", enfatizó.

Falta de espíritu democrático
Sobre la situación política por la que atraviesa Honduras, la cual el presidente de ese país centroamericano, Manuel Zelaya, ha denunciado como un "golpe de Estado técnico", Correa dijo no comprender "esa falta de espíritu democrático", aunque sí dijo saber de cuál sector proviene esa estrategia: "las oligarquías de siempre, a los poderes fácticos que no quieren que nada cambie en América Latina".

"Nosotros enfrentamos lo mismo cuando llamamos a una consulta popular en abril de 2007, para que el pueblo se pronunciara si quería una Asamblea Nacional Constituyente para tener una nueva Constitución. (La iniciativa) Tuvo toda clase de obstáculos (...) formalismos legales de los que son tan cuidadosos estas élites cuando les conviene a sus intereses, porque cuando no les conviene pisotean todo", recordó el mandatario.

"En todo caso me cuesta entender esa falta de espíritu democrático y ojalá que todo suceda en calma y en paz en Honduras y que el pueblo se pueda pronunciar y que los actores políticos respeten el derecho del ciudadano a pronunciarse en las urnas", añadió.

Adhesión a la ALBA
Con el presidente Correa teleSUR también conversó sobre el tema de la adhesión de su país a la Alianza Bolivariana para los pueblos de Nuestra América (ALBA), rubrica el miércoles en la VI Cumbre Extraordinaria del foro, realizada en la venezolana ciudad de Maracay (norte).

Para Rafael Correa, que ha definidp a su gobierno como socialista, la anexión a la ALBA fue "muy fructífera", al igual que la cumbre. Explicó que hasta ahora este bloque de cooperación se había enfocado prácticamente sólo en el tema político, pero advirtió que esto debe cambiar y el grupo debe "avanzar un poco más también en cuestiones de integración energética, intereses informativos, porque ni siquiera tenemos comunicación directa entre los presidentes de la región, ni dentro del ALBA, políticas coordinadas a nivel social", entre otros aspectos.

Con un tono un poco risueño, Correa recordó la evolución desde que se le propusiera a su país formar parte de la alianza, hasta que finalmente decidió dar el Sí.

"Al principio, medio en broma, medio en serio, condicioné al presidente (venezolano, Hugo) Chávez, que yo ingresaba al ALBA si él ingresaba a la CAN (Comunidad Andina) y nos pasamos en eso un año e insisto, medio en broma, medio en serio. Después de ver como estaba funcionando la CAN, pues, ya dejé de insistirle en que reingresara a la CAN, entonces ese también fue un factor para tomar nuestra decisión", relató.

En medio de estos recuerdos sobre el camino hacia la ALBA, Correa insistió en que la CAN hay que hay que revisar profundamente su razón de ser poruqe "de otra forma es mejor decir bueno, muchas gracias, no gastemos la plata de nuestro pueblo en burocracia inútil y vámonos a la casa. Creo que la CAN requiere una transformación profunda".

Otro de los factores que empujaron al Ejecutivo de Quito a decidirse, fue, de acuerdo a Correa, como poco a poco la ALBA fue consolidándose, porque al principio "se veían ambiguedades", hasta que el grupo alcanzó "definiciones concretas".

"ALBA ha sido un proceso en construcción, entonces hasta que se consolidó, hasta que estuvieron más claras las cosas tomó su tiempo, al principio como que se veían ambiguedades. Entonces cuando las cosas estuvieron más claras, la orientación del ALBA, definiciones concretas, bueno con todo gusto nos integramos a ese espacio de países amigos", concretó.

Lea también
CIADI ''no es un sistema que genere justicia''

Continuará gestión por la paz pese a oposición del Gobierno

Congreso peruano es corresponsable en masacre de Bagua

terça-feira, 16 de junho de 2009

Cumbre de OIT/Crisis se produjo por un Estado ausente que no controló el capital financiero

Agencia Bolivariana de Notícias (ABN) http://www.abn.info.ve

Ginebra, 15 junio 2009 (ABN) - Durante la cumbre sobre el empleo de la Organización Internacional del Trabajo (OIT), la presidenta de Argentina, Cristina Fernández, sostuvo que la crisis global se produjo por “un Estado ausente, que no controló el capital financiero que finalmente terminó autodestruyendo y afectando la economía real”.

En su intervención, Fernández recordó pasadas crisis regionales, que propiciaron el crecimiento del desempleo en su país y dijo que en esta ocasión, cuando atravesamos una crisis global, su Gobierno ha logrado mantener los índices de desocupados en igual numero con respecto al pasado año.

Sobre la clave que ha permitido abordar en Argentina esta crisis global en mejores condiciones, Fernández explicó que “las claves han sido la necesidad de concebir el modelo económico de acumulación, que más que económico es político, y que concibe al hombre como centro de la sociedad economía y política, y si este es el centro de todo eso, sólo el trabajo es el gran generador de la riqueza”.

“Por lo tanto, concebir un futuro en el cual solamente se tenga en cuenta lo financiero, lo vinculado al capital, sin pasar por el mundo del trabajo, no tiene sentido”, añadió.

A juicio de Fernández, es necesario “por parte del Estado un rol mucho mas activo en materia de regulación y control”.

Lea también:
OIT llamó a gobiernos a establecer medidas que favorezcan el empleo

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Venezuela/Cumbres internacionales apuntaron hacia la integración mundial y la pluralidad

Agencia Bolivariana de Noticias (ABN) http://www.abn.info.ve

Caracas, 21 abril 2009 (ABN) - La Cumbre América del Sur y Países Árabes (Aspa), la VII Cumbre de la Alternativa Bolivariana para los Pueblos de Nuestra América (Alba) y la V Cumbre de las Américas, todas realizadas durante este último mes, apuntaron hacia la necesidad existente en el planeta de alcanzar una integración de países y hacia establecer un sistema pluripolar para combatir la crisis económica actual.

Así lo dejó saber el presidente del Parlamento Andino de Venezuela, diputado Víctor Hugo Morales, quien también calificó como un rotundo fracaso la Cumbre del Grupo de los 20, realizada en Londres unas semanas atrás.

“La Cumbre Aspa constituyó un gran triunfo para los países que dominan el mercado petrolero mundial, puesto que juntos determinaron la necesidad de unir esfuerzos para buscar medidas conjuntas que contrarresten los efectos de la crisis mundial y fortalezcan el mercado de hidrocarburos”, manifestó Morales.

En relación con la declaración conjunta de la Cumbre del Alba, efectuada en la ciudad venezolana de Cumaná, sostuvo que fue una demostración de la unidad existente entre todos los países miembros y a su vez mostró el camino a seguir para conquistar la materia económica y social en el continente americano.

En cuanto a la Cumbre de las Américas, efectuada en Trinidad y Tobago, Morales señaló que estuvo marcada por la condena que aplicó la mayoría de los jefes de Estados a la violación del derecho internacional que aplica Estados Unidos contra el pueblo cubano, a través del bloqueo.

“La solidaridad manifiesta y combativa de los países del Alba con Cuba tuvo mucha influencia en la Cumbre de las Américas. En esta ocasión hubo unidad de criterio y espíritu entre los gobiernos del continente, a excepción de Estados Unidos”, aseveró el diputado.

Por otro lado, Morales indicó que la Cumbre del G-20 constituyó un gran fracaso, todo por la aprobación de la errónea medida que inyectará más de un billón de dólares al Fondo Monetario Internacional (FMI), por tratarse de puro papel moneda sin ningún respaldo.

“En ningún momento se preocuparon por los millones de ciudadanos que han perdido sus trabajos, casas, automóviles, empresas y hasta los que se han suicidado. Tampoco hubo conclusiones que contribuyan a solucionar el problema económico mundial”, argumentó.

Por último, el parlamentario destacó que el liderazgo del presidente venezolano, Hugo Chávez Frías, trascendió las fronteras del continente durante estas cumbres, siendo un ejemplo de fortaleza ideológica y de solidaridad democrática.

http://www.abn.info.ve/go_news5.php?articulo=178594&lee=1

quarta-feira, 18 de março de 2009

Sindicalistas andinos debaten en Perú impacto de la crisis capitalista

Delegados de los sindicatos más importantes de los países andinos debaten desde este miércoles el impacto de la crisis del capitalismo en la clase trabajadora. Temas como la merca en el envío de remesas desde EE.UU. y Europa, o los despidos en masa, serán abordados por representantes de Bolivia, Colombia, Ecuador, Perú, Chile y Venezuela.

18 marzo 2009/TeleSUR http://www.telesurtv.net

Los líderes de las principales centrales sindicales de los seis países andinos iniciarán este miércoles en Lima, capital de Perú, una reunión para evaluar el impacto en la clase trabajadora de la crisis capitalista mundial, además de otros temas de interés.

El evento, nombrado Cumbre Sindical Andina y que extenderá hasta el próximo viernes, analizará los efectos de la crisis financiera global en la pérdida de empleos y la caída de las remesas enviada por los andinos residentes en Estados Unidos y Europa.

La estatal agencia Andina, publica que según recientes informes, las condiciones laborales en Europa han empeorado para los emigrantes bolivianos, colombianos, ecuatorianos y peruanos. Se calcula que de Perú hay dos millones y medio de personas que trabajan en el extranjero.

También se abordará la Directiva de Retorno, aprobada por la Eurocámara a mediados de 2008 y que ordena, entre otras cosas, el encarcelamiento en centros especiales de los inmigrantes no regularizados por un período que va desde seis a 18 meses, sin derecho a un proceso jurídico.

El tema de los Tratados de Libre Comercio que discuten algunos países andinos con la Unión Europea (UE), será otro de los puntos a tratar en la reunión.

La cita congregará a sindicalistas de los países de la Comunidad Andina (CAN), conformada por Bolivia, Colombia, Ecuador y Perú, junto a delegados de Chile y Venezuela. En total, estos sindicatos representan a unos 20 millones de trabajadores.

Al acto inaugural han sido invitados los ministros peruanos de Relaciones Exteriores, José García Belaúnde; Comercio Exterior, Mercedes Aráoz, y Trabajo, Jorge Villasante, así como el secretario general de la CAN, Freddy Ehlers.

La Confederación General de Trabajadores (CGTP), que representará a Perú en el encuentro, adelantó que las centrales sindicales proyectan concertar posiciones y acciones de defensa de los derechos de los trabajadores.

La reunión es organizada por el Consejo Consultivo Laboral Andino (CCLA), bajo el lema "Que la crisis no la paguen los trabajadores", y contará con importantes expositores.

El ex viceministro de Trabajo de Perú, Julio Gamero, experto en políticas sociales, adelantó que hará una disertación sobre las migraciones en el crítico contexto actual y la caída de las remesas.

Señaló que esa merma afectará este año especialmente a Bolivia y Ecuador, que hasta antes de la crisis recibían remesas por el equivalente del ocho por ciento del producto bruto interno (PBI).

Entretanto, Juan José Gorriti, dirigente de la CGTP y coordinador del Capítulo Perú del CCLA, alertó sobre la difícil situación laboral que atraviesa su país, donde según adelantó, se han despedido a 60 mil trabajadores de los rubros de minería, textilería y agroindustria.

"El panorama se muestra como muy grave, las exportaciones tienden a bajar severamente y los mercados a reducirse eso puede traer un mayor desempleo" señaló Gorriti.

http://www.telesurtv.net/noticias/secciones/nota/45286-NN/sindicalistas-andinos-debaten-en-peru-impacto-de-la-crisis-capitalista/