Mostrando postagens com marcador infraestrutura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador infraestrutura. Mostrar todas as postagens

sábado, 11 de abril de 2015

Dilma: "devemos ir além das commodities e apostar na educação"

11 abril 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

No início da noite desta sexta-feira (10), ocorreu o Foro Empresarial das Américas, realizado na cidade do Panamá. Na oportunidade a presidenta Dilma Rousseff afirmou que os países da América Latina, não podem se contentar em ser apenas fornecedores de matérias-primas (commodities), deve ir além, investir pesado em infraestrutura e educação

No Panamá, Dilma devemos ir além das commodities e apostar na educação. 

Dilma discursou ao lado dos presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama; do México, Enrique Peña Nieto, e do Panamá, Juan Carlos Varela. Eles participaram, na Cidade do Panamá, de um debate do Foro Empresarial das Américas, cujo tema desta edição é Integração Produtiva para o Desenvolvimento Inclusivo. 

Dilma ressaltou que não haverá avanço enquanto esses passos não forem dados. "Os investimentos em infraestrutura e em educação para

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

FALTA INFRAESTRUTURA QUE PROMOVA INTEGRAÇÃO ENTRE PAÍSES DA ÁFRICA, DIZ EX-MINISTRO DE LULA



28 outubro 2013, http://operamundi.uol.com.br (Brasil)

Marina Castro

Segundo Franklin Martins, responsável pela série “Presidentes Africanos”, continente vive “momento crucial”

A África atual se ressente da falta de uma infraestrutura que promova a integração entre os países do continente, segundo o jornalista e ex-ministro Franklin Martins, que acaba de estrear a série de reportagens “Presidentes Africanos”.

O documentário, contendo 15 episódios, é composto de entrevistas com os líderes de 13 dos maiores países africanos, entre os quais África do Sul, Moçambique, Egito e Tunísia. Também são apresentadas características históricas e geográficas e a realidade do continente que mais cresceu economicamente nos últimos dez anos.

Franklin Martins foi ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social do Brasil durante o mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, de 2007 até 2010. “Presidentes Africanos” marca seu retorno à TV como jornalista. A série é exibida nos canais Discovery Civilization e Band.

Em entrevista a Opera Mundi, Martins conta suas impressões do “momento crucial” da África, em geral, e dos líderes com os quais conversou, que têm “consciência da importância da democracia”. Leia abaixo:

Opera Mundi: Qual é, em sua opinião, a sensação dos africanos em relação à política externa do Brasil nas três últimas presidências, de Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff?
Franklin Martins: Eu acho que, de um modo geral, existe sensação de que o Brasil, nos últimos dez anos, voltou a ter uma política ativa na África. Isso foi deixado pra trás no governo do Fernando Henrique, a África não existia, e, a partir do governo do Lula, voltou a ter relevância, antes não tinha nenhuma. Isso é evidenciado, primeiro, pelo número de viagens do presidente Lula ao continente. Segundo, pelo grande número de embaixadas abertas na África e também pelo aumento das embaixadas africanas no Brasil. Em terceiro, o aumento muito forte da presença da África no comércio exterior do Brasil e do investimento brasileiro na África. Em quarto, a presença diplomática do Brasil, com a implantação de programas de cooperação na área social, educativa, de saúde. Mesmo a presença

sábado, 22 de agosto de 2009

Brasil/Assentados veem no MST chance para reverter processo de êxodo rural iniciado nos anos 70




Brasília - Itamar de Souza, pais agricultores que venderam as terras que tinham após dois anos de seca e não conseguiram saldar o financiamento com o banco. Depois de não se adaptar a vida da cidade, aderiu ao MST que possibilitou o retorno da família ao campo (Foto: Marcello Casal JR/Abr)

Pedro Peduzzi, repórter

16 agosto 2009/Agência Brasil http://www.agenciabrasil.gov.br

Brasília - Itamar de Souza, pais agricultores que venderam as terras que tinham após dois anos de seca e não conseguiram saldar o financiamento com o banco. Depois de não se adaptar a vida da cidade, aderiu ao MST que possibilitou o retorno da família ao campo.

Brasília - Os pais de Itamar de Souza – um dos integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que estão acampados em Brasília – comemoraram muito o financiamento que haviam conseguido em um banco, no início dos anos 80, para plantar grãos nos poucos hectares de terra que possuíam, em Santa Catarina. Mal sabiam que, com os dois anos seguidos de seca que os aguardavam, o que parecia ser a solução para a falta de condições de investimento no plantio seria, na verdade, o motivo da perda de sua pequena propriedade, vendida para quitar o financiamento.

“A alternativa foi tentar a vida na cidade, onde ainda criança comecei a trabalhar em uma madeireira”, lembra Itamar. “Eu não tinha experiência com agricultura, apesar dos meus pais terem trabalhado tanto tempo na terra. Foi por causa do MST que conseguimos voltar para a atividade rural”, completa o agricultor, que há 20 anos está no MST.

Itamar, de 34 anos, vive no assentamento de Anita Garibaldi (SC). É por causa da história de sua família, que ele tem na ponta da língua um estoque de argumentações em defesa de melhores condições para o financiamento agrícola dos pequenos e médios produtores.

“Somos responsáveis por 95% da produtividade [daquilo que chega à mesa do brasileiro]. No entanto o dinheiro destinado para pequenos e médios produtores é de apenas R$ 15 bilhões, enquanto o dos grandes [produtores], que plantam principalmente para o mercado externo, é de R$ 45 bilhões. É preciso reverter esse quadro”, afirmou.

“Há tantas histórias iguais a essa em nosso movimento... E, por incrível que pareça, a gente ainda ouve muitas premissas falsas, de que há pessoas no MST que sequer são do campo. Aqui, mesmo quem é urbano tem origem rural, em consequência do êxodo ocorrido nos anos 70. Para eles, o MST é a única possibilidade de retorno a suas origens”, argumenta Maria Mello, uma jornalista que desde os tempos de estudante acompanha e ajuda o MST no contato com os veículos de comunicação.

Sob influência do pai, que fazia parte de um sindicato de trabalhadores rurais, Itamar começou sua história no MST. “A gente sabia o que é a terra, mas não conhecia o tamanho do desafio para consegui-la”, lembra.

“Foram muitos conflitos com fazendeiros e capangas, no início da ocupação. Eles acabaram se unindo e colocaram muita pressão para que desocupássemos as terras, mas nossa organização se fortaleceu e acabamos desestimulando eles. Isso durou cerca de cinco anos”, completou.

Itamar admite que, atualmente, vive uma situação mais privilegiada do que a da grande maioria dos trabalhadores ligados ao movimento. “Assim como nós conquistamos nosso espaço e agora lutamos para melhorá-lo, principalmente em termos de infraestrutura, lutamos também por justiça social para quem está em situação parecida com a nossa de tempos atrás”, disse.

“É claro que a gente sempre vai querer mais, como qualquer outro segmento da sociedade”, admite. “Mas é uma situação diferenciada. Até porque somos nós [pequenos e médios produtores] os responsáveis pela absoluta maioria dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros”, afirmou o agricultor, casado há 12 anos e pai de quatro filhos.

Itamar é um dos acampados nas proximidades do Estádio Mané Garrincha, em Brasília, para cobrar dos governos federal e estaduais medidas em favor da reforma agrária no país.