Ministério da Justiça http://www.mj.gov.br
Brasília, 10 junho 2009 (MJ) - A partir desta quarta-feira (10), quem passar por Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Florianópolis (SC) e São Paulo (SP) será surpreendido – nas ruas e nos bares – com ações inusitadas da campanha “Não deixe a bebida mudar o seu destino. Dirigir alcoolizado é crime e pode dar cadeia”. Realizada pelo Ministério da Justiça em parceria com a Polícia Rodoviária Federal e o Ministério da Saúde, a iniciativa marca o primeiro ano da Lei 11.705, conhecida como Lei Seca.
À margem das rodovias de grande movimento, instalações mostram carros reais batidos dentro de imensas garrafas de bebida. Além disso, sucatas de veículos circularão pelas cidades em guinchos, com a mensagem: “Beber é uma viagem? Talvez a última”.
Outro diferencial é a realização de atividades em bares. Casais de atores simularão uma discussão: o marido tenta deixar o bar dirigindo, mesmo após ter ingerido bebida alcoólica. A encenação percorrerá mais de 300 bares das quatro cidades – capitais dos estados que concentram os maiores índices de acidentes em rodovias. A primeira performance aconteceu nesta terça-feira (9), em Brasília, e foi assistida pelo ministro da Justiça, Tarso Genro.
Após a apresentação, Tarso destacou ainda que a mudança no comportamento dos motoristas deve ocorrer a partir da conscientização dos brasileiros. “É um ato de consciência dos cidadãos. As pessoas chamam a lei de seca, mas não é uma lei seca. É uma lei que proíbe o motorista de beber. Isso protege vidas e não permite que famílias sejam destruídas. É um ato de legítima defesa não permitir que os motoristas bebam”, disse.
A campanha do Ministério da Justiça inclui ainda anúncios de rádio e Internet, outdoors, e uma série de ações em estradas, pedágios e postos policiais em 36 cidades de 14 estados.
Mais rigor
A Lei nº 11.705 está em vigor desde o dia 20 de junho de 2008, resultado da Medida Provisória 415, editada em 1º de fevereiro do mesmo ano e convertida no Projeto de Lei nº 11.705/08, aprovado pelo Congresso Nacional. A partir de então, os motoristas flagrados depois de beber passaram a ser punidos com multa e suspensão da carteira de habilitação por 12 meses, além de prisão nos casos mais graves.
Para o feriadão de Corpus Christi, nesta semana, a Polícia Rodoviária Federal e as polícias estaduais contarão com cerca de mil novos bafômetros para reforçar a fiscalização. No fim do ano passado, o Ministério da Justiça anunciou a compra de 10 mil bafômetros - 7 mil serão doados às polícias militares e 3 mil à PRF.
A distribuição dos equipamentos será feita em lotes até o fim de 2009. Como nunca houve uma aquisição dessa proporção no país as empresas brasileiras não tinham capacidade de produzir tantos aparelhos em um curto espaço de tempo.
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quinta-feira, 18 de junho de 2009
terça-feira, 17 de março de 2009
Brasil/Estudo dá ao caju alto valor na indústria alimentícia mundial
Fortaleza, 17 março 2009 (Lusa) - Pesquisadores brasileiros e franceses concluíram que o caju é uma rica fonte de carotenóides, moléculas com propriedades pró-vitamínicas e que fornecem um pigmento amarelo, de grande valor para a indústria mundial de alimentos.
O CAC (Corante Amarelo de Caju), encontrado no resíduo da fruta após a extração do sumo, substituiria o tartrazina que, mesmo autorizado para uso em remédios e alimentos, enfrenta restrições em alguns países.
“O mercado mundial de carotenóides, usados como composto nutricional/funcional e, como corante natural, movimenta cerca de US$ 1 bilhão e cresce 2,9% ao ano”, informou à Lusa Fernando António Pinto de Abreu, engenheiro de alimentos da Embrapa Agroindústria Tropical.
No estudo, a Unidade do Ceará da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, com sede em Fortaleza, trabalhou em parceria com o Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad), da França.
A pesquisa indica que não há no mercado de corantes naturais um outro que confira a coloração amarelo além do caju.
Para obter a concentração e purificação de carotenóides do resíduo do caju, a técnica utilizada é a de microfiltração em membranas cerâmicas, “que mantém maximizada sua atividade e a integridade das moléculas trabalhadas".
Abreu observou que a tendência mundial por uma alimentação sadia tem levado diversos países a restringir o uso de corantes artificiais nos alimentos, o que fortalece ainda mais o resultado deste estudo.
“Na Europa, a utilização desses corantes já foi banida, e a previsão é que, em 2010, a proibição chegue aos Estados Unidos”, disse.
Pela sua capacidade antioxidante e de fotoprotecção, o pigmento também serve a indústria cosmética.
O aproveitamento da fibra residual ajudaria ainda a eliminar o problema do lixo industrial de difícil solução para as empresas processadoras.
A apresentação do novo pigmento “com certificação orgânica”, vai decorrer na BioFach, feira de alimentos orgânicos, promovida em São Paulo de 28 a 30 de outubro deste ano, adiantou à Lusa o empresário Fernando Furlani, dono da Sabor Tropical.
Fabricante de 500 mil garrafas de suco clarificado de caju por ano, Furlani está investindo numa unidade-piloto, com equipamento alemão, em condições de produzir a partir de 1000 litros/hora do pigmento, volume que será ajustado de acordo com a procura.
“É um produto concentrado e utilizado na proporção de um por cento por tonelada do produto final”, explicou.
“Estamos deixando de agregar valor ao produto. Dez gramas do purificado de carotenóide, chamado de curcumina, pode chegar a R$ 1 mil, acrescentou Abreu. O corante artificial amarelo-alaranjado para uso em alimentos e bebidas, custaria cerca de R$ 50 o quilo.
Dos estimados 700 mil hectares de área cultivada de caju do Brasil, o Nordeste concentra 95%. A produção atinge cerca de 3.240 toneladas, com 20% de aproveitamento da fruta ou pedúnculo.
O negócio deste produto é dominado pela castanha de caju, que na safra 2007/2008 somou cerca de 325 mil toneladas, conforme fontes do setor.
O estudo do caju como fonte de carotenóides iniciou-se em meados de 2001 na Embrapa de Fortaleza e já teve a solicitação de patente requerida junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).
Desde 2006, integra o projeto "Agregando valor a frutas tropicais subutilizadas com grande potencial de comercialização", aprovado pelo Programa de Cooperação Internacional em Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico da União Europeia, que destinou 1,7 milhão de euros para estudos com nove frutas tropicais, entre as quais açaí, amora silvestre, caju, camu-camu, garambullo, naranjilla.
Participam ainda no programa Alemanha, Bélgica, Inglaterra, Costa Rica, Equador e México.
O CAC (Corante Amarelo de Caju), encontrado no resíduo da fruta após a extração do sumo, substituiria o tartrazina que, mesmo autorizado para uso em remédios e alimentos, enfrenta restrições em alguns países.
“O mercado mundial de carotenóides, usados como composto nutricional/funcional e, como corante natural, movimenta cerca de US$ 1 bilhão e cresce 2,9% ao ano”, informou à Lusa Fernando António Pinto de Abreu, engenheiro de alimentos da Embrapa Agroindústria Tropical.
No estudo, a Unidade do Ceará da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, com sede em Fortaleza, trabalhou em parceria com o Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad), da França.
A pesquisa indica que não há no mercado de corantes naturais um outro que confira a coloração amarelo além do caju.
Para obter a concentração e purificação de carotenóides do resíduo do caju, a técnica utilizada é a de microfiltração em membranas cerâmicas, “que mantém maximizada sua atividade e a integridade das moléculas trabalhadas".
Abreu observou que a tendência mundial por uma alimentação sadia tem levado diversos países a restringir o uso de corantes artificiais nos alimentos, o que fortalece ainda mais o resultado deste estudo.
“Na Europa, a utilização desses corantes já foi banida, e a previsão é que, em 2010, a proibição chegue aos Estados Unidos”, disse.
Pela sua capacidade antioxidante e de fotoprotecção, o pigmento também serve a indústria cosmética.
O aproveitamento da fibra residual ajudaria ainda a eliminar o problema do lixo industrial de difícil solução para as empresas processadoras.
A apresentação do novo pigmento “com certificação orgânica”, vai decorrer na BioFach, feira de alimentos orgânicos, promovida em São Paulo de 28 a 30 de outubro deste ano, adiantou à Lusa o empresário Fernando Furlani, dono da Sabor Tropical.
Fabricante de 500 mil garrafas de suco clarificado de caju por ano, Furlani está investindo numa unidade-piloto, com equipamento alemão, em condições de produzir a partir de 1000 litros/hora do pigmento, volume que será ajustado de acordo com a procura.
“É um produto concentrado e utilizado na proporção de um por cento por tonelada do produto final”, explicou.
“Estamos deixando de agregar valor ao produto. Dez gramas do purificado de carotenóide, chamado de curcumina, pode chegar a R$ 1 mil, acrescentou Abreu. O corante artificial amarelo-alaranjado para uso em alimentos e bebidas, custaria cerca de R$ 50 o quilo.
Dos estimados 700 mil hectares de área cultivada de caju do Brasil, o Nordeste concentra 95%. A produção atinge cerca de 3.240 toneladas, com 20% de aproveitamento da fruta ou pedúnculo.
O negócio deste produto é dominado pela castanha de caju, que na safra 2007/2008 somou cerca de 325 mil toneladas, conforme fontes do setor.
O estudo do caju como fonte de carotenóides iniciou-se em meados de 2001 na Embrapa de Fortaleza e já teve a solicitação de patente requerida junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).
Desde 2006, integra o projeto "Agregando valor a frutas tropicais subutilizadas com grande potencial de comercialização", aprovado pelo Programa de Cooperação Internacional em Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico da União Europeia, que destinou 1,7 milhão de euros para estudos com nove frutas tropicais, entre as quais açaí, amora silvestre, caju, camu-camu, garambullo, naranjilla.
Participam ainda no programa Alemanha, Bélgica, Inglaterra, Costa Rica, Equador e México.
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