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quarta-feira, 13 de julho de 2016

Moçambique/Confirmada ocorrência de diamantes em Moçambique



11 julho 2016, Portal do Governo http://www.portaldogoverno.gov.mz (Moçambique)

Moçambique acaba de confirmar a ocorrência de diamantes no distrito de Massangena, na província de Gaza, sul do país.

Naquela região decorrem trabalhos de pesquisa, envolvendo empresas nacionais e estrangeiras.

A edição de hoje do jornal Notícias, editado em Maputo, a capital moçambicana, cita o director nacional de Minas, Elias Daude, a afirmar que Moçambique está a trabalhar para formalizar a sua adesão ao processo Kimberley, que permite a exportação formal deste minério.

“O que devo dizer é que Moçambique é um país rico em quase todo o tipo de recursos minerais, incluindo

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Angola/CERCO AOS DIAMANTES DE SANGUE

16 fevereiro 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Os ministros das Relações Exteriores e da Geologia e Minas apresentam hoje, em Luanda, os desafios e estratégia de Angola na presidência do Processo Kimberley, cujo objectivo é certificar a origem de diamantes para evitar a compra de pedras originárias de áreas de conflito. 

Na cerimónia a decorrer no anfiteatro do Ministério das Relações Exteriores, na Baixa de Luanda, Georges Chikoti e Francisco Queiroz vão falar dos planos para tornar a organização mais activa na missão de fazer com que os países se comprometam a adquirir apenas diamantes brutos certificados (com procedência confirmada por certificado oficial) e a recusar importações vindas de áreas em conflito.

Angola foi o primeiro país a criar um sistema de certificação de origem dos diamantes e foi a partir desta primeira experiência que

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Conclusão do caminho-de-ferro de Benguela vai impulsionar crescimento económico de Angola

1º setembro 2014, Jornal de Angola http://www.macauhub.com.mo (Angola)

A conclusão das obras de reconstrução do caminho-de-ferro de Benguela vai ter um efeito positivo na economia de Angola, através do estímulo a sectores como a extracção de diamantes e agrícola naquela zona do país, afirmou a Economist Intelligence Unit.

A cargo da China Railway Construction, um dos maiores grupos chineses de construção civil, a reconstrução dos 1344 quilómetros de linha férrea demorou cerca de 10 anos, implicou a reparação ou construção de 67 estações e representou

sábado, 28 de junho de 2014

Angola deverá produzir 10 milhões de quilates de diamantes em 2014



27 junho 2014, Macauhub http://www.macauhub.com.mo (China)

A produção de diamantes em Angola deverá crescer 25% e ultrapassar este ano 10 milhões de quilates com a entrada em funcionamento de duas novas explorações, afirmou em Londres o ministro da Geologia e Minas angolano.

“Este ano temos uma meta ambiciosa de 9,5 milhões de meio de quilates [na produção] industrial e 550 mil quilates [na produção] artesanal, o que

quinta-feira, 22 de maio de 2014

CPLP, Angola/JAMBA FOI CENTRO DE DROGA

22 maio 2014, http://jornaldeangola.sapo.ao/reportagem/jamba_foi_centro_de_droga

Artur Queiroz

O coronel Jan Breytenbach era um dos mais condecorados oficiais das forças de defesa e segurança do regime de apartheid, que fez da África do Sul um imenso campo de concentração. O famoso Batalhão Búfalo foi criado e treinado por ele, na faixa de Caprivi.

Os cabos e “flechas” da UNITA passaram-lhe pelas mãos até serem promovidos a oficiais. Um dia ele descobriu que a guerra de Savimbi tinha apenas um fim: roubar os diamantes de Angola, dizimar elefantes e rinocerontes para o contrabando de marfim e devastar o último reduto da savana africana, para roubar madeiras preciosas.

Jan Breytenbach publicou um livro onde denuncia

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Angola realiza conferência internacional sobre diamantes



7 junho 2013, AngolaPress http://www.portalangop.co.ao (Angola)


Luanda  – Uma conferência internacional sobre a Indústria de Diamantes realiza-se nos dias 20 e 21 deste mês, em Luanda, no quadro das festividades dos 100 anos da descoberta do primeiro diamante em Angola, soube hoje a Angop de fonte oficial.

Numa organização da Empresa Nacional de Diamantes  de Angola (Endiama E.P), o evento vai abordar questões ligadas à indústria  de diamantes e

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Grupo russo Alrosa pretende novas parcerias em Angola para a prospecção de diamantes



23 abril 2013, Macauhub http://www.macauhub.com.mo (China)

A comissão executiva do grupo russo Alrosa aprovou a constituição de novas parcerias para a exploração de depósitos de diamantes em África, particularmente em Angola e no Botswana, de acordo com a imprensa da especialidade.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Procura chinesa ajuda indústria de diamantes de Angola

Luanda, Angola, 24 maio 2010 – O mercado angolano de diamantes reanimou-se nos últimos meses, depois da crise internacional de 2009, devido à procura dos mercados emergentes, em particular da China, que já é o maior comprador das pedras preciosas angolanas.

De acordo com a empresa diamantífera Espírito Santo Commerce (Escom), “a tendência de procura de longo prazo continua a apresentar boas perspectivas de sucesso” para Angola.

“A procura será conduzida pela eventual recuperação dos Estados Unidos e pelo crescimento impulsionado pela China e Índia”, referem previsões recentemente divulgadas pela empresa.

A quota de mercado da China, refere, vai duplicar, e a procura por parte da Índia deverá crescer 10 por cento até 2015, pelo que estes mercados de exportação “vão contribuir para um virar de página”.

A Escom participa no projecto Luó, em parceria com a diamantífera russa Alrosa, enquanto a Escom Kimberlites detém interesses do grupo nas 14 concessões (8 kimberlitos e 6 aluviões) adjudicadas pelo Estado angolano.

No ano passado, a China passou a ser o principal comprador da produção de diamantes de Angola, ultrapassando os Estados Unidos da América.

Este aumento da venda de diamantes à China é em larga escala atribuído à sua utilização em transacções de tipo “barter” – diamantes em troca de bens – ou na amortização da dívida de Angola, segundo a “newsletter” África Monitor.

Os Estados Unidos da América foram, segundo a Endiama, o principal destino dos diamantes de Angola entre 2006 e 2008, com o preço do quilate a variar entre 87 e 154 dólares.

Em finais do ano passado, o sector mineiro dispunha de 45 projectos de prospecção de depósito primário de diamantes, ocupando uma área de 107 mil quilómetros quadrados. A mina de Catoca, situada na província da Lunda Sul, é a quarta maior do mundo de onde se extrai anualmente, em média, cerca de 500 milhões de dólares em diamantes, mas, em 2009, este valor ficou pouco acima dos 430 milhões devido à crise.

Devido a uma quebra sem precedentes no preço das pedras preciosas, a crise do mercado diamantífero internacional levou à paragem de produção em muitos projectos diamantíferos angolanos.

“O financiamento disponível para transacções no sector tornou-se escasso, provocando a inevitável saída de empresas do mercado. A procura diminuta de diamantes em bruto por parte dos clientes tradicionais, e consequente queda de preço, provocou a suspensão e encerramento de muitas unidades de produção em todo o mundo”, refere a Escom.

Os preços no mercado informal angolano, refere, terão descido entre 65/70 por cento para as pedras acima dos 5 quilates e 50/55 por cento para as pedras menores.

“Em Angola, foi-se notando uma descida significativa dos preços oferecidos pelos diamantes em bruto, facto que começou a pôr em causa a viabilidade e continuidade de alguns projectos”, adianta.

Um destes projectos, a Sociedade Mineira do Lucapa (SML), anunciou na semana passada que vai reiniciar a exploração nos próximos dias, após 10 meses de paralisação.

Actualmente, cinco países são responsáveis por mais de 80 por cento da produção mundial em valor, com o Botswana a produzir 28 por cento, a Rússia 20 por cento e Angola cerca de 10 por cento. (macauhub)

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Produção de dimantes em Angola cai para sete milhões de quilates em 2009

Luanda, Angola, 27 julho 2009 - A produção de diamantes em Angola deverá cair para os sete milhões de quilates em 2009, em vez dos 8,9 no ano transacto, disse sexta-feira em Luanda, o director do Planeamento e Finanças da Empresa Nacional de Diamantes de Angola ( Endiama), Alberto Fancony .

O mesmo responsável admitiu que a actual crise do sector deverá prolongar-se até ao final do corrente ano.

Angola possui, neste momento, 172 concessões mineiras em 14 províncias.

Alberto Fancony disse também que a Endiama procura, neste momento, encontrar as melhores soluções económicas para resolver o problema dos depósitos mineiros que estão em vias de extinção.

Angola em 1975 conheceu uma produção de 991,63 mil quilates que foi variando nos anos precedentes, atingindo em 2000 a cifra 4.251,40 e 9.447,38, em 2006.

A evolução das vendas da produção industrial e artesanal no ano 2000 foi de 4.251 mil quilates, enquanto em 2006 foi de 9.447 quilates.

As receitas da produção industrial e artesanal foram avaliadas em 729 milhões de dólares em 2000 e 1.209 milhões em 2006. (macauhub)

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Angola/Governo aprova medidas para enfrentar crise mundial e reduz plano de investimentos

Luanda, Angola, 12 fevereiro 2009 - O Governo angolano anunciou quarta-feira que aprovou medidas para enfrentar a crise económica mundial, que incluem alterações no plano de investimentos e uma nova estratégia de comercialização de diamantes.

No final da reunião do Conselho de Ministros, o ministro da Economia, Manuel Nunes, afirmou que as medidas adoptadas visam dar continuidade "à trajectória de crescimento" iniciada com o fim da guerra em 2002, embora com "algum abrandamento".

Manuel Nunes não especificou, no entanto, quais as medidas aprovadas em Conselho de Ministros.

O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, convocou entretanto uma reunião do Conselho da República para hoje, para discutir "os efeitos da crise económica mundial na economia angolana e estudar medidas capazes de os atenuar", segundo a agência oficial Angop.

Integram este órgão de consulta do chefe de Estado o presidente da Assembleia Nacional, o primeiro-ministro, o Procurador-Geral da República e os líderes dos partidos com assento parlamentar.

O ministro da Economia disse que o cenário traçado deve permitir que prossigam os "esforços de combate à fome, combate à pobreza, a realização dos principais investimentos públicos, o fomento da actividade empresarial e a continuação das reformas em curso na sociedade".

Segundo Manuel Nunes, as medidas visam assegurar "a diversificação da economia, para reduzir a dependência do petróleo, actuando em sectores geradores de mão-de-obra, como a agricultura, indústria e obras públicas".

Manuel Nunes acrescentou que para responder ao abrandamento da economia global, o Governo "vai reduzir as despesas em bens e serviços, assegurar as despesas mínimas obrigatórias das instituições públicas e imprimir maior dinâmica no saneamento financeiro das empresas públicas estratégicas".

Não foram divulgados números referentes aos cortes planeados. (macauhub)

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Angola/Extracção industrial de diamantes continua a ganhar terreno ao sector artesanal

Luanda, Angola, 1 dezembro 2008 – A extracção industrial de diamantes em Angola continua a ganhar terreno ao sector artesanal, tal como pretende o governo de Luanda, mas uma substituição abrupta pode afectar a produção angolana.

O alerta é feito pela Parceria África Canadá (PAC) no seu mais recente relatório sobre a produção diamantífera angolana, numa altura em que uma comissão governamental, conhecida por CIPRED, está a estudar formas de reduzir drasticamente a mineração artesanal ou garimpo.

“Apesar do seu forte desempenho e significativo contributo económico, o sector artesanal é visto como uma aberração indesejada pelas autoridades angolanas” e tem vindo a perder peso no total da produção angolana, afirma a PAC.

Citando dados da concessionária estatal Endiama, a PAC afirma que a percentagem da produção artesanal sobre o volume total passou de 17 por cento em 2005 para 11 por cento em 2007, enquanto o sector industrial viu o seu peso crescer de 83 por cento para 89 por cento, 8,599 milhões de quilates, em 2007.

Quanto a valor, o sector industrial representou no ano passado 74 por cento do total (mais 8 pontos percentuais do que em 2005), 935,84 milhões de dólares, enquanto o artesanal viu o seu peso decair de 34 por cento em 2005 para 26 por cento em 2007.

A produção total angolana ascendeu a 1,272 mil milhões de dólares, de acordo com a mesma fonte.

Dado que o diamante artesanal tem um valor de mercado substancialmente superior ao industrial, um bem-sucedido “cerco” ao garimpo poderá representar uma descida acentuada do valor da produção, até a substanciais 300 milhões de dólares, segundo a PAC.

No período de 12 meses até Abril deste ano, formaram-se cerca de 20 novas "joint-ventures" para exploração diamantífera em Angola, representando um investimento superior a 100 milhões de dólares.

“A actividade de investimento e pesquisa nos campos diamantíferos angolanos continua veloz, sem falta aparente de empresas estrangeiras interessadas”, refere o relatório anual da organização.

Segundo a organização, a habitual participação de agentes políticos angolanos no capital destas "joint-ventures", às quais é atribuída determinada concessão de exploração de pedras preciosas, não só continua, como tem vindo a acentuar-se.

“A percentagem dada aos `insiders´ parece estar a crescer. Em anos anteriores, situava-se entre os 10 por cento e 15 por cento da joint-venture. Nos 20 contratos assinados até Abril de 2008, essa percentagem aumentou para entre 25 por cento e 40 por cento do projecto”, afirma.

Enquanto os grandes investidores mantêm a dimensão da sua participação, em torno dos 35 por cento a 45 por cento, agora a concessionária estatal Endiama aparece com inferiores 28 por cento, e num caso até com 13 por cento.

O relatório anual dá ainda conta de uma reunião ocorrida em Maio deste ano entre as autoridades de Luanda e algumas organizações não-governamentais do sector, entre elas a PAC, que foi considera “sinal prometedor” de que Luanda “começa a ver os benefícios de confrontar os seus críticos” no sector, apesar de posteriores iniciativas conjuntas não terem chegado a bom porto.

Em 2007, Angola foi o terceiro maior produtor africano de diamantes, atrás do Botsuana e da África do Sul.

A produção angolana ronda actualmente um valor de 1,27 mil milhões de dólares, 10,5 por cento do total mundial, de acordo com a base de dados estatística do Processo Kimberley. (macauhub)

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Angola entre os três maiores produtores de diamantes do mundo

Luanda, Angola, 27 novembro 2008 - Angola pode tornar-se, em 2010, num dos três maiores produtores mundiais de diamantes, devido à realização de novos investimentos e à abertura de recentes concessões mineiras, refere um estudo da consultora KPMG divulgado em Luanda.

De acordo com o estudo, citado quarta-feira pela agência noticiosa angolana Angop, esta previsão será confirmada se em 2010 for atingido um volume de produção na ordem de 19 milhões de quilates, superando os sete milhões registados em 2006.

A consultora KPMG avança que, com o objectivo de exportar um produto com maior valor acrescentado, a Empresa Nacional de Diamantes de Angola (Endiama) está a criar uma segunda unidade industrial de corte e lapidação, na província da Lunda Sul, prevendo-se que a produção da fábrica venha a render mensalmente o equivalente a 20 milhões de dólares.

O estudo revela que a Endiama está igualmente a desenvolver um projecto visando a criação de uma unidade de produção de peças de joalharia.

Neste contexto, refere, a empresa estatal angolana vai formar 400 joalheiros, numa altura em que o país continua a ser um dos destinos preferenciais do investimento directo estrangeiro, no conjunto dos países da África subsaariana.

Dados oficiais referem que existem fortes perspectivas de aumento da produção diamantífera devido aos investimentos da Endiama, que nos últimos anos tem assinado vários contratos internacionais. (macauhub)

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Brasil/MANIFESTO: PRIVATIZAÇÃO DO PETRÓLEO E GÁS

Fórum Petróleo e Gás *

http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=33753

30 junho 2008

Senhores e senhoras Congressistas

"Por quase um século e meio, o petróleo vem trazendo à tona o melhor e o pior de nossa civilização. Vem se constituindo em privilégio e em ônus. A energia é a base da sociedade industrializada. E, entre todas as fontes de energia, o petróleo vem se mostrando a maior e a mais problemática devido ao seu papel central, ao seu caráter estratégico, à sua distribuição geográfica, ao padrão recorrente de crise em seu fornecimento - e à inevitável e irresistível tentação de tomar posse de suas recompensas. O petróleo vem ajudando a tornar possível o domínio sobre o mundo físico. Ele vem tornando possível nossa vida cotidiana e, literalmente, nosso pão de cada dia, através de produtos químicos, agrícolas e dos transportes. Ele tem abastecido, ainda, as lutas globais por supremacia política e econômica. Muito sangue tem sido derramado em seu nome. A feroz e, muitas vezes, violenta busca pelo petróleo - e pela riqueza e poder inerentes a ele - irão continuar com certeza enquanto ele ocupar essa posição central. Pois, o nosso é um século no qual cada faceta de nossa civilização vem sendo transformada pela moderna e hipnotizante alquimia do petróleo. A nossa continua sendo a era do petróleo". Neste trecho do livro "O Petróleo, uma História de Ganância, Dinheiro e Poder", Daniel Yergin , presidente do Cambridge Energy Research Associates, bem sumariza a importância do ouro negro e a atual dependência da nossa civilização a ele.

Assim, a luta pelo petróleo, quer seja entre nações ou grupos econômicos, é uma luta por poder e riqueza e, inevitavelmente, transforma-se em uma luta pelo controle de sociedades. Com a criação do Fórum Nacional Contra a Privatização do Petróleo e do Gás, em 15 de março passado, no Rio de Janeiro, estamos aglutinando forças no país inteiro para participar dessa batalha que se intensifica em nosso território, inicialmente, recomendando que a discussão sobre as ações relativas ao setor de petróleo do Brasil não se restrinja a uma questão de taxação de impostos, por mais que ela seja injusta no presente. Quem quiser reduzir a discussão a este mínimo é um inimigo da sociedade ou seu traidor.

O petróleo possibilita a empresas privadas a obtenção de enormes lucros. Atualmente, o barril de petróleo brasileiro produzido em águas profundas custa em torno de 15 dólares. Este mesmo barril é vendido por cerca de 120 dólares no mercado internacional, mas, o preço do barril tem se comportado de forma tão surpreendente que, enquanto estamos imprimindo e distribuindo este texto, ele já deve ter aumentado. Para nossa alegria, Deus ou a natureza ou o esforço do nosso povo trabalhador, que labuta para conquistar o subsolo do oceano e deter o petróleo lá encontrado, diferentemente de outros povos que vão roubá-lo em outros países, nos premiou com mais de 60 bilhões destes barris na área do pré-sal, alem dos 13 bilhões, que já eram conhecidos.

O povo brasileiro, só sendo completamente ludibriado, pode aceitar doar esta riqueza. Assim, esqueçam os pontos percentuais de aumento da taxação, que mais parecem miçangas como as que os portugueses atraíam nossos índios, e se concentrem em uma nova legislação sobre o petróleo nacional que considere o abastecimento do Brasil com este energético, insubstituível para nossa prosperidade, até um futuro bem distante, e a retenção do lucro, na sua quase totalidade, devido à exportação do excedente da produção, nas mãos do Estado brasileiro, visando melhorar para o nosso povo, a saúde, a educação, a habitação, o saneamento, o transporte, a agricultura familiar, a segurança e assim por diante. Além disso, o Estado brasileiro deve ter a possibilidade de utilizar o petróleo nacional em ações geopolíticas e de integração regional.

Este ponto é crucial para o entendimento de todos nós. Os brasileiros conscientes, não traidores do nosso povo, lutarão com todas suas forças para não permitir algo diferente do que estamos propondo. Como o acesso à maioria das televisões e rádios é vedado pelo capital, faremos comícios em ruas e praças, iremos de casa em casa, faremos palestras em escolas, manifestações em portas de fábricas, conversaremos com o povo dentro de trens e ônibus, enfim, onde existir um brasileiro ouvinte, diremos a ele como estão querendo lhe espoliar, que ele tem possibilidade de ter uma vida melhor e de criar a sua prole, sua única riqueza atual, com a ajuda de outra riqueza que ele acabou de ganhar e não sabe. O brasileiro, hoje, dono da capacidade de tirar do seu território benefícios que outros não sabem e invejam, não irá ficar inerte e execrará os traidores e inimigos que visam lhe prejudicar.

A nossa determinação será nossa arma contra o uso indiscriminado do dinheiro para controlar as mentes do nosso povo com informações incorretas e incompletas. É bom que a parcela dos senhores e senhoras Congressistas, que, para sermos sinceros, nunca nos representou, queira tomar o petróleo como tema de luta, pois uma vez ele já foi o mote para a conscientização popular e poderá, agora, iniciar o processo de recuperação dos estragos neoliberais impetrados nos últimos 20 anos.

Tínhamos pau-brasil, ouro e diamantes, e traidores aliados a nações estrangeiras os levaram para a Europa, enriquecendo as sanguessugas de então. O nosso manganês desapareceu do território nacional. Consta que nosso nióbio está sendo exaurido, também. O minério de ferro só não desaparece porque o temos em extrema abundância. Concomitantemente com o roubo programado para o nosso petróleo, está sendo tramado o roubo do nosso urânio.

Damos a Vossas Excelências a oportunidade de escolher claramente entre apoiar o povo que lhes elegeu ou o trair. Com inimigos, podemos até sentar em uma mesa e declarar os limites da convivência e atuação, além da explicitação do confronto ideológico. Entretanto, para traidores, não há diálogo, nem perdão.

Saudações,

Fórum Nacional contra a Privatização do Petróleo e Gás
(formado por dezenas de entidades e movimentos sociais, e movimento sindical e partidos políticos)

Rio de Janeiro, junho de 2008


* Fórum Nacional contra a Privatização do Petróleo e Gás

http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=33753

sábado, 21 de junho de 2008

Angola pode tornar-se num dos três maiores produtores de diamantes do mundo até 2010

Luanda, Angola, 20 Jun - Angola poderá estar entre os três maiores produtores mundiais de diamantes até 2010, disse quarta-feira, em Luanda, o director comercial da Sociedade de Comercialização de Diamantes de Angola (Sodiam), Hélder Silva Milagre.

Para essa possibilidade contribuem, de acordo com Silva Milagre, o aparecimento de novos investidores no sector diamantífero angolano, o aumento do volume da produção do diamante e a abertura em breve de novas minas.

Em declarações à agência noticiosa angolana Angop, à margem da abertura da 2ª edição da Feira Internacional de Minas (FIMA), a decorrer até dia 22, o responsável afirmou que neste primeiro semestre do ano, a Empresa Nacional de Diamante (Endiama) produziu, através da Sodiam, mais de três milhões de quilates de diamantes, correspondendo a cerca de 600 milhões de dólares arrecadados.

Falando de vendas, Silva Milagre disse que a Sodiam facturou até Maio 525 milhões de dólares com a comercialização de 3,35 milhões de quilates, encontrando-se neste momento com uma facturação de 570 milhões de dólares com a venda de 3,9 milhões de quilates.

Angola está actualmente na quinta posição entre os países que mais produzem diamantes, numa lista liderada pelo Botswana, seguindo-se a Rússia, Canadá e África do Sul.
(macauhub)

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Angola/Empresa sueca obtém concessões para explorar diamantes

Estocolmo (Suécia) 7 novembro 2007 - A empresa sueca International Gold Exploration (IGE) anunciou terça-feira em Estocolmo ter obtido três licenças de exploração de diamantes nas províncias angolanas da Lunda Norte e do Cuanza Sul, onde prevê investir 50 milhões de dólares nos próximos anos.
De acordo com o comunicado disponível na página "online" da empresa, o projecto Luxinge, na Lunda Norte, pode produzir perto de 120 mil quilates de diamantes por ano, durante cinco anos.
O projecto de Nhefo, na mesma província, deverá produzir também 120 mil anuais, mas durante seis anos.
A IGE salienta que a província da Lunda Norte é a "mais rica em diamantes" do país, e que o Cuanza Sul "detém as terceiras reservas primárias de diamantes mais importantes" de Angola.
Entre 2002 e 2006 a produção em Angola quase duplicou - de cinco milhões de quilates para 9,5 milhões - enquanto o rendimento bruto de venda de diamantes cresceu para 1,2 mil milhões de dólares no ano passado.
Em 2000, calculava-se que as reservas aluviais de diamantes em Angola rondariam 40 milhões de quilates, mas a generalidade dos observadores considera esta estimativa conservadora.
A International Gold Exploration é um grupo mineiro sueco com interesses na Suécia, Noruega, Angola e Burundi. (macauhub)

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Angola/Endiama P&P apresenta primeiros diamantes da mina de Camuanzanza

Luanda (Angola), 5 novembro 2007 - A Endiama Prospecção e Produção (P&P), uma subsidiária da Empresa Nacional de Diamantes de Angola (Endiama, EP), apresentou quinta-feira em Luanda o primeiro lote de 15 mil quilates de diamantes extraídos da mina de Camuanzanza, província da Lunda Norte.
Falando à margem da cerimónia de apresentação, assistida por responsáveis e quadros do sector diamantífero, o presidente do Conselho de Administração da Endiama Prospecção e Produção, José Chimupi, afirmou que o lote de diamantes será avaliado e vendido à Sociedade de Comercialização de Diamantes de Angola (Sodiam).
Dividido em seis áreas, a mina de Camuanzanza possui uma área de 535 quilómetros quadrados e uma capacidade de geração de 12 a 15 mil quilates por mês, estimando-se que atinja uma produção de 180 mil quilates por mês.
Além de Camuanzanza, acrescentou, a Endiama P&P tem desenvolvido trabalhos para alargar as suas actividades a outras aéreas diamantíferas em todo o território nacional.
A Endiama Prospecção e Produção é uma subsidiária da Endiama, EP (Empresa Pública), criada através do decreto 39/03, de 27 de Junho, do Conselho de Ministros, tendo como accionistas a referida empresa pública, com 99 por cento de acções, e a Sodiam, com um por cento.
A empresa tem por objecto social a prospecção, pesquisa, reconhecimento e exploração de diamantes, podendo dedicar-se a outras actividades industriais ou comerciais. (macauhub)

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Angola/Russa Alrosa entra no petróleo e gás com Sonangol e Dark Oil

Luanda, 11 Julho 2007 - A Alrosa, maior diamantífera russa, anunciou que vai entrar no negócio do petróleo e gás em Angola, em parceria com a Sonangol e a Dark Oil.

O acordo, assinado a 9 de Julho em Luanda, prevê que a empresa russa realize sondagens geológicas em depósitos nas províncias do Baixo Congo e Kwanza Norte, entre as bacias de Etocha, Okavango e Cassanje, segundo relata a agência russa Ria Novosti.

O projecto é uma "joint-venture" com a concessionária estatal para o sector petrolífero, a Sonangol, e com a também angolana Dark Oil.

O presidente da empresa russa, Sergei Vybornov, considerou recentemente o projecto como "muito promissor" em termos da qualidade dos depósitos.

Vybornov adiantou que a Alrosa vai fazer um investimento inicial de 50 milhões de dólares.

"Caso seja preciso mais dinheiro investiremos mais, pois nesta fase é muito difícil saber exactamente qual o capital necessário", precisou.

Em Angola, a Alrosa detém 32,8 por cento da Sociedade Mineira da Catoca (SMC), a maior empresa de diamantes do país, participação igual à da concessionária Endiama.

Também a brasileira Odebrecht e a Daumonty participam na SMC, na Lunda Sul, que no ano passado teve receitas próximas de 400 milhões de dólares.

A Alrosa é responsável por perto de um quarto da produção diamantífera mundial, e vendeu no ano passado pedras preciosas no valor de 2,86 mil milhões de dólares. (Noticias Lusófonas)