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quinta-feira, 25 de julho de 2019

CPLP, Timor-Leste/Fretilin critica acordo de fronteiras timorenses com Austrália por dar muito poder a Camberra


23-07-2019 12:23,  (Portugal) http://portocanal.sapo.pt/noticia/191687

Porto Canal com Lusa

Díli, 23 jul 2019 (Lusa) -- A Fretilin, na oposição em Timor-Leste, disse hoje ter votado contra o tratado de fronteiras com a Austrália por considerar que o documento dá aos australianos recursos timorenses e o poder de deliberar sobre o desenvolvimento do projeto Greater Sunrise.

"Hoje a Fretilin [Frente Revolucionária do Timor Leste Independente] votou contra a resolução sobre o Tratado de Fronteira Marítima porque abre já caminho para partilha de recursos, de forma gratuita, com nosso vizinho. Este tratado entrega também parte da nossa soberania à Austrália com direito para gerir a nossa riqueza, que está dentro do nosso território", explicou

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Delegação de Angola em Timor-Leste para analisar exploração petrolífera

29 maio 2014, Macauhub http://www.macauhub.com.mo (China)
 
Uma delegação da Sonangol Hidrocarbonetos Internacional está desde quarta-feira em Dili para analisar a possibilidade de criação de um consórcio da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa para exploração petrolífera em terra em Timor-Leste.

Manuel Teixeira, presidente executivo da empresa subsidiária da estatal petrolífera estatal angolana Sonangol, disse à agência noticiosa Lusa que a deslocação a Dili destina-se a avaliar se as áreas que estão a ser colocadas à disposição têm

terça-feira, 4 de março de 2014

CPLP/Timor-Leste propõe exploração petrolífera em terra com parceiros de língua portuguesa

3 março 2014, Macauhub http://www.macauhub.com.mo (China)
A empresa petrolífera de Timor-Leste está a consultar os parceiros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para o estabelecimento de um consórcio para exploração petrolífera em terra em Timor-Leste, revelou sábado o presidente da Timor Gap.
Francisco Monteiro disse ainda que o objectivo é “mobilizar os Estados-membros para exploração petrolífera na zona terrestre de Timor-Leste”, principalmente na costa sul.

sábado, 18 de agosto de 2007

Motins anti-ANZAC atingem Timor-Leste

(Redação: ANZAC = Forças Armadas da Austrália e da Nova Zelândia)


Scott Hamilton / WorkerFreedom Views: 58 / 09 Agosto 2007

Tradução da Margarida / Timor Online / 18 Agosto 2007


Motins rebentaram nas duas maiores cidades de Timor-Leste, quando opositores do novo Primeiro-Ministro Xanana Gusmão se confrontaram com polícias e soldados da Anzac. O CNRT de Gusmão teve apenas 22% dos votos nas eleições legislativas do mês passado, ficando atrás da sua rival Fretilin. Gusmão conseguiu tomar o poder esta semana por causa da intervenção do seu aliado próximo, Presidente José Ramos-Horta, que invocou uma cláusula na constituição de Timor-Leste e lhe deu poder para formar governo.


Activistas da Fretilin têm estado indignados com o acto de Horta, insistindo que o seu partido tem o direito de formar a administração porque ganhou a parte maior dos votos e o maior número de lugares no parlamento. O líder da Fretilin e antigo Primeiro-Ministro Mari Alkatiri disse ao Sydney Morning Herald que 'as pessoas estão verdadeiramente frustradas…votaram na Fretilin, esperavam que a Fretilin governe o país e de súbito com uma espécie de interpretação da constituição, o partido que ficou em segundo lugar foi convidado '.


Os motins começaram depois de manifestantes na capital Dili e na cidade de Baucau no leste terem sido confrontados por soldados e polícias Australianos e da Nova Zelândia. Recusando acatar as ordens para dispersar, os manifestantes, que cantavam 'Abaixo John Howard!' e agitavam faixas a denunciar Horta como marioneta Australiana, construíram barricadas com pneus a arder e atiraram pedras a polícias e soldados.


Tropas Australianas abriram fogo depois de jovens terem partido as janelas dos seus veículos perto do campo de deslocados pró-Fretilin de Comoro nos subúrbios de Dili. O campo tem sido um centro de protestos anti-ocupação desde que as tropas Australianas mataram a tiro dois dos seus residentes em 22 de Fevereiro. A embaixada Australiana foi alvo de atiradores de pedras e em Baucau um edifício associado com a ONU foi incendiado. Os manifestantes atacaram veículos das forças armadas de Nova Zelândia em ambas as cidades.


Não é surpreendente que os manifestantes tenham escolhido expressar a sua ira ao ilegítimo governo de Gusmão atacando forças e propriedades da Anzac. Há mais de um ano a administração de John Howard tem interferido descaradamente nos assuntos Timorenses a favo dos aliados próximos, Gusmão e Horta. Na primeira metade de 2006 o governo de Howard desencadeou uma campanha para desestabiliza o governo dominado pela Fretilin de Alkatiri ao dividir as forças militares e policiais, ao financiar manifestações anti-seculares pela poderosa Igreja Católica do país, e ao espalhar difamações anti-Muçulmanas e anti-comunistas contra Alkatiri. O resultado foi uma onda de violência que foi usada para pressionar a Fretilin a concordar no destacamento de tropas e polícias da Anzac.


Howard usou a força ocupante para assegurar a resignação de Alkatiri, e para fazer de Horta Primeiro-Ministro temporário e pô-lo no seu lugar. Em resposta, Horta louvou abundantemente a política estrangeira Australiana e Americana e tomou uma atitude muito mais conciliatória para planos para expandir a exploração Australiana dos campos de petróleo no Timor Gap. Mas a estabilidade política e social provou difícil de restaurar, e em Fevereiro e Março últimos motins atingiram Dili em resposta ao assassinato de civis Timorenses por tropas da Anzac que foram enviadas contra inimigos de Horta.

Durante as eleições Presidenciais e legislativas deste ano, tropas da Anzac foram usadas muitas vezes para intimidar a Fretilin, opositora de Horta e de Gusmão. Quando John Howard visitou Dili no fim de Julho para dar apoio ao governo de Gusmão, manifestantes foram ao seu encontro exigindo o fim da presença da Anzac no país. O novo levantamento em Dili e Baucau apenas comprova a oposição alargada à ocupação.