Noticias, artigos e análises sobre economia, politica e cultura dos países membros do Mercosul, CPLP e BRICS | Noticiero, articulos e analisis sobre economia, politica e cultura de los paises miembros del Mercosur, CPLP y BRICS
sábado, 3 de março de 2012
Venezuela y Siria/El diputado Yul Yabur y el Grupo de Amistad Parlamentaria Venezuela-Siria llaman a acudir este domingo a la concentración en apoyo a la resistencia heroica del Pueblo Sirio
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Novo aeroporto de Luanda, Angola, pretende rivalizar com o de Joanesburgo
Lisboa, Portugal, 24 outubro 2011 – O novo aeroporto internacional de Luanda pretende vir a rivalizar com o de Joanesburgo, na África do Sul, funcionando como uma placa giratória de distribuição de tráfego na região, de acordo com a folha de informação Africa Monitor.
Em construção a cerca de 40 quilómetros da capital angolana, no Bom Jesus, município de Viana, com financiamento da China, o novo aeroporto de Luanda vai dispor de pistas de aterragem capazes de receber o maior avião actualmente em exploração comercial, o Airbus A380.
“A grandeza do projecto, patente no comprimento e disposição das pistas, foi determinada de modo a fazer do novo aeroporto uma placa giratória capaz de retirar ou desviar do aeroporto de Joanesburgo tráfego destinado a países da África Central e Oriental que o usa com essa finalidade”, refere.
“A ideia chave”, adianta, é que um grande aeroporto em Angola, “com dimensão capaz de lhe conferir a posição de segunda maior estrutura do género na África Subsariana”, terá níveis elevados de utilização para o encaminhamento de tráfego de passageiros e carga destinado a países como a RD Congo, República do Congo, Namibia, Zâmbia, Uganda, Quénia e mesmo Tanzânia.
A construção do novo aeroporto está entregue a um consórcio de empresas chinesas e à brasileira Odebrecht e, de acordo com a Africa Monitor, uma das questões que ensombra o projecto angolano é a formação de recursos humanos para gerir o empreendimento, considerada escassa por alguns analistas.
No discurso de abertura do Ano Legislativo da Assembleia Nacional, na passada sexta feira, o Presidente da República angolano, José Eduardo dos Santos afirmou que a primeira fase do novo aeroporto poderá ficar concluída em 2012, dispondo de capacidade para atender 15 milhões de passageiros/ano.
Em construção desde finais de 2008, o novo aeroporto ocupa numa área de perto de 10 mil hectares e terá duas pistas duplas com capacidade de aterragem do Airbus A380, disporá de 12 mangas de embarque bem como restaurantes, escritórios, um hotel bem próximo e uma ligação ferroviária com a capital e, possivelmente, com a vizinha província de Malanje.
O processo de modernização das infra-estruturas aeroportuárias angolanas já envolveu também as de Cabinda, Catumbela, Benguela, Malange, Ondjiva, Lubango e Huambo.
De acordo com informações da agência noticiosa angolana Angop, o aeroporto de Carianga, em Ndalatando, está pronto para ser inaugurado e em Outubro serão aprovados os contratos para a recuperação dos aeroportos do Soyo, Dondo, Saurimo e Luena.
A directora de Infra–Estruturas do Ministério dos Transportes angolano afirmou recentemente que, até 2012, Angola deverá três aeroportos internacionais a funcionar, com a conclusão das obras em Catumbela e Bengo. (macauhub)
Notícias relacionadas:
Novo aeroporto de Luanda, em Angola, vai receber 10 milhões de passageiros por ano
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Consultora McKinsey exorta empresariado a reforçar presença em África
No boletim trimestral, intitulado “O Que Está a Mover o Crescimento de África”, a consultora sublinha que em 2040 um em cada cinco jovens de todo o mundo serão africanos e a mão-de-obra será superior até à da China.
“Se as recentes tendências continuarem, África vai ter um papel cada vez mais importante na economia global”, afirma a McKinsey.
O continente tem 60 por cento das terras aráveis incultas a nível mundial e uma grande percentagem dos recursos minerais.
Mas também a sua classe consumidora está a crescer a um ritmo duas a três vezes superior ao dos países da OCDE.
Ao nível do investimento estrangeiro, a taxa de retorno é maior do que em qualquer outra região em desenvolvimento.
“Os executivos e investidores globais não podem ignorar isto. Uma estratégia para África deve ser parte do seu planeamento a longo prazo. A altura para as empresas agirem de acordo com esses planos é agora”, refere o relatório.
“As empresas que já têm negócios em África devem considerar expandir-se. Para outras que ainda estão à margem, entrar cedo nestas economias emergentes dá a oportunidade de criar mercados, estabelecer marcas, moldar estruturas industriais, influenciar as preferências dos consumidores e estabelecer relações a longo prazo”, adianta.
O PIB real do continente cresceu em média 4,9 por cento ao ano entre 2000 e 2008, o dobro do ritmo dos anos 1980 e 1990.
O rendimento colectivo das economias - 1,6 biliões de dólares em 2008 - equivale ao de países como o Brasil ou a Rússia, apesar de os desafios a nível social serem ainda muitos e graves, incluindo pobreza e doenças.
Os sectores mais dinâmicos são as telecomunicações, banca e retalho, mas também a construção sofreu uma expansão e o investimento privado tem vindo a acelerar.
Os dados da McKinsey indicam que os recursos naturais representaram apenas um terço do crescimento do PIB e que o resto se deveu a mudanças estruturais internas, que permitiram o desenvolvimento de outros sectores, como o comércio, transportes, telecomunicações e indústria.
“As principais razões por detrás deste surto de crescimento incluíram acções dos governos para acabar com conflitos armados e melhoria das condições macroeconómicas e levar a cabo reformas microeconómicas para criar um melhor clima de investimento”, refere o estudo.
As relações “sul-sul” são cada vez mais importantes para os países africanos, muitos dos quais fazem vários acordos a longo prazo ao mesmo tempo, como os que a China tem feito trocando recursos por infra-estruturas.
Mas também Brasil, Índia e Médio Oriente estão a criar novas parcerias de investimento com vários países africanos.
A consultora agrupa as principais economias do continente em “diversificadas”, como África do Sul, ou em “pré-transição”, caso da Etiópia.
Angola surge no grupo dos exportadores de petróleo, os que têm os maiores PIB per capita, mas cuja economia é menos diversificada.
Têm “fortes perspetivas de crescimento”, mas devem investir as suas receitas petrolíferas em infra-estruturas e educação, além de introduzir reformas que estimulem o sector privado.
Moçambique é considerado uma economia em transição, cujas perspectivas dependerão da expansão das trocas entre os países africanos.
“Se estes países melhorarem as suas infra-estruturas e sistemas de regulação, poderiam também competir globalmente com outras economias emergentes de baixos custos”, adianta a consultora.
“As empresas podem ajudar a construir a África do futuro. E trabalhando juntos, empresas, governos e sociedade civil podem confrontar os muitos desafios continente e elevar o nível de vida da sua população”, sublinha. (macauhub)
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Papel da China em África semelhante ao do Japão na Ásia, diz especialista americano
Friedman, professor de Ciência Política na Universidade de Wisconsin, também nos Estados Unidos, defende que o envolvimento da China em África poderá fazer a economia do continente crescer seguindo o padrão dos “gansos selvagens”, imagem que diversos académicos usaram no passado para, tal como voo em formação daquelas aves, explicar o desenvolvimento asiático promovido pelo Japão no pós-guerra.
A teoria dos “gansos selvagens” argumenta que o processo de industrialização dos países é feito em pirâmide, havendo um país que lidera o esforço (o topo da pirâmide), sendo seguido por outras economias menos avançadas e estas por economias menos industrializadas ainda, beneficiando cada uma a seu tempo das suas vantagens comparativas - nomeadamente os custos da mão-de-obra - e recebendo investimento das economias do nível superior.
“A China está a criar em estufa este desenvolvimento com o padrão dos gansos selvagens. Pequim está a aplicar dinheiro em África para tudo, desde a construção de infra-estruturas até ao estabelecimento de laços económicos”, afirma Friedman, destacando o papel das Zonas Económicas Especiais (ZEE) que a China já começou a criar no continente africano.
“Destas áreas, o dinamismo económico vai espalhar-se, à medida que os africanos sejam atraídos pelas ZEE. Os governos vão construir então infra-estruturas e competir para atrair as empresas com mais sucesso”, diz.
Apesar de admitir que, tal como o Japão na Ásia do pós-guerra, a China não está interessada em promover a democracia e os direitos humanos em África e segue sobretudo “imperativos económicos”, Friedman realça os benefícios económicos do esforço chinês para liderar o novo bando de gansos.
“Visto de Pequim, a China em África no século 21 será como o Japão na Ásia Oriental e do Sudeste no meio século depois da Segunda Grande Guerra…Ao ligar-se ao dínamo económico, há benefícios. As melhores práticas aprendem-se quase inconscientemente. As vantagens do líder dinâmico espalham-se pelos países que vêem atrás”, afirma o especialista.
Para Edward Friedman, o processo entre a China e África ganhará cada vez mais intensidade à medida que a economia chinesa subir na escala de valor e que os custos da mão-de-obra na China aumentem, perdendo os produtores chineses competitividade nos mercados de preços mais baixos. A solução, afirma, será transferir a produção para os “gansos do nível seguinte” cuja economia, assim, vai também crescer.
“Os africanos que vêm a China como um salvador podem de facto beneficiar por se juntarem à China e seguirem a sua liderança”, afirma.
Friedman destaca por isso o número cada vez maior de chineses que vem emigrando para África levando consigo uma mentalidade empresarial e ligações a fábricas que produzem bens para os mercados mais baratos e que, para se manterem competitivas, encaram uma mudança para África, onde os salários são mais baratos.
“Já há mais chineses que portugueses na antiga colónia portuguesa de Angola”, diz mesmo Edward Friedman.
Friedman não nega a possibilidade de que o papel da China em África possa vir a ter no futuro algumas consequências negativas, como o esgotamento dos recursos naturais ou a manutenção no poder de elites corruptas, mas no geral aposta nas consequências benignas da relação económica entre as economias chinesa e africana.
“Os africanos estão dispostos a dar à China a oportunidade de reproduzir em África os processos criadores de riqueza que fizeram da Ásia a região do mundo que mais cresceu desde 1945” , afirma.
“Talvez os chineses e os africanos estejam certos e, tal como o Japão transformou a Ásia, também a China possam transformar África”, conclui Edward Friedman. (macauhub)
