Noticias, artigos e análises sobre economia, politica e cultura dos países membros do Mercosul, CPLP e BRICS | Noticiero, articulos e analisis sobre economia, politica e cultura de los paises miembros del Mercosur, CPLP y BRICS
terça-feira, 2 de agosto de 2016
Moçambique/Basta de intermediários
terça-feira, 27 de maio de 2014
ANGOLA É PRIORIDADE NA CHINA
“Nos próximos anos, o envolvimento da China em África deve crescer”, diz o analista, prevendo que o sistema actual se “actualize, adoptando soluções rápidas para alguns problemas sociais”.
Actualmente, “as actividades económicas da China estão a um nível sem precedentes”,
terça-feira, 23 de julho de 2013
China/Entidades da Guiné-Bissau e do Brasil assinam protocolos de cooperação com Macau
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Comércio entre Brasil e África cresce 416% em 10 anos
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Diamantes representaram dois por cento das exportações de Angola em 2008
De acordo com as últimas estimativas do Banco Nacional de Angola (BNA) e do Fudo Monetário Internacional (FMI), em 2008 as exportações totais de Angola (em dólares) cresceram 46,6 por cento, enquanto as importações terão crescido 35,8 por cento.
Os números, que constam do relatório "Evolução das Economias dos PALOP e de Timor-Leste 2008-2009", indicam que o petróleo «foi responsável por mais de 96 por cento do total das exportações angolanas, enquanto os diamantes ocupam um distante segundo lugar com cerca de 2 por cento».
O incremento em valor nas exportações de crude (de 42 para 62 mil milhões de dólares) permitiu acomodar crescimentos substanciais na importações e défices líquidos nas balanças de serviços e rendimentos e, ainda, um comportamento negativo nos fluxos do IDE, garantindo – mesmo assim – um excedente da balança global (5,8 mil milhões de dólares), ou o equivalente a 7 por cento do produto, refere o documento do BdP.
Em 2008, o Produto Interno Bruto (PIB) de Angola cresceu 14,8%, em termos reais, segundo estimativas do BNA e do FMI.(macauhub)
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Trocas comerciais entre a China e a CPLP em recuperação após início do ano em quebra
De acordo com as estatísticas dos Serviços da Alfândega da China a que o macauhub teve acesso, entre Janeiro e Junho as trocas comerciais entre a China e países lusófonos caíram 35 por cento em relação ao primeiro semestre de 2008, para 23.522 milhões de dólares, com Angola e Brasil a registarem as maiores quebras e Timor-Leste e Guiné-Bissau os maiores aumentos.
A crise económica e financeira internacional teve entre o último trimestre do ano passado e o primeiro de 2009 um impacto muito negativo no preço das matérias-primas, que são a base das trocas chinesas com o mercado angolano ou o brasileiro, os dois mais importantes para o gigante lusófono entre os “oito”.
Com um crescimento superior a 66 por cento, as trocas comerciais ficaram em 2008 acima dos 77 mil milhões de dólares, e já este ano a China tornou-se no maior parceiro comercial do Brasil, ultrapassando os Estados Unidos.
Graças aos recordes de preço de matérias-primas energéticas, como o petróleo, ou agrícolas, como a soja, nos mercados de “commodities” ao longo de 2008, veio justamente de Angola e Brasil o principal impulso para as trocas no espaço sino-lusófono, permitindo ultrapassar antecipadamente a meta definida para 2009: 50 mil milhões de dólares.
Os Serviços da Alfândega da China indicam que, até Junho, a maior descida entre os diversos fluxos e países registou-se nas exportações de Angola para o gigante asiático: menos 63,9 por cento, para 4,4 mil milhões de dólares.
As exportações da China para Angola cresceram 17 por cento, para 1,37 mil milhões de dólares, situando-se a quebra nas trocas bilaterais em 56,8 por cento, para os 5,77 mil milhões.
No caso do Brasil, a quebra ascendeu a 23,3 por cento, para 16,52 mil milhões de dólares, com as exportações da China a recuarem 40,1 por cento e as importações 12,5 por cento, para 11,45 mil milhões de dólares.
Também as trocas com Portugal evoluíram negativamente, mas bem mais ligeiros 9,1 por cento, para 1,04 mil milhões de dólares, com as importações da China a subirem 21,7 por cento e as exportações a perderem 14 por cento.
Em relação a todos os outros mercados, mais pequenos, a variação foi positiva, e nalguns casos de grande expansão.
Timor-Leste, por exemplo, regista uma variação positiva de 119,6 por cento no primeiro semestre, para 6,43 milhões de dólares, com as exportações da China a crescerem 119,5 por cento.
O comércio com a Guiné-Bissau expandiu-se 43,4 por cento, sobretudo graças ao comportamento das exportações da China, enquanto que Cabo Verde regista uma subida de 29,8 por cento nos seis primeiros meses do ano.
Mais ligeiras são as subidas nas trocas com São Tomé Príncipe (2,1 por cento) e Moçambique (6,2 por cento).
O mercado moçambicano continua a ser o quarto mais importante para a China no espaço lusófono, com trocas avaliadas em 169,9 milhões de dólares e as exportações chinesas a crescerem mais de 30 por cento.
O total do primeiro semestre nas trocas sino-lusófonas representa uma redução de 12.583 milhões de dólares face ao mesmo período de 2008 (36.105 milhões de dólares). No total, as importações da China somaram 16.082 milhões de dólares, menos 37 por cento, e as exportações 7.440 milhões de dólares, menos 31 por cento.
As estatísticas alfandegárias revelam que em Junho, quer as importações, quer as exportações estavam em franca recuperação.
O valor apurado em Junho - 5.603 milhões de dólares - representa um aumento de 807 milhões de dólares, 17 por cento, face ao mês anterior (4.796 milhões de dólares).
As importações subiram 20 por cento face ao mês de Maio, enquanto as exportações da China para os países lusófonos ganhavam 9 por cento.
Entre 2003 e 2006, as trocas comerciais entre a China e os países lusófonos mais do que triplicaram, para um total de 34 mil milhões de dólares no final de 2006.
Em 2007, o aumento homólogo ficou-se pelos 46,9 por cento, e no ano passado acelerou para 66 por cento. (macauhub)
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Timor-Leste/FRETILIN critica governo por negociar armas com Jacarta
Foi secretamente adjudicado, a uma empresa de Jacarta, um contrato multimilionário para o fornecimento de equipamento para a polícia a Timor-Leste.
O negócio do fornecimento do equipamento, incluindo coletes à prova de bala, granadas de gás lacrimogéneo, balas de borracha e espingardas de spray pimenta, é o último de uma série de contratos celebrados este ano pelo Governo de Díli com empresários e empresas de Jacarta ligadas ao exército indonésio.
A Fretilin, o principal partido da oposição de Timor-Leste, vai exigir esclarecimentos no Parlamento para saber as razões de o contrato ter sido adjudicado à PT Sahabat Triguna Kesatria sem abertura de um concurso internacional.
“Estamos preocupados. E estamos a investigar seriamente este assunto” disse o porta-voz da Fretilin José Teixeira.
O facto crítico é que Timor-Leste se prepara para assinalar o 10º aniversário da sua independência por votação em 30 de Agosto, que provocou um reinado de terror, patrocinado pelo exército indonésio. A violência deixou 1.500 mortos e destruiu a maior parte das infra-estruturas do país.
Um dos principais eventos será a Volta a Timor em Moto de corrida, com 89,000 dólares de prémios em dinheiro.
Documentos obtidos pelo The Age mostram que o Governo aprovou em 7 de Julho um pedido da PT Sahabat Triguna Kesatria para o pagamento adiantado de metade dos 2,895,390 dólares (aproximadamente 3,5 milhões) relativo a contrato de equipamento. Alguns dos equipamentos foram adquiridos a terceiros países, incluindo os Estados Unidos. A empresa mantém uma relação muito próxima com agências de segurança indonésias.
Em Maio, a Fretilin criticou a falta de transparência do Governo em conceder aprovação ao controverso empresário de Jakarta Tomy Winata para construir um Shopping Center e um Hotel de 150 milhões de dólares num terreno privilegiada no centro de Díli.
O Senhor Winata acumulou uma fortuna através de empresas ligadas ao exército indonésio.
O maior partido político de Timor-Leste tem também questionado a adjudicação de um contrato para o famoso gangster de Jacarta Hércules Rosário Marçal para construir um supermercado na marginal de Díli. Ele esteve ligado ao Senhor Winata no passado.
O Vice-Primeiro-Ministro de Timor-Leste, Mário Carrascalão, tem inspeccionado a forma como o Governo adjudica os contratos, inclusive pelo Primeiro-Ministro Xanana Gusmão, que tem sido criticado por autorizar um contrato de importação de arroz com uma empresa que está ligada à sua filha. O Provedor dos Direitos Humanos de Timor-Leste, Sebastião Ximenes, pediu ao Sr. Gusmão para tomar medidas contra a Ministra da Justiça, Lúcia Lobato e a Ministra das Finanças Emília Pires devido a alegados abusos de poder respeitantes a adjudicação de contratos. Os Ministros negam qualquer irregularidade.
Num relatório não publicado datado de 2 Julho, que foi obtido pelo The Age, o Provedor recomenda ao Gabinete do Procurador-Geral da República uma investigação mais aprofundada dos casos. O porta-voz do Governo Agio Pereira na noite passada referiu-se ao relatório como um ataque por motivos políticos. “Não houve substância ou factos para sustentar as conclusões”, disse ele.
O Sr. Pereira disse que as conclusões pareciam ter sido elaboradas sem o apoio de documentação ou de diligências adequadas. “Congratulamo-nos com quaisquer outras investigações justas e imparciais” disse ele.
O Sr. Pereira disse que o Governo criou uma comissão anti-corrupção para assegurar a existência de uma “instituição independente para lidar com casos de corrupção sem tendência política ou interferências.”
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Gabinete do Plano do Zambeze recebe financiamento do EXIMBANK da China para investimento em cereais em Moçambique
Um comunicado do GPZ refere que 20 milhões do crédito chinês serão destinados à importação de equipamentos agrícolas nomeadamente tractores, motocultivadoras e camiões que serão depois vendidos pela empresa SOVALE onde participa o GPZ e a SOGIR (empresa detida parcialmente pelo GPZ).
Os restantes 30 milhões de dólares do financiamento serão destinados a três unidades industriais localizadas em Tete, Zambézia e Manica, centro de Moçambique.
Em 2010 será instalada em Ulonguè, na província de Tete, uma unidade industrial com caacidade de processamento de 25.000 toneladas de milho e uma linha de processamento de trigo.
Na província da Zambézia, em Namacurra, em 2010 será instalada uma unidade de processamento de 25 .000 toneladas de arroz e na província de Manica, em Guro , o GPZ vai instalar uma unidade de processamento de 10.000 toneladas de algodão
O governo de Moçambique está a construir seis silos de cereais na cidade de Tete com capacidade para 50 mil toneladas, e um outro em Angónia também na mesma província.
Ainda segundo as autoridades agrícolas da zona o governo irá ainda investir 15 milhões de dólares numa fábrica de de processamento de cereais nos arredores de Tete. (macauhub)
terça-feira, 21 de abril de 2009
Cabo Verde/Exportações para Portugal representaram 43 por cento do total em 2008
Os dados globais das importações e exportações de bens em 2008 - o INE apenas divulgou os valores em termos percentuais - apontam para um crescimento de 3,4 por cento e 71,9 por cento, respectivamente, face ao ano anterior.
No período em análise, o défice da balança comercial sofreu um agravamento de 1,6 por cento, enquanto a taxa de cobertura das importações pelas exportações, que em 2007 foi de apenas 2,4 por cento, melhorou em 2008, subindo para 4,3 por cento.
O pescado, vestuário e calçado continuam a ser os principais produtos da exportação cabo-verdiana, com o primeiro produto a triplicar, de 2007 para 2008, o montante global, constituindo actualmente 61 por cento do total.
No sentido oposto, o vestuário e o calçado tiveram evoluções negativas, diminuindo, respectivamente, 8 por cento e 12,4 por cento em relação a 2007.
Por zonas económicas e principais países, o continente europeu continuou a ser o maior parceiro de Cabo Verde, tendo reforçado a sua posição em termos de importância, passando de 79,2 por cento em 2007 para 88,5 por cento em 2008.
Sobre o comportamento das importações de Cabo Verde em 2008, a Europa mantém-se como a principal zona de proveniência de mercadorias, tendo o seu peso relativo subido de 79,6 por cento em 2007 para 80,6 por cento no ano passado.
Portugal, Países Baixos, Espanha, Brasil, Japão, Alemanha e França foram os principais parceiros comerciais de Cabo Verde, sendo responsáveis por 80,8 por cento o total de importações em 2008, contra 77,6 por cento em 2007. (macauhub)
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa deverão ultrapassar este ano meta de 2009
Macau, China, 25 agosto 2008 - A meta de alcançar trocas comerciais de 50 mil milhões de dólares entre a China e os países de língua portuguesa em 2009 deve ser alcançada já este ano, graças a uma quase duplicação de transacções no primeiro semestre.
Dados divulgados este mês pelas estatísticas dos serviços da Alfândega da China indicam que entre Janeiro e Junho as trocas entre os "oito" países de língua portuguesa e a China cresceram 91,5 por cento, para 36,105 mil milhões de dólares, com Angola e Brasil a registarem os crescimentos mais destacados.
Este aumento traduz uma clara aceleração em relação ao ritmo de crescimento das trocas entre a China e os "oito" países lusófonos, que tem crescido na casa dos 30 por cento ao ano.
Face aos seis primeiros meses do ano passado, as exportações da China cresceram 79,9 por cento, para 10,735 mil milhões de dólares, enquanto as importações da China cifraram-se em 25,37 mil milhões de dólares, mais 96,9 por cento.
Até Junho, o Brasil manteve-se claramente como o principal parceiro comercial da China entre os "oito", com trocas avaliadas em 21,42 mil milhões de dólares, mais 78,4 por cento do que no período homólogo.
A China é um dos maiores parceiros comerciais do Brasil em todo o mundo e este é para os bens e serviços chineses o maior mercado de destino na América Latina.
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimento (Apex Brasil) prevê que dupliquem nos próximos cinco anos as trocas comerciais entre os dois países, em que as matérias-primas brasileiras e os bens de consumo chineses têm grande peso.
Mas, nos seis primeiros meses do ano, o maior aumento nas trocas comerciais entre os "oito" e a China, não considerando os mais incipientes totais do arquipélago de São Tomé e Príncipe, registou-se com Angola - mais 137 por cento, para 13,346 mil milhões de dólares.
As exportações da China cresceram 130,3 por cento, para 1,168 mil milhões de dólares, enquanto em sentido inverso seguiram de Angola bens e serviços no valor de 12,178 mil milhões de dólares, mais 137,8 por cento do que no primeiro semestre do ano passado.
As exportações angolanas para a China são constituídas essencialmente por petróleo, enquanto os produtos chineses encaixam-se sobretudo nas categorias de materiais de construção, máquinas e automóveis e bens de consumo.
Entre 2003 e 2006, as trocas comerciais entre a China e os países lusófonos mais do que triplicaram, para um total de 34 mil milhões de dólares no final de 2006.
No ano passado, o aumento homólogo ficou-se pelos 46,9 por cento.
O crescimento das trocas comerciais, que deverá estar ligado à intensificação das trocas mas também a uma subida do preço das matérias-primas, faz antever que seja cumprida já este ano a meta assumida entre os "oito" e a China: transacções no valor de 50 mil milhões em 2009.
Entre os restantes países lusófonos, destaca-se no primeiro semestre o aumento das trocas comerciais com São Tomé e Príncipe (97,4 por cento) e Moçambique (35,1 por cento).
Foram principalmente as exportações da China que cresceram nas trocas com São Tomé (94,3 por cento, para 860 mil dólares) e também com Moçambique (mais 59,8 por cento, para 105,08 milhões de dólares).
Já nas trocas com a Guiné-Bissau foram principalmente as importações da China a crescer - 368,3 por cento, ainda que para pouco significativos 690 mil dólares.
Com as exportações da China a registarem um ligeiro decréscimo, as trocas entre os dois países subiram 17 por cento em termos homólogos.
Portugal manteve-se como o terceiro maior parceiro comercial chinês entre os "oito", com as exportações da China a crescerem 18 por cento e as importações a recuarem 33,3 por cento, numa balança que já é claramente favorável à China.
No total, as trocas sino-portuguesas ficaram-se por 1,145 mil milhões de dólares, mais 6,7 por cento do que no período homólogo.
Menos favorável foi a evolução das transacções com Cabo Verde (menos 3,4 por cento) e principamente com Timor-Leste (menos 43,1 por cento).
No caso cabo-verdiano, as trocas não passaram dos 7,47 milhões de dólares e no timorense dos 2,93 milhões de dólares - em ambos os casos transacções quase unicamente da China para estes dois países insulares. (macauhub)