"Trata-se de um sistema eletrónico que eliminará toda a papelada, reduzirá custos administrativos e
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segunda-feira, 6 de junho de 2016
Timor-Leste cria "janela única" para reduzir burocracia no comércio externo/Timor-Leste kria "janela únika" hodi hamenus burokrasia ba iha komérsiu esternu
"Trata-se de um sistema eletrónico que eliminará toda a papelada, reduzirá custos administrativos e
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Rota comercial entre porto brasileiro de Paranaguá e Angola passa a operar com três navios
São Paulo, Brasil, 27 agosto 2008 - O armador italiano Grimaldi reforçou com mais um navio a rota entre o Estado do Paraná, sul do Brasil, e Angola, para responder ao aumento da procura de transporte marítimo, noticiou terça-feira a agência estadual de notícias.
Um ano depois da inauguração da rota (Julho de 2007), na altura apenas com um navio e a partir de agora operada por três embarcações, já foram exportados para Angola a partir do porto de Paranaguá um total de 1.371 unidades de cargas rolantes, entre veículos, camiões, rebocadores, carroçarias, autocarros, maquinaria e tractores, de acordo com a agência.
“Este crescimento tem sido contínuo. São exportados veículos e contentores, numa média de duas mil toneladas de carga em cada navio”, afirmou à agência noticiosa Wellington Borba dos Santos, gerente da operadora marítima Oceanus.
“O produto brasileiro é adequado a países em desenvolvimento, como Angola, para onde são enviados tractores, camiões e autocarros, em virtude das boas condições rodoviárias do país”, referiu o director de operações da Grimaldi, Miguel Malaguerra, citado pela mesma fonte.
Entre as empresas que mais têm recorrido à linha Paranaguá-Angola estão fabricantes de automóveis e maquinaria como Volvo e Randon.
Dados do Ministério do Comércio Exterior do Brasil indicam também a continuação de um forte crescimento das exportações para Angola: 66,9 por cento nos cinco primeiros meses do ano, para 606 milhões de dólares. (macauhub)
Brasil/Trocas comerciais entre Brasil e China deverão aumentar 50 por cento em 2008
São Paulo, Brasil, 27 agosto 2008 - As trocas comerciais entre o Brasil e a China deverão ascender a 45 mil milhões de dólares em 2008, um aumento de 50 por cento em relação a 2007, disse terça-feira em São Paulo Lu Yuzhong, adido comercial da China.
Lu salientou que as trocas comerciais entre os dois países aumentaram mais de 12 vezes entre 1997 e 2007, quando atingiram 30 mil milhões de dólares.
"Esse aumento significa muitas oportunidades de negócios entre os dois países", disse o diplomata, à margem de um seminário que reuniu uma missão empresarial de Macau, em São Paulo.
O aumento do fluxo comercial (exportações e importações) consolidou a China como segundo maior parceiro comercial do Brasil, a partir do ano passado, atrás apenas dos Estados Unidos e à frente da Argentina.
Lu Yuzhong afirmou, entretanto, que a cooperação e os investimentos entre os dois países "ainda estão numa etapa inicial e não correspondem ao tamanho da China e do Brasil".
O cônsul comercial citou como "bom exemplo" do aumento da cooperação o programa sino-brasileiro para construção de satélites, que já resultou no lançamento de três unidades.
O seminário de oportunidades de negócios e investimento bilateral reuniu uma missão empresarial de Macau e dezenas de empresários brasileiros, na Associação Comercial de São Paulo (ACSP).
Fundada em 1894 e representante de 30.000 empresas no Estado de São Paulo, esta associação abriu recentemente um escritório em Macau para apoiar empresários brasileiros interessados no mercado chinês.
O grupo de 14 empresários de Macau, que visita esta semana o Brasil, é liderado por Echo Chan, executiva do Instituto para a Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM).
Com empresas dos sectores de alimentos, construção civil, farmacêutico, químico, vestuário, feiras e exposições, electrónico, bancário e educação, a missão participou de rondas de negócios com empresários brasileiros.
"Macau oferece aos empresários brasileiros uma plataforma regional de serviços, com um ambiente jurídico e toda uma regulação em língua portuguesa", salientou Echo Chan.
A responsável pelo Instituto para a Promoção do Comércio e do Investimento de Macau convidou os empresários brasileiros a participarem na XIII Feira Internacional de Macau (FIM), que decorrerá entre 23 e 26 de Outubro.
O vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo, Alfredo Cotait, disse que a decisão da entidade de abrir uma representação em Macau foi uma "iniciativa ousada e pioneira".
"Queremos criar uma base para apoiar as pequenas e médias empresas brasileiras no relacionamento comercial com os chineses e também com outras empresas lusófonas na China", disse. (macauhub)
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Indústria açucareira : Moçambique deve aumentar produção - defende Ministro da Indústria e Comércio, António Fernando
25 agosto 2008/Notícias
Moçambique deve urgentemente aumentar a produção de açúcar para satisfazer a crescente procura internacional deste produto, segundo o Ministro da Indústria e Comércio, António Fernando.
Sem avançar números, António Fernando referiu que a procura do açúcar nacional é maior e há vários países que já manifestaram formalmente o interesse de comprar este produto “Made in Mozambique”. Egipto, Seychelles e Indonésia são exemplos de alguns países que querem comprar “enormes” quantidades do açúcar moçambicano.
“Precisa-se de mais açúcar para exportar não só para a região da SADC, no âmbito da Zona de Comércio Livre, mas também para o mundo inteiro. O país está a receber cada vez mais propostas de compra de açúcar e temos que aumentar a produção, porque a procura é maior” disse o ministro.
Para António Fernando, o interesse de vários países pelo açúcar moçambicano abre uma “grande” oportunidade de colocação deste produto no mercado mundial, bem como do crescimento da indústria açucareira nacional. Actualmente, o açúcar produzido em Moçambique é vendido a nível interno e exportado para a União Europeia (UE), no âmbito das concessões em vigor à luz da iniciativa “Tudo-Menos-Armas”, virada para a promoção dos produtos dos países menos desenvolvidos.
“Há muitos países que querem o nosso açúcar e o que produzimos actualmente não é suficiente, daí que temos que aumentar os campos de produção da cana-de-açúcar e a respectiva produção”, frisou o ministro, acrescentando, de seguida, que “neste momento temos uma grande oportunidade para esta indústria crescer, porque há vários mercados”.
A produção global do açúcar em Moçambique poderá atingir as 500 mil toneladas em 2009, segundo as perspectivas do Grupo Tongaat-Hulett, que, em parceria com o Governo, está a desenvolver um projecto de expansão das actividades nas açucareiras de Xinavane, na província do Maputo, e Mafambisse, em Sofala. A expansão das açucareiras vai custar 177 milhões de dólares, dos quais 143,9 milhões serão investido na açucareira de Xinavane e os restantes na de Mafambisse. Neste projecto, o Estado vai contribuir com 15 milhões de dólares.
No âmbito deste projecto, a produção do açúcar de Xinavane vai aumentar de 61 mil toneladas, em 2005, para 180 mil, em 2009, ao mesmo tempo que as actividades de plantação de cana-de-açúcar serão expandidas, aumentando a produção de 509 mil toneladas, em 2005, para 1,5 milhão de toneladas em 2009.
Por seu turno, a expansão de Mafambisse inclui o aumento da área de cultivo da cana em mais 2100 hectares. Para alcançar estas metas, a infra-estrutura fabril será modernizada, com a instalação de novos equipamentos, o que poderá resultar no aumento da capacidade de moer a cana por hora, de 150 toneladas para 380.
As outras duas açucareiras, nomeadamente a de Maragra, na Manhiça, e Marromeu, em Sofala, vão continuar a funcionar normalmente. Este ano (2008) prevê-se produzir 295 mil toneladas de açúcar, o que significa um aumento de mais de 50 mil toneladas em relação a 2007, onde foram produzidas 243.860 toneladas.
A serem alcançados estes resultados, o sector alcançará uma produção recorde dos últimos 30 anos no país, alcançada em 2005. Nesse ano, Moçambique produziu 265 mil toneladas devido às condições agro-climáticas que foram favoráveis para a produção do açúcar.
Trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa deverão ultrapassar este ano meta de 2009
Macau, China, 25 agosto 2008 - A meta de alcançar trocas comerciais de 50 mil milhões de dólares entre a China e os países de língua portuguesa em 2009 deve ser alcançada já este ano, graças a uma quase duplicação de transacções no primeiro semestre.
Dados divulgados este mês pelas estatísticas dos serviços da Alfândega da China indicam que entre Janeiro e Junho as trocas entre os "oito" países de língua portuguesa e a China cresceram 91,5 por cento, para 36,105 mil milhões de dólares, com Angola e Brasil a registarem os crescimentos mais destacados.
Este aumento traduz uma clara aceleração em relação ao ritmo de crescimento das trocas entre a China e os "oito" países lusófonos, que tem crescido na casa dos 30 por cento ao ano.
Face aos seis primeiros meses do ano passado, as exportações da China cresceram 79,9 por cento, para 10,735 mil milhões de dólares, enquanto as importações da China cifraram-se em 25,37 mil milhões de dólares, mais 96,9 por cento.
Até Junho, o Brasil manteve-se claramente como o principal parceiro comercial da China entre os "oito", com trocas avaliadas em 21,42 mil milhões de dólares, mais 78,4 por cento do que no período homólogo.
A China é um dos maiores parceiros comerciais do Brasil em todo o mundo e este é para os bens e serviços chineses o maior mercado de destino na América Latina.
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimento (Apex Brasil) prevê que dupliquem nos próximos cinco anos as trocas comerciais entre os dois países, em que as matérias-primas brasileiras e os bens de consumo chineses têm grande peso.
Mas, nos seis primeiros meses do ano, o maior aumento nas trocas comerciais entre os "oito" e a China, não considerando os mais incipientes totais do arquipélago de São Tomé e Príncipe, registou-se com Angola - mais 137 por cento, para 13,346 mil milhões de dólares.
As exportações da China cresceram 130,3 por cento, para 1,168 mil milhões de dólares, enquanto em sentido inverso seguiram de Angola bens e serviços no valor de 12,178 mil milhões de dólares, mais 137,8 por cento do que no primeiro semestre do ano passado.
As exportações angolanas para a China são constituídas essencialmente por petróleo, enquanto os produtos chineses encaixam-se sobretudo nas categorias de materiais de construção, máquinas e automóveis e bens de consumo.
Entre 2003 e 2006, as trocas comerciais entre a China e os países lusófonos mais do que triplicaram, para um total de 34 mil milhões de dólares no final de 2006.
No ano passado, o aumento homólogo ficou-se pelos 46,9 por cento.
O crescimento das trocas comerciais, que deverá estar ligado à intensificação das trocas mas também a uma subida do preço das matérias-primas, faz antever que seja cumprida já este ano a meta assumida entre os "oito" e a China: transacções no valor de 50 mil milhões em 2009.
Entre os restantes países lusófonos, destaca-se no primeiro semestre o aumento das trocas comerciais com São Tomé e Príncipe (97,4 por cento) e Moçambique (35,1 por cento).
Foram principalmente as exportações da China que cresceram nas trocas com São Tomé (94,3 por cento, para 860 mil dólares) e também com Moçambique (mais 59,8 por cento, para 105,08 milhões de dólares).
Já nas trocas com a Guiné-Bissau foram principalmente as importações da China a crescer - 368,3 por cento, ainda que para pouco significativos 690 mil dólares.
Com as exportações da China a registarem um ligeiro decréscimo, as trocas entre os dois países subiram 17 por cento em termos homólogos.
Portugal manteve-se como o terceiro maior parceiro comercial chinês entre os "oito", com as exportações da China a crescerem 18 por cento e as importações a recuarem 33,3 por cento, numa balança que já é claramente favorável à China.
No total, as trocas sino-portuguesas ficaram-se por 1,145 mil milhões de dólares, mais 6,7 por cento do que no período homólogo.
Menos favorável foi a evolução das transacções com Cabo Verde (menos 3,4 por cento) e principamente com Timor-Leste (menos 43,1 por cento).
No caso cabo-verdiano, as trocas não passaram dos 7,47 milhões de dólares e no timorense dos 2,93 milhões de dólares - em ambos os casos transacções quase unicamente da China para estes dois países insulares. (macauhub)
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Macau e Cabo Verde recebem encontros económicos com comércio a nível recorde
Macau, China, 19 maio 2008 – Macau e Cabo Verde serão palco nas próximas semanas de encontros de agentes económicos do espaço China – Países de Língua Portuguesa, cujo comércio está em níveis recorde e continua a crescer em força.
As mais recentes estatísticas alfandegárias chinesas indicam que nos dois primeiros meses do ano os países de língua portuguesa e a China trocaram bens e serviços no valor de 9.377 milhões de dólares, mais 88,6 por cento do que no mesmo período do ano passado.
As exportações da China para os países lusófonos cresceram 105,5 por cento, para 2.893 milhões de dólares, mas as importações continuam a valer mais – 6.483 milhões, mais 59,2 por cento do que no período homólogo.
Brasil e Angola continuam a ser os principais parceiros comerciais entre este grupo de países e não há sinais de abrandamento do crescimento.
No caso brasileiro, as trocas cresceram 73,7 por cento, para 5,47 mil milhões de dólares, com as importações (3,21 mil milhões) a valerem mais do que as exportações (2,25 mil milhões).
Angola, que já é o maior fornecedor de petróleo da China, registou o segundo maior aumento – 146,9 por cento (para 3,52 mil milhões), com importações e exportações a crescerem ambas na casa dos três dígitos.
O maior aumento registou-se nas trocas com São Tomé e Príncipe – 464,8 por cento – mas a partir de valores baixos (460 mil dólares).
Cabo Verde registou o terceiro maior aumento – 128 por cento – seguido de Brasil e Guiné-Bissau (45,5 por cento).
As excepções foram Portugal (crescimento nulo nas trocas comerciais), Moçambique (menos oito por cento) e Timor-Leste (menos 50,9 por cento).
É neste contexto que Macau recebe esta semana, a 23 de Maio, o Fórum para a Cooperação entre as Empresas Privadas da China e os Países Africanos (Macau)”, organizado pelo Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) e pelo “China - Africa Business Council.
O papel de Macau na cooperação económica e comercial entre empresas privadas da China e dos países africanos de língua portuguesa estará em destaque no Fórum, que reunirá ainda industriais e comerciantes de chá que vão debater o actual comércio entre a China e a África e o seu futuro desenvolvimento.
Macau, afirma o IPIM, pode ter um papel importante no "desenvolvimento actual do comércio de chá, no âmbito da cooperação económica entre a China e os países africanos", nomeadamente como plataforma das informações do mercado e de intercâmbio para as empresas privadas do interior da China.
Participam no Fórum o presidente do “China - Africa Business Council”, Hu Deping, o presidente do Conselho de Negócios China - África de Macau, Ma Iao Lai e o representante-adjunto na China do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (UNDP), Ranaud Meyer, entre outros.
Na próxima semana, de 28 a 30 de Maio, será a cidade da Praia, Cabo Verde, a receber a edição deste ano (4ª) do Encontro de Empresários para a Cooperação Económica entre a China e os Países de Língua Portuguesa, que se realiza de forma rotativa pelos países subscritores do Protocolo de Cooperação multilateral.
Organizado pela Agência Cabo-verdiana de Investimentos, pelo CCPIT- Conselho de Promoção de Comércio Internacional da China e pelo IPIM, o evento tem como objectivo reforçar a cooperação e o intercâmbio económico entre a China e os Países de Língua Portuguesa.
Em particular, pretende-se identificar oportunidades de negócio nas áreas de comércio, investimento, cooperação tecnológica, financiamento e estabelecimento de “joint-ventures” entre os empresários dos países envolvidos. (macauhub)
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Pesquisa mostra aumento da inserção de empresas brasileiras no exterior
Stênio Ribeiro
Agência Brasil http://www.agenciabrasil.gov.br
Brasília, 10 maio 2008- Pesquisa da Fundação Dom Cabral, de Belo Horizonte, revela que, de 100 empresas dos países emergentes com maior potencial de internacionalização comercial e de investimentos diretos, a maioria é de origem chinesa; mas relaciona também empresas do Brasil, Índia, México, Rússia e Hong Kong. As brasileiras citadas são: Brasken, Coteminas, Embraco, Embraer, Gerdau, Natura, Petrobras, Sadia, Vale do Rio Doce, Votorantim e Weg.
Também podem ser incluídas nesse cenário a empresa resultante da fusão da cervejaria Ambev com a belga Interbrew, em 2004, e a entrada da montadora de veículos Marcopolo e da beneficiadora de suco de laranja Cutrale em outros mercados. Algumas iniciativas tiveram apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), entre elas a aquisição da Swift Armour argentina pela Friboi, a implantação de duas unidades armazenadoras da Cooperativa Agroindustrial Lar, no Paraguai, e a compra, pela Itautec, de uma distribuidora de produtos de informática nos Estados Unidos.
Essa inserção faz parte de uma mudança de postura do empresariado brasileiro, com a abertura da economia, nos anos 90, quando ficou patente a necessidade de as empresas nacionais se tornarem competitivas, interna e externamente, disse o pesquisador João de Neri Araújo, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Segundo ele, isso estimulou a busca de alianças com outras empresas, bem como a instalação externa de escritórios de venda, assistência técnica, representações comerciais e unidades de produção.
De acordo com Araújo, as exportações brasileiras cresceram 149,5% de 2000 a 2006, em grande parte por causa da inovação tecnológica e da internacionalização das empresas nacionais. No entanto, o mais importante a destacar é o aumento sistemático do investimento brasileiro direto lá fora, afirma a economista Daniela Corrêa, no boletim da Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (Fipe) da Universidade de São Paulo (USP).
Daniela ressalta que muitas empresas nacionais perceberam que é mais simples e efetivo produzir em outro país do que contornar obstáculos logísticos e legais nas operações de venda ao exterior – aí subentendida a questão de barreiras protecionistas, tarifárias e não-tarifárias. Deve-se considerar ainda a desvalorização do dólar, que encareceu o produto brasileiro no mercado externo, mas aumentou a rentabilidade das empresas brasileiras, que direcionam seus recursos para outros países.
Como resultado, o investimento brasileiro direto lá fora, que de 1994 (início do Plano Real) a 2005 havia somado US$ 30,6 bilhões, de acordo com dados do Banco Central, saltou para US$ 28,2 bilhões só no ano de 2006, contra US$ 2,517 bilhões contabilizados em 2005. O aumento se explica, em grande parte, pela compra da mineradora de níquel Inco, do Canadá, pela empresa Vale do Rio Doce, por US$ 14,6 bilhões. No ano passado, o investimento líquido direto no exterior caiu para US$ 7,03 bilhões.
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/05/09/materia.2008-05-09.0467595128/view
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Cabo Verde quer ser plataforma para mercados africano, europeu e americano
"A China tem também como estratégia a conquista dos mercados e não é segredo para ninguém que está interessada nos mercados africano, europeu e americano", afirmou José Brito. "Cabo Verde está no meio dos três continentes e poderá oferecer à China uma base comercial e económica para ajudar o país a conquistar melhor este espaço", adiantou.
José Brito, que foi recebido pelo chefe do Executivo de Macau, Edmund Ho, falava à margem da assinatura do protocolo de geminação entre Macau e a cidade da Praia e afirmou que o encontro com o líder do governo de Macau foi "positivo" porque cabo-Verde não quer um relacionamento com a Região Administrativa Especial chinesa baseado apenas em trocas comerciais.
"Temos uma cultura, um passado comum que podemos desenvolver e promover o intercâmbio das experiências no sector do turismo que poderá beneficiar Cabo Verde", disse.
No âmbito da visita à China, José Brito destacou uma "nova etapa" de relacionamento que permitirá impulsionar as trocas comerciais hoje estimadas em 10 milhões de dólares, mas que são bastante superiores já que Cabo Verde compra muitos produtos chineses através de países europeus, situação que poderá ser agora invertida através da importação directa, garantiu. (macauhub)
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
África Austral/Integração ultrapassa Protocolo Comercial
GuebuzaIntervindo ontem em Maputo, na abertura da X Conferência Anual do Sector Privado (CASP), Armando Guebuza chamou a atenção para o facto de Moçambique dispor de inúmeras vantagens comparativas que ainda não está a explorar o suficiente para, a partir delas, dinamizar outros sectores da sociedade. Como exemplo, apontou o turismo e o impacto que tem em sectores como a agricultura, transportes e comunicacões, banca e construção, sem falar dos grandes projectos já implantados no país, com enorme potencial para dinamizar o surgimento de muitas pequenas e médias empresas.
"Para algumas destas actividades, a produção em escala será recomendável. A demanda do mercado de mais de 200 milhões de consumidores da SADC aconselha-nos a seguir esta opção. A produção em escala vai abrir-nos janelas não só para abastecermos os distritos, como também os da região e dos países e organizações económicas regionais que nos oferecem quotas nos seus mercados", disse o Presidente da República.
O presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA), Salimo Abdula, que fez a primeira apresentação da conferência, subordinada ao tema "Ambiente de Negócios em Moçambique e a Integração Regional na SADC", recordou que o evento é o ponto mais alto do mecanismo de consulta entre o Governo e o sector privado, para depois sugerir, em nome da comunidade empresarial, que se abra mais espaço para o sector privado entrar na discussão das estratégias de controlo dos recursos de que o país dispõe, numa altura em que se assiste a um aumento da sua procura, particularmente por países como a China.
"Queremos sair do simples diálogo e passar a contribuir para que os recursos sejam explorados de forma coerente, para que não sejamos irrelevantes no contexto da integração regional. Há exemplos de paises como a Nigéria e Serra Leoa, com muitos recursos, cuja exploração não tem impacto na redução dos níveis de pobreza", disse Salimo Abdula.
Ainda assim, o presidente do CTA considera importante que se consolide o diálogo entre o Governo e o sector privado, por forma a melhorar-se cada vez mais o ambiente de negócios em Moçambique.
O Ministro da Indústria e Comércio, António Fernando, referiu-se a avanços no âmbito da melhoria do ambiente de negócios em Moçambique, destacando a redução do tempo e custo das operações de importação, a reformulação dos códigos de impostos, aprovação do Código Comercial, simplificação dos procedimentos de constituição de empresas, entre outros.
Ainda ontem foram feitas apresentações nas áreas de financiamento e reforma fiscal e aduaneira. Para hoje estão previstas sessões subordinadas a temas directamente ligados aos desafios da integração regional para Moçambique.
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Cabo Verde/2008 vai ser o melhor ano da década para o arquipélago
Praia, Cabo Verde, 12 Nov – O ano de 2008 representava já para Cabo Verde a entrada no grupo de países de desenvolvimento médio e a esperada parceria com a União Europeia mas, de acordo com o banco central do arquipélago, será também o de maior crescimento económico desta década.
No último relatório ao governo, divulgado na semana passada, o Banco de Cabo Verde prevê para o próximo ano um crescimento entre 6,5 e 7,5 por cento, uma aceleração face aos 6,4 por cento esperados para este ano, que se dá num quadro de manutenção da tendência de fortalecimento da situação financeira do arquipélago.
“O principal factor de expansão da actividade económica continua a ser o investimento privado, porquanto prevê-se uma desaceleração do investimento público”, escreve o banco central no relatório apresentado ao governo da Praia.
O crescimento poderia ser bastante maior, não fosse o contributo negativo da procura externa, na ordem de menos 6,2 por cento, que trava o ímpeto do investimento privado e do consumo das famílias, a crescerem, respectivamente, na casa dos 17 e 6,1 por cento.
Os sete por cento de crescimento médio do PIB previstos pelo banco para o próximo ano só encontram paralelo no ano 2000, quando a economia cabo-verdiana cresceu 7,3 por cento, tendo abrandado a partir daí, para depois voltar a acelerar a partir de 2004.
“O ritmo de expansão da actividade económica evidencia o facto dos principais investimentos que vêm sendo realizados no país dirigirem-se para o sector dos serviços (rubrica que pesa cerca de 70 por cento na produção nacional) e, em particular, para o subsector do turismo, actual âncora de crescimento económico”, afirma o banco.
“Reflexo do dinamismo que se regista neste sector é o aumento das exportações de serviços”, que este ano deverão crescer perto de 45 por cento, com as viagens de turismo a representarem 61 por cento do total.
De acordo com as últimas previsões da Cabo Verde Investimentos, o número de turistas deverá ascender a 320 mil no final do ano e até 2012 o arquipélago deverá ter mais visitantes (500 mil) do que população residente.
Com a contribuição dos serviços, o crescimento das exportações deverá acelerar de 13,2 por cento este ano para 16,3 por cento, com as importações a crescerem de forma estável, nos 13 por cento.
No relatório, o banco sublinha a existência de “pressões inflacionistas”, a nível interno e externo, sobretudo devido a “excesso de liquidez”, mas prevê que no próximo ano a inflação caia para um valor no intervalo entre dois e quatro por cento.
Este ano, o índice de preços ao consumidor deverá atingir 5,1 por cento, “uma revisão em alta relativamente à projecção de Março passado”, que “reflecte tanto o efeito do mau ano agrícola sobre os bens alimentares, como o impacto sobre os bens energéticos resultante da última actualização dos preços dos combustíveis”, frisa o banco central.
Em relação à situação financeira do arquipélago, adianta, os dados apontam para “uma melhoria generalizada dos indicadores de sustentabilidade externa, tanto no cenário central das projecções do BCV, como no cenário da evolução da economia a seu nível médio histórico”.
As reservas internacionais deverão continuar em acumulação em 2008, para um stock de 346 milhões de euros, o que equivale a 3,8 meses de importações de bens e serviços esperados para 2009.
“A evolução dos Activos Externos Líquidos continua a traduzir os efeitos de uma posição externa favorável, impulsionada sobretudo pela balança de serviços e pelo Investimento Directo Estrangeiro”, adianta.
A partir de Janeiro de 2008, Cabo Verde passa a ser o primeiro país africano lusófono e um dos poucos do continente classificado como País de Desenvolvimento Médio (PDM), em vez de País Menos Avançado (PMA), segundo decisão do Conselho Económico e Social (Ecosoc) das Nações Unidas.
Caso não se depare com nenhum obstáculo de última hora, deverá também ser formalizada no próximo ano a parceria entre o arquipélago e a União Europeia, que conheceu um importante avanço durante a presidência portuguesa do Conselho Europeu – a anuência de todos os países-membros.
O acordo foi já submetido ao Parlamento Europeu para ratificação e deverá ficar definitivamente aprovado na próxima reunião do Conselho de Assuntos Gerais e Relações Externas, a decorrer em Bruxelas nos dias 19 e 20 de Novembro.
(macauhub)
terça-feira, 23 de outubro de 2007
Moçambique terá este ano exportações no valor de 2,28 mil milhões de dólares
Maputo (Moçambique), 22 outubro 2007 - Moçambique irá este ano exportar bens no valor de 2,28 mil milhões de dólares, mais 36 por cento do que em 2006, garantiu quinta-feira no parlamento em Maputo a primeira-ministra Luísa Diogo.
A primeira-ministra adiantou que a meta será atingida como resultado do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), este ano projectado para 7,2 por cento, e da diversificação dos produtos de exportação do país.
"O aumento da produção no primeiro semestre deste ano foi de 8,8 por cento", frisou a primeira-ministra moçambicana.
No comércio com o exterior, Moçambique vendeu produtos do mar (sobretudo marisco), carvão, alumínio, algodão e açúcar, tendo como principais mercados a União Europeia e os Estados Unidos.
Luísa Diogo disse também que nos primeiros seis meses deste ano, as autoridades moçambicanas aprovaram projectos de investimentos orçados em 1,71 mil milhões de dólares, tendo sido criados mais de oito mil novos empregos. (macauhub)