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sexta-feira, 17 de maio de 2013

ILP Paz-Andrade pola promoçom do português admitida unanimemente no Parlamento da Galiza



15 maio 2013, Diário Liberdade http://www.diarioliberdade.org (Galiza)

Apoiada por mais de 17.000 assinaturas o texto quer dar mais peso à língua galego-portuguesa na Galiza

Foto: ILP Valentim Paz-Andrade - Comissom promotora entrega as assinaturas da ILP.

Numha jornada que (o tempo dirá) poderá ser histórica para o galego-português, o reintegracionismo consegue introduzir no institucionalismo umha parte das teses defendidas ao longo de dúzias de anos. Com o apoio de AGE, BNG, PSOE e mesmo dos ultraespanholistas do PP a ILP Valentín Paz-Andrade foi admitida ontem (14/05) polo parlamento semi-autónomo galego.

terça-feira, 17 de março de 2009

Portugal/Galegos apresentam contribuição para vocabulário comum

Lisboa, 17 março 2009 (Lusa) - Um projeto de vocabulário com léxico comum a portugueses e galegos, sobretudo nas regiões da fronteira com a Galícia, norte de Portugal, foi entregue nesta terça-feira por uma delegação da Academia Galega da Língua Portuguesa na Academia de Ciências de Lisboa.

Responsáveis pelos dois institutos estiveram reunidos para uma análise da situação da língua e a coordenação na aplicação de alguns aspectos do acordo ortográfico, "com especial interesse na elaboração do vocabulário ortográfico comum".

Segundo Artur Anselmo, presidente do Instituto de Lexicologia e Lexicografia, o projeto apresentado está contido no livro "Contribuição para o Vocabulário Comum da Língua Portuguesa" e vai ser lançado oficialmente em Portugal, juntamente com o Vocabulário elaborado pela Academia Brasileira de Letras.

A Academia galega participou como observadora nas negociações do acordo ortográfico.

"Estamos convencidos, e penso que não devemos deixar de pensar assim, de que, para que haja Acordo, é preciso que haja um documento de base, uma listagem de palavras, e isso só se consegue se todos derem as suas contribuições", disse Anselmo.

"O ideal seria, salvo melhor opinião, que todas as partes geográficas, desde Cabo Verde a Timor Leste, fizessem o mesmo que fez a Academia Galega, dessem também as suas contribuições", concluiu.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

CPLP/Galiza quer integrar lusofonia através de Academia e já em 2008

Bragança (Portugal), 7 outubro 2007 - A região espanhola da Galiza quer fazer parte da Lusofonia e participar nos acordos sobre a língua portuguesa, através de uma academia que será formalizada no próximo ano.
O anúncio foi feito no sábado em Bragança, no encerramento do VI Congresso da Lusofonia, por um dos promotores da iniciativa, Ângelo Cristóvão, secretário da Associação Amizade Portugal/Galiza.
Esta associação está envolvida no projecto de criação da Academia Galega da Língua Portuguesa, que será divulgado na segunda-feira na Universidade de Santiago de Compostela, na Galiza.
A apresentação do projecto estará a cargo de três académicos galegos, um dos quais Martinho Antero Santalha, que deverá ser o primeiro presidente da nova academia, segundo disse Ângelo Cristóvão.
A divulgação deste projecto insere-se num ciclo de conferências sobre a língua portuguesa em que participarão os académicos Malaca Casteleiro, de Portugal e Evanildo Bechara, do Brasil, que estiveram em Bragança nos últimos quatro dias no congresso da Lusofonia.
O tema do encontro, que terminou no sábado, foi a variante brasileira da língua portuguesa, e na sessão de encerramento o linguista Malaca Casteleiro defendeu que "também o galego é uma variante do português e como tal deve se trazido para o espaço da lusofonia".
Este é propósito dos promotores da Academia Galega da Língua Portuguesa que pretende fazer-se representar através deste novo organismo, como disse o galego Ângelo Cristovão.
O responsável lembrou que a Galiza já participou como convidada na discussão dos acordos ortográficos em 1986 e 1990, mas não de uma forma institucional.
O objectivo é agora dar continuidade a este trabalho participando como observadores ou mesmo como representantes no Instituto Internacional de Língua Portuguesa e outros organismos da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Ângelo Cristóvão notou que a Galiza nunca poderá participar em reuniões oficiais dos governos, por não ser um Estado, mas quer dar mais um passo para que o galego seja reconhecido também em Espanha como uma língua de padrão português.
Segundo disse, a nova academia deverá ser oficializada no próximo ano e será constituída por 35 académicos, entre os quais pretende ver também alguns portugueses.
Ângelo Cristóvão lembrou que 80 por cento dos dois milhões de habitantes da Galiza falam o galego, que especialistas defendem ter a mesmo origem do português.
Nas relações entre Portugal e Espanha, o académico português Malaca Casteleiro defendeu que a língua portuguesa pode ser a solução para o diferendo com quase dois séculos entre os dois países pela disputa do território de Olivença.
Malaca Casteleiro está convencido de que "politicamente Portugal não conseguirá trazer Olivença para o lado de cá e deve reconhecer a situação de facto de que está sob o domínio espanhol".
"Portugal devia era defender que tivessem dupla nacionalidade e disponibilizar o ensino da língua portuguesa no território", defendeu.
"É quase impossível continuar a batalhar por Olivença do ponto de vista político, mas é possível do ponto de vista cultural e da língua", sustentou.
No congresso foi ainda entregue o primeiro prémio da Lusofonia, no valor de 1500 euros, instituído pela Câmara de Bragança, que apoia o evento.
Entre 93 trabalhos oriundos de Portugal, Brasil, Canadá e Espanha, o vencedor foi Pedro Baptista, de Coimbra, com um trabalho de poesia "Nove ciclos para um poema".
O galardoado tem 39 anos e trabalha em publicidade num jornal, mas dedica-se há vários anos à escrita com quatro livros editados.
Pretende também publicar o trabalho agora premiado e que foi desenvolvido a partir de pequenos trechos de autores dos países da lusofonia.
O concurso regressará em 2008 junto com o congresso que será virado para África, com o tema central em torno da língua portuguesa e os crioulos. (Notícias Lusófonas)

CPLP/A dimensión internacional da lingua galega

Por Ângelo Gonçalves Vicente*

(Longa lingua, decembro/2006)

Fonte: timorlorosaenacao/9 Outubro 2007

“O primeiro a nosa lingua, a lingua que falou este pobo, e a que falan e entenden galegos, portugueses, brasileiros, africanos e asiáticos” - Manuel Murguía

Este artigo, que non pretende ser un novo contributo ao xa extraordinariamente longo debate arredor de se galego e portugués son dúas variantes da mesma lingua ou linguas diferentes, si vai partir dunha premisa coa que a maior parte de persoas, expertas ou leigas, preocupadas pola lingua galega ou non, coinciden: quen fala galego e quen fala portugués poden entenderse con facilidade.
É este un feito de fulcral transcendencia no mundo de hoxe, onde as distancias xa non son tan limitativas como noutrora, de tal maneira que podemos comunicarnos de modo practicamente instantáneo con calquera parte do planeta e viaxar ou facer chegar bens a calquera lugar en horas. Un mundo que facilita, mais tamén esixe, a internacionalización empresarial a fin de garantir a estabilidade económica e potenciar o crecemento; un mundo que demanda a posta en contacto con outras expresións culturais que nos axuden a ser persoas máis abertas, máis comprensivas, máis tolerantes... máis maduras; un mundo no que proxectar unha solidariedade intelixente e completa, non meramente paliativa ou creadora de novas dependencias; un mundo no que desenvolver unha política externa propia, que nos visibilice como país. Un mundo, en fin, cheo de novas oportunidades.
É claro que para o aproveitamento das posibilidades actuais continúa a ser imprescindíbel usar códigos de comunicación, linguas. Neste sentido, hai meses, quen escribe este artigo ouvía a unha persoa da primeira liña da xestión cultural galega dicir: “Neste país temos un problema grave: non dominamos nada ben o inglés”. Isto é certo, e sen dúbida debe ser corrixido. Mais tamén é certo que se ten insistido de maneira irresponsábel, nos últimos tempos, en esquecer a formidábel proxección internacional da nosa lingua. O inglés, o español, o francés... son importantes e non debemos renunciar ao seu coñecemento e aproveitamento, nomeadamente no caso do español, mais resultan inútiles nalgúns lugares nos que a lingua galega non o é. Neses lugares temos, pois, unha vantaxe comparativa. E non está a ser aproveitada!
Eses países e rexións son habitualmente designados co termo Lusofonía, se ben que profesores brasileiros, portugueses e galegos teñen defendido que igualmente lexítimo sería usar a palabra Galegofonía, por ter sido o Reino da Galiza o dominio político no que a lingua galego-portuguesa naceu. E quizá sexa esta a palabra máis adecuada, por máis didáctica, no noso país.
Estados galegófonos ou lusófonos son hoxe Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Mozambique, Portugal, San Tomé e Príncipe e Timor Leste. E as rexións máis significativas son Goa, na India, e Macau, na China. A Galegofonía abrangue, así, 4 continentes. Mais os nomes que vimos de dar, por si propios, quizá digan pouco. Acrecentemos, pois, que a Galegofonía representa, sen incluír a Galiza, máis de 222 millóns de persoas no mundo e manexa a 50ª parte do PIB mundial.
O PIB lusófono creceu en 2004 a un ritmo medio de 6,5%, tendo sido os crecementos medios de Mozambique e Angola no período 2000-2005 de 7,72% e 8,29% respectivamente. Constitúe, pois, un mercado considerábel con perspectivas de crecemento notábeis que chegan mesmo a ser extraordinarias se pensamos, por exemplo, que Angola podería crecer, segundo o Fondo Monetario Internacional, 14,3% neste ano e 31,4% no 2007. Téñase en conta que os países do euro, onde o empresariado galego está a concentrar un maior esforzo, creceron apenas 1,3% en 2005, segundo o Banco Mundial.
Aprofundemos aínda un pouco máis. O Brasil é unha potencia económica emerxente con espectaculares expectativas e que, entre outras cousas, podería vir a ser o principal produtor mundial de bio-combustíbeis, substitutos limpos e renovábeis do petróleo. Angola é o segundo maior produtor de petróleo da África Subsahariana e principal fornecedor desta substancia á China, actualmente. Mozambique foi o país co maior crecemento mundial do turismo no ano 2005. Macau e Goa son portas de entrada para a China e a India, respectivamente, dous dos mercados máis cobizados nos días de hoxe.
No caso específico de Macau, ademais, esa porta está a ser consciente, intelixente e intensamente aproveitada pola China e polos países de lingua galego-portuguesa, a través do Fórum para a Cooperación Económica e Comercial entre a China e os Países de Lingua Portuguesa. Pénsese, por exemplo, que o comercio bilateral China-Timor Leste creceu 10 veces no presente ano.
A Galegofonía é costa, quilómetros e quilómetros de costa para o sector mariñeiro galego, e non só. “Da minha lingua vê-se o mar” dicía o escritor portugués Vergílio Ferreira. A Galegofonía é necesidade de edificios, de estradas, de universidades, de tecnoloxía, de coñecementos técnicos do máis diverso tipo... para o empresariado e profesionais especializados do noso país. A Galegofonía é tamén necesidade básica, de comida, de bebida, de medicamentos... para as nosas entidades cooperantes para o desenvolvemento. A Galegofonía son institucións e actividade diplomática intensa para que as nosas políticas e políticos poidan proxectar o país no mundo e tamén para que poidan adquirir unha visión máis completa e fértil á hora de gobernar. Galegofonía son os Xogos da Lusofonía, para mostrar ao mundo as seleccións galegas e dar oportunidades ás nosas e aos nosos deportistas que, doutro xeito, quizá nunca chegarían a ter. O próximo encontro, ademais, será en Lisboa.
A Galegofonía é actividade cultural intensa e heteroxénea coa que nos enriquecer, e tamén mercado cultural para as creadoras e creadores da Galiza: de literatura, de música, de pintura...
A nosa lingua, en fin, ábrenos un mundo de oportunidades no que a Galiza xorde en situación de verdadeiro privilexio: é un país desenvolvido que non carga co pasado metropolitano portugués, mais co que todas as persoas no mundo que falan a lingua de Camões (cuxos avós eran de Nigrán, convén non esquecer) poden entenderse sen maiores dificuldades. Non se fala aquí de nacionalismo ou galeguismo, senón de senso común, de pragmatismo.
Quen escribe este artigo ten xa constatado, na súa breve experiencia, que no Além Minho a Galiza conta con todas as simpatías e apoios e con toda a disponibilidade precisa para que o noso país se integre sen obstáculos e na primeira liña.
Non vamos facer nada ao respecto?

*
Ângelo Gonçalves Vicente, coordinador do Observatorio Galego da Lusofonía e analista do Igadi