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terça-feira, 17 de março de 2009

Portugal/Galegos apresentam contribuição para vocabulário comum

Lisboa, 17 março 2009 (Lusa) - Um projeto de vocabulário com léxico comum a portugueses e galegos, sobretudo nas regiões da fronteira com a Galícia, norte de Portugal, foi entregue nesta terça-feira por uma delegação da Academia Galega da Língua Portuguesa na Academia de Ciências de Lisboa.

Responsáveis pelos dois institutos estiveram reunidos para uma análise da situação da língua e a coordenação na aplicação de alguns aspectos do acordo ortográfico, "com especial interesse na elaboração do vocabulário ortográfico comum".

Segundo Artur Anselmo, presidente do Instituto de Lexicologia e Lexicografia, o projeto apresentado está contido no livro "Contribuição para o Vocabulário Comum da Língua Portuguesa" e vai ser lançado oficialmente em Portugal, juntamente com o Vocabulário elaborado pela Academia Brasileira de Letras.

A Academia galega participou como observadora nas negociações do acordo ortográfico.

"Estamos convencidos, e penso que não devemos deixar de pensar assim, de que, para que haja Acordo, é preciso que haja um documento de base, uma listagem de palavras, e isso só se consegue se todos derem as suas contribuições", disse Anselmo.

"O ideal seria, salvo melhor opinião, que todas as partes geográficas, desde Cabo Verde a Timor Leste, fizessem o mesmo que fez a Academia Galega, dessem também as suas contribuições", concluiu.

sábado, 14 de março de 2009

Brasil/ABL lança novo Vocabulário Ortográfico na próxima semana

Rio de Janeiro, 13 março 2009 (Lusa) - A quinta edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp), que incorpora as novas normas estabelecidas pelo acordo ortográfico de 1990, será lançada em 19 de março na Academia Brasileira de Letras (ABL).

O Volp, de 887 páginas, contém 349.737 vocábulos listados em ordem alfabética, além dos cerca de 1.500 estrangeirismos que aparecem ao final da obra. A impressão será feita pela editora Global.

Em comunicado divulgado esta semana, o acadêmico e presidente da ABL, Cícero Sandroni, considera que, com o lançamento, "a língua portuguesa deixa para trás a condição de ser idioma cujo peso cultural e político ainda encontrava, na vigência de dois sistemas ortográficos oficiais, um entrave ao seu prestígio e difusão internacional".

Antes do lançamento no dia 19, a Academia deverá entregar, em Brasília, alguns volumes ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além dos presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados e aos ministros da Educação, Cultura e Relações Exteriores.

Trabalho
Em nota, o acadêmico Evanildo Bechara, um dos responsáveis pelo Volp, destaca os quatro princípios adotados pela ABL, a fim de garantir "fiel compromisso aos propósitos dos signatários oficiais do acordo ortográfico".

Para viabilizar o repertório lexical desta quinta edição com o "sintético e enxuto texto do acordo de 1990", os princípios metodológicos visam respeitar a lição do texto do acordo, além de estabelecer uma linha de coerência do texto como um todo, acompanhar o espírito simplificador do texto e preservar a tradição ortográfica refletida nos formulários e vocabulários oficiais anteriores.

Foram adotadas 15 medidas para suprimir dúvidas ou possíveis ambiguidades no texto do acordo ortográfico.

Bechara ressalta ainda no comunicado que a realização deste trabalho permite que a ABL traga uma "contribuição relevante ao sonho de unificação ortográfica acalentado por tantos filólogos portugueses e brasileiros".

"Sonho"
De acordo com o acadêmico, a elaboração do futuro Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa representa a concretização de "sonho dos fundadores da ABL em 1897".

O acordo que unifica a ortografia, aprovado há 18 anos, não podia entrar em vigor sem ser ratificado por pelo menos três parlamentos de países de língua portuguesa.

Portugal, Brasil, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde já ratificaram o texto, faltando ainda Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor Leste.

No Brasil, o acordo foi regulamentado pelos decretos assinados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a 29 de setembro de 2008, e entrou em vigor em 1º de janeiro deste ano.

O Brasil cedeu em seis pontos principais: o fim do hífen, do trema, do acento circunflexo nos verbos no plural, a mudança do acento em ditongos abertos e a inserção de letras k,y,w no analfabeto.

Em Portugal, as mudanças deverão modificar 1,42% do dicionário português. Os brasileiros, por seu turno, terão de alterar apenas 0,43%.