Noticias, artigos e análises sobre economia, politica e cultura dos países membros do Mercosul, CPLP e BRICS | Noticiero, articulos e analisis sobre economia, politica e cultura de los paises miembros del Mercosur, CPLP y BRICS
quinta-feira, 5 de setembro de 2019
BRICS/China e Rússia prometem aprofundar cooperação militar
terça-feira, 11 de outubro de 2016
Angola/As Forças Armadas Angolanas simbolizam a unidade nacional
terça-feira, 24 de novembro de 2015
Angola/Conselheiro de Segurança em consultas
Nikolai Patrushev, que se fez acompanhar por uma importante delegação, foi antes recebido em audiência pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, com quem abordou
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
Moçambique/Membros das Forças Armadas não pertencem a nenhum grupo
sábado, 28 de fevereiro de 2015
Moçambique/FADM devem reforçar a paz e defender a unidade nacional - defende Ministro da Defesa
sábado, 14 de fevereiro de 2015
Moçambique/FADM firmes na defesa do país -- garante Chefe do Estado-Maior General
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
Moçambique/Nova governação exige atitudes colectivas e individuais
segunda-feira, 24 de março de 2014
Angola/Heróis da África Austral
Durante o acto, que serviu para assinalar o 26º aniversário da Batalha do Cuito Cuanavale, Cândido Pereira Van-Dúnem agradeceu o apoio dado pelos internacionalistas cubanos e os instrutores russos.
“A superioridade empreendida pelo exército sul-africano, com o uso de artilharia de longo alcance e da aviação sofisticada, dificultava qualquer espécie de manobra por parte das FAPLA, o que obrigou, posteriormente, o envolvimento de forças cubanas, que se situavam nas cercanias da cidade de Menongue, para se juntarem às ex-FAPLA que, de forma brilhante e com uma grande performance, já travavam duras acções ofensivas contra o invasor”,
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Brasil/Plano de Defesa pode dar fim a divergências entre civis e militares, diz Mangabeira Unger
Alex Rodrigues, repórter da Agência Brasil http://www.agenciabrasil.gov.br
20 setembro 2008
Brasília - Coordenador do comitê interministerial responsável pela elaboração do Plano Estratégico de Defesa Nacional entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último dia 9, o ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, acredita que a iniciativa, embora conduzida por civis, irá contribuir para a superação de eventuais divergências entre civis e militares.
Mangabeira afirma não haver, da parte do atual governo, qualquer atitude revanchista por conta da perseguição a oposicionistas da ditadura militar (1964-1985), mas reconheceu que o golpe que depôs o presidente João Goulart aprofundou o distanciamento entre a sociedade civil e os militares.
"Vivemos um período de antagonismos e de suspeitas entre civis e militares que foi agravado por toda a experiência do regime militar”, afirmou Mangabeira à Agência Brasil. “Acho que estamos superando isso e, a meu ver, essa é uma das conquistas menos visíveis da formulação do Plano de Defesa, selar a superação desse legado histórico”
Segundo o ministro, enquanto no resto do mundo os defensores de “projetos nacionais” são os mesmos grupos associados às pessoas que querem o fortalecimento da Defesa Nacional para que seus países tenham “uma margem de manobra que lhes permita construir seus próprios modelos e resistir às agressões e intimidações externas”, no Brasil aconteceu algo singular.
“Devido a toda a nossa história, houve uma divergência, agravada pelo regime militar, entre os que defendiam o projeto de desenvolvimento e os que reclamavam um projeto de fortalecimento de nossas Defesas”, disse Mangabeira. Ele explicou que, enquanto o desenvolvimentismo foi associado aos grupos de esquerda, a noção de Defesa foi associada aos militares que combatiam esses mesmos grupos.
Mangabeira lembrou que, embora não tenha sido a única causa, o afastamento entre militares e esquerdas ajuda a explicar “a marginalização da causa da Defesa” e o conseqüente sucateamento das Forças Armadas brasileiras.
“Claro que essa não é a única explicação. Entre todos os países grandes, o Brasil é o menos beligerante e o que menos contato teve com guerras. Não temos inimigos, não estamos ameaçados por qualquer um de nossos vizinhos e o pacifismo faz parte de nossa identidade nacional. Estamos predestinados a nos engrandecer sem imperar. Nada disso, no entanto, nos exime da responsabilidade de nos defendermos”.
Segundo Mangabeira, outra consequência desse antagonismo seria a existência de poucos especialistas civis aptos a discutir o tema e colaborar para a definição das estratégias adotadas pelo país. “Em todos os países grandes do mundo há uma burocracia civil especializada em questões militares. Nós não a temos. Por isso eu julgo importante que essa proposta entregue ao presidente tenha sido conduzida por civis, com a colaboração dos militares. Ao longo do último ano, eu ouvi de vários oficiais que eles jamais haviam discutido com civis as grandes questões militares ”.
Após receber a proposta do Plano de Defesa, Lula pediu ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, que convocasse uma reunião do Conselho Nacional de Defesa para que se amplie o debate sobre o assunto. Jobim preside o comitê interministerial criado em setembro de 2007 para formular a estratégia nacional.
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/09/19/materia.2008-09-19.9793342857/view