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sexta-feira, 6 de maio de 2016

CONTRIBUTO DAS LUTAS DE LIBERTAÇÃO AFRICANAS PARA A REVOLUÇÃO DE ABRIL EM PORTUGAL



3 maio 2016, Odiário.info http://www.odiario.info (Portugal)


O jornal operário norte-americano Worker’s World publicou, no passado dia 25 de Abril, o texto que hoje reproduzimos.

Trata-se de uma interessante e brevíssima síntese da Revolução de Abril, onde corretamente se aponta a interpenetração das lutas do povo português e dos povos das então colónias portuguesas, que se saldaram pela independência política das colónias e a derrota do fascismo em Portugal.

Era Abril de 1974. Uma canção popular serviu de sinal secreto aos chefes do Movimento das Forças Armadas de Portugal (MFA), tocada na Rádio Renascença de Lisboa. Unidades do exército dentro e perto de Lisboa tinham sido industriadas para sair para ações comuns. Agora tudo mudava.

Estimulados pelo crescente cansaço de guerra das suas tropas, a fraqueza crescente do regime de estado policial, a incapacidade de Portugal para ganhar a guerra contra os movimentos de libertação nas suas colónias africanas e o crescente isolamento internacional de Portugal, os capitães agiram.

Eles mantiveram os seus planos

sexta-feira, 13 de junho de 2014

PORTUGAL: O POVO JÁ NÃO TEM MEDO

10 junho 2014, Página Global http://paginaglobal.blogspot.com (Portugal)

Raquel Varela*, Revista Rubra

O Povo já não tem medo foi  a capa de um dos jornais publicados no 12º de Maio de 1974. No dia 25 de Abril de 1974, um golpe levado a cabo pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), em discórdia com a guerra colonial que durava há treze anos, em Moçambique, Guiné e Angola, põe fim à ditadura portuguesa. Tinham sido 48 anos de ditadura, primeiro sob a direcção de António Salazar e — depois de 1968 — sob a chefia de Marcelo Caetano. De imediato, e contra o apelo dos militares que dirigiram o golpe — que insistiam pela rádio para as pessoas ficarem em casa —, milhares de pessoas saíram de suas casas, sobretudo em Lisboa e Porto, e foi com as pessoas à porta, a gritar «morte ao fascismo», que no Quartel do Carmo, em Lisboa, o Governo foi cercado; as portas das prisões de Caxias e Peniche abriram-se para saírem todos os presos políticos; a PIDE/DGS, a polícia política, foi desmantelada; atacada a sede do jornal do regime A Época e a censura abolida.

No dia 28 de Abril, três dias depois do golpe, os moradores do bairro social (pobre) da Boavista ocupam casas vagas e recusam-se a sair, apesar de intimados pelos militares e pela polícia; os bancários começam a controlar a saída de capitais dos bancos a partir do dia 29 de Abril e montam

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Portugal/INSTRUCCIONES PARA HACER UNA REVOLUCIÓN

28 abril 2014, Sur y Sur http://www.surysur.net

“Valió la pena”. A tres días de conmemorar el 40 aniversario de la Revolución de los Claveles, en el marco de la Semana Gallega de Filosofía, Otelo Saraiva de Carvalho narró en Pontevedra su experiencia en las acciones que derribaron la dictadura en Portugal. “El 25 de abril ha quedado en la memoria de todos los portugueses y para nuestro mayor orgullo ha sido considerada la más bonita y la más romántica de las que el mundo ha conocido”, señaló, desarrollando durante su conferencia de una hora las decisiones, las anécdotas y los éxitos.


Los organizadores destacaron la importancia de contar con su presencia en esta semana de celebración y de múltiples actividades en Portugal y destacaron que Saraiva de Carvalho “hizo un esfuerzo dado el aprecio que tiene a Galicia, para contarnos como se hace una revolución.” Los asistentes a la conferencia interpretaron al final y de pie la Grandola Vila Morena.

Otelo Saraiva de Carvalho nos pone sobre aviso de que “el camino se halla abierto para cualquier dictador paternalista que aparezca por la derecha”.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Portugal/1974: “25 DE ABRIL, A FOTOGRAFIA SAIU À RUA” E “OS COMUNICADOS DO 25 DE ABRIL” *

*Título de Mercosul & CPLP

25 DE ABRIL, A FOTOGRAFIA SAIU À RUA
25 abril 2007, Instante Fatal http://instantefatal.blogspot.com (Portugal)


GRÂNDOLA, VILA MORENA
Zeca Afonso

Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade
Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade

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Portugal/ 1974: OS COMUNICADOS DO 25 DE ABRIL
Centro de Documentação 25 de Abril, Universidade de Coimbra http://www1.ci.uc.p (Portugal)

(O M. F. A. ATRAVÉS DO RÁDIO CLUBE PORTUGUÊS)

Antes das 4 h
Aqui (Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas. As Forças Armadas Portuguesas apelam para todos os habitantes da cidade de Lisboa

Portugal/MENSAGEM DA ASSOCIAÇÃO 25 DE ABRIL POR OCASIÃO DO 40º ANIVERSÁRIO DA REVOLUÇÃO CONTRA O REGIME FASCISTA*

25 abril 2014, Associação 25 de Abril http://www.25abril.org (Portugal)

*Título de Mercosul & CPLP

Passados 40 anos depois da madrugada que deu origem a “o dia inicial inteiro e limpo/onde emergimos da noite e do silêncio/e livres habitamos a substância do tempo” qual o tempo que hoje nos é dado?

Cada dia que passa, assistimos à destruição do positivo que foi construído, em resultado da acção libertadora de há 40 anos!

O país está vendido, em grande parte e a pataco, ao estrangeiro!

A emigração de muitos portugueses consuma-se, levando consigo muito do saber e da capacidade indispensáveis à desejada recuperação de Portugal!

Portugal/ABRIL VIVE ABRIL VIVERÁ

25 abril 2014, Partido Comunista Português Avante! EDITORIAL http://www.avante.pt (Portugal)

Comemoramos esta semana os 40 anos desse acontecimento maior da nossa história, o 25 de Abril de 1974. Dia em que um levantamento militar logo seguido de um levantamento popular, culminando uma prolongada e heroica luta antifascista, punham fim à mais longa ditadura fascista da Europa. 48 anos de terror que tolheram o desenvolvimento do País, comprometeram a nossa soberania e independência nacionais, colocaram as alavancas da nossa economia nas mãos de grandes monopolistas e latifundiários, foram responsáveis por uma das maiores vagas de emigração da nossa história, conduziram a uma guerra colonial em três frentes com muitos milhares de mortos e feridos dos dois lados, deixaram um imenso rasto de miséria, atraso, obscurantismo e isolamento.

Vários factores fundamentais intervieram nesta viragem, como reconhecia Álvaro Cunhal, em entrevista a L'Humanité em 29.04.1974: «a crise interna do regime fascista, as consequências económicas, sociais e políticas da guerra colonial, o isolamento e condenação internacional do fascismo e do colonialismo português, os êxitos dos movimentos de libertação na Guiné-Bissau, em Moçambique e Angola e o grande ascenso da luta do povo português».

Gloriosa data em que um povo, que muitos diziam despolitizado, apático e conformado, invadia as ruas e os campos, e, lado a lado com os militares do MFA,

MÚSICA PARA PENSAR PORTUGAL E BRASIL PÓS REVOLUÇÃO DOS CRAVOS

25 abril 2014, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Os gelados dias do mês de abril, primavera em Portugal, ajudam a perceber a importância que tem para os portugueses o 25 de abril, registrado no calendário como o Dia da Liberdade, estabelecido há 40 anos, em 1974. É a data da Revolução dos Cravos, o grito de basta contra a ditadura de Antônio Salazar, mantida no País por quase 50 anos, apesar da doença e morte do ditador, em 1970.

Por  Washington José de Souza Filho*

Por diversos motivos, mas sem o mesmo sentido daquele dia, os portugueses ainda saem às ruas nesta data. Há, por certo, um sentimento do que poderia ter sido o País, com o fim da ditadura, estabelecida pela ação de militares portugueses, predominantemente, do Exército. É uma evocação, destacada, principalmente, através de diversas publicações, lançadas ao mercado neste momento.
 
Uma boa parte é reedição – como Alvorada de Abril, de Otelo Saraiva de Carvalho, o comandante operacional da ação dos militares, major à época. A nova edição é numerada, um total de 1974 exemplares – uma óbvia referência ao ano da Revolução. O que comprei tem o número 923. Os livros ajudam a encontrar uma referência que é uma marca da Revolução dos Cravos, a música. Uma delas é especifica sobre a música, e os seus autores: Os cantores de abril, editada, pela primeira vez, em 2000, à venda neste 25 de abril, na compra de um exemplar de Público, jornal portugês.

Entre as reedições publicadas, uma é o livro Livra-te do medo. Uma biografia do músico Zeca Afonso, de autoria do jornalista José A.Salvador. Zeca Afonso é o autor de Grândola,vila morena - -, a música-senha para o início da ação dos militares – gravada no disco Cantigas de Maio, de 1971.



A música, na verdade, serviu como uma segunda senha, para que as tropas fossem para as ruas. E, reconhecidamente, um hino à libertação, para os portugueses.

Para não despertar a reação dos que ainda apoiavam o regime português, a opção escolhida pelos militares para anunciar o início da movimentação foi

Portugal/LA ILUSIÓN DE LOS CLAVELES ANTE EL DIKTAT DE LA TROIKA

25 abril 2014, Gara http://www.naiz.info (Euskal Herria, País Basco)

La conmemoración del 40 aniversario de la «última revolución del siglo XX» en Europa llega a Portugal condicionada por tres años de sometimiento a las políticas de la Troika. En términos económicos, los ajustes han degradado las condiciones de vida. En política, la soberanía permanece secuestrada en manos de las instituciones financieras internacionales. «Grandola Vila Morena» es ahora un símbolo contra las medidas de austeridad.

Alberto Pradilla Lisboa

Pasaban unos minutos de la medianoche del 25 de abril de 1974 y Radio Renascença, una emisora católica portuguesa, daba la primera señal: la emisión de ``Grandola Vila Morena'', canción vetada por la dictadura, suponía la llamada acordada por el Movimiento de las Fuerzas Armadas (MFA) para levantarse contra el «Estado novo», el régimen fascista inaugurado en 1926. Aquel fue el punto de partida de una revolución incruenta y popular, que quedaría retratada como un clavel en la boca de un fusil pero que no solo quiso tumbar las estructuras impuestas por Antonio de Oliveira Salazar, el dictador muerto cuatro años antes, sino que abrió las perspectivas para un cambio mucho más profundo.

No se trataba solo del derecho al voto, sino que los denominados «capitanes de abril», encabezados por Otelo Saravia de Carvalho, llegaron a ver la posibilidad de una «vía portuguesa al socialismo», con medidas radicales de nacionalización de empresas y ampliación de los derechos sociales. No pudo ser. O, al menos, la idea original no llegó a completarse. Cuatro décadas después, son los mercados quienes imponen su ley en Portugal. Desde 2011, cuando la Troika (Comisión Europea, Banco Central Europeo y Fondo Monetario Internacional) aprobó un rescate de 78.000 millones de euros, la democracia es un concepto relativo, condicionado al pago de los intereses de la deuda. Además, garantías como la Seguridad Social, las pensiones o la educación y la sanidad públicas son desmanteladas por las obligaciones contraídas ante las instituciones financieras internacionales. Al mismo tiempo que las calles de Lisboa se engalanan con imágenes en blanco y negro de soldados y claveles y los festejos oficiales conviven con marchas reivindicativas más acordes con el espíritu de abril de 1974, los periódicos lusos llevan a portada los nuevos recortes propuestos por el FMI: rebaja del salario mínimo, reducción de las compensaciones por despidos ilegales y la eterna advertencia de que las jubilaciones no se

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Portugal/12 DE ABRIL : DIA NACIONAL DE LUTA DOS REFORMADOS, APOSENTADOS E PENSIONISTAS

10 abril 2014, Confederação Nacional de Reformados Pensionistas e Idosos, MURPI http://www.murpi.pt (Portugal)


REFORMADOS, PENSIONISTAS E IDOSOS


Dia Nacional de Luta dos Reformados, Aposentados e Pensionistas

A Direcção da Confederação Nacional de Reformados Pensionistas e Idosos, MURPI decide convocar uma Acção Nacional de Luta dos reformados, aposentados e pensionistas para o próximo dia 12 de Abril.

Esta Acção Nacional tem como objectivo a realização de acções em diversos pontos do País, sendo desde já convocada para o dia 12 de Abril uma Marcha de reformados, aposentados e pensionistas a realizar em Lisboa, a partir da Praça do Município, com o seguinte lema: POR ABRIL/CONTRA OS ROUBOS NAS PENSÕES/MARCHA DE INDIGNAÇÃO E PROTESTO.

No 40º Aniversário da Revolução de Abril, numa situação de forte ofensiva deste Governo contra os rendimentos e as condições de vida dos reformados, o MURPI ao promover esta Acção Nacional de Luta pretende, não só reforçar e ampliar a luta travada por diversos sectores de reformados, dando mais força à sua indignação e protesto, como valorizar a unidade da sua luta contra os roubos das suas pensões e dos seus direitos sociais.