9 abril 2014, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)
M. Duran Clemente*
A acção do MFA, sendo o resultado duma experiência de organização e
unidade de jovens capitães que emerge, se consolida e se organiza, é com as
armas nas mãos do povo-soldado que faz o 25 de Abril e no seu desenvolvimento
cresce a aliança Povo-MFA. A partir dessa alvorada luminosa, do “Renascer da
Esperança”, Vasco Gonçalves, na missão que lhe é incumbida, é quem melhor
interioriza o Programa do MFA.
Falar de Vasco Gonçalves, em sua memória e na dos 40 anos de tomada
de posse como o timoneiro da Revolução, é sermos fiéis à justiça e ao
reconhecimento. É falar de Vasco Gonçalves, da sua acção como militar e
político revolucionário, seja como coronel - um dos mais experientes e cultos
dos oficiais conspiradores, entre capitães do MFA, a partir de 5 de Dezembro de
1973 -, seja como primeiro chefe da 5ªa Divisão do EMGFA, seja como
primeiro-ministro dos 2º,3º,4º e 5º Governos Provisórios, seja como um dos mais
puros “capitães de Abril” caluniado e vilipendiado. É reflectir também sobre
uma vertente do MFA, dos militares que sempre com ele estiveram (com subida
honra apelidados de gonçalvistas) e sobre as iniciativas e organizações criadas
sob o seu impulso, e que mais não fizeram que, ao dar-lhe apoio, apoiarem o
Povo, apoiarem a Revolução.
Comecemos por citar uma expressão de Vasco Gonçalves: “…o MFA não
era um movimento revolucionário: tinha revolucionários nas suas fileiras mas
isso não fazia dele um movimento com essas características…”. Dentro do MFA
havia militares com várias tendências e diferentes graus de politização. Não
era um corpo homogéneo e muito menos de homogeneidade revolucionária. ”Os
aspectos mais progressistas da actuação do MFA são motivados pelo levantamento
popular num