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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Angola/Manuel Pacavira revela memórias

11 agosto 2014, Jornal de Angola (Angola)

António Bequengue|

“Angola e o movimento revolucionário dos capitães de Abril em Portugal” é o título do livro de memórias (1974-1976) da autoria do escritor Manuel Pedro Pacavira a ser lançado quarta-feira, às 18h30, no hotel Epic Sana, em Luanda.

Com 319 páginas, o livro, cujo prefácio é de Aldemiro Vaz da Conceição, inclui o texto integral do Acordo de Alvor, datado de 15 de Janeiro de 1975, termo de posse do Governo de transição e texto da proclamação da independência de Angola, lido pelo Presidente Agostinho Neto,

segunda-feira, 28 de abril de 2014

O 25 DE ABRIL E O DIREITO À REBELIÃ0

25 abril 2014,ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)


Acredito que as sementes de Abril germinarão após a sua longa hibernação. Os trabalhadores não esqueceram as prodigiosas conquistas da geração revolucionária, nos dias em que Álvaro Cunhal e Vasco Gonçalves -- dois grandes portugueses do século XX - deram uma contribuição fundamental para o avanço da revolução democrática e nacional. A maré da resistência enche a cada semana.

Transcorreram 40 anos desde o 25 de Abril de 1974.

O povo português festejará hoje em todo o país o aniversário do derrubamento do fascismo.

O golpe militar daquela madrugada foi concebido para pôr fim à guerra colonial. Mas a participação torrencial do povo alterou em poucas horas o rumo e o objetivo do movimento. As massas, tomando as ruas, empurraram os capitães de Abril para uma revolução na qual a aliança Povo-MFA desempenhou papel decisivo.

Foi uma revolução diferente de tudo o que se conhecia. Em 18 meses, no contexto de uma luta de classes exacerbada, permanente, Portugal avançou mais na História do que nos três séculos anteriores. Não há precedente na Europa Ocidental desde a Comuna de Paris para conquistas sociais tão importantes como as da breve Revolução de Abril. Reforma Agrária tão ambiciosa não acontecera antes.

Até onde iria essa revolução?

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Portugal/VASCO GONÇALVES: O MAIS INSIGNE CAPITÃO DE ABRIL E TIMONEIRO DA REVOLUÇÃO

9 abril 2014, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)

M. Duran Clemente*

A acção do MFA, sendo o resultado duma experiência de organização e unidade de jovens capitães que emerge, se consolida e se organiza, é com as armas nas mãos do povo-soldado que faz o 25 de Abril e no seu desenvolvimento cresce a aliança Povo-MFA. A partir dessa alvorada luminosa, do “Renascer da Esperança”, Vasco Gonçalves, na missão que lhe é incumbida, é quem melhor interioriza o Programa do MFA.

Falar de Vasco Gonçalves, em sua memória e na dos 40 anos de tomada de posse como o timoneiro da Revolução, é sermos fiéis à justiça e ao reconhecimento. É falar de Vasco Gonçalves, da sua acção como militar e político revolucionário, seja como coronel - um dos mais experientes e cultos dos oficiais conspiradores, entre capitães do MFA, a partir de 5 de Dezembro de 1973 -, seja como primeiro chefe da 5ªa Divisão do EMGFA, seja como primeiro-ministro dos 2º,3º,4º e 5º Governos Provisórios, seja como um dos mais puros “capitães de Abril” caluniado e vilipendiado. É reflectir também sobre uma vertente do MFA, dos militares que sempre com ele estiveram (com subida honra apelidados de gonçalvistas) e sobre as iniciativas e organizações criadas sob o seu impulso, e que mais não fizeram que, ao dar-lhe apoio, apoiarem o Povo, apoiarem a Revolução.

Comecemos por citar uma expressão de Vasco Gonçalves: “…o MFA não era um movimento revolucionário: tinha revolucionários nas suas fileiras mas isso não fazia dele um movimento com essas características…”. Dentro do MFA havia militares com várias tendências e diferentes graus de politização. Não era um corpo homogéneo e muito menos de homogeneidade revolucionária. ”Os aspectos mais progressistas da actuação do MFA são motivados pelo levantamento popular num