6 novembro 2013, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)
A Síria,
partindo de sua convicção de que um Oriente Médio livre de armas de destruição
em massa contribuirá para a estabilidade da região e, em consequência de sua
posição contrária a todos os tipos de armas de destruição em massa, tanto pelo
aspecto ético quanto político, deu um passo à frente com uma iniciativa para
livrar a região das armas de destruição em massa, em 2003, quando ocupava a
vaga de membro não permanente no Conselho de Segurança da ONU. Na ocasião,
confirmou sua disposição em se livrar das armas químicas. Porém, os Estados
Unidos da América atuaram, desde então, no sentido de anular esta iniciativa
como forma de continuar acobertando os crimes de Israel e seu arsenal que
inclui os mais diversos tipos de armas químicas, biológicas e nucleares de
destruição em massa e protegê-la politicamente nos fóruns internacionais.
Os Estados
Unidos e seus aliados atuaram, desde o último trimestre de 2012, para acusar o
Governo da Síria de fazer uso das armas químicas, como pretexto para atacar a
Síria e ameaça-la com ações hostis, mas suas tentativas de derrubar o Estado
sírio fracassaram. Seus instrumentos, os terroristas que atuam internamente na
Síria, usaram estas armas contra o Exército Árabe Sírio e contra os civis em
algumas localidades da Síria, sendo a última a região de Ghouta, em 21 e
24/08/2013, coincidindo com a chegada da missão de investigadores da ONU sobre
o uso de armas químicas, a qual a Síria solicitou oficialmente que viesse ao
país para investigar o ocorrido em Khan Al Assal. Os Estados Unidos e seus
aliados protelaram a vinda desta missão por cerca de cinco meses e, neste
ínterim, a Rússia propôs a sua iniciativa para livrar a Síria do programa
químico, em 09/09/2013.
Vários debates
sobre esta iniciativa foram realizados entre as autoridades sírias e russas. O
Governo da Síria aceitou a iniciativa por estar de acordo com o que foi
proposto pela Síria em 2003, em sua iniciativa para livrar o Oriente Médio das
armas de destruição em massa, consolidando desta forma, em nível político, as
posições da Rússia e da China de apoio à Síria e à sua posição no enfrentamento
da crise pela qual atravessa. Ao mesmo tempo, ao aceitar a iniciativa, livrou
os países da região e do mundo,