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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

GOVERNO SÍRIO DIVULGA NOTA SOBRE A SITUAÇÃO ATUAL NO PAÍS



6 novembro 2013, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

A Síria, partindo de sua convicção de que um Oriente Médio livre de armas de destruição em massa contribuirá para a estabilidade da região e, em consequência de sua posição contrária a todos os tipos de armas de destruição em massa, tanto pelo aspecto ético quanto político, deu um passo à frente com uma iniciativa para livrar a região das armas de destruição em massa, em 2003, quando ocupava a vaga de membro não permanente no Conselho de Segurança da ONU. Na ocasião, confirmou sua disposição em se livrar das armas químicas. Porém, os Estados Unidos da América atuaram, desde então, no sentido de anular esta iniciativa como forma de continuar acobertando os crimes de Israel e seu arsenal que inclui os mais diversos tipos de armas químicas, biológicas e nucleares de destruição em massa e protegê-la politicamente nos fóruns internacionais.

Os Estados Unidos e seus aliados atuaram, desde o último trimestre de 2012, para acusar o Governo da Síria de fazer uso das armas químicas, como pretexto para atacar a Síria e ameaça-la com ações hostis, mas suas tentativas de derrubar o Estado sírio fracassaram. Seus instrumentos, os terroristas que atuam internamente na Síria, usaram estas armas contra o Exército Árabe Sírio e contra os civis em algumas localidades da Síria, sendo a última a região de Ghouta, em 21 e 24/08/2013, coincidindo com a chegada da missão de investigadores da ONU sobre o uso de armas químicas, a qual a Síria solicitou oficialmente que viesse ao país para investigar o ocorrido em Khan Al Assal. Os Estados Unidos e seus aliados protelaram a vinda desta missão por cerca de cinco meses e, neste ínterim, a Rússia propôs a sua iniciativa para livrar a Síria do programa químico, em 09/09/2013.

Vários debates sobre esta iniciativa foram realizados entre as autoridades sírias e russas. O Governo da Síria aceitou a iniciativa por estar de acordo com o que foi proposto pela Síria em 2003, em sua iniciativa para livrar o Oriente Médio das armas de destruição em massa, consolidando desta forma, em nível político, as posições da Rússia e da China de apoio à Síria e à sua posição no enfrentamento da crise pela qual atravessa. Ao mesmo tempo, ao aceitar a iniciativa, livrou os países da região e do mundo,

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

50 VERDADES SOBRE O CASO DOS 5 DE CUBA



1 novembro 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Desde 1998, agentes da inteligência cubana estão presos nos EUA por se envolverem com terrorismo contra a Ilha. Há 15 anos, Gerardo Hernández, Antonio Guerrero, Ramón Labañino, Fernando e René González, eram acusados de conspiração e espionagem. “Os Cinco” – como são conhecidos – eram agentes da Rede Vespa, um seleto grupo de infiltrados que combatia os atos terroristas das organizações anticastristas da Flórida.

Por Salim Lamrani*, no Opera Mundi


1. Desde o triunfo da Revolução, em 1959, Cuba tinha sido vítima de uma intensa campanha de terrorismo procedente dos Estados Unidos, com o objetivo de derrubar Fidel Castro. Segundo os arquivos de Washington que foram tornados públicos, entre outubro de 1960 e abril de 1961, a CIA introduziu na ilha 75 toneladas de explosivos e 45 toneladas de armas. No espaço de sete meses, realizou 110 atentados com dinamite, fez explodir 200 bombas, descarrilhou 6 trens, queimou 150 fábricas e desencadeou 150 incêndios nos canaviais. A CIA apoiou cerca de 300 grupos paramilitares com um total de 4 mil indivíduos.

2. Em 1971, a CIA usou armas químicas e biológicas contra Cuba, introduzindo a peste suína. Esse atentado provocou a morte de meio milhão de cabeças de gado, principal fonte de proteínas da ilha.

3. No dia 6 de outubro de 1976, Luis Posada Carriles e Orlando Bosch, antigos agentes da CIA, perpetraram o primeiro ato de terrorismo aéreo da história do continente americano e fizeram explodir em pleno voo um avião civil da Cubana de Aviación. No total, 73 pessoas perderam a vida, entre elas toda a equipe juvenil cubana de esgrima, que acabara de ganhar os jogos pan-americanos.
4. Orlando Bosch, já falecido, nunca foi julgado pelo atentado de Barbados que custou a vida de 73 pessoas. Entretanto, não faltavam provas. Um relatório do Departamento de Justiça [dos EUA], dizia o seguinte: Orlando Bosch "expressou e demonstrou várias vezes uma vontade de provocar feridas e causar a morte de modo indiscriminado”. Joe Whitley, então vice-ministro de Justiça, destacou nesse relatório as razões pelas quais Bosch, que estava preso nos Estados Unidos por atacar com uma bazuca um barco polaco na baía de Miami, deveria ser deportado quando saísse da prisão. "A explosão do avião civil cubano, no dia 6 de outubro de 1976, era uma operação da CORU [Coordenação das Organizações Revolucionárias Unidas, por sua sigla em inglês, grupo anticastricastrista formado, entre outros, por Bosch e Posadas], sob a direção de Bosch”. Mas ele não foi deportado para Cuba como desejava Whitley. No dia 20 de julho de 1990, George W. Bush decidiu conceder-lhe perdão presidencial, atendendo o requerimento do lobby cubano de Miami. Pouco tempo depois, como forma de agradecimento, seu filho Jeb Bush foi eleito governador da Flórida.

5. Orlando Bosch nunca negou seu passado terrorista. No dia 5 de abril de 2006, Juan Manuel Cao, jornalista do Canal 41 de Miami, conversou com Bosch:

- Juan Manuel Cao: O senhor derrubou esse avião em 1976?
- Orlando Bosch: Se te digo que estava envolvido estaria me culpando e se te digo que não participei dessa ação, você me diria que sou mentiroso. Então não vou confirmar minha participação e tampouco vou negá-la.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

NA PRESSA PARA ATACAR A SÍRIA, EUA TENTA IMPEDIR QUE A ONU INVESTIGUE




29 agosto 2013, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

Gareth Porter, InterPress Service
http://www.ipsnews.net/2013/08/in-rush-to-strike-syria-u-s-tried-to-derail-u-n-probe/

Depois de ter insistido, de início, que a Síria desse pleno acesso aos investigadores da ONU, até os locais onde teria havido um atentado com gás venenoso, o governo do presidente Barack Obama mudou de conversa no domingo; e passou a tentar, sem sucesso, que a ONU abortasse sua própria investigação.

Essa virada repentina, que aconteceu horas depois de Síria e ONU terem acertado os detalhes da ação dos investigadores, foi noticiada pelo Wall Street Journal na 2ª-feira e confirmada no mesmo dia, mais tarde, por um porta-voz do Departamento de Estado.

No encontro com a imprensa na 2ª-feira, o secretário de Estado John Kerry, que chegou a falar por telefone com o secretário-geral da ONU Ban Ki-Moon, para que suspendesse a investigação – a qual, segundo Kerry, teria chegado tarde demais para obter provas válidas do ataque que, para fontes da oposição síria, teria feito 1.300 vítimas.

A mudança repentina e a repentina aberta hostilidade contra a investigação da ONU, que coincidem com indicações de que o governo Obama planeja um grande ataque militar contra a Síria para os próximos dias, sugere que o governo Obama entende que a ONU esteja atuando como obstáculo para seus planos de atacar militarmente.

Na 2ª-feira, Kerry disse