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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

50 VERDADES SOBRE O CASO DOS 5 DE CUBA



1 novembro 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Desde 1998, agentes da inteligência cubana estão presos nos EUA por se envolverem com terrorismo contra a Ilha. Há 15 anos, Gerardo Hernández, Antonio Guerrero, Ramón Labañino, Fernando e René González, eram acusados de conspiração e espionagem. “Os Cinco” – como são conhecidos – eram agentes da Rede Vespa, um seleto grupo de infiltrados que combatia os atos terroristas das organizações anticastristas da Flórida.

Por Salim Lamrani*, no Opera Mundi


1. Desde o triunfo da Revolução, em 1959, Cuba tinha sido vítima de uma intensa campanha de terrorismo procedente dos Estados Unidos, com o objetivo de derrubar Fidel Castro. Segundo os arquivos de Washington que foram tornados públicos, entre outubro de 1960 e abril de 1961, a CIA introduziu na ilha 75 toneladas de explosivos e 45 toneladas de armas. No espaço de sete meses, realizou 110 atentados com dinamite, fez explodir 200 bombas, descarrilhou 6 trens, queimou 150 fábricas e desencadeou 150 incêndios nos canaviais. A CIA apoiou cerca de 300 grupos paramilitares com um total de 4 mil indivíduos.

2. Em 1971, a CIA usou armas químicas e biológicas contra Cuba, introduzindo a peste suína. Esse atentado provocou a morte de meio milhão de cabeças de gado, principal fonte de proteínas da ilha.

3. No dia 6 de outubro de 1976, Luis Posada Carriles e Orlando Bosch, antigos agentes da CIA, perpetraram o primeiro ato de terrorismo aéreo da história do continente americano e fizeram explodir em pleno voo um avião civil da Cubana de Aviación. No total, 73 pessoas perderam a vida, entre elas toda a equipe juvenil cubana de esgrima, que acabara de ganhar os jogos pan-americanos.
4. Orlando Bosch, já falecido, nunca foi julgado pelo atentado de Barbados que custou a vida de 73 pessoas. Entretanto, não faltavam provas. Um relatório do Departamento de Justiça [dos EUA], dizia o seguinte: Orlando Bosch "expressou e demonstrou várias vezes uma vontade de provocar feridas e causar a morte de modo indiscriminado”. Joe Whitley, então vice-ministro de Justiça, destacou nesse relatório as razões pelas quais Bosch, que estava preso nos Estados Unidos por atacar com uma bazuca um barco polaco na baía de Miami, deveria ser deportado quando saísse da prisão. "A explosão do avião civil cubano, no dia 6 de outubro de 1976, era uma operação da CORU [Coordenação das Organizações Revolucionárias Unidas, por sua sigla em inglês, grupo anticastricastrista formado, entre outros, por Bosch e Posadas], sob a direção de Bosch”. Mas ele não foi deportado para Cuba como desejava Whitley. No dia 20 de julho de 1990, George W. Bush decidiu conceder-lhe perdão presidencial, atendendo o requerimento do lobby cubano de Miami. Pouco tempo depois, como forma de agradecimento, seu filho Jeb Bush foi eleito governador da Flórida.

5. Orlando Bosch nunca negou seu passado terrorista. No dia 5 de abril de 2006, Juan Manuel Cao, jornalista do Canal 41 de Miami, conversou com Bosch:

- Juan Manuel Cao: O senhor derrubou esse avião em 1976?
- Orlando Bosch: Se te digo que estava envolvido estaria me culpando e se te digo que não participei dessa ação, você me diria que sou mentiroso. Então não vou confirmar minha participação e tampouco vou negá-la.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Otto Reich, novo assessor de John McCain, não tem biografia, tem ficha corrida






16 maio 2008/Na Periferia do Imperio - http://www.naperiferiadoimperio.blogspot.com

Foi em Cuba que nasceu o extremista Otto Reich, o novo assessor do candidato republicano à Casa Branca, John McCain. Ex-chefe da diplomacia americana para a América Latina, Reich, é ligado aos grupos de extrema-direita do Partido republicano.

Durante a década de 80, durante a presidência de Reagan, Reich, trabalhando na Venezuela, interviu pela libertação do pediatra assassino Orlando Bosch, cúmplice do terrorista Luis Posada Carriles na
explosão, em pleno ar, do avião comercial da Cubana de Aviación em 1976. Na sua ficha corrida também está a participação na escandalosa operação Irã-contras de tráfico de entorpecentes e de armas; apoio ativo a movimentos contra-revolucionarios na Guatemala, Honduras e El Salvador; derrubada de governos como Granada e Panamá; e sabotagem e desestabilização dos governos de Cuba e Nicarágua.

O novo assessor de McCain foi embaixador dos Estados Unidos na Venezuela de 1986 a 1989 e esteve envolvido na tentativa de golpe de Estado de 11 de abril de 2002 contra o presidente venezuelano, Hugo Chávez. Ex-diretor de organizações direitistas como a
Freedom House e do Center for a Free Cuba, ele também foi executivo da Bacardi, empresa familiar de exilados cubanos que financiam ações de sabatogens contra a Ilha.

Otto Reich, associado com as manobras mais agressivas do império contra Cuba, como a promulgação da Ley Helms Burton que endureceu o bloqueio contra a ilha socialista, é um dos expoentes dos setores mais reacionários dos exilados de origen cubana em Miami, como a
Fundação Nacional Cubano-Americana.

Para quem se interessar, recomendo a leitura de "
Otto Reich: um terrorista no governo norte-americano", versão taquigráfica do programa "Mesa Redonda", realizado pela Televisão Cubana, em 14 de março de 2002.