22 agosto 2015,
Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)
por James Petras
– Das guerras regionais, às
"mudança de regime" e à guerra global
O ano de 2015 está a ser
vivido em meio a grandes perigos.
As guerras estão a propagar-se por todo o globo.
As guerras estão a escalar quando novos países são bombardeados e os velhos são
devastados com intensidade cada vez maior.
Países onde se haviam verificado mudanças relativamente pacíficas através de
eleições recentes estão agora à beira de guerras civis.
Trata-se de guerras sem vitoriosos, mas plenas de perdedores; guerras que não
acabam; guerras onde ocupações imperiais são confrontadas com resistência
prolongada.
Há infindáveis torrentes de refugiados de guerra a atravessarem fronteiras.
Pessoas desesperadas são detidas, degradadas e criminalizadas por serem os
sobreviventes e as vítimas de invasões imperiais.
Agora grandes potências nucleares confrontam-se directamente na Europa e na
Ásia: NATO versus Rússia, EUA-Japão versus China. Será que estes fluxos de
sangue e de guerras convergirão numa irradiação selvagem esvaziada do seu
precioso sangue vital?
A viver perigosamente: A ascensão da maré de conflitos violentos
Não há dúvida de que guerras e ameaças militares substituíram a diplomacia, negociações
e eleições democráticas como os meios principais de resolução de conflitos
políticos. Ao longo deste ano (2015) as guerras propagaram-se ultrapassando
fronteiras e escalaram em intensidade.
Os aliados da NATO, EUA, Turquia e UE atacaram abertamente a Síria com
incursões aéreas e tropas terrestres. Há planos para ocupar o sector Norte
daquele país devastado, criando o que o regime Erdogan chama uma "zona
amortecedora" ("buffer
zone") com limpeza do
seu povo e das suas aldeias.
Sob o pretexto de "combater o ISIS", o governo turco está a
bombardear os curdos (civis e combatentes da resistência) e seus aliados
sírios. Na fronteira Sul da Síria, Forças Especiais dos EUA aceleraram e
expandiram operações a partir das suas bases na Jordânia no interesse dos
terroristas mercenários – financiados pelos Estados monárquicos do Golfo.
Mais de 4 milhões de sírios tiveram de fugir dos seus lares e tornaram-se
refugiados, mais de 200 mil foram mortos desde que a guerra patrocinada pelos
EUA-UE-Turquia-Arábia Saudita contra o governo laico sírio foi lançada há
quatro anos atrás.
Dúzias de terroristas, mercenários e grupos sectários dilaceraram a