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sexta-feira, 22 de abril de 2016

AMÉRICA LATINA BAJO FUEGO: BRASIL



Abril 2016, Prensa Latina http://www.prensa-latina.cu (Cuba)

Por Stella Calloni*

Buenos Aires (PL) -- Imágenes de la guerra contrainsurgente que aplica Estados Unidos en forma simultánea se ven cada día en varios países de la región, para recordarnos que la ofensiva está activada y que no hay ningún tipo de ocultamientos sobre el objetivo central que no es -como se dice- lograr una restauración conservadora, sino como estamos viendo en Argentina, una restauración colonial.

¿Es por "errores" que caen los gobiernos populares y progresistas? En realidad el mayor error que se ha cometido es no haber advertido que la "nueva" derecha brutal a la que se enfrentan, es hoy como nunca fue antes la más decadente pero organizada, dirigida y financiada por Washington.

Gobiernos sin poder, como lo son y lo fueron, se enfrentan nada menos que al poder imperial, que los castiga no por sus errores sino por sus mejores aciertos. El error es no haber percibido al enemigo real en período de expansión global y descarnada. No iba a dejar Estados Unidos avanzar el mayor proyecto emancipatorio de estos tiempos, cuando su plan

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Brasil/Ministro de Lula enaltece a ditadura militar

Celso Lungaretti (*)

16 outubro 2008/Pátria Latina

Em nome dos valores que nortearam sua criação e afirmação, o Partido dos Trabalhadores não pode omitir-se diante das declarações que o ministro de Minas e Energia Edison Lobão acaba de dar, enaltecendo a ditadura militar.
Em nome da coerência com os princípios democráticos e valores civilizados, que tem por missão defender, o Governo Lula precisa exonerá-lo o quanto antes.
Qualquer outra atitude representará o atestado definitivo de falência moral e política, tanto do PT quanto do Governo Lula.
Participando de um evento em SP, Lobão fez elogios entusiásticos ao ditador Ernesto Geisel e ao regime militar, que, para ele, "foi um momento em que o Brasil reencontrou seu futuro, sua vocação para o desenvolvimento."
Segundo Lobão, aquela fase de torturas e genocídios não deve nem mesmo ser qualificada como ditadura, pois "ditadura mesmo foi com o Getúlio [Vargas]".
Para o ministro de Lula, o período de arbítrio mais recente não passava de "um regime de exceção, autoritário, com Constituição democrática, que fazia eleições regularmente".
Deu para entender? "Regime de exceção, autoritário", todos sabem, equivale a ditadura. Lógica também não é o forte desse ministro que começou na Arena (partido de sustentação do regime militar), passou pelo PFL/DEM e agora é um dos representantes do PMDB no Governo Lula.
As eleições feitas "regularmente" (ou seja, nem sempre, pois podiam ser suspensas por ordem da caserna) não impediam que os eleitos fossem destituídos, quando não se vergavam suficientemente aos tiranetes de plantão. Até governadores acabaram defenestrados e o Congresso Nacional várias vezes esteve fechado para expurgos.
Afora, claro, o fato de que durante 21 anos o Brasil teve como presidentes da República apenas generais, que eram eleitos "regularmente" pela alta oficialidade militar.
Finalmente, a tal "Constituição democrática" tinha o nome alternativo de Ato Institucional nº 5 e completará 40 anos no próximo dia 13 de dezembro. Eis alguns dos seus trechos:
Art 2º - O Presidente da República poderá decretar o recesso do Congresso Nacional, das Assembléias Legislativas e das Câmaras de Vereadores, por Ato Complementar, em estado de sitio ou fora dele, só voltando os mesmos a funcionar quando convocados pelo Presidente da República.
§ 1º - Decretado o recesso parlamentar, o Poder Executivo correspondente fica autorizado a legislar em todas as matérias e exercer as atribuições previstas nas Constituições ou na Lei Orgânica dos Municípios.
Art 3º - O Presidente da República, no interesse nacional, poderá decretar a intervenção nos Estados e Municípios, sem as limitações previstas na Constituição.
Parágrafo único - Os interventores nos Estados e Municípios serão nomeados pelo Presidente da República e exercerão todas as funções e atribuições que caibam, respectivamente, aos Governadores ou Prefeitos.
Art 4º - No interesse de preservar a Revolução, o Presidente da República, ouvido o Conselho de Segurança Nacional, e sem as limitações previstas na Constituição, poderá suspender os direitos políticos de quaisquer cidadãos pelo prazo de 10 anos e cassar mandatos eletivos federais, estaduais e municipais.
Art 5º - A suspensão dos direitos políticos, com base neste Ato, importa, simultaneamente, em:
III - proibição de atividades ou manifestação sobre assunto de natureza política;
a) liberdade vigiada;
b) proibição de freqüentar determinados lugares;
c) domicílio determinado,
§ 1º - o ato que decretar a suspensão dos direitos políticos poderá fixar restrições ou proibições relativamente ao exercício de quaisquer outros direitos públicos ou privados.
Art 6º - Ficam suspensas as garantias constitucionais ou legais de: vitaliciedade, mamovibilidade e estabilidade, bem como a de exercício em funções por prazo certo.
§ 1º - O Presidente da República poderá mediante decreto, demitir, remover, aposentar ou pôr em disponibilidade quaisquer titulares das garantias referidas neste artigo, assim como empregado de autarquias, empresas públicas ou sociedades de economia mista, e demitir, transferir para a reserva ou reformar militares ou membros das polícias militares.
Art 7º - O Presidente da República, em qualquer dos casos previstos na Constituição, poderá decretar o estado de sítio e prorrogá-lo, fixando o respectivo prazo.
Art 10 - Fica suspensa a garantia de habeas corpus, nos casos de crimes políticos, contra a segurança nacional, a ordem econômica e social e a economia popular.
Art 11 - Excluem-se de qualquer apreciação judicial todos os atos praticados de acordo com este Ato institucional e seus Atos Complementares, bem como os respectivos efeitos.

* Celso Lungaretti, 58 anos, é jornalista e escritor. Mantém os blogs O Rebate, em que disponibiliza textos destinados a público mais amplo; e Náufrago da Utopia, no qual comenta os últimos acontecimentos.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Brasil/Ex diputado confirma que João Goulart estaba en las listas de la Operación Cóndor

Foto: Pesidente João Goulart (1918-1976) hace un discurso en la Central de Brasil, en 1964, acompañado por la primera dama, Maria Tereza Goulart

Claudio Leal

San Pablo, Brasil/29 enero 2008

En una entrevista a Terra Magazine, el ex exiliado político y ex diputado federal Neiva Moreira, de 90 años, rememora su primer contacto con la Operación Cóndor y ofrece un testimonio: el nombre del ex presidente brasileño João Goulart, depuesto en 1964, estaba en una lista de enemigos de las dictaduras sudamericanas a ser asesinados. Él conoció la relación a través de un diplomático hispanoamericano en Argentina.

-Circulaba mucho la información de que estaban dos senadores de Uruguay y militares bolivianos y brasileños demócratas y opositores a la dictadura, asesinados tiempo después. (...) Lo que se puede afirmar, porque tomó estado público, es que el nombre de João Goulart estaba en aquella lista siniestra- asegura Neiva Moreira.

La muerte de João Goulart en 1976, durante su exilio argentino, salió del campo de las teorías conspiratorias y llegó este mes a las esferas judiciales.

Basada en la declaración testimonial del ex agente de inteligencia del gobierno del Uruguay Mario Neira Barreiro -preso en Rio Grande do Sul por robo y asociación ilícita- y en los rastros de la Operación Cóndor, la familia de Jango presentó una querella en la Fiscalía General de la República para investigar las denuncias de envenenamiento del líder del partido de los trabajadores.

En una entrevista a la periodista Simone Iglesias para el diario Folha de S.Paulo de ayer, Barreiro reafirmó la historia e informó que la orden de matar provino del gobierno de Ernesto Geisel (1974-1979).

En el relato del uruguayo, se colocaron comprimidos envenenados en los frascos de medicamentos de Jango, en una operación identificada como "Escorpión". El escritor y periodista Carlos Heitor Cony entrevistó al ex agente para el libro O beijo da morte (2003), en asociación con Anna Lee. En un ensayo reciente publicado por la Folha, Cony definió la personalidad de Barreiro:

"Es un hombre peligroso (estaba esposado cuando lo entrevistamos), con tendencia al delirio. Pero su delirio tiene una espina dorsal que supera los detalles asombrosos de su relato."

La Operación Cóndor era un acuerdo de cooperación militar entre las dictaduras de Brasil, Argentina, Chile, Paraguay, Uruguay, Bolivia y Perú, para perseguir a los enemigos políticos en el exilio. Volvió a escena en diciembre de 2007, con el pedido de prisión a 140 militares de estos países, librado por la justicia de Italia (25 ciudadanos de origen italiano están "desaparecidos").

Neiva Moreira sintió en el exilio las operaciones del Cóndor. Como periodista aún en actividad, trabajó para Diários Associados -y debió lidiar con una serpiente llamada Assis Chateaubriand- y fundó la revista internacional Cadernos do Terceiro Mundo. Entrevistó desde a Yasser Arafat hasta a Saddam Hussein. Nació en Maranhão el 10 de octubre de 1917, y es uno de los referentes éticos del parlamento brasileño.

Después del golpe de 1964 y siendo líder del Frente Parlamentario Nacionalista, Neiva se exilió en Uruguay. Por presiones políticas partió hacia Argentina y Perú. Su experiencia como político y periodista está en el libro de memorias O Pilão da Madrugada - Um depoimento de Neiva Moreira a José Louzeiro. Leal amigo y compañero del ex gobernador Leonel Brizola (1922-2004) sigue estando afiliado al PDT. Guarda la historia de los embates políticos brasileños desde los años 30.

En abril de 2001, Neiva Moreira prestó declaración en la comisión de la Cámara que investigó la muerte del ex presidente. Recordó que en aquella época la lista incluía también al general boliviano Juan Torres, al senador uruguayo Wilson Ferreira Aldunate y al general Prates.

En esta entrevista, el ex diputado vuelve a defender la investigación de los hechos:

- Es obvio que la abrumadora mayoría del pueblo brasileño repudia los métodos utilizados por la dictadura y es natural que se espera que el gobierno y la justicia brasileños tengan como referencia la posición de la justicia italiana.

A continuación, Neiva Moreira responde por escrito en esta entrevista las preguntas de Terra Magazine.

Terra Magazine: La familia de João Goulart inició una acción en la Fiscalía General de la República para pedir la investigación de la muerte del ex presidente en el exilio, que puede estar vinculada a la Operación Cóndor. ¿Cree que existen razones para avalar la posibilidad de envenenamiento?
Neiva Moreira: En el período posterior a la muerte de João Goulart circuló intensamente en los países latinoamericanos, sobre todo en Argentina, la sospecha de asesinato. Considero importante y oportuna la iniciativa de la familia, buscando esclarecer la muerte del Presidente.

Terra Magazine: ¿Cómo se enteró en el exilio acerca de la cooperación entre las dictaduras militares de América del Sur?
Neiva Moreira: Varios medios confiables y confidenciales nos hicieron creer en aquella cooperación y fueron innumerables las precauciones que tomamos para escapar de la represión continental. Aquello nos tenía profundamente indignados y nos llevó a denunciar el hecho en los medios de comunicaciones de los distintos países en que estuvimos exiliados.

Terra Magazine: ¿Ud. tuvo acceso a una lista secreta con los enemigos a ser eliminados por los regímenes militares de Brasil, Argentina, Chile, Paraguay, Uruguay, Bolivia y Perú? ¿El presidente João Goulart figuraba en esa lista? ¿Quién más estaba?
Neiva Moreira: Circulaba mucho la información de que estaban dos senadores de Uruguay y militares bolivianos y brasileños demócratas y opositores a la dictadura, asesinados tiempo después. Personalmente, toda vez que una figura importante de la dictadura brasileña iba a Montevideo, yo era detenido previamente en un hotel que decían que pertenecía al presidente Joao Goulart, y era interrogado. La última operación movilizó más de un centenar de soldados, que no encontraron nada que confirmara tales sospechas terroristas.

Terra Magazine: En 2001, en una comisión de la Cámara que investigó la Operación Cóndor, Ud. dijo que aún no podía revelar el nombre del diplomático hispanoamericano que le proporcionó la lista secreta. ¿Siete años después ya es posible?
Neiva Moreira: Por obvios motivos, la precaución continúa y creo que va a continuar por mucho tiempo. Lo que se puede afirmar, porque tomó estado público, es que el nombre de João Goulart estaba en aquella lista siniestra.

Terra Magazine: ¿Brizola estaba en la mira de la Operación Cóndor?
Neiva Moreira: Era uno de los blancos de todas las acciones de las dictaduras latinoamericanas. Es importante afirmar que nunca ni por nada él se apartó ni un milímetro de sus ideales de libertad y su incansable capacidad de lucha.

Terra Magazine: ¿Cómo evalúa la decisión de la justicia italiana, que libró 140 pedidos de detención contra los involucrados en la "Operación Cóndor"?
Neiva Moreira: Esa decisión merece todo el apoyo y aplauso, dado que todas las iniciativas que denuncien las dictaduras latinoamericanas y otras de la época carecen de profundización y a partir de la denuncia no llegan al castigo de los involucrados.

Terra Magazine: ¿Cuál debe ser la acción del gobierno y de la justicia brasileños?
Neiva Moreira: Es obvio Es obvio que la abrumadora mayoría del pueblo brasileño repudia los métodos utilizados por la dictadura y es natural que se espera que el gobierno y la justicia brasileños tengan como referencia la posición de la justicia italiana.

http://www.us.terra.com/terramagazine/interna/0,,OI2286272-EI8868,00.html

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domingo, 27 de janeiro de 2008

Goulart foi morto a pedido do Brasil, diz ex-agente uruguaio

Siome Iglesias/27 janeiro 2008

Preso desde 2003 na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (RS), o ex-agente do serviço de inteligência do governo uruguaio Mario Neira Barreiro, 54, disse em entrevista exclusiva à Folha que espionou durante quatro anos o presidente João Goulart (1918-1976), o Jango, e que ele foi morto por envenenamento a pedido do governo brasileiro.

Jango morreu em 6 de dezembro de 1976, na Argentina, oficialmente de ataque cardíaco. Ele governou o Brasil de 1961 até ser deposto por um golpe militar em 31 de março de 1964, quando foi para o exílio. À Folha Barreiro deu detalhes da operação da qual participou e que teria causado a morte de Jango. Segundo o ex-agente, Jango não morreu de ataque cardíaco, mas envenenado, após ter sido vigiado 24 horas por dia de 1973 a 1976.

Barreiro disse que Sérgio Paranhos Fleury (que morreu em 1979), à época delegado do Dops (Departamento de Ordem Política e Social) de São Paulo, era a ligação entre a inteligência uruguaia e o governo brasileiro. A ordem para que Jango fosse morto partiu de Fleury, em reunião no Uruguai com dois comandantes que chefiavam a "equipe Centauro" -grupo integrado por Barreiro que monitorava Jango. O Uruguai mantinha uma outra equipe de vigilância, a Antares, para monitorar Leonel Brizola.

As escutas, feitas e transcritas por Barreiro, teriam servido de motivo para matar Jango. Mas, segundo o ex-agente (que tinha o codinome de tenente Tamúz), o conteúdo das conversas não era grave: tratavam da vontade de Jango de voltar ao Brasil, de críticas ao regime militar e de assuntos domésticos. Barreiro afirmou que interpretações "erradas e exageradas" do governo brasileiro levaram ao assassinato.

Segundo o uruguaio, a autorização para que isso ocorresse partiu do então presidente Ernesto Geisel (1908-1996) e foi transmitida a Fleury, que acertou com o serviço de inteligência do Uruguai os detalhes da operação, chamada Escorpião -que teria sido acompanhada e financiada pela CIA (agência de inteligência americana).

O plano consistia em pôr comprimidos envenenados nos frascos dos medicamentos que Jango tomava para o coração: o efeito seria semelhante a um ataque cardíaco. As cápsulas envenenadas eram misturadas aos remédios no Hotel Liberty, em Buenos Aires, onde morava a família de Jango, na fazenda de Maldonado e no porta-luvas de seu carro. Barreiro não exibiu provas e disse que o caso era discutido pessoalmente. (O Globo)