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sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Guardian diz na primeira página que o mundo deve salvar o Brasil do suicídio bolsonarista



Aumenta a pressão da mídia estrangeira sobre Jair Bolsonaro. Em reportagem intitulada "Incêndios na floresta amazônica: líderes globais instados a desviar o Brasil do caminho do 'suicídio'", o jornal britânico The Guardian destaca a preocupante devastação da Amazônia e afirma que "a grande maioria dos brasileiros quer proteger a floresta, segundo pesquisas de opinião, mas o governo tem priorizado os interesses comerciais"


 247 - Em reportagem intitulada "Incêndios na floresta amazônica: líderes globais instados a desviar o Brasil do caminho do 'suicídio'", o jornal britânico The Guardian destaca a preocupante devastação da Amazônia no governo Jair Bolsonaro, que sofre cada vez mais pressão da mídia estrangeira. De acordo com a publicação, "a grande maioria dos brasileiros quer proteger a floresta, segundo pesquisas de opinião, mas

sábado, 6 de julho de 2019

Brasil/'Ataque ultrajante' a Greenwald mostra Moro 'assustador'


03/07/2019 09:57, Carta Maior https://www.cartamaior.com.br (Brasil) https://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/-Ataque-ultrajante-a-Greenwald-mostra-Moro-assustador-/4/44560  

Por Nelson de Sá

Freedom of the Press Foundation denuncia 'grosseiro abuso de poder'; comissões de OEA e ONU criticam 'intimidações'

No Le Monde, ‘Moro, herói caído da anticorrupção’; no Independent, ‘campanha anticorrupção é exposta como corrupta ela própria’; no HuffPost, ‘superstar anticorrupção encara seu próprio escândalo’.

Sergio Moro segue acumulando cobertura negativa

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Brasil/Dilma vai à ONU denunciar golpe dos sem voto e preocupa Temer



20 abril 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)




A presidenta Dilma Rousseff decidiu participar da cerimônia de assinatura do Acordo de Paris sobre a Mudança do Clima, na Organização das Nações Unidas (ONU), que ocorrerá nesta sexta-feira (22) em Nova York. A viagem já causa preocupação entre os conspiradores golpistas comandados pelo vice-presidente Michel Temer (PMDB), pois ela denunciará o golpe em curso contra seu mandato legítimo.

Enquanto a grande imprensa brasileira tenta dar um verniz legalista ao golpe cometido pela Câmara dos Deputados, que aprovou o pedido de abertura do processo de impeachment contra Dilma sem fundamento jurídico, a imprensa internacional tem apontado que o pedido de afastamento é exclusivamente político e resultado da polarização.

Em entrevista coletiva para correspondentes internacionais de 56 países, nesta terça-feira (19), Dilma reiterou que Temer não tem legitimidade para assumir o país e que o processo de impeachment é uma farsa.

“É estarrecedor que um vice-presidente, no exercício do mandato, conspire contra a presidenta abertamente. Em nenhuma democracia do mundo, uma pessoa que fizesse isso seria respeitada”,

terça-feira, 19 de abril de 2016

Brasil/Europa destaca votação na câmara como rebelião de hipócritas



18 abril 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

A imprensa da Europa destacou nesta segunda-feira (18) o que chamou de "rebelião de hipócritas" dos deputados que votaram pela derrubada da presidenta Dilma Rousseff no processo de impeachment conduzido por Eduardo Cunha na Câmara dos Deputados.

O site da revista conservadora alemã Der Spiegel afirma que o Congresso brasileiro mostrou seu "rosto verdadeiro" e fez uso de meios constitucionalmente questionáveis para realizar o processo.

O artigo assinado pelo correspondente Jens Glüsing afirma que a Câmara dos Deputados mostrou sua "verdadeira cara" e colocou o Brasil numa "rota de direita".

"A maior parte dos deputados evocou Deus e a família na hora de dar o seu voto. Jair Bolsonaro até mesmo defendeu, com palavras ardentes, um dos piores torturadores da ditadura militar", escreve o jornalista, que lembra que tanto o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, como o vice-presidente Michel Temer são alvos de investigações por corrupção.

Segundo a revista, os deputados

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

O EUROCENTRISMO ATACA NOVAMENTE

15 fevereito 2014, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)


Desde algum tempo o pensamento eurocêntrico vem tentando retomar a ofensiva. Aliás, dentro e fora da América Latina.


Desde que a América Latina ‘saiu do lugar’ – implementou programas consistentes de rompimento do ciclo da pobreza – os pensamentos, todos, de esquerda e de direita, se sentiram extremamente incomodados.

Perderam o primo pobre que os ajudava a se manter no próprio lugar. E auto-centrado, com premissas e conclusões inamovíveis. A Europa era a pátria-mãe do pensamento revolucionário. E o resto era comosto por seus discípulos. Mas a Europa deixou de ser um modelo, tanto para a esquerda, quanto para a direita.

Desde algum tempo o pensamento eurocêntrico vem tentando retomar a ofensiva.
 
Aliás, dentro e fora da América Latina.

À direita, o caso é negar a pertinência das alternativas de Estado à política de privilégios dos mercados.

The Economist, Financial Times et alii, inclusive em publicações como The Guardian, tomam a dianteira. No Brasil – diamante da América do Sul – nada funciona. É o caos. Citam apenas – Guardian inclusive – a velha mídia. A mídia alternativa não existe para eles. Só têm parâmetros eurocêntricos para pensar isto. Mídia alternativa aqui é coisa de paróquia, igreja, sindicato (aaargh!), não existe, e, se existe, não é respeitável. São políticas-bolha, evanescentes, desaparecerão com o tempo.

Mas há a esquerda. As políticas de combate à pobreza são irrelevantes. Oferecer melhor e mais alternativas às populações pobres é uma falácia. Constróem seu discurso sobre uma Europa que deixou de existir. Hoje, na Espanha, Portugal, Itália, Irlanda, Ucrânia, Bósnia-Herzegovina, França, Chipre, Esolvênia, Lituânia, etc., etc., destróem-se direitos como chupa-se picolé na praça. Esta é que é a verdade.
 
Entretanto, os pensadores do eurocentrismo continuam a achar que darão as cartas do milênio em matéria de ‘combate ao capitalismo’ – combate no qual se renderam. Renderam-se na frente política, onde partidos de esquerda são minorias bombardeadas continuamente na mídia e fora dela, e sem acomodaram a esta situação ‘cômoda-incômoda’, renderam-se na frente acadêmica, onde são minorias departamentais sem expressão institucional, e renderam-se na frente midiática: nada existe aqui equivalente à Carta Maior, Rede Brasil Atual, TVT, sites de Nassif, Amorim, etc., nem mesmo Democracy Now ou Al-Monitor. Nada.

Para este pensamento, tirar milhões da pobreza é extremamente incômodo. Pobre, afinal, é um bom argumento de discurso. Ao vivo, e saindo da pobreza em dimensões continentais, é um problema.

Rouba-lhe uma razão de ser, talvez até de pensar.

Que pensarão depois?

Não sabem.

Talvez nem nós. Ainda bem. Teremos de pensar tudo de novo. Na contra-mão deste povo.