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sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Abya Yala*/Argentina: eleições freiam o neoliberalismo e abrem alas ao “Grupo de Puebla”

Postado em 07/11/2019 6:20, Pátria Latina (Brasil)  

 Helena Iono, correspondente em Buenos Aires

O primeiro ponto que merece atenção é qualificar esta vitória eleitoral de Alberto Fernández e Cristina Kirchner da Frente de Todos (FdT) na Argentina.

Muito além da quantidade expressa nos números, 48% (Alberto) contra 40% (Macri) no escrutínio provisório do dia 27 de outubro, que dão uma contundente vitória com 8% a favor de FdT (tendente a aumentar  a 10% na contagem definitiva) já no primeiro turno, vale observar que isso tem um peso de qualidade; significa uma concentração de uma expressiva vontade popular, que numa só cartada, no primeiro turno, disse “Basta!” ao massacrante projeto neoliberal dos últimos 4 anos do governo Macri.

Foi uma eleição polarizada, onde os setores financeiros e oligárquicos, e da direita se concentraram nos 40% ao Macri (tendendo aos 39% no escrutínio definitivo), atraindo parte da pequeno burguesia descontente com o governo, mas reticente com a política de FdT demonizada pela mídia hegemônica. Por outro lado, os 48% que podem chegar a 50% (no escrutínio definitivo), são votos de qualidade que optam por um claro projeto econômico popular e de nação, apoiando a carta-programática de FdT, mas, sobretudo, confiando na comprovada liderança e experiência da ex-presidenta Cristina Kirchner e nos vínculos de Alberto Fernández com a gestão de Néstor Kirchner. A magnífica votação de 55% a Axel Kicillof  (ex-ministro da economia) a governador da província de Buenos Aires, que abarca 30% da população Argentina, é o melhor exemplo do voto a favor do