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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Mercosul/VENEZUELA DENUNCIA A VOLTA DA TRÍPLICE ALIANÇA



2 agosto 2016, Brasil 247 http://www.brasil247.com (Brasil)

Tereza Cruvinel*

O tempo fechou e a paz acabou entre os parceiros do Mercosul, depois que o chanceler interino José Serra liderou o movimento para evitar que a Venezuela assumisse a presidência pro-tempore do bloco. Em seguida, ele anunciou o não reconhecimento da posse anunciada pelo presidente Nicolás Maduro, mesmo não tendo havido consenso e reunião das partes. Em comunicado oficial, divulgado nesta terça-feira,  a Venezuela denuncia a formação, pela extrema direita do sul do continente,   de uma nova Tríplice Aliança entre  Brasil, Argentina e Paraguai. Há muito tempo não havia um contencioso tão áspero entre vizinhos sul-americanos.

O comunicado diz ainda que os três países pretendem editar  “uma espécie de Operação Condor contra a Venezuela, que persegue e criminaliza seu modelo de desenvolvimento e democracia, agressão que inclusive tenta destruir a institucionalidade e legalidade do Mercosul”.  A manifestação é uma reação direta

terça-feira, 6 de outubro de 2015

40 ANOS DA OPERAÇÃO CONDOR: DEBATE FORTALECE COOPERAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS

6 outubro 2015, ODiario.infohttp://www.odiario.info (Portugal)


Há 40 anos acontecia a chamada Operação Condor. Foi esta uma aliança político-militar entre os países do Cone Sul, região composta pelas zonas austrais da América do Sul (Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai), com o objectivo maior de reprimir os opositores aos regimes militares instalados desde os anos 1960. Acção liderada por militares da América Latina, com a ajuda da CIA, orquestrou perseguições, sequestros, atentados e assassínios.

Cerca de 150 representantes de entidades e organizações de direitos humanos e vítimas das ditaduras latino-americanas, instaladas nos anos de 1960-1980 se reuniram em Brasília, para debater os avanços e retrocessos após 40 anos da Operação Condor. O encontro gerou um debate sobre políticas públicas em torno da defesa da verdade, da memória e da justiça na região.

Cerca de 45 organizações de movimentos sociais em torno da luta pela verdade, memória, justiça e reparação nos países que fazem parte do Mercosul participaram do debate.

Isto porque há 40 anos acontecia a chamada Operação Condor. Esta foi uma aliança político-militar entre os países do Cone Sul, região composta pelas zonas austrais da América do Sul (Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai), com o objetivo maior de reprimir os opositores aos regimes militares instalados desde

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Argentina/Ex-ditador é levado para dependência militar

12 de Outubro de 2008/Telam

Um juiz argentino ordenou que o ex-ditador Jorge Rafael Videla seja transferido para uma dependência militar, após haver gozado do benefício da prisão domiciliar durante os últimos dez anos, informaram hoje fontes judiciais.
Videla foi notificado da decisão judicial nos tribunais federais de Buenos Aires e dali foi levado para o Campo de Mayo custodiado pelo Serviço Penitenciário Federal.
O magistrado Norberto Oyarbide anulou o benefício da prisão domiciliar, em sintonia com a exigência das Avós de Praça de Maio e outros organismos de direitos humanos que pedem há anos a mudança de Videla para uma prisão comum.
As fontes disseram que o juiz considerou que a prisão instalada na guarnição militar "conta com o equipamento, a infra-estrutura e o pessoal necessário" para atender qualquer emergência médica que Videla pudesse sofrer.
O ex-ditador, de 83 anos, foi processado pelo seqüestro de menores durante a última ditadura militar argentina (1976-1983), e está à espera do julgamento oral e público.
Em julho, O Tribunal Criminal Federal confirmou a ampliação do processo do ex-ditador, beneficiado com a prisão domiciliar que na Argentina pode ser outorgada aos maiores de 70 anos.
Videla, que tinha sido processado como "autor mediato" de cinco seqüestros, detenções e ocultação de filhos cujos pais estiveram em centros clandestinos de detenção, somou outros 21 casos dentro do denominado "plano sistemático" para o seqüestro de bebês.
Além do seqüestro de bebês, Videla é processado por outras causas, entre elas o desaparecimento de dois empresários e o Plano Condor, como foi denominada a coordenação repressiva dos regimes militares do Cone Sul nas décadas de 1970 e 1980.
Segundo números oficiais, 18.000 pessoas desapareceram na Argentina durante o último regime, embora organismos de direitos humanos tenham afirmado que as vítimas foram 30.000. (Texto: Revista Fórum)