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terça-feira, 28 de junho de 2016

PORQUE OS BRITÂNICOS DISSERAM NÃO À EUROPA


28 junho 2016, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

por John Pilger
O voto maioritário dos britânicos a favor do abandono da União Europeia foi um acto de democracia pura. Milhões de pessoas comuns recusaram-se a serem ameaçadas, intimidadas e descartadas pelo desrespeito descarado dos seus supostos líderes à frente dos principais partidos, dos negócios, da oligarquia bancária e dos media.

Este foi, em grande parte, um voto dos irados e desmoralizados pela arrogância absoluta dos que defendiam a campanha da "permaneça" ("remain") e do despedaçar de uma vida civil socialmente justa na Grã-Bretanha. O último bastião das reformas históricas de 1945, o Serviço Nacional de Saúde, foi tão subvertido pela privataria apoiada pelo Tory e pelo Labour que agora tem de combater pela sua sobrevivência.

Uma advertência prévia surgiu quando o ministro das Finanças, George Osborne, encarnação tanto do antigo regime britânico como da máfia bancária na Europa, ameaçou cortar 30 mil milhões de libras dos serviços públicos se o povo votasse do modo errado. Foi chantagem numa escala chocante.

A imigração foi explorada na campanha com perfeito cinismo, não só por

quinta-feira, 14 de maio de 2015

TANTOS ANOS QUE POUCO MUDARAM

12 de Maio 2015, Jornal de Angola (Angola)

Benjamim Formigo

Na sexta-feira decorreram 70 anos desde que no quartel-general de Eisenhower, em Reims, o general Alfred Jold, comandante do Exército alemão, assinou a rendição incondicional das tropas alemãs aos Aliados.

Na Europa, África e Ásia 48 milhões de pessoas perderam a vida no pior dos conflitos que o Mundo conheceu. Mais de metade foram civis.

Passadas sete décadas os Aliados dividiram-se em dois blocos, novas potências surgiram na cena internacional e as armas foram substituídas pelo dinheiro como forma de subjugar outros povos e regiões.

Os Estados da União Europeia fizeram-se notar

sexta-feira, 3 de abril de 2015

BRICS, Rússia/OTAN IMITA A OPERAÇÃO "BARBAROSSA"

2 abril 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Francisco Rosa

As forças da OTAN realizaram perto das fronteiras da Rússia a operação militar “Determinação Atlântica”. Esta operação é muito semelhante ao plano “Barbarossa” executado por Hitler, em 1941. Os preparativos para a guerra  foram realizados ao longo da década de 30 com a participação do capital financeiro dos EUA e das elites britânicas.

Agora, ameaçam a Rússia com nova operação, que começou com o envio de forças militares norte-americanas a­dicionais  para a região do Mar Báltico. Sob o pretexto de proteger a Europa do Leste contra a “agressão russa”, mais de uma centena de tanques “A­brams” e veículos de transporte blindados “Bradley” passaram através da Letónia e de outros países europeus. No mês passado, uma unidade militar motorizada semelhante foi desdobrada na cidade de Narva, na Estónia, com bandeiras americanas, içadas por este regimento apenas a 300 metros da fronteira russa. Narva é uma cidade que fica a cerca de 100 quilómetros de São Petersburgo.
 
Durante o cerco de São Petersburgo pelas tropas nazis morreram mais de um milhão de habitantes. Sobre o recente desdobramento das forças na Letónia, o general norte-americano John O'Konnor disse que as tropas dos EUA vão deter a “agressão russa”. Washington aumentou significativamente a sua presença militar na região estrategicamente sensível, violando as obrigações assumidas perante Moscovo. No ano passado, o número dos voos da OTAN na região do Báltico e as visitas dos navios de guerra no Mar Negro, quadruplicaram.
 
Washington e os Governos da Lituânia, Letónia e Estónia, dirigidos pelos americanos, arrogaram-se o direito de desenvolver actividades proibidas pelos acordos obrigatórios como o Acto Básico Rússia-OTAN, assinado em 1990.
 
A operação “Determinação Atlântica” baseia-se nas alegações infundadas dos EUA