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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

PORTUGAL NO JOGO EUROPEU

30 outubro 2016, Página Global http://paginaglobal.blogspot.com (Portugal)

Manuel Carvalho da Silva*
Jornal de Notícias, opinião

Esta semana, o ministro das finanças alemão, Wolfgang Schäuble, uma vez mais se pronunciou sobre a política portuguesa e o rumo da nossa democracia, de forma particularmente violenta. Declarações deste tipo feitas por responsáveis políticos europeus são, no mínimo, indecorosas. Mas, tratando-se de um alto responsável do mais poderoso Governo europeu, tais declarações configuram uma clara ingerência política de caráter imperialista sobre um país com quase nove séculos de história, maltratando um povo reconhecidamente trabalhador, respeitador e solidário que, ao longo dos séculos, algumas vezes se levantou, exemplarmente, contra tiranias e ditaduras. Os órgãos de soberania, utilizando fundamentos, formas e vias próprias da ação diplomática, têm de ser ativos no protesto junto do Estado alemão.

Por certo, o senhor Schäuble teve em conta o facto de ter surgido em Espanha uma solução governativa que conta com a participação dos representantes históricos da social-democracia em posição de cócoras. Na sua perspetiva, Portugal ficou mais enfraquecido no rumo que procura seguir e, vai daí, toca a atacar. Mas as duas razões principais para, neste caso, fazer de nós

sexta-feira, 1 de maio de 2015

A VITÓRIA DOS POVOS SOBRE O NAZIFASCISMO COMPLETA 70 ANOS

30 abril 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)


No dia 30 de abril de 1945, diante da evidência da retumbante derrota, o líder nazista Adolf Hitler cometia suicídio. A 2 de maio, um soldado soviético içava a bandeira vermelha com a foice e o martelo na cúpula do Reichstag, marcando a rendição de Berlim ao Exército da União Soviética.


Na semana seguinte, a 9 de maio, selava-se o resultado da guerra, com a definitiva derrota do nazi-fascismo. São datas para a celebração eterna na trajetória da Humanidade na sua busca constante pela democracia, a paz, a civilização e a justiça.

Embora quase não se fale sobre isto no Brasil, transcorrem nos próximos dias em diversos países do mundo eventos comemorativos do 70º aniversário de um dos acontecimentos mais gloriosos da história da Humanidade - a vitória dos povos sobre o nazifascismo. O principal deles será sem dúvida o desfile militar na Praça Vermelha de Moscou, de que participará a presidenta Dilma Rousseff.

Lideranças de movimentos sociais também

terça-feira, 11 de março de 2014

Moçambique e Angola destinos escolhidos por italianos que emigram

10 março 2014, Rádio Moçambique http://www.rm.co.mz (Moçambique)
Moçambique e Angola estão entre os novos destinos dos italianos que decidem deixar o seu país, em busca de oportunidades e desafios fora da terra de origem.
A informação foi revelada pela Universidade italiana Ca' Foscari, de Veneza, no decurso do congresso internacional 'La nuova emigrazione italiana' (a nova emigração italiana) e, segundo as estimativas, cerca de quatro milhões e meio de cidadãos italianos

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Brasil/Ação Penal 470: Pizzolato explica que foi à Itália para garantir direito a novo julgamento



16 novembro 2013, Correio do Brasil http://correiodobrasil.com.br (Brasil)

Por Redação, do Rio de Janeiro e Brasília

Em “Nota pública”, o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado na Ação Penal 470 a mais de 12 anos de prisão, explica o porquê de se mudar para a Itália, como adiantou o Correio do Brasil, com exclusividade na noite passada. O documento ao qual o CdB teve acesso chega à Polícia Federal (PF) do Rio de Janeiro neste sábado. Pizzolato, em carta aberta, reafirma sua decisão de, “consciente e voluntariamente fazer valer” seu legítimo direito de liberdade “para ter um novo julgamento”.

Advogados ouvidos pela reportagem do CdB, na véspera, concordam com Pizzolato quanto ao exercício do direito de buscar uma nova chance de provar sua inocência, em um país no qual sua outra cidadania o permitirá mostrar que, no Brasil, o julgamento conhecido como ‘mensalão’ teve “motivação política”. Pizzolato também afirma, na nota, que não se submeterá “às imposições da mídia empresarial, como está consagrado no tratado de extradição Brasil e Itália”.

– O Artigo V do Tratado de Extradição entre a República Federativa do Brasil e a República Italiana, que trata dos Direitos Fundamentais, afirma que tampouco haverá o retorno forçado do cidadão ao país de origem se, “pelo fato pelo qual for solicitada, a pessoa reclamada tiver sido ou vier a ser submetida a um procedimento que não assegure os direitos mínimos de defesa”, como é o caso de Pizzolato que, como cidadão comum, foi julgado por um tribunal de última instância, sem direito à apelação – afirmou um jurista ouvido, na véspera e que, por razões pessoais, prefere manter o anonimato.

As condições miseráveis dos presídios brasileiros também servirão de argumento para que Pizzolato seja mantido na Itália, pois, ainda segundo aquele advogado, “qualquer corte italiana concordaria que ‘se houver fundado motivo para supor que a pessoa reclamada será submetida a pena ou tratamento que de qualquer forma configure uma violação dos seus direitos fundamentais’, o réu deverá ser protegido”. Pizzolato, desde o início do julgamento do ‘mensalão’, denunciou o relator, ministro Joaquim Barbosa, por esconder o fato de que o dinheiro do Visanet (empresa conjunta entre o Banco do Brasil e a empresa multinacional de cartões de crédito Visa, entre outros sócios) foi aplicado de forma correta e não se trata de recursos públicos.

Leia, agora, na íntegra, a declaração de Pizzolato:

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Pãtria Grande/Ministros do Mercosul queixam-se na ONU de espionagem norte-americana



5 agosto 2013, Agência Brasil http://agenciabrasil.ebc.com.br (Brasil)

Da Agência Lusa

Nova York – Os ministros dos Negócios Estrangeiros do Mercado Comum do Sul (Mercosul) manifestaram hoje (5), em encontro com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, preocupação com o programa de espionagem norte-americano, revelado pelo ex-consultor de informática Edward Snowden.

No encontro, os representantes do Brasil, da  Argentina, do Uruguai e da Venezuela manifestaram a "indignação" e a "preocupação" com que seus países receberam a notícia de que o governo dos Estados Unidos tinha acesso a mensagens de instituições, empresas e cidadãos de países latino-americanos. Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, Elías Jaua Milano, a espionagem de dados viola os direitos humanos e ameaça a "mútua confiança" necessária para o bom funcionamento da comunidade internacional.

"Estamos convencidos de que é uma prática que viola os direitos internacionais e os direitos humanos fundamentais, ao ignorar o direito sagrado da privacidade dos nossos cidadãos",

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Alta traição: 86 deputados federais são favoráveis à espionagem dos EUA contra o Brasil*



14 julho 2013, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)


(Título reeditado por Mercosul & CPLP. No original: 86 deputados federais são favoráveis à espionagem dos EUA contra o Brasil)


Texto enviado pelo jornalista Sergio Caldieri Fonte: Diálogos do Sul
http://www.dialogosdosul.org.br/websul/86-deputados-federais-sao-favoraveis-a-espionagem-dos-eua-contra-o-brasil/

Seria cômico, caso não fosse trágico. Porém é mesmo verdade. Oitenta e seis (86) deputados federais votaram contra à moção de repúdio à espionagem estadunidense de cidadãos, empresas e instituições brasileiras, apresentada pelo deputado José Guimarães (PT). As principais lideranças tucanas* na Câmara se abstiveram na votação.

Os votos contrários à moção foram registrados por deputados dos partidos considerados “de direita”, pertencentes as bancadas evangélica e ruralista como aponta o mapeamento da votação realizado pela Diálogos do Sul.

Em números percentuais os partidos que mais favoráveis à continuidade das ações de espionagem dos Estados Unidos contra o Brasil foram o DEM – 20 dos 23 deputados, o PSD – também 20 dos 32 deputados, o PP – 17 dos 24 deputados e o PSC – 8 de 10 deputados. Merece registro que 14 deputados do PMDB votaram contra a moção, o que representa cerca de 20% da bancada do partido na Câmara dos Deputados.

Finalmente merece registro

Pátria Grande, Venezuela/UM PARADIGMA PARA NOSSA AMÉRICA: NICOLÁS MADURO, ASILO HUMANITÁRIO



Diálogos do Sul http://www.dialogosdosul.org.br (Brasil)

Nicolás Maduro, presidente da Venezuela

Winston Orrillo*   

Como uma corrente elétrica, tal como um fragor que estremece a sensibilidade da comunidade internacional, a soberana decisão do presidente da República Bolivariana de Venezuela, Nicolás Maduro, de conceder asilo humanitário a Edward Snowden, o controvertido e jovem estadunidense, desmarcarador da mais vasta rede de espionagem que o império ianque dirigiu contra o mundo inteiro, mas, claro está, em primeiro lugar contra seus próprios cidadãos.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Brasil/Patriota reitera que são insuficientes os esclarecimentos dos EUA



15 julho 2013, Correio Braziliense (Brasil)
  
O ministro das Relações Exteriores aguarda as informações oficiais sobre as denúncias de espionagem

Agência Brasil

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, reiterou nata segunda-feira (15/7) que aguarda as informações oficiais do governo dos Estados Unidos sobre as denúncias de espionagem de cidadãos brasileiros, por agências norte-americanas. O chanceler disse ainda que considera “insuficientes” os esclarecimentos fornecidos até o momento. Na semana passada, o governo brasileiro pediu explicações ao Departamento de Estado norte-americano e à Embaixada dos Estados Unidos em Brasília.

“Alguns esclarecimentos foram fornecidos, nós consideramos insuficientes”, disse Patriota, após reunião com o ministro das Relações Exteriores da Nigéria, Olugbenga Ayodeji Ashiru.

domingo, 14 de julho de 2013

Pátria Grande, Brasil/COMUNICADO CONJUNTO DE LOS ESTADOS PARTES DEL MERCOSUR Y ESTADOS ASOCIADOS



12 julho 2013, Ministério das Relações Exteriores http://www.itamaraty.gov.br (Brasil)

Versão em português será disponibilizada oportunamente

Las Presidentas y los Presidentes de los Estados Partes del MERCOSUR y Estados Asociados, reunidos en la ciudad de Montevideo, Uruguay, el día 12 de julio de 2013, en ocasión de la XLV Reunión Ordinaria del Consejo del Mercado Común:

1. Reafirmaron la decisión estratégica de la integración regional, basada en valores compartidos y en el respeto a la diversidad, la soberanía e independencia de los Estados, orientada al desarrollo de las áreas económico-comercial, social, política y ciudadana del MERCOSUR.
2. Expresaron su más profundo pesar por el fallecimiento del Señor Presidente de la República Bolivariana de Venezuela, Hugo Chávez Frías, Comandante Supremo de la Revolución Bolivariana y reconocieron la extraordinaria figura del Presidente Chávez como promotor de la construcción y el fortalecimiento de la unión regional.
3. Reiteraron su compromiso con la democracia, el orden constitucional y el estado de derecho; el respeto irrestricto, la promoción y ejercicio efectivo de los derechos humanos y las libertades fundamentales; y la consolidación de América Latina y el Caribe como una zona de paz.
4. Subrayaron la necesidad de profundizar desde una perspectiva multidimensional la adopción e implementación de políticas públicas destinadas a superar las brechas de desarrollo y, en especial la erradicación de la pobreza y de la desigualdad, así como la desnutrición crónica infantil, garantizando la inclusión social, política, productiva y económica de nuestros pueblos.

Patria grande, Argentina/CUMBRE DEL MERCOSUR, MONTEVIDEO, URUGUAY: DECISIÓN DE LOS ESTADOS PARTES DEL MERCOSUR DE RESPALDO AL PRESIDENTE EVO MORALES



Viernes 12 de Julio de 2013
Información para la Prensa N°: 000/13
Ministério de Relaciones Exteriores y Culto
http://www.mrecic.gov.ar/cumbre-del-mercosur-montevideo-uruguay-decision-de-los-estados-partes-del-mercosur-de-respaldo-al

Las Presidentas y los Presidentes de la República Argentina, del Estado Plurinacional de Bolivia, de la República Federativa del Brasil, de la República Oriental del Uruguay y de la República Bolivariana de Venezuela.

RATIFICANDO el firme repudio a las acciones de los gobiernos de Francia, Portugal, España e Italia al no permitir el sobrevuelo ni aterrizaje de la aeronave que trasladaba al Presidente Evo Morales Ayma, lo que constituye no solo un acto infundado, discriminatorio y arbitrario, sino también una flagrante violación de los preceptos del derecho internacional.

EXPRESANDO la gravedad de esta situación que, propia de una práctica neocolonial, constituye un acto insólito, inamistoso y hostil, que viola los derechos humanos y

Patria grande, Argentina/CUMBRE DEL MERCOSUR, MONTEVIDEO, URUGUAY: DECISIÓN SOBRE EL RECONOMICIMIENTO UNIVERSAL DEL DERECHO DE ASILO POLÍTICO



Viernes 12 de Julio de 2013
Información para la Prensa N°: 000/13
Ministério de Relaciones Exteriores y Culto
http://www.mrecic.gov.ar/cumbre-del-mercosur-montevideo-uruguay-decision-sobre-el-reconomicimiento-universal-del-derecho-de

Las Presidentas y los Presidentes de la República Argentina, el Estado Plurinacional de Bolivia, la República Federativa del Brasil, la República Oriental del Uruguay y la República Bolivariana de Venezuela.

RECORDANDO la Declaración Universal sobre Derechos Humanos de la ONU (1948), la Convención de Viena sobre Relaciones Diplomáticas (1961), las Convenciones de Caracas sobre Asilo Territorial y Asilo Diplomático (1954) y la Convención Americana sobre Derechos Humanos (1969).

CONSCIENTES de que el derecho de asilo constituye un derecho humano fundamental de conformidad al artículo 14 de la Declaración Universal de los Derechos Humanos

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Pátria Grande, Brasil/Latino-americanos preparam declaração conjunta de repúdio à espionagem



11 julho 2013, Agência Brasil http://agenciabrasil.ebc.com.br (Brasil)
  
Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Os presidentes latino-americanos preparam para amanhã (12) a formalização de um documento em que repudiam o monitoramento, pelos Estados Unidos, de dados na internet e telefonemas de cidadãos da América Latina. Inicialmente, a ideia é que a declaração apresente a preocupação com as denúncias de espionagem, a gravidade que elas representam e o fato de serem inaceitáveis. Além do Brasil, a Colômbia, o México, Equador e a Argentina se manifestaram sobre o assunto, condenando o monitoramento externo de informações de cidadãos.

O tema será abordado na Cúpula do Mercosul, em Montevidéu, no Uruguai, hoje (11) e amanhã. Mas antes, os chanceleres do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Venezuela) - o Paraguai está suspenso temporariamente - e da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) se reúnem hoje para definir os termos do documento.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Pátria Grande, Bolivia/DECLARAÇÃO DA UNASUL FRENTE AO AGRAVO SOFRIDO PELO PRESIDENTE EVO MORALES



5 julho 2013, ADITAL Agência Frei Tito para a America Latina http://www.adital.com.br (Brasil)

Unasul-Unasur
Adital


Reunión UNASUR, Cochabamba 04 de julio 2013
Tradução: ADITAL

A Unasul exige que a Espanha, Portugal, Itália e França peçam desculpas públicas
DECLARAÇÃO DE COCHABAMBA

Ante a situação a que foi submetido o presidente do Estado Plurinacional da Bolívia, Evo Morales, por parte dos governos da França, de Portugal, da Itália e da Espánha, denunciamos ante a comunidade internacional e os diversos organismos multilaterais:

* A flagrante violação dos Tratados Internacionais que regem a convivência pacífica, a solidariedade e a cooperação entre nossos Estados, que constitui um ato insólito, não amistoso e hostil, configurando um fato ilícito que afeta a liberdade de trânsito e deslocamento de um Chefe de Estado e de sua delegação oficial.

* O atropelo e as práticas neocoloniais que ainda subsistem em nosso planeta em pleno século XXI.

* A falta de transparência sobre as motivações das decisões políticas que impediram o trânsito aéreo do avião presidencial boliviano e seu presidente.

* O agravo sofrido pelo presidente Evo Morales, que ofende não somente ao povo boliviano, mas a todas as nossas nações.

Patria Grande, Bolivia/Sudamérica exige razones y disculpas a Francia, Italia, España y Portugal por agravio a Morales (resumen)



5 julio 2013, Agencia Boliviana de Información (ABI) http://www3.abi.bo (Bolivia)

Cochabamba (ABI) --- Sudamérica exigió el jueves a Francia, Portugal, Italia y España explicar las razones que sustentaron la decisión de cerrar sus espacios aéreos al avión oficial en que viajaba el martes el presidente de Bolivia, Evo Morales, de retorno a La Paz desde Moscú, lo que puso en riesgo su vida, y también la presentación de disculpas por 'los graves hechos suscitados' en ese episodio.

'Exigimos a los gobiernos de Francia, Portugal, Italia y España expliquen las razones de la decisión de impedir el sobrevuelo del avión presidencial del Estado Plurinacional de Bolivia por su espacio aéreo. () De igual manera presenten las disculpas públicas correspondientes en relación a los graves hechos suscitados', señala a la letra la Declaración de Cochabamba,

Bolivia/Chefe do Parlamento europeu repudia restrição a Morales



5 julho 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

O presidente do Parlamento Europeu (PE), Martin Schulz, afirmou nesta sexta-feira (5) que o tratamento dado ao chefe de Estado da Bolívia, Evo Morales, cujo avião esteve retido em Viena por mais de 13 horas, "foi ridículo e inaceitável".

Schulz, que discursou nesta sexta em Madri no Fórum Nova Economia, afirmou que seria preciso "comprovar, quem deu as ordens" para uma ação desse tipo e advertiu que os europeus "não podem deixar de respeitar as regras do direito internacional".

sábado, 21 de novembro de 2009

Brasil/“BERLUSCONI TRANSFORMOU BATTISTI EM UM TROFÉU POLÍTICO”

20 novembro 2009 /Carta Maior http://www.cartamaior.com.br

Em entrevista à Carta Maior, o advogado de Cesare Battisti, Luis Roberto Barroso, manifesta confiança na decisão do presidente da República contra a extradição de seu cliente. Na sua avaliação, o presidente tem bons fundamentos jurídicos para negar a extradição, entre eles, a existência de um ambiente político fortemente desfavorável a Battisti na Itália. Barroso critica a transformação de Battisti, pelo governo Berlusconi, em um troféu político. "No momento em que esse governo vive um grande desgaste interno, essa é a vitória que Berlusconi tem a oferecer", afirma o advogado.

Marco Aurélio Weissheimer

O advogado de Cesare Battisti, Luis Roberto Barroso, acredita que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidirá pela não extradição de seu cliente para a Itália. Professor de Direito Constitucional da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Barroso diz que o presidente tem bons fundamentos jurídicos para negar a extradição, entre eles, a existência de um ambiente político fortemente desfavorável a Battisti na Itália.

Em entrevista à Carta Maior o advogado afirma que o governo Berlusconi transformou Battisti em um troféu político. “No momento em que esse governo vive um grande desgaste interno, essa é a vitória que Berlusconi tem a oferecer. É quase inacreditável a quantidade de energia política que a Itália tem investido nisso, contratando advogados e ex-ministros do Supremo e obtendo imensos espaços na mídia. Está na hora de viverem a vida olhando de frente”.

Carta Maior: Qual a sua avaliação sobre o resultado do julgamento do Supremo Tribunal Federal?

Luis Roberto Barroso: No julgamento retomado ontem (18), quando a votação estava 4 a 4, a defesa postulou que o presidente do STF proclamasse o empate como resultado final. Mas o presidente decidiu proclamar seu voto no sentido de que, embora a motivação dos crimes atribuídos a Battisti fosse política, haveria uma predominância dos aspectos de crime comum, votando assim pela extradição. Na minha opinião, foi um atípico voto de minerva que, tradicionalmente, é favorável à defesa.

Em seguida, houve uma discussão sobre se a palavra final deveria ser do próprio STF ou do presidente da República. Aí, novamente o tribunal se dividiu, vencendo por 5 a 4 a tese de que a decisão final cabe ao chefe do Executivo.

Cabe observar que o tratado existente entre o Brasil e a Itália em matéria de extradição permite que o presidente da República decida pela não extradição por uma série de fundamentos, incluindo aí a existência de um ambiente político fortemente desfavorável. Portanto, existem mecanismos jurídicos próprios para o presidente da República ratificar a decisão de seu governo e não entregar Battisti a Itália.

A tese moral central da defesa é que Cesare Battisti não participou de nenhum daqueles homicídios de que é acusado e que ele havia sido julgado e absolvido em um primeiro julgamento. Somente em um segundo julgamento, quando se evadiu da Itália, ele foi condenado, sem defesa, com base na delação premiada feita com acusados pelos crimes.

O que mais impressiona um observador atento e imparcial é que, passados mais de 30 anos, a Itália não consegue fazer o acerto de contas com seu passado e olhar para a frente. É quase inacreditável a quantidade de energia política que a Itália tem investido nisso, contratando advogados e ex-ministros do Supremo e obtendo imensos espaços na mídia. Está na hora de viverem a vida olhando de frente.

Carta Maior: Na sua avaliação, a que se deve essa dificuldade de fazer um acerto de contas com o passado?

Luis Roberto Barroso: O governo Berlusconi transformou Battisti em um troféu político. No momento em que esse governo vive um grande desgaste interno, essa é a vitória que Berlusconi tem a oferecer. O que mais impressiona, mas nem tanto, é a posição da esquerda italiana. Esses movimentos armados atrasaram a chegada da esquerda tradicional ao poder. E ela não perdoa isso.

Battisti viveu quase 14 anos na França, com uma vida produtiva como escritor publicado pelas principais editoras. Ele recebeu abrigo político com base na Doutrina Miterrand, que acolhia ativistas de esquerda que tivessem abandonado a luta armada. Em 1991, a França recusou um pedido de extradição. Somente em 2004, com a chegada de Chirac ao poder, é que o pedido de extradição foi renovado e Berlusconi transformou o caso em uma bandeira política.

No Brasil já se concedeu anistia de longa data a militantes de um lado e de outro do espectro político. Estamos vivendo a vida numa sociedade pacificada e que olha para o futuro. É muito ruim viver a vida com rancor do passado.

Tudo o que disse, no entanto, abre exceção para respeitar, de maneira muito sincera e solidária, aqueles que sofreram perdas ou que foram vítimas da violência. A violência é sempre um mau momento no processo civilizatório. Mas não se deve vive a vida em busca de uma vingança da história.

Carta Maior: Qual sua expectativa sobre a decisão que deverá ser tomada pelo presidente da República? Há um prazo determinado para essa decisão?

Luis Roberto Barroso: O presidente da República não tem um prazo legal definido. A expectativa da defesa é que o presidente Lula, a quem foi atribuído o papel de fazer uma valoração política da questão, reitere a decisão de Estado que tomou. Há inúmeros fundamentos jurídicos que podem embasar a decisão do presidente. Quem conhece a trajetória do presidente Lula dificilmente verá nela o perfil para “entregar alguém”.

Carta Maior: Como Battisti recebeu a decisão do STF? Ele pretende continuar a greve de fome?

Luis Roberto Barroso: Vou visitá-lo agora e ainda não sei. A greve de fome foi uma decisão pessoal dele, da qual não fui consultado ou comunicado. Se tivesse me ouvido, teria dito para não fazer. Mas respeito as condições psicológicas adversas de um homem que está sendo perseguido politicamente há muitos anos e que, neste momento, está preso no país que o acolheu.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

"O BRASIL NÃO PODE ENTREGAR UM HOMEM INOFENSIVO A UM GOVERNO FASCISTA"

"Berlusconi tenta reescrever a história da Itália. Um dos sintomas é a situação de Cesare Battisti". As palavras são de José Luís Del Roio, 65, ex-senador (2006-2008) pelo Partido da Refundação Comunista, da Itália. Brasileiro, de Bragança Paulista, ele vê na vida política do país sinais do renascimento do fascismo. "É o governo mais direitista da Europa", diz ele, em entrevista à Carta Maior.

Gilberto Maringoni

9 fevereiro 2009/Agência Carta Maior http://www.cartamaior.com.br

Dirigente do Fórum Mundial das Alternativas, uma das principais organizações do Fórum Social Mundial, e residente em Milão há 36 anos, Del Roio concedeu a seguinte entrevista à Carta Maior, em São Paulo.

Carta Maior - Como o Sr. vê a política atual do governo Berlusconi em relação aos imigrantes?

Del Roio - A Itália é um país com uma certa homogeneidade histórica e social. Há muitas culturas que estão ali há dois ou três mil anos. Foi criada, ao longo dos séculos, uma aparência de país branco e cristão, ou seja, católico, apostólico e romano. Além disso, a Itália foi o último país europeu a reverter a onda imigrantista. Foi apenas a partir de 1973 que o fluxo de pessoas que entravam foi maior do que o número dos que saíam da Itália. Pois este país, quando começa a receber pessoas de culturas diferentes, tem uma reação estranha. Esses diferentes são na maior parte dos casos, vizinhos albaneses, eslavos, muçulmanos, africanos negros e por aí vai. A reação se acentuou quando a direita chegou ao poder, com uma conduta marcadamente xenófoba. Ela atualiza o discurso nazista clássico, que se voltava contra judeus e ciganos. Agora os indesejados são vários. São os ciganos, os de pele escura, os que professam outros credos etc. O curioso é que os ciganos não são estrangeiros. Alguns estão lá há 600 anos. Mas com um discurso que vincula a criminalidade e a insegurança ao forasteiro, a direita colocou cerca de 4 milhões de estrangeiros que vivem no país na defensiva. Eles representam cerca de 8% da população. Não é uma proporção desmedida. Mas o discurso pegou.

CM - Por que?

Del Roio - Há um aspecto decididamente canalha nas orientações da direita. A maioria dos imigrantes trabalha muito e busca acumular pra voltar à sua terra. Há uma difusa idéia empresarial de que quanto menos o imigrante for protegido pela legislação social, mais ele trabalhará. Não há limitação de jornada, registros e direitos e existe o medo constante da deportação. É gente que se esfalfa na agricultura, na construção civil e em serviços pesados, sem proteção alguma. Assim, ao mesmo tempo em que se aumenta a exploração legal, os imigrantes são jogados na ilegalidade. "Se é ilegal, é criminoso". Este é o raciocínio raso. O ruim é que isso acontece com a conivência de antigas lideranças de esquerda.

CM - Mas há uma aversão ao imigrante por parte da população?

Del Roio - Em geral, o italiano não aceita o trabalhador imigrante. Existe lá, como em toda parte, a ambição de que a cada geração, o padrão de vida melhore, que os filhos vivam com mais conforto que os pais. A maioria dos italianos trabalha na informalidade, em empresas de informática, em call centers etc. No caso dos jovens, a situação se agrava. Não terão aposentadoria . Vivem, na média, pior que os pais, sem esperanças de mudar, o que cria um desespero latente. Pois bem, este jovem desalentado vê muitas vezes o imigrante melhorar um pouco de vida. Está feito o caldo de cultura de que se vale a direita em sua campanha. Esta é a base social que Berlusconi vai solidificando. Mas ela não é homogênea, ela também é fragmentada e separatista em muitas de suas manifestações políticas. A Liga Norte, partido de direita, quer se livrar do sul da Itália e criar um novo país. Seus ministros no governo recusam-se a cantar o hino nacional em cerimônias oficiais.

CM - Como essa situação evolui com o aprofundamento da crise econômica?

Del Roio - É aí que entra o poder de Berlusconi nos meios de comunicação. Não se fala do desemprego, apesar de termos na Itália, 8 milhões de famílias na linha de pobreza, algo como 35% da população, segundo dados do Istati (Istituto Nazionale di Statistica). Ao invés da crise, os meios de comunicação falam o dia inteiro de ciganos, de crimes e se o Kaká vai jogar ou não. O controle é total. Temos o governo mais direitista da Itália, desde Mussolini. Não há oposição política no Parlamento.

CM- Mas como está a opinião pública? O país segue dividido ao meio, como nas eleições anteriores, com uma vantagem apertada para um dos lados?

Del Roio - O Berlusconi teve uma maioria apertada, mas trata sempre de alterar as leis eleitorais. Isso se agrava pelo fato de o eleitorado progressista ter aumentado seu abstenseísmo. As pessoas simplesmente se desanimam e não vão votar. Isso dá maioria à direita. Nossa tarefa maior é criar uma força política pelo voto.

CM - Por que, ao contrário do que ocorre na América Latina, a Europa pendeu para a direita nos últimos anos?

Del Roio - A Europa tem uma história de fragmentação, que vem do feudalismo. Quando a situação piora, cada um volta-se para seu pedaço. Alguns países, como a Itália e a Espanha, vivem tensões separatistas reais. Mas há reações importantes. O Partido de Esquerda, na Alemanha (Die Link), cresce a cada eleição. Na França, o bloco anticapitalista (Comunistas, Liga Comunista Revolucionária e outros), em conjunto, deve chegar a 15% do eleitorado, o que não é pouca coisa, nas condições atuais. Mas o fato é que o movimento social não tem ainda conseguido traduzir suas ações na disputa institucional. É duro ter de assistir às teorizações sobre a vantagem da articulação molecular, da multidão, do discurso antipartido etc. Se olharmos para a América Latina, vemos que, em Belém, houve uma grande convergência entre partidos, movimentos sociais e ativistas muito jovens.

CM - Como o Sr. vê o caso do pedido de extradição de Césare Battisti?

Del Roio - Ele se insere neste quadro de direitização da Europa e da Itália em particular. Há uma tentativa atual de se reescrever a história. O que deu base à vida institucional italiana no pós-Guerra, após 1945, foi a insurreição armada anti-fascista. A Constituição de 1948 se autodenomina antifascista. O desenvolvimento do país nas últimas seis décadas se dá sobre o sentimento antifascista da população. Agora, que eles voltam ao poder, querem reinterpretar este passado. Dizem que a resistência armada, os partizans, eram todos terroristas! Proclamam que Mussolini foi um grande personagem. O 25 de abril, feriado nacional italiano que marca a libertação do país contra o fascismo, tenta ser reavaliado por eles.

Querem transformar a data numa espécie de lembrança de todos os mortos, que seriam iguais, os resistentes e os fascistas. Mas não são! A história italiana subseqüente foi pontuada por atentados fascistas, como os da Praça Fontana, em 1968, o atentado de Brescia, em 1973, o da estação ferroviária de Bolonha, que resultou em 300 mortos, em 1980. Houve também ações de luta armada por parte de setores da esquerda, totalmente defensivos, mas errados. Não se justificavam. Havia um partido comunista forte e um movimento sindical atuante. Não poderia haver luta armada! O erro maior foi o assassinato de Aldo Moro, da esquerda da Democracia Cristã, que levou o partido ainda mais à direita, em 1978. Era preciso estar ruim da cabeça para se fazer algo assim.

CM - Como isso é visto hoje?
Del Roio - Quando o fascismo volta, busca apagar seus crimes e acertar as contas com a esquerda. Aí entra o Battisti, que nada tem com isso tudo. Era membro insignificante de um grupúsculo insignificante. Recebeu asilo na França de Miterrand e de Chirac. Por que? Por existir na Itália uma lei de delação premiada, feita para se perseguir a Máfia e que é usada na política.

CM - Mas Battisti não é um criminoso comum?
Del Roio - Quem diz que ele é um político não é apenas a esquerda. O ex-chefe da repressão na Itália, o ex-Ministro do Interior, ex-Primeiro Ministro e ex-Presidente da República (1985-1992), o democrata cristão Francesco Cossiga o classifica como um "adversário político".

CM - Como o sr. vê o comportamento do governo brasileiro, de se negar a extraditá-lo?

Del Roio - O Brasil encontrou um ótimo escritor, que viveu 15 anos na França, acusado na Itália. O que o governo daqui deveria fazer? Entregá-lo para passar o resto de seus dias na cadeia? A tradição do Estado brasileiro é a de dar asilo. Trata-se de um homem inofensivo diante de um Estado agressivo, como o italiano. Não vejo alternativa. O governo brasileiro cumpre um ato absolutamente soberano, pautado pelo Direito Internacional. Já concedemos asilo a figuras inomináveis, como Alfredo Stroesssner, ditador paraguaio, Marcelo Caetano, líder salazarista em Portugal e outros. Eram condenados políticos em seus países. Eram criminosos. Não nos iludamos. Repito: a Itália está preocupada em reescrever sua história. É bom que os defensores da extradição saibam que estão apoiando uma atitude oriunda do fascismo. O governo Berlusconi tem de ser isolado internacionalmente.

CM - Mas ele conseguiu o apoio do Parlamento Europeu para pedir a extradição...

Del Roio - Aquilo foi a expressão do fracasso. O Parlamento tem 785 membros. A votação foi de 46 votos a favor e 8 contra a extradição. Dos 78 italianos, apenas 6 estavam presentes, em um final de sessão. Ridículo. Não tem representatividade ou efeito prático algum.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=15625&boletim_id=530&componente_id=9218

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Uruguay pedirá a Italia que sea juzgado ex represor

21 septiembre 2008/TeleSUR http://www.telesurtv.net

Uruguay anunció que si Italia no entrega al marino retirado y ex represor, Jorge Tróccoli, se le pedirá a ese país que lo juzgue, detalló a la prensa de Montevideo el canciller Gonzalo Fernández.

El funcionario recordó que "el principio del que no entrega debe juzgar", está reglamentado en varios tratados de extradición.

Un Tribunal de Justicia de Salerno en Italia negó la extradición de Tróccoli porque se solicitó fuera de plazo.

Tras esa decisión, Tróccoli quedó en libertad, pese a que fue acusado de la desaparición de numerosos presos políticos uruguayos en la denominada "Operación Cóndor", la acción represiva coordinada entre las dictaduras de América Latina.

Según un informe del diario "El Observador", el Estado uruguayo presentó el recurso con el argumento de que la documentación había sido presentada a tiempo, lo que fue declarado inadmisible por la Corte Suprema de Italia.

El ex represor Tróccoli había estado preso en una cárcel de Roma entre diciembre y marzo pasados.

http://www.telesurtv.net/noticias/secciones/nota/33034-NN/uruguay-pedira-a-italia-que-sea-juzgado-ex-represor/

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Moçambique/Italianos da ENI optmistas quanto à descoberta de petróleo em Moçambique

Lisboa, Portugal, 26 agosto 2008 - A petrolífera italiana ENI está optimista quanto à descoberta de petróleo no norte de Moçambique, informou na sua edição de segunda-feira o jornal Diário Económico, de Lisboa.

O jornal cita declarações do vice-ministro italiano para o Desenvolvimento Económico, Adolfo Urso, que afirmou que o governo de Itália está optimista em relação à descoberta de grandes quantidades de petróleo na bacia do Rio Rovuma, no norte de Moçambique.

A ENI trabalha há cerca de um ano num bloco "offshore" sendo a operadora com 80 por cento, sendo os restantes 20 por cento detidos em partes iguais pela portuguesa Galp Energia e pela estatal moçambicana Empresa Nacional de Hidrocarbonetos.

O bloco está localizado em águas profundas que atingem dois mil metros, tem um período de exploração de 8 anos e de 30 anos para a fase de produção.

O governo de Moçambique atribuiu a concessão à ENI em 2007 bem como a três outras companhias que já investiram 300 milhões de dólares na perfuração de oito poços de exploração. (macauhub)