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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

PORTUGAL NO JOGO EUROPEU

30 outubro 2016, Página Global http://paginaglobal.blogspot.com (Portugal)

Manuel Carvalho da Silva*
Jornal de Notícias, opinião

Esta semana, o ministro das finanças alemão, Wolfgang Schäuble, uma vez mais se pronunciou sobre a política portuguesa e o rumo da nossa democracia, de forma particularmente violenta. Declarações deste tipo feitas por responsáveis políticos europeus são, no mínimo, indecorosas. Mas, tratando-se de um alto responsável do mais poderoso Governo europeu, tais declarações configuram uma clara ingerência política de caráter imperialista sobre um país com quase nove séculos de história, maltratando um povo reconhecidamente trabalhador, respeitador e solidário que, ao longo dos séculos, algumas vezes se levantou, exemplarmente, contra tiranias e ditaduras. Os órgãos de soberania, utilizando fundamentos, formas e vias próprias da ação diplomática, têm de ser ativos no protesto junto do Estado alemão.

Por certo, o senhor Schäuble teve em conta o facto de ter surgido em Espanha uma solução governativa que conta com a participação dos representantes históricos da social-democracia em posição de cócoras. Na sua perspetiva, Portugal ficou mais enfraquecido no rumo que procura seguir e, vai daí, toca a atacar. Mas as duas razões principais para, neste caso, fazer de nós

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Portugal/OS RESULTADOS DAS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS DÃO MAIS FORÇA À LUTA DO POVO



30 setembro 2013, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)


As eleições autárquicas realizadas em Portugal ontem 29 de Setembro de 2013 testemunham algumas tendências significativas na correlação entre forças político-partidárias e confirmam o acelerado isolamento dos partidos do governo.

O partido que desde há dois anos e meio lidera o governo – Partido Social Democrata (PSD/PPD) - sofreu acentuada quebra de votação, (23,0 → 16,7%), de número de mandatos e de presidências de câmaras municipais. O seu parceiro de governo – Partido Popular (CDS/PP) – manteve uma diminuta votação (3%) e expressão no governo local do país. Longe de compensar a queda do PSD, multiplicaram-se e cresceu ligeiramente o peso de arranjos eleitorais deste com o CDS e outros pequenos partidos sem real implantação nacional (14,5 → 15,2 %).

O Partido Socialista (PS), ainda que tenha tentado apresentar-se com “alternativa” e “oposição” às políticas do governo, não aumentou nem a sua votação nacional (37,6 → 36,3%) nem o número de mandatos,