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terça-feira, 28 de abril de 2015

NOVO ESTUDO MOSTRA COMO OS EUA AGEM DESDE 1962 PARA DESTABILIZAR O BRASIL

30 março 2015, Portal Metrópole http://www.portalmetropole.com/2015/03/novo-estudo-mostra-como-os-eua-agem.html  (Brasil)

Novo estudo mostra como os Estados Unidos agiram e ainda agem para destabilizar o Brasil e sua politica interna e externa

Por Flávio Sérvio

O que parecia mais uma teoria da conspiração agora ganha força como fato plausível: Washington pode estar movimentando sua inteligência para desestabilizar governos da América Latina, inclusive o do Brasil. O risco de ser taxado de alienado faz com que poucos abordem o assunto. Porém, aos poucos, parte da mídia observa a hipótese de que o governo dos Estados Unidos considera a presença do PT no Palácio do Planalto uma ameaça geopolítica.


Aliada histórica dos EUA, a direita brasileira já usou do mesmo expediente no passado. E com uma atuação semelhante. O maior símbolo empresarial brasileiro, a Petrobras, por exemplo, foi alvo de uma campanha difamatória que misturou Comissões Parlamentares de Inquérito com acusações de que a estatal servia aos interesses comunistas.

Pesquisamos as edições de 1960 a 1964 dos jornais A Noite, Jornal do Brasil, Correio da Manhã, Diário de Notícias, Diário do Paraná, Folha de São Paulo, O Globo, Última Hora e Tribuna da Imprensa e foi encontrado um cenário político semelhante ao que vivemos atualmente. Notícias de crise econômica, a proximidade com a Rússia, China e países da América Latina e, não por acaso, denúncias de corrupção na Petrobras. O levantamento demonstrou que o papel exercido por parte da imprensa, a atuação da embaixada americana no Brasil e

quarta-feira, 16 de abril de 2014

KENNEDY DISCUTIU O DERRUBE DE GOULART DOIS ANOS ANTES DO GOLPE DE 1964 NO BRASIL

16 abril 2014, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)


Documentos desclassificados que acrescentam novos dados à longa história da ingerência imperialista. Historial que de Truman a Kennedy, de Bush a Obama, acumula os mais hediondos crimes contra os povos de todo o mundo. Neste caso com a particularidade de destacar de novo o papel da sinistra figura de Vernon Walters, com quem a Revolução de Abril teve também que se defrontar.

O presidente John F. Kennedy e seus assessores discutiram o derrubamento do governo de João Goulart uns dois anos antes do golpe militar no Brasil perpetrado no 1º de Abril de 1964, opção que subsequentemente foi implementada pelo governo de Lyndon B. Johnson, segundo revelam transcrições da Casa Branca difundidas pela organização de investigação independente Arquivo de Segurança Nacional.

Em Julho de 1962 Kennedy quis saber que tipo de relações mantinham os Estados Unidos com os militares brasileiros, e em Março de 1963 deu instruções aos seus assessores: “temos que fazer alguma coisa em relação ao Brasil” se Goulart não deixa de se entender com aquilo a que o presidente chamava “anti-estadunidenses ultra-radicais no governo brasileiro”.

“Creio que uma das nossas tarefas mais importantes é fortalecer a coluna vertebral dos militares brasileiros”, respondeu

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Deputado quer agilizar CPI sobre espionagem dos EUA no Brasil



16 de Agosto de 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

O deputado Fernando Ferro (PT-PE) encaminhou nesta quinta-feira (15), à Mesa Diretora da Câmara, requerimento solicitando a abertura da CPI sobre a Espionagem Americana no Brasil. A ideia é que o Congresso Nacional investigue a situação da segurança do Sistema de Tecnologia da Informação e Comunicação Brasileira, diante das recentes denúncias feitas pelo ex-funcionário americano da CIA, "Edward Snowden", divulgadas por meio do Jornal Britânico "Guardian".

O requerimento encaminhado pelo deputado Fernando Ferro solicita a instalação da referida CPI sobre a Espionagem Americana no Brasil, que conta com 195 assinaturas de deputados federais em apoio a esta iniciativa parlamentar. O texto deve ser deliberado nos próximos dias pelo Presidente da Câmara.

Em recente pronunciamento na Câmara, o deputado Ferro classificou como escandaloso este processo de espionagem que os Estados Unidos vem efetivando no Brasil.

Para o parlamentar, o escândalo de espionagem americana no Brasil revela um dado estarrecedor. “É a possibilidade da constituição de um governo mundial, controlado por um único País. Há um risco permanente de espionagem militar, de espionagem industrial, de espionagem científica, de espionagem comercial e de acesso a questões individuais.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Brasil/UMA BREVE HISTÓRIA DA LUTA DA GRANDE MÍDIA CONTRA OS INTERESSES NACIONAIS



18 julho 2013, ADITAL Agência Frei Tito para a America Latina http://www.adital.com.br (Brasil)

Leandro Severo

Em 1941, enquanto milhões de homens e mulheres derramavam seu sangue pela liberdade nos campos da Europa e da União Soviética, a elite dos círculos financeiros dos Estados Unidos já traçava seus planos para o pós-guerra. Como afirmou Nelson Rockefeller, filho do magnata do petróleo John D. Rockefeller, em memorando que apresentava sua visão ao presidente Roosevelt: "Independente do resultado da guerra, com uma vitória alemã ou aliada, os Estados Unidos devem proteger sua posição internacional através do uso de meios econômicos que sejam competitivamente eficazes...” (COLBY, p.127, 1998). Seu objetivo: o domínio do comércio mundial, através da ocupação dos mercados e da posse das principais fontes de matéria-prima.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Brasil/A INSOLÊNCIA AMERICANA


10 julho 2013, http://www.maurosantayana.com (Brasil)

Mauro Santayana

(JB) ---Nota-se uma diferença de linguagem na reação do governo brasileiro à ampla invasão do sistema de comunicações de nosso país pelos serviços secretos norte-americanos. A presidente Dilma Rousseff, ainda que ponderada, foi muito mais incisiva do que o chanceler Antonio Patriota.

O ministro chegou a elogiar a disposição do Departamento de Estado em nos prestar esclarecimentos, pelas vias diplomáticas – como se isso fosse uma concessão do poderoso, e não uma prática da diplomacia clássica. Não se trata de verberar sua atitude, e menos ainda, de louvá-la, mas, sim, de entendê-la: Patriota tem notória simpatia pelos Estados Unidos, onde foi embaixador, antes de assumir a Secretaria-Geral do Itamaraty, e é casado com uma cidadã norte-americana.

A cada dia nos surpreendemos por novas revelações da intromissão de Washington em nossos assuntos internos. Poucos países do mundo sofreram ingerência direta dos ianques tanto quanto o Brasil. Eles souberam controlar os grandes meios de comunicação no Brasil. E como não conseguem guardar segredos, hoje se sabe que, no cerco contra Getúlio Vargas e a Petrobrás, em 1954, editoriais violentos dos grandes diários do Rio foram redigidos na Embaixada dos Estados Unidos, em inglês, e traduzidos ao português por jornalistas pagos pelos serviços secretos norte-americanos.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Alta traição: 86 deputados federais são favoráveis à espionagem dos EUA contra o Brasil*



14 julho 2013, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)


(Título reeditado por Mercosul & CPLP. No original: 86 deputados federais são favoráveis à espionagem dos EUA contra o Brasil)


Texto enviado pelo jornalista Sergio Caldieri Fonte: Diálogos do Sul
http://www.dialogosdosul.org.br/websul/86-deputados-federais-sao-favoraveis-a-espionagem-dos-eua-contra-o-brasil/

Seria cômico, caso não fosse trágico. Porém é mesmo verdade. Oitenta e seis (86) deputados federais votaram contra à moção de repúdio à espionagem estadunidense de cidadãos, empresas e instituições brasileiras, apresentada pelo deputado José Guimarães (PT). As principais lideranças tucanas* na Câmara se abstiveram na votação.

Os votos contrários à moção foram registrados por deputados dos partidos considerados “de direita”, pertencentes as bancadas evangélica e ruralista como aponta o mapeamento da votação realizado pela Diálogos do Sul.

Em números percentuais os partidos que mais favoráveis à continuidade das ações de espionagem dos Estados Unidos contra o Brasil foram o DEM – 20 dos 23 deputados, o PSD – também 20 dos 32 deputados, o PP – 17 dos 24 deputados e o PSC – 8 de 10 deputados. Merece registro que 14 deputados do PMDB votaram contra a moção, o que representa cerca de 20% da bancada do partido na Câmara dos Deputados.

Finalmente merece registro

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Brasil/31 DE MARÇO E 1º DE ABRIL DE 1964: QUE NUNCA MAIS SE REPITA



1º abril 2013, EDITORIAL Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Há 49 anos, entre os dias 31 de março e 1º de abril de 1964, as Forças Armadas brasileiras derrubaram o governo legítimo e constitucional do país, encabeçado pelo presidente João Goulart e implantaram a ditadura militar, que durou 21 anos.

O golpe militar de 1964 culminou a ocorrência de sucessivas crises políticas que se arrastavam desde o período do imediato pós-guerra e que tiveram como episódios mais marcantes os retrocessos das conquistas democráticas da Constituinte de 1946, golpeadas pelo governo Dutra, o suicídio em 1954 do presidente Getúlio Vargas, cujo governo foi alvo de ofensiva imperialista e conservadora, a tentativa de impedir a posse do presidente Juscelino Kubitscheck, a renúncia de Jânio Quadros e a intentona golpista para impedir a posse de João Goulart e depois para que não governasse com os poderes que lhe assegurava a Constituição.

Tudo isso eram episódios de uma luta de fundo entre as forças que se empenhavam para democratizar o país e incorporar as massas populares na vida política nacional e por reformas econômicas e sociais que superassem a pobreza, o atraso e a dependência do país, por um lado e, por outro, as classes dominantes e o imperialismo, cujo projeto para o país excluía o povo e os trabalhadores e pressupunha um “desenvolvimento nacional” dependente. A grande bandeira do governo derrocado era a realização das reformas de base, cuja essência era a conquista de direitos sociais e do desenvolvimento nacional soberano.

Foi contra esta tendência de mudanças que as classes dominantes retrógradas aliadas ao imperialismo e apoiadas nas Forças Armadas se insurgiram. Completava o quadro de ameaças à democracia e à soberania nacional, que vieram a se concretizar com o golpe militar, a conjuntura internacional de então, marcada por uma ofensiva do imperialismo estadunidense para consolidar seu domínio estratégico na região da América Latina.

É necessário reavivar a memória dos brasileiros sobre o que foi o regime militar implantado em 1964. De todos os regimes e formas de governo a que as classes dominantes recorreram no período republicano para assegurar o poder político, a ditadura dos generais foi o mais danoso à democracia, aos direitos humanos, aos direitos sociais e à soberania nacional, mesmo quando travestida de “nacionalista” e “desenvolvimentista”. Tinha na sua essência o caráter antipopular e antinacional.

Foi um regime facínora que causou irreversíveis danos ao país, deixando feridas ainda hoje não cicatrizadas.

Um regime que, tendo aderido à lógica de ferro da guerra fria como aliado do imperialismo estadunidense, desencadeou brutal guerra ao povo brasileiro, durante a qual não se deteve quando se tratou de reprimir a ferro e fogo as forças políticas resistentes, fazendo uso, quando julgou necessário, de métodos fascistas de governo, entre estes uma ignominiosa repressão policial-militar, cujo consagrado método foi a tortura e o assassínio de opositores.

Um regime moldado pelos e para os interesses das classes dominantes retrógradas, cujo pavor e aversão atávicos a mudanças progressistas levaram-nas a instituir mecanismos arbitrários para o exercício do poder a fim de assegurar a edificação de um modelo econômico e social que concentrou renda e consolidou o apartheid social.

A um ano de completar-se meio século, o dia em que foi deflagrado o golpe militar no Brasil deve ser lembrado e compreendido como algo que o povo brasileiro não consentirá que se repita jamais. Exercendo hoje maior protagonismo e adquirindo mais consciência do seu papel, o povo brasileiro extrai as lições do passado para compreender melhor o quanto é necessário lutar no presente e abrir mais caminhos para que o Brasil seja uma nação progressista, apanágio da liberdade, da soberania nacional e da justiça social.