Por haber causado daños medioambientales y humanos durante décadas, Chevron fue condenada por el Tribunal de Sucumbíos en Ecuador a pagar más de 9,5 billones de dólares a las víctimas de la Asociación de Afectados por Texaco-Chevron. Pero Chevron no sólo logró escaparse de la justicia. Por si fuera poco, también puso en marcha un juicio contra el estado ecuatoriano con la ayuda de un tribunal de arbitraje dependiente del Banco Mundial. Fue así como en julio de 2016 Chevron obtuvo una indemnización de 112 millones de dólares a cuenta de Ecuador. Histórico luchador en el juicio de los pueblos amazónicos contra Chevron, el abogado Pablo Fajardo nos alerta sobre la inexistencia de herramientas capaces de someter las empresas transnacionales a la justicia. También apoya la idea de un “tratado vinculante”, una iniciativa de un grupo de trabajo de Naciones Unidas para detener la impunidad. “El corazón de nuestro caso no tiene que ver con reparaciones económicas. Es el daño ambiental, son los pueblos indígenas”.
Noticias, artigos e análises sobre economia, politica e cultura dos países membros do Mercosul, CPLP e BRICS | Noticiero, articulos e analisis sobre economia, politica e cultura de los paises miembros del Mercosur, CPLP y BRICS
quinta-feira, 10 de novembro de 2016
LA LUCHA DE ECUADOR CONTRA LA IMPUNIDAD DE CHEVRON
Por haber causado daños medioambientales y humanos durante décadas, Chevron fue condenada por el Tribunal de Sucumbíos en Ecuador a pagar más de 9,5 billones de dólares a las víctimas de la Asociación de Afectados por Texaco-Chevron. Pero Chevron no sólo logró escaparse de la justicia. Por si fuera poco, también puso en marcha un juicio contra el estado ecuatoriano con la ayuda de un tribunal de arbitraje dependiente del Banco Mundial. Fue así como en julio de 2016 Chevron obtuvo una indemnización de 112 millones de dólares a cuenta de Ecuador. Histórico luchador en el juicio de los pueblos amazónicos contra Chevron, el abogado Pablo Fajardo nos alerta sobre la inexistencia de herramientas capaces de someter las empresas transnacionales a la justicia. También apoya la idea de un “tratado vinculante”, una iniciativa de un grupo de trabajo de Naciones Unidas para detener la impunidad. “El corazón de nuestro caso no tiene que ver con reparaciones económicas. Es el daño ambiental, son los pueblos indígenas”.
domingo, 11 de outubro de 2015
LA GUERRA CONTRA LOS BRICS
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
DESMANTELANDO EL PODER DE LAS TRANSNACIONALES
sábado, 28 de fevereiro de 2015
TROPAS YANQUIS EN EL PERÚ Y SOBERANÍA NACIONAL
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Bolivia/¿POR QUÉ GANÓ EVO?
terça-feira, 1 de julho de 2014
ONU aprobó creación de Tratado contra violaciones de DDHH por parte de multinacionales
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
ONU pide esfuerzos mayores para que actividades empresariales no violen derechos indígenas
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Surinam celebra oportunidad de asumir presidencia pro tempore de Unasur
Ecuador insistirá a Unasur en la creación de un centro de arbitraje regional
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Paraguay/CON SALIDA AL PACÍFICO
sexta-feira, 19 de julho de 2013
LAS PRÁCTICAS DE LA NSA PUEDEN DEFINIRSE COMO FASCISMO GLOBAL: Patrick Hemmingsen
terça-feira, 4 de junho de 2013
Patria Grande/ENTIDADES SOCIALES CONTRA LOS TRATADOS BILATARALES DE INVERSIÓN
PROCLAMA DE MOVIMIENTOS SOCIALES Y ORGANIZACIONES DE LA SOCIEDAD CIVIL SOBRE LAS PROPUESTAS DE LA I CONFERENCIA MINISTERIAL DE ESTADOS LATINOAMERICANOS AFECTADOS POR INTERESES TRANSNACIONALES
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Venezuela/Telesur ampliará cobertura en Europa, Asia y África
Caracas, 21 julio 2010 (AVN) - El canal Telesur expandirá su señal por Europa, Asia y el Norte de África gracias a un acuerdo que le permitirá utilizar el satélite HotBird 8.
La cadena señala en su versión digital que, como parte de sus planes de expansión, se asoció a los operadores del satélite, considerado el más potente en servicios de radiodifusión en Europa, destacó Prensa Latina.
El HotBird 8 llega a unos 123 países, alberga dos mil 93 canales de televisión y cubre todo el llamado Viejo Continente, parte de Oriente Medio y el norte africano.
Con este paso se garantiza la inclusión de la señal en más de 125 millones de hogares, con 500 millones de potenciales televidentes.
El canal actualmente llega a más de 30 países, especialmente del área latinoamericana, y algunos europeos como Portugal, España y Francia, en los cuales tiene 130 millones de espectadores.
La televisora, que emite desde Caracas, nació como uno de los acuerdos de integración entre Venezuela, Cuba, Argentina, Nicaragua, Ecuador y Bolivia para hacer frente a las transnacionales de la información.
El objetivo del canal es llevar una visión más realista de Latinoamérica a los propios latinoamericanos y al resto del mundo.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Brasil/MULTINACIONAIS SANGRAM A ECONOMIA E AGRAVAM DÉFICIT EXTERNO
A remessa de lucros e dividendos ao exterior pelas transnacionais instaladas no Brasil disparou ao longo deste ano em consequência da crise que aflige os países capitalistas mais desenvolvidos. Cresceu 38% e tende a superar o valor dos investimentos estrangeiros diretos, ou seja, os lucros extraídos na economia nacional e transferidos às matrizes provavelmente serão maiores do que os novos investimentos e reinvestimentos externos previstos para o ano.
Por Umberto Martins
Desde 2008, conforme reportagem publicada nesta quarta (14) pelo jornal Valor, as empresas estrangeiras já enviaram 70 bilhões de dólares às suas matrizes. É uma cifra assombrosa sob diferentes pontos de vista. As remessas de renda (incluindo juros) constituem a principal causa do preocupante déficit em conta corrente do balanço de pagamentos, que vai fechar o ano perto de 50 bilhões de dólares. Entre janeiro e maio deste ano as multinacionais já transferiram mais de 10 bilhões de dólares às matrizes.
Não é o câmbio
Analistas mal informados ou com má fé gostam de atribuir o problema ao desempenho da balança comercial e à política cambial, mas acabam batendo na carga com o suposto propósito de atingir o burro. Embora o câmbio flutuante seja uma herança neoliberal indesejável, as estatísticas mostram que, apesar da relativa valorização do real frente ao dólar, o intercâmbio de mercadorias continua gerando um saldo positivo e, por esta razão, é um fator que só contribui para reduzir o déficit corrente.
O x do problema, como diria Noel Rosa, é a remessa de rendas apropriadas pelo capital estrangeiro, o que inclui ainda juro, royalty e outras modalidades do lucro capitalista. Na crise, a sangria é maior por um motivo simples. As matrizes pressionam por remessas mais elevadas para compensar prejuízos e, não raro, contornar falências. Afinal, as decisões de investimentos das transnacionais são definidas em seus países de origem, pelas matrizes, regra geral sem a menor consideração pelos interesses das nações onde instalaram seus negócios.
Passivo externo
O resultado reflete o crescimento também geométrico do passivo externo brasileiro e o rescaldo do processo de privatizações e desnacionalização impulsionado pelos governos FHC. Os analistas desprovidos de visão crítica, especialmente aqueles devotos do mercado e apologistas da globalização neoliberal, costumam saudar o ingresso de capitais estrangeiros (o bom capital, professam, é o que vem na forma de investimento direto) como altamente positivo para a economia, numa visão unilateral e metafísica que ignora os efeitos colaterais dessas inversões.
O resultado das contas externas neste ano (com a remessa de lucros e dividendos superando o ingresso de investimentos diretos) é bem sugestivo sobre o equívoco implícito em tais opiniões. Note-se que nem sempre o que é computado como Investimento Externo Direto (IED) significa novos investimentos na economia, é dinheiro aplicado em fusões e aquisições de ativos, ou seja, representam mudanças patrimoniais que não ampliam a capacidade produtiva e geralmente resultam em corte de emprego com as estratégias de “enxugamento” do quadro de pessoal das empresas adquiridas.
Transferindo poupança
Já as remessas de lucros (em todas as modalidades) significam a transferência de poupança líquida para o exterior, em detrimento dos investimentos internos. Não custa lembrar que a substância do lucro capitalista é, conforme se lê em Marx, a mais-valia, ou seja, o sobretrabalho da nossa classe operária. E é dela (da mais-valia) que provém o grosso da poupança orientada para os investimentos.
A transferência de renda nacional ao exterior operada pelo capital estrangeiro é danosa para a economia nacional por mais de um fator. Primeiro, reduz a taxa de investimentos (internos). E também pressiona as contas externas, comprometendo o equilíbrio do balanço de pagamentos.
E o futuro?
Hoje, em curto prazo, isto não parece uma questão relevante, pois as reservas de quase 250 bilhões de dólares protegem o país contra o humor volátil dos fluxos de capitais. Mas ninguém sabe o dia de amanhã e já é possível notar a insinuação de problemas no chamado fluxo cambial, que mede a entrada e saída de moedas no país e foi negativo em mais de 500 bilhões de dólares na segunda semana de julho.
Se o ingresso de investimentos, computados na conta de capitais do balanço de pagamentos, não for suficiente para cobrir o rombo em conta corrente o governo será constrangido a começar queimar reservas para fechar as contas. Neste caso, bateremos perigosamente às portas da crise cambial.
Restringir as remessas
O fluxo de capitais pelo mundo, como já se viu, é instável e volátil, sujeito a bruscas reversões. Isto ficou novamente evidenciado durante o segundo semestre do ano passado, nos momentos mais agudos da crise exportada pelos EUA. Seja lá como for, o ingresso puro e simples de dinheiro do exterior não é uma boa solução, pois amplia o passivo externo e contrai compromissos ainda mais pesados para as próximas gerações.
É prudente rever a lei das remessas de lucros e impor limites à liberdade do capital estrangeiro neste terreno. Nem a ditadura militar, que teve na Lei das Remessas de Juros de Goulart um dos seus pretextos ou justificativas, foi tão liberal e generosa com as multinacionais quanto a legislação atual, uma herança perversa do neoliberalismo tucano que permanece intacta.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
LAS CORPORACIONES TRANSNACIONALES EN PARAGUAY
El modelo capitalista de producción agrícola, comúnmente denominado agronegocio, está profundamente hegemonizado por las corporaciones transnacionales, tanto en el mundo como en el Paraguay. De las 12 transnacionales en el sector del agronegocio que operan directamente dentro de la economía paraguaya, cinco provienen de los EE UU, seis de países europeos y una de Asia.
Por Luis Rojas Villagra
El modelo capitalista de producción agrícola, comúnmente denominado agronegocio, está profundamente hegemonizado por las corporaciones transnacionales, tanto en el mundo como en el Paraguay. La creciente concentración en los mercados mundiales, de insumos para la producción agrícola, de comercio de materias primas del sector, de producción de alimentos y de comercialización al consumidor final, se profundiza a escala global en simultáneo con la concentración dentro de la economía interna del país.
Esta participación creciente del capital transnacional en el sector agrícola del país se constituye, en gran medida, en el núcleo del modelo del agronegocio implantado y extendido en el territorio del Paraguay. Este núcleo transnacional es el principal elemento organizador de la estructura de producción agrícola, la cual por este mismo hecho está orientada a la exportación de lo producido en el país, en función a las necesidades y demandas del comercio internacional, muy por encima de los requerimientos y necesidades de consumo de la población local. Por tanto, el papel que desempeñan las transnacionales en la economía nacional es de un peso determinante en la conformación de la misma, y lógicamente, en los resultados que arroja en el ámbito económico, social y ambiental.
De las 12 transnacionales en el sector del agronegocio que operan directamente dentro de la economía paraguaya, cinco provienen de los EE UU, seis de países europeos y una de Asia. Esto refleja el predominio, a escala mundial, que tienen en el agronegocio las corporaciones transnacionales de los EE UU y de Europa, a pesar de la emergencia de este tipo de empresas en países de Asia y América Latina. Este dato es relevante al momento de analizar el impulso creciente que están tomando los Tratados de Libre Comercio (TLC) tanto por parte de EE UU como de la Unión Europea, y dentro de éstos, cómo se inserta el sector agrícola y comercial.
El sector del agronegocio está conformado por una cadena de procesos que van desde la provisión de insumos y maquinarias para la producción agrícola, pasando por la producción propiamente dicha, por el acopio y la comercialización de materias primas, por la industrialización de las mismas y, finalmente, la distribución al consumidor final de los productos derivados del sector. En cada una de estas etapas participan diferentes empresas, algunas de las cuales se especializan en uno solo de estos procesos, mientras otras participan en varios estadios de la cadena del agronegocio, realizando una integración vertical de los diferentes procesos que la componen.
Importaciones y provisión de insumos
En cuanto al proceso de importación y provisión de insumos, son ocho las corporaciones transnacionales que desarrollan este negocio directamente en el país a través de una filial. Existen productos de otras muchas transnacionales, pero que operan representadas por otras empresas. Por ejemplo, los productos del gigante de la biotecnología Monsanto, se distribuyen a través de las empresas locales Dekalpar y Agrofértil. Lo mismo ocurre en general en el sector de las maquinarias y herramientas agrícolas. Ha habido un significativo aumento de las importaciones de todas las empresas trasnacionales, que en conjunto pasaron de 69,8 millones de dólares en el 2006, a 143,5 millones en el 2007, lo que equivale a una duplicación de esta actividad en solo un año. Este dato refleja el fuerte auge en los últimos años del modelo del agronegocio, fuertemente estimulado por los precios en aumento de los commodities agrícolas en los mercados internacionales. Coincidentemente, las dos empresas con mayor cantidad de importaciones entre las corporaciones transnacionales, son también las de mayores exportaciones, como veremos más adelante. ADM Paraguay encabeza la lista de importadores de semillas y agroquímicos, con un aumento de 75,8% en el último año, mientras que Cargill se ubica detrás, con un aumento de sus adquisiciones externas del 48,8%.
Bajo otra modalidad, la transnacional Monsanto comercializa sus semillas transgénicas y agroquímicos, como el conocido Roundup Ready, a través de empresas que tienen la representación de sus productos. La principal de estas empresas es Agrofértil SA, cuyos propietarios son de origen brasileño; sus importaciones pasaron de 32,7 millones de dólares en el 2006 a 64,4 millones al año siguiente, posicionándose como la segunda importadora de insumos agrícolas, desplazando al tercer lugar a ADM. La segunda socia de Monsanto es Dekalpar SA, con un monto de importaciones de 19,2 millones en el 2007. Esta empresa también comercializa productos de otra transnacional, Bayer. Bajo esta misma modalidad, la corporación transnacional Syngenta, con sede central en Suiza, distribuye sus productos en el Paraguay a través de la empresa Agrosan SA, que en el 2007 realizó importaciones por 26,8 millones de dólares.
La principal importadora de insumos agrícolas es la empresa Agrotec SA, de inversores brasileños, que por un lado produce sus propios agroquímicos, y por el otro, importa y comercializa productos de importantes transnacionales, como Basf, Pioneer y Bunge. Esta empresa importó en el 2006 por 39,2 millones de dólares, y en el 2007 por 73,3 millones, siendo la cuarta empresa importadora del país, por detrás solo de Petropar y dos empresas reexportadoras del sector informático.
En conjunto, tenemos que las importaciones de insumos agrícolas en un solo año saltaron de 162,8 millones a 327,2 millones de dólares, lo que ha dejado grandes ganancias a todas estas empresas. La casi totalidad de estos montos son ingresos de las transnacionales en el exterior. Como habíamos señalado, las transnacionales no se involucran directamente en la producción en el campo, sino que más bien son proveedores para la producción y acopiadores de la misma.
Exportaciones
Son seis las transnacionales que operan directamente en esta área, de las cuales cinco también se ubican en el sector de las importaciones. En el periodo 2006-2007 hubo un muy significativo incremento de las exportaciones de las transnacionales del agronegocio, pasando de 618 millones a 1.353 millones de dólares, es decir, en un solo año en conjunto las seis transnacionales del sector aumentaron sus exportaciones en 118,8%. El componente fundamental de estas operaciones es la soja en grano, complementada con derivados agrícolas como aceite y harina. Las exportaciones totales del Paraguay en el 2007 fueron 3.374 millones de dólares, de lo que se desprende que estas seis transnacionales manejan el 40% de las exportaciones del país.
La corporación norteamericana Cargill se instaló en el país en el año 1978, y actualmente cuenta con más de 20 silos propios, tres puertos privados y una planta industrial. Es la principal exportadora del país desde hace varios años. En el 2007 llegó a la suma de 613 millones de dólares, lo que representa el 18% de las exportaciones del Paraguay. Exporta principalmente soja en grano, y en menor medida aceite y pellets de soja.
La segunda agroexportadora es otra transnacional norteamericana, ADM Paraguay Saeca, instalada en el país desde 1997, que exportó en el 2007 principalmente soja por 289 millones de dólares. Esta corporación cuenta en el país para sus operaciones con 30 silos, seis puertos privados y dos convoys de barcazas, éstas últimas construidas en su mayoría a través de la empresa del grupo Naviera Chacho. Por su parte, la transnacional Bunge Paraguay SA ha tenido un crecimiento exponencial en el último año, pasando de 18 millones a 202 millones de dólares.
Louis Dreyfus Paraguay SA es una empresa de origen francés, que opera en el país en el rubro de algodón y de granos . En el 2007 exportó por 120 millones de dólares, duplicando sus ventas del año anterior. Entre otras propiedades, posee cuatro desmotadoras en el país. Noble Paraguay SA, conocida anteriormente con el nombre de Baelpa, tiene su casa matriz en Hong Kong, y ha tenido un fuerte crecimiento en el país, pasando de 30 a 83 millones de dólares, comerciando fundamentalmente soja en granos. Por su parte, Contiparaguay SA (ex Capsa) es una empresa de la transnacional anglo-holandesa Uniliver, que la adquirió en el año 1996. Procesa y elabora aceites, harinas y otros productos, pero también incursionó en la exportación de semillas oleaginosas, por la rentabilidad del rubro. En el 2007 exportó por 44 millones de dólares, un 50% más que el año anterior.
El sector industrial
En la siguiente etapa de industrialización de materias primas, tenemos a cinco empresas que representan a cuatro corporaciones transnacionales en el país, que participan de esta actividad de diferentes maneras. Tres empresas realizan procesos de industrialización en el país, Cargill, Contiparaguay y Parmalet. Otras dos, Nestlé y Unilever realizan la industrialización en sus filiales en otros países, y en Paraguay solo importan sus productos y los distribuyen a los establecimientos comerciales. Unilever realiza tanto importaciones como industrialización local, en vista que Contiparaguay es de su propiedad.
Cargill posee una planta industrial en la ciudad de Minga Guazú, Alto Paraná, con capacidad de procesamiento de 1.300 toneladas de granos por día, por lo que se constituye en la mayor industria del sector en el país. Allí elabora aceites vegetales y harina, principalmente de soja, y es la mayor exportadora de dichos productos desde el Paraguay.
Parmalat Paraguay SA, filial de la transnacional italiana de productos alimenticios, cuenta en el país con una planta industrial en la ciudad de San Lorenzo . Produce lácteos (leche, yogures, etc.), galletitas y jugos de frutas y de soja, y la totalidad de su producción la comercializa en el mercado interno.
Nestlé Paraguay SA es una filial de la empresa agroalimentaria más grande del mundo, con sede central en Suiza. Importa productos alimenticios elaborados en otros países, principalmente del Brasil. Posee una larga lista de marcas y productos que llegan al consumidor final principalmente a través de las cadenas de supermercados. Entre estas marcas podemos citar Leche Nido, Nescafé, Nesquik, La Lechera, Purina, Milo, Molico, Frigor, Leche Nan, Cerelac, Nestum, Prestigio, Dog Chow, entre otras. En el 2007, Nestlé importó en Paraguay por valor de 12 millones de dólares.
Por su parte, Unilever de Paraguay SA es una empresa importadora de los productos elaborados por la transnacional en otros países, principalmente del rubro alimenticio, de limpieza y la higiene personal. Entre las marcas que comercializa están Close Up, Knorr, Lipton, Hellmanns, Doriana, Lux, Omo, Rexona, Cif, Comfort, Dove, Axe, Sedal, Ades, Savora, Fanacoa, Arisco, Maizena, Mazola, Huggies, Kleenex, Day's. En el 2007 Unilever importó estos productos por 29 millones de dólares. La otra empresa de este grupo transnacional, Contiparaguay SA, industrializa principalmente aceites, harinas, y envasa jabones y detergentes para Unilever, bajo las marcas Aceites Mirasol y Reina, Margarinas OK, Activo 100, entre otras. Tiene su establecimiento industrial en un predio de 33 hectáreas en la ciudad de Capiatá.
En síntesis, el sector industrial de las transnacionales exporta solamente aceites y harinas, mientras que importan una gran cantidad de productos de alto valor agregado, lo que refuerza la lógica del intercambio desigual, que resulta en un amplio déficit comercial para el Paraguay.
Impuestos
En líneas generales, en el país la presión tributaria es baja en relación a la de los países vecinos, situándose alrededor de un 11%. A esto se suma que el sistema tributario es esencialmente regresivo (basado en impuestos al consumo y no a la ganancia), en vista a que el principal impuesto es el IVA, que genera el 45% de la recaudación impositiva. Esto también se refleja en los impuestos pagados por las corporaciones transnacionales en el país, que en la mayoría de los casos son poco significativos en relación a su actividad económica.
Los principales impuestos que afectan las actividades de estas empresas son los aranceles aduaneros por importaciones, el impuesto a la renta de las empresas y el impuesto a la renta agropecuaria. La exportación de materias primas está exenta de impuestos, lo que favorece que la exportación tenga muy escaso valor agregado, y se concentre en la exportación de semillas de soja.
Según los datos publicados por el Ministerio de Hacienda, el núcleo transnacional del agronegocio tuvo un aumento total del orden del 77% en concepto de impuestos, pasando de 22,6 millones de dólares a 40 millones. Llama la atención también el nivel de concentración existente dentro del propio sector transnacional, pues sólo cuatro empresas, ADM, Cargill, Nestlé y Unilever, aportan el 81% de los impuestos abonados en el 2007. Existe mucha heterogeneidad dentro del sector con relación a sus aportes tributarios. Las que tienen un mayor aporte en relación a su comercio exterior (cerca del 30%) son las importadoras de alimentos y otros productos elaborados, Unilever y Nestlé, cuyos impuestos provienen principalmente del IVA por el comercio interno de sus productos. Después de estas empresas vienen las que se dedican exclusivamente a la importación de insumos agrícolas, como Bayer y DOW (alrededor del 10%). Finalmente, las empresas que menos impuestos pagan en proporción a sus negocios externos son las agroexportadoras, paradójicamente las mayores exportadoras del país (las que obtienen mayores ganancias a través del agronegocio), como Cargill, ADM, Bunge, Dreyfus y Noble, con una relación cercana al 1%. Esto confirma el carácter regresivo de los impuestos por un lado, y por el otro, el rasgo concentrador y no distributivo de las riquezas generadas que caracteriza al modelo del agronegocio en el Paraguay.
Empleos
Los datos sobre el empleo que generan estas empresas en el país son muy escasos o de fuentes poco confiables, por lo que a este respecto se dificulta el análisis. Los datos a que se tiene acceso reflejan el bajo nivel de empleo que generan en relación a la magnitud de sus actividades económicas. El caso de ADM y Cargill es por demás ejemplificador. Ambas empresas emplean aproximadamente a 900 personas, un 0,03% de los 2,8 millones de la población económicamente activa (PEA) del país, con las que manejan el 27% de las exportaciones totales del país, una parte de las importaciones y todas sus operaciones locales de provisión, acopio e industrialización. Para tener una idea de los ingresos que generan estas empresas para el país, basta hacer un simple cálculo. Siendo generosos, supongamos que cada empleado de Cargill y ADM, como promedio, tiene un salario de 3.000.000 Gs (600 dólares), que multiplicado por 900 empleados y por 12 meses, nos da la suma de 6,5 millones de dólares al año, lo que constituye el monto total de ingresos laborales a trabajadores del país.
Entonces, de los 902 millones de dólares exportados por ADM y Cargill desde el Paraguay, han quedado en el país, en materia de salarios, 6,5 millones, y en materia de impuestos, 19,4 millones, lo que en conjunto suman 26 millones (el 2,9 % del valor exportado). La diferencia, 876 millones, se divide entre los demás costos de operación y las elevadas ganancias de estas empresas, las que alimentan fluidamente el proceso de acumulación de las transnacionales principalmente en los EE UU, de donde son originarias. Los casos de Nestlé, Unilever y Parmalat también son significativos, ya que siendo tres de las mayores proveedoras de alimentos y otros productos en el mercado local, sólo tienen 317 empleados en conjunto, algunos más o algunos menos.
Como síntesis podemos afirmar que el modelo del agronegocio, hegemonizado ampliamente por el núcleo transnacional en Paraguay, es un modelo que produce enormes ingresos para estas empresas, generando escasos empleos, y dejando pocos ingresos laborales e impuestos en el país, aumentando la concentración de las actividades económicas y sus beneficios, y por tanto, aumentando la desigualdad económica y social, tanto dentro como fuera del país.
Fuente: http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=ES&cod=49222
terça-feira, 17 de março de 2009
Perú/DECLARACIONES CUMBRES REGIONALES INDÍGENAS*
16 marzo 2009/http://www.adital.com.br
Adital - * Dos declaraciones:
Doc. 1: Declaración de Mujeres Indígenas Andinas y Amazónicas, en la Cumbre Macro Regional de los Pueblos del Centro, Juan Santos Atahualpa.
Doc. 2: Declaración de Pichanaki, en la Cumbre de los Pueblos Juan Santos Atahualpa
Doc. 1:
DECLARACIÓN DE MUJERES INDÍGENAS ANDINAS Y AMAZONICAS
SATIPO, 12 Y 13 DE MARZO DE 2009
Teniendo como escenario el territorio del Valle de Chanchamayo - Satipo, las mujeres indígenas andinas y amazónicas, representantes de las regiones de Ayacucho, Callao, Huancavelica, Huánuco, Junín, Lima y Pasco, nos congregamos los días jueves 12 y viernes 13 de marzo de 2009 en el "Encuentro Macroregional Centro de Mujeres Indígenas Andinas y Amazónicas rumbo a la I Cumbre Continental de Mujeres Indígenas y IV Cumbre Continental de Pueblos y Nacionalidades del Abya Yala".
Con la finalidad de expresar nuestras preocupaciones, demandas y propuestas más sentidas, las mujeres de la Macro Región Centro,
AFIRMAMOS QUE:
Nuestros territorios, recursos naturales y medio ambiente vienen siendo amenazados por las empresas transnacionales y desde los gobiernos de turno. Las leyes están siendo diseñadas para promover el saqueo de nuestros territorios a favor de las grandes transnacionales y empresas extractivas.
Las mujeres indígenas vivimos en constante amenaza por culpa de las leyes que promueven la inversión privada en nuestros territorios, vulnerando nuestros derechos colectivos como pueblos indígenas. Como es el caso, de las concesiones mineras y energéticas (petróleo, gas); el intento de privatizar las aguas; las concesiones forestales; la promoción agresiva de la inversión en el cultivo de canola y otros agrocombustibles, que destruyen y contaminan nuestras tierras; conversión de nuestros suelos en infértiles por el uso de fertilizantes y químicos.
Las mujeres indígenas andinas y amazónicas somos afectadas por la marginación, discriminación y exclusión. Esto se expresa en la falta de participación y de decisión de las mujeres en los diferentes espacios, desde el hogar, la comunidad, la organización. Por tanto es necesario una mayor atención a las mujeres indígenas para garantizar el respeto de los derechos de las mujeres de forma integral. Especialmente nuestro derecho a la educación; de manera singular en las familias andinas y amazónicas, donde se da más oportunidades a los varones para que estudien y dejan sin educación y en el analfabetismo a las niñas indígenas.
Asimismo, somos afectadas por el "machismo" que, es una enfermedad impuesta por occidente que se manifiesta como un grave problema familiar y social en nuestros pueblos, comunidades y hogares. El pensamiento machista considera a las mujeres seres inferiores, por tanto no reconoce nuestros derechos, nuestras capacidades y se convierte en un obstáculo para nuestro desarrollo como mujeres, lideresas y madres. Sin embargo, tenemos que admitir que de manera consciente e inconsciente, somos nosotras, las propias mujeres las que reproducimos el machismo.
En nuestras comunidades también se manifiesta la violencia familiar y la violencia sexual, que son enfermedades sociales; generan traumas irreparables en nuestros hijos e hijas y en nosotras mismas. Quienes somos víctimas de la violencia nos volvemos más inseguras, sumisas, temerosas y desconfiadas, sin capacidad de decidir, proponer y exigir derechos. Es necesario, seguir trabajando para "romper la cadena de la violencia" en nuestras familias, comunidades y en todos los espacios sociales donde nos encontremos.
RECHAZAMOS:
Toda inversión privada que se promueva y/o ejecute en nuestros territorios sin previa consulta a nuestras comunidades y pueblos, como es el caso del mega proyecto de la hidroeléctrica de Pakitzapango en el valle del Ene-Satipo; de las empresas petroleras del Lote 108, 107 y el Lote 155 de la Selva Central; del Proyecto Toro Mocho con la transnacional Chinalco; la contaminación del Lago Chinchaycocha; la contaminación de los ríos Apurímac, Ene, Mantaro y Perené; la contaminación de plomo en la sangre en la Oroya, el Callao y, en los lugares donde las empresas extractivas estén afectando la salud humana y ambiental.
La Ley que privatiza las aguas, por ser anticonstitucional y atentatoria de nuestros derechos colectivos y humanos.
DEMANDAMOS:
La constitución de un Estado plurinacional y multilingüe, que restituya el derecho de los pueblos indígenas/originarios, comunidades campesinas y nativas, el derecho al ejercicio de su libre autodeterminación, derecho consuetudinario. Que nos permita recuperar nuestros derechos que son inalienables, inembargables, e imprescriptibles sobre nuestras tierras y territorios.
Demandamos la intangibilidad de nuestras tierras/territorios, que abarca el suelo, subsuelo, flora, fauna y agua.
Que se declare en emergencia las regiones de la macro centro por la crisis económica que sufren nuestros pueblos a causa de la baja en los precios de la fibra de lana de alpaca, ovino y de sus derivados (cuero, carne, queso, otros); el precio del café, el cacao y otros. Que serán mucho mas afectados por los Tratados de Libre Comercio que no deben aplicarse.
Demandamos la producción y consumo de nuestros productos andinos y amazónicos que garantizan la soberanía alimentaria. No al consumo de productos transgénicos importados.
Demandamos el derecho a la dignificación de las mujeres andinas y amazónicas, con la erradicación de los programas sociales que no permiten el desarrollo de capacidades productivas de las mujeres. La reconversión de los programas sociales que apoyen las actividades productivas de las mujeres indígenas. Erradicar el machismo de nuestra cultura y de nuestras comunidades porque es una ideología externa a nuestros valores como pueblos originarios, que avala la violencia y el maltrato contra la mujer.
Que se aplique e implemente políticas de Estado para la erradicación de la violencia en todos sus niveles, y que promuevan de manera irrestricta la defensa de los derechos de las mujeres contra toda forma y clase de violencia psicológica, física y sexual; y discriminación y exclusión de las mujeres andinas y amazónicas.
Demandamos la Ley de la alternancia y su aplicación con la finalidad que se garantice la participación política de las mujeres, basada en las elecciones internas de las comunidades, respetando la igualdad de oportunidades entre varones y mujeres en la participación a todo nivel.
Demandamos la derogatoria de las leyes que criminalizan la protesta y exigimos que se eliminen los juicios de nuestros dirigentes injustamente procesados.
¡Basta de las concesiones y venta de tierras y territorios sin consultar a las comunidades andinas y amazónicas!
¡Basta del saqueo de nuestros recursos naturales, el agua, gas, petróleo y minerales!
¡La Ley que pretende privatizar el agua, no pasará!
¡Basta de producir agrocombustibles como la canola!
¡No a la contaminación de los ríos y los lagos!
¡Por la defensa de la vida y la biodiversidad!
¡Por el Derecho a la Consulta Previa e Informada!
¡Por la participación política de las mujeres indígenas en todos los niveles!
Satipo, 13 de marzo de 2009.
CUMBRE MACRO REGIONAL DE LOS PUEBLOS DEL CENTRO
JUAN SANTOS ATAHUALPA
Pichanaki, Junín, 14 y 15 de marzo de 2009
**********
Doc. 2:
DECLARACIÓN DE PICHANAKI
Nosotras las organizaciones de las Nacionalidades Andinas y Amazónicas, reunidas en Pichanaki los días 14 y 15 de marzo, en la Cumbre Macro Regional de los Pueblos "Juan Santos Atahualpa", hacemos de conocimiento nuestros Acuerdos:
CONSIDERANDO:
Que el Gobierno de Alan García y sus Ministros vienen decretando reglamentos y legislando y reglamentando la privatización del agua, las tierras, territorios, bosques hidrocarburos, puertos y recursos naturales, así como los servicios educativos y de salud pública, a espaldas del pueblo peruano.
Que el congreso de la República viene abdicando de sus funciones fiscalizadoras y legales, al permitir un inconstitucional y entreguista Tratado de Libre Comercio con Estados Unidos, con Chile y con la Unión Europea; aprobando la Ley de Aguas privatizadora al servicio de monopolios y operadores privados, permitiendo la vigencia de Decretos Legislativos como los 1064, 1080, 1089, 1090 y otros que favorecen a las empresas transnacionales petroleras, gasíferas, mineras, hídricas y de transgénicos.
Cansados y agotados de todo tipo de diálogos con el gobierno de turno y sus representantes, que solo han servido para distraer, desmovilizar y engañar a la opinión pública, a los Pueblos y Nacionalidades, nos vemos obligados a una acción organizada, pacifica, democrática y constitucional en defensa de los derechos de los peruanos.
Que los pueblos y nacionalidades andinos y amazónicos de la Macro Región Centro del Perú profundo, vemos violados nuestros derechos consuetudinarios, derechos humanos y derechos colectivos, a las tierras, recursos hídricos, forestales y ambiente por el gobierno del "Perro del Hortelano", que solo está al servicio de los ricos y transnacionales.
ACORDAMOS:
PRIMERO: Exigimos la salida de Alan García Pérez del gobierno peruano por ser socio de las transnacionales.
SEGUNDO: Convocamos a la lucha por una nueva Asamblea Constituyente, que elabore una nueva Carta Magna de estados plurinacionales.
- Acordamos una Plataforma Unitaria de los Pueblos Andinos y Amazónicos:
- Hacer respetar los derechos de las comunidades nativas y comunidades campesinas, amparados por las Naciones Unidas, la Organización Nacional del Trabajo y la Constitución Política del Perú.
- Ratificamos nuestros derechos al territorio, tierras, aguas, bosques biodiversidad y recursos naturales.
- Exigimos el retiro inmediato de las transnacionales PETROLÍFERA de Oxapampa, PLUSPETROL en CHANCHAMAYO y SATIPO, REPSOL en RIO TAMBO de la Selva Central.
- Rechazamos la pretendida construcción de la central hidroeléctrica de Paquitzapango en el río Ene, que busca beneficiar al monopolio brasilero.
- Nos adherimos y respaldamos de forma plena a los derechos y demandas de la AGENDA NACIONAL DE LA MUJER INDIGENA ANDINA Y AMAZONICA.
TERCERO: Constituimos la Coordinadora de Pueblos y Nacionalidades Indígenas Andinos y Amazónicos, teniendo como base la Cumbre Macro Regional Centro Andino-Amazónica, que integra a las siguientes organizaciones: Federación Departamental de Comunidades Campesinas y Nativas de Pasco, Frentes de Defensa, Pichanaki, Pangoa Villa Rica, San Ramón, Satipo, Mazamari Chanchamayo Federaciones Agrarias y Comunidades Campesinas, etc.
CUARTO: Decretamos el inicio de la "Huelga Amazónica Andina" (levantamiento y desobediencia civil) a partir del 13 de abril del 2009, en los pueblos de nuestra jurisdicción.
QUINTO: Establecemos una coordinación permanente con las organizaciones y gremios de los diversos sectores como los trabajadores de educación, salud, transportes, comerciantes, empresarios y otros.
Pichanaki, 15 de marzo del 2009.
Cumbre de los Pueblos Juan Santos Atahualpa
[Enviado por la Coordinadora Andina de Organizaciones Indígenas - CAOI y Guillermo Ñaco Rosas, Presidente de la Comisión de Enlace e Incidencia entre Pueblos Indígenas y el Estado Peruano. Y miembro de la Cátedra Indígena de la Universidad Intercultural de América Latina y el Caribe
guille_ashaninka@hotmail.com
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sábado, 20 de setembro de 2008
Perú/Ollanta y Huamán en la Cumbre Amazónica
19 septiembre 2008/Diário La Primera http://www.diariolaprimeraperu.com
En la ciudad de Yurimaguas, región Loreto, se inaugurará mañana la tercera Cumbre Amazónica, instancia de debate y diálogo de los pueblos y organizaciones sociales de la selva, los que en similares citas anteriores solicitaron al gobierno el diseño de políticas de desarrollo sostenible y rechazaron los decretos legislativos 1015 y 1073, lesivos a los intereses de los nativos e indígenas de la selva.
Esta nueva versión de la Cumbre Amazónica tiene singular importancia, pues decidirá, entre otras cosas, si las organizaciones sociales apoyarán o no las protestas del 7 de octubre convocadas por la Coordinadora Política Social.
En la cita participará el domingo el líder opositor Ollanta Humala, quien expondrá sobre los mecanismos del desarrollo sostenible para la Amazonía. También ha sido invitado el secretario general de la Confederación General de Trabajadores del Perú (CGTP), Mario Huamán, quien señaló a LA PRIMERA que apoya la lucha de los nativos.
Adilia Tapulli, presidenta del Frente de Defensa de Alto Amazonas-Yurimaguas (Fredesaa), dijo que 3 mil delegados han asegurado su presencia en la cita, al igual que representantes de comunidades nativas de Bolivia, Brasil y Ecuador en calidad de invitados.
“Será la oportunidad para organizarnos y juntos luchar por la derogatoria de las 22 leyes que afectan a la Amazonía, como la 1064, que pretende ofertar la selva a las transnacionales, concesionar nuestras propiedades por 50 y 100 años y cambiar el uso de tierras forestales a fines agrícolas, entre otros alcances; lo cual no permitiremos porque se trata de nuestra vida y la de nuestros hijos”, precisó.
Biodiversidad y agua
Semira Pérez, presidenta del Frente Cívico de Desarrollo y Defensa de la provincia de San Martín (Frecides), indicó que “el presidente García quiere convertir nuestro paraíso (Amazonía) en un infierno. Parece que ha olvidado que poseemos el 80 por ciento de la biodiversidad y el 20 por ciento del agua dulce que hay en el planeta; qué quiere que sigamos los pasos de los países del África”.
Semira dijo, asimismo, que la voracidad de las grandes empresas transnacionales no respeta ni zonas reservadas como Pacaya-Samiria de donde extraen madera. “Están asediando diferentes zonas como la provincia El Dorado en San Martín”, aseguró.
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terça-feira, 16 de setembro de 2008
Fuerzas Armadas de Bolivia detuvieron al prefecto de Pando
Fernández, que no mostró resistencia al arresto, fue detenido a las 10.45 hora local, cuando se encontraba en su despacho prefectural.
16 septiembre 2008/TeleSUR http://www.telesurtv.net
Las Fuerzas Armadas de Bolivia detuvieron este martes al prefecto de Pando (noroeste), Leopoldo Fernández, acusado de ser el cabecilla de una conspiración que derivó en la masacre de campesinos en la localidad pandina de Porvenir.
Fernández, que no mostró resistencia al arresto, fue detenido a las 10.45 hora local, cuando se encontraba en su despacho prefectural.
Luego fue embarcado en una aeronave que decoló presumiblemente con rumbo a La Paz, aunque esta información no fue confirmada por fuente oficial alguna.
"La detención se realizó en cumplimiento a las normas constitucionales y legales que rigen en el país", indicó en rueda de prensa el presidente boliviano, Evo Morales.
En ese mismo marco, el ministro de Defensa, Walker San Miguel, aclaró que la captura de Fernández responde al estado de sitio que el gobierno decretó en Pando para garantizar la paz y seguridad en ese departamento.
Recordó que en los artículos 111 y 112 de la Carta Magna está consagrado el derecho que tiene un jefe de Estado a dictar estado de sitio cuando la paz de un territorio esté expuesta a peligro de guerra interna.
"Hemos asumido esta medida para proteger la vida de la gente, la vida amenazada por los sicarios en Cobija y en Pando. Es por ese motivo que se ha emitido un estado de sitio regionalizado y los resultados en cuatro días de la medida son altamente positivos", aseguró San Miguel.
Además, ratificó que la aplicación del estado de sitio en Pando se realizó para preservar la vida y detener la escalada de violencia criminal que imperó en la región, a diferencia de otras gestiones donde se decretó esa medida constitucional para defender los intereses de las transnacionales.
La Fiscalía boliviana también inició el lunes un proceso judicial por genocidio en contra de Fernández.
Ya el lunes, once ciudadanos procedente de Cobija llegaron a La Paz confinados por vulnerar el estado de sitio vigente en Pando, los mismos que también serán investigados por la masacre de campesinos en las poblaciones pandinas de Porvenir, Filadelfia, Puerto Rico y Puente Cachuelitas.
Según el artículo 111 de la Constitución Política del Estado, en casos de grave peligro por causa de conmoción interna o guerra internacional, el Jefe del Poder Ejecutivo podrá, con dictamen afirmativo del Consejo de Ministros, declarar el estado de sitio en la extensión del territorio que fuera necesario y tendrá la duración de 90 días.
Prefectura bajo control militar
Tras la detención de Fernández, la Prefectura de Pando se encuentra bajo el control militar, informó San Miguel.
Cerca de las 10.30 hora local un fuerte contingente de efectivos de la Policía Militar irrumpieron esas instalaciones donde se encontraba Fernández acompañado del senador por el ahora desaparecido Poder Democrático Social (Podemos), Pablo Bravo.
El ministro de Defensa manifestó que después de la determinación del estado de sitio se ha normalizado el flujo en el aeropuerto, que estaba tomado por instrucciones de la presidenta del Comité Cívico, Ana Melena.
"Quiero desvirtuar esas versiones de que se acabó la democracia (como lo dijo la cívica Ana Melena de Suzuki), no estamos para que una señora nos mienta, dado que lo que hemos hecho está en el marco constitucional", aseguró San Miguel.
Video revela la masacre
Entre tanto, este martes fue difundido un video que revela cómo paramilitares y sicarios al servicio del prefecto Fernández, según todos los testimonios recogidos de las víctimas, consumaron la matanza de campesinos indefensos en el río Tahuamanu.
Las imágenes muestran cómo los campesinos se arrojaron al río para intentar salvar sus vidas y nadando intentan cruzar el afluente, pero los hombres armados disparan.
"Ahí están más indios", se escucha en al menos dos oportunidades, por parte de personas ubicada en la orilla del Tahuamanu.
http://www.telesurtv.net/noticias/secciones/nota/32832-NN/fuerzas-armadas-de-bolivia-detuvieron-al-prefecto-de-pando/
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terça-feira, 26 de agosto de 2008
MARINKOVIC Y COSTAS PROMUEVEN DIVISIÓN EN BOLIVIA CON OPOSICIÓN FASCISTA A EVO
Agencia Boliviana de Información/http://www.abi.bo
La Paz, 24 agosto 2008 (ABI) - El prefecto de Santa Cruz, Rubén Costas, y el presidente del Comité Cívico, Branco Marinkovic, aparecen en varias publicaciones periodísticas como dos potentados empresarios defensores de la burguesía cruceña, vinculados al nefasto ex presidente Gonzalo Sánchez de Lozada y líderes de una oposición fascista al Gobierno del indígena Evo Morales. Para ello aplican la política violenta y separatista en Bolivia que tiene sus orígenes en Croacia.
En la masacre de octubre de 2003 el ex presidente Gonzalo Sánchez de Lozada dimitió a la presión político-social y huyó a Estados Unidos, a su paso por la capital cruceña, Costas y Marinkovic, además de otras personalidades, le pidieron al ex Jefe de Estado gobernar Bolivia desde Santa Cruz, señala un artículo del periodista Edgar Ramos.
La publicación asegura que ambos líderes cruceños hicieron esa petición a Sánchez de Lozada, siendo que poco o nada les importó los muertos en La Paz que pasaron los 60 y más de 200 heridos, el fondo del asunto era mantener la política económica que favorecía únicamente a los "agroempresarios o potentados cívicos" cruceños.
Ambos lideran una oposición radical al actual Gobierno de Morales Ayma que recibió el 10 de agosto pasado cerca al 70 por ciento de aprobación de los bolivianos. Para ello han conformado grupos de jóvenes violentos instruidos para sembrar miedo en la ciudadanía y sobre todo actuar sañudamente contra los indígenas y campesinos.
BALCANIZACIÓN
En Bolivia, el croata Branco Marinkovic enfrenta procesos judiciales impulsados por el viceministro Alejandro Almaraz y la respuesta de los acaparadores de tierras junto al prefecto de Santa Cruz, el masón Rubén Costas, empujan la escalada separatista y golpista en el país desde cinco ciudades con el objetivo de imponer un estatuto autonómico de corte abruptamente federalista, con el fin, entre otros, de impedir el proceso de saneamiento de tierras que, acaparadas, no cumplen una real función económica y social, señalan varias publicaciones en el Internet.
Marinkovic, una vez elegido como presidente cívico, organización que actúa como brazo político y articulador de la denominada Nación Camba, fijó como uno de sus objetivos balcanizar Bolivia con el propósito de preservar los intereses latifundistas de la oligarquía cruceña.
Dicho comité se sustenta en la Cámara Agropecuaria del Oriente (CAO), Cámara de Industria, Comercio, Servicios y Turismo de Santa Cruz (Cainco), la Federación de Empresarios y la de Ganaderos de Santa Cruz (Fegasacruz) y otras organizaciones como la Unión Juvenil Cruceñista, algo así como el "grupo de choque", según las diversas publicaciones.
El investigador Freddy Tarcaya Gallardo en uno de sus trabajos señala que los padres de Branco son Silvio Marinkovic y Radmila Jovicevic, quienes llegaron a Bolivia -según el propio Marinkovic hijo - "escapando hace 50 años del comunismo".
Branco nació en Santa Cruz (Bolivia), posee también la nacionalidad croata, pues la constitución de su madre patria Croacia, reconoce a los ciudadanos de origen croata nacidos en otros países ese derecho, agregó el investigador.
Remarca que los Marinkovic llegaron a Bolivia "desposeídos", sin fortuna. Sin embargo, los lazos políticos de la derecha internacional tendieron a muchos fugitivos Nazis, posibilidades económicas, pues los gobiernos "derechistas" de Bolivia se prestaron a ese favor político, sobre todo los de corte dictatorial y fascista, los cuales beneficiaron y dotaron créditos a fondo perdido, tierras y privilegios sociales, para de ese modo encumbrarles en la escena política y empresarial.
Además afirma que el padre de Branco, a su llegada a territorio boliviano, se vinculo rápidamente con los grupos de poder bolivianos cobijados en Santa Cruz, levantó su emporio empresarial y de manera inexplicable en menos de una generación se hizo terrateniente, empresario y banquero, es decir, se convirtió en un verdadero magnate.
El artículo de Tarcaya destaca que los bloques derechistas de Croacia (raíces de Branco Marinkovic) se pusieron a merced del régimen de Adolfo Hitler, a través de la Ustacha el brazo político de la derecha gobernó a los croatas bajo la tutela y amparo Nazi.
Durante la segunda guerra mundial, tras la invasión Nazi del Reino de Yugoslavia, se instauró el Estado Independiente de Croacia, que no era más que un gobierno títere del III Reich. Esta corta vigencia del ensueño fascista, se llevó la vida de medio millón de servios, judíos y gitanos, asesinados sobre todo por su condición racial, expresó Tarcaya.
Al respecto, el articulista Camilo Rojo manifiesta que los Marinkovic nunca dejaron de lado sus raíces croatas. El mismo que habría sido admitido por Branco en sus declaraciones a un medio escrito diciendo lo siguiente: "Cuando yo era chico iba a Yugoslavia y allí veía los radicalismos del comunismo".
COSTAS
De acuerdo al periodista Miguel Lora Fuentes, Rubén Costas fue parte de las expresiones moderadas de la "izquierda" en el Movimiento Bolivia Libre (MBL), que co-gobernó Gonzalo Sánchez de Lozada en la gestión en que se entregaron a las transnacionales los recursos naturales las empresas estratégicas del país como YPFB, Ende, Enfe, Entel y LAB.
El ahora Prefecto de Santa Cruz, y ex presidente del Comité Cívico entre los años 2002 a 2004, con un capital declarado a la Contraloría de cerca a 15 millones de bolivianos, aunque no es representante directo de los sectores burgueses, lidera a la clase media próspera como un mediano empresario vinculado al comercio, asegura Lora.
Los investigadores Claudia Peña y Nelson Jordán, citados por el periodista Edgar Ramos, concluyen sobre los pronunciamientos de "la institucionalidad cruceña", en su libro "Ser cruceño en octubre", que dichos documentos son una defensa de la burguesía de Santa Cruz".
Por otro lado, en el sitio web denominado ADEJI-Bolivia, en un artículo del 28 de abril de 2007, el periodista Boris Orešic titula a su trabajo "Un croata en guerra con los indios", al referirse a Marinkovic.
Asimismo, manifiesta que varios medios de comunicación croatas concentraron en diciembre (2007) su atención en el cívico cruceño, cuyo tema desató un intenso debate entre los cibernautas de la ex república yugoslava.
Los periodistas de esta ex república coinciden a la hora de identificar a Branco Marinkovic como el principal líder opositor al Gobierno de Evo Morales.
Sobre nueve trabajos consultados, dice el artículo, sólo uno, y en una sola oración, menciona a Rubén Costas y ninguno a algún otro prefecto o dirigente cívico de la llamada "media luna".
MARINKOVIC - MAGNATE
El artículo además indica que Marinkovic también llamó la atención de los medios croatas por su fortuna. Algunas cifras y títulos lo perfilan como un magnate de talla internacional.
Sandra Veljkovic (periodista croata) cita, por ejemplo, que en el año 2003, los ingresos de Marinkovic llegaron a 300 millones de dólares.
Añade que la familia Marinkovic posee 10 mil hectáreas para cada uno de sus cultivos (arroz, soya, girasol y maíz) al margen de contar con 15 mil cabezas de ganado.
Krešimir Raguž (otro periodista croata) asegura que sólo la fábrica de aceite IOL de Branco mueve anualmente 100 millones de dólares.
Según el artículo de Camilo Rojo, mientras Marinkovic consume su tiempo en contar los dividendos de sus empresas y en organizar, coordinar y ejecutar un plan que busca instaurar de facto una autonomía separatista, a partir del 5 de mayo, para mantener los privilegios económicos de las clases dominantes, mientras cada día, afuera del cuarto anillo de la ciudad, el grueso de la población camba pasa hambre.
Rojas añade que el cívico cruceño es patrón de al menos 400 trabajadores que se desempeñan en sus dos principales actividades económicas, su empresa familiar, Industrias Oleaginosas (IOL), una de las más grandes factorías de Santa Cruz, que envasa el aceite comestible Rico, produce soya y la industrializa en diversas formas: torta y aceite, fundamentalmente, y además es uno de los principales accionistas del Banco Económico.
Dicha industria de Marinkovic, solamente el año 2003 habría facturado 92 millones de dólares.
PROCESO JUDICIAL
Marinkovic actualmente tiene un proceso judicial con el Estado boliviano que lo demandó por la apropiación irregular por parte de la familia del "cívico" de más de 26 mil hectáreas en territorio guarayo.
Según información pública del Viceministro de Tierras, el presidente del Comité Cívico cruceño se habría apropiado ilegal y fraudulentamente de 26.951 hectáreas que corresponden a las Tierras Comunitarias de Origen de Guarayos, por medio de la falsificación de planos y alteración de documentos oficiales.
Por estos delitos, el Ministerio Público demandó a Marinkovic con un juicio por falsedad ideológica y uso de instrumento falsificado.
PERFIL POLÍTICO
Nombre: Branco Marinkovic nació el 21 de agosto de 1967 en Santa Cruz de la Sierra.
Familia: Hijo del desaparecido empresario Silvio Marinkovic Suarcic y Radmila Jovicevic. Estudió en el Santa Cruz School. Casado con Nicole Dauelsberg.
Profesión: Se recibió en Ingeniería Electromecánica, Economía y Finanzas en la Universidad de Texas (EEUU).
Empresario: Gerente general de Industrias Oleaginosas S.A. (IOL), empresa que es fuente de empleo para unos 460 trabajadores, dedicada al procesamiento de 1.600 toneladas diarias de soya y cuyas facturaciones alcanzaron en 2003 a $us92 millones. Es accionista y director del Banco Económico. Tiene inversiones en ganadería.
Gremio: Fue director de entidades como la Cámara de Exportadores de Santa Cruz (Cadex), Instituto Boliviano de Comercio Exterior (IBCE) y la Cámara de Industrias, Comercio, Servicios y Turismo de Santa Cruz (Cainco).
Trayectoria: Es gerente de Industrias Oleaginosas desde el 2000 y presidente de la Federación de Empresarios Privados desde el 2004 y vicepresidente del Banco Económico, actualmente preside el Comité Cívico cruceño.
Objetivos políticos: Conseguir la aprobación del ilegal estatuto autonómico y, a partir del 5 de mayo, comenzar a implementar la autonomía departamental al margen de la Constitución Política del Estado y conducir a Santa Cruz a un proceso separatista.
http://www.abi.bo/index.php?i=noticias_texto_paleta&j=20080824163306&l=200802120044_Branco_Marinkovic_y_los_prefectos_Ernesto_Su%E1rez_(centro)_y_Rub%E9n_Costas_(archivo)._
quinta-feira, 31 de julho de 2008
YPFB recibe equipo para la perforación petrolera y abre nueva era en Bolivia
Patacamaya (La Paz), 31 julio 2008 (ABI) - Luego de un recorrido de más de 500 kilómetros desde el puerto de Arica (Chile), llegó este miércoles a Bolivia el primer equipo de perforación petrolera adquirido por la estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), valuado en más de 25 millones de dólares, transportado en una caravana de 90 camiones trailers.
El taladro y la torre de exploración petrolera, que hacen un peso de 1.500 toneladas, proveniente de Petróleos de Venezuela SA (PDVSA), llegó al municipio de Patacamaya, ubicado a 109 kilómetros de la ciudad de La Paz, y dio inicio a una activa participación de YPFB en tareas de exploración y explotación vetada por los gobiernos que fomentaron el libre mercado.
El recibimiento oficial, efectuado al mediodía de hoy, estuvo a cargo del presidente de la República, Evo Morales Ayma, en donde también participaron el presidente a.i de YPFB, Santos Ramírez; el embajador de Venezuela, Julio Montes; el vicepresidente de PDVSA, Eulogio Del Pino; y el Alto Mando Militar, entre otras autoridades.
La ceremonia se realizó en la localidad de Patacamaya, provincia Aroma de La Paz, donde nació Julián Apaza, conocido como Túpac Katari, a quien se le atribuye haber dicho la frase "a mi sólo me mataréis, pero mañana volveré y seré millones", cuando fue ejecutado en 1781 por orden de la corona española.
El Mandatario boliviano agradeció el apoyo del presidente Hugo Chávez en el tema energético al país y recordó que antes del proceso capitalización, Bolivia contaba con 16 equipos de perforación de los cuales no queda en la actualidad ninguno.
Gonzalo Sánchez de Lozada promovió, durante su primer gobierno, 1993-1997, un amplio y polémico programa de reformas en el que se destaca el proceso que se denominó de capitalización de empresas públicas, que privatizó el 50 por ciento de la empresa de ferrocarriles (ENFE), de petróleo (YPFB), de telecomunicaciones (ENTEL), de electricidad (ENDE) y la línea aérea bandera (LAB).
Una década después de la capitalización, tras conocerse que el proceso se diseñó para favorecer a las trasnacionales que operan en el país, el Gobierno de Morales decidió nacionalizar a la estatal petrolera y a la de telecomunicaciones.
Con la nacionalización, vigente desde el 1 de mayo de 2006, Yacimientos asumió toda la responsabilidad en el control desde la explotación, la producción y la comercialización de los hidrocarburos.
"Le preguntaba al Vicepresidente de PDVSA cuántos equipos de perforación tienen y me dice 160 equipos, y Bolivia cero y recién uno ya empieza a llegar para Bolivia gracias a esa solidaridad y cooperación de Venezuela", señaló Morales durante su discurso ante cientos de pobladores de Patacamaya concentrados entre el equipo pesado.
La maquinaria, que llegó al puerto de Arica el 21 de julio trasportado por el buque Combi Dock I de fabricación alemana, tiene una capacidad de perforación de 5.000 a 7.000 metros de profundidad.
El presidente Morales espera que hasta el 2009 la estatal YPFB cuente con cinco equipos de perforación petrolera, que según el presidente de YPFB, Santos Ramírez, el costo de cada uno estas maquinarias varía entre 12 y 35 millones de dólares de acuerdo a su capacidad de rendimiento.
"Lo importante es que hay un equipo que podemos disponer todo el tiempo, no necesitamos contratar este servicio", sostuvo Ramírez.
EMPRESA - PERFORADORAS
Explicó que se conformará una empresa de servicios de YPFB que estará a cargo del manejo exclusivo del equipo de perforación petrolera en todo el territorio nacional.
También indicó que se tiene previsto la adquisición de tres equipos adicionales al recibido hoy por el Jefe de Estado, con capacidades de 3.000 HP, 1.000 HP y 550 HP.
De acuerdo al presidente de la estatal petrolera, el de 3.000 HP será para la perforación de pozos profundos por encima de los 5.000 metros, el de 1.000 HP entre 4.000 y 4.500 metros de profundidad, y el de 550 HP para trabajos menores.
"He presupuestado para tener otros tres equipos hasta inicios de 2009 y con ello estaremos en condiciones al año ingresando entre 15, 20 y 30 pozos por gestión", apuntó Ramírez.
El primer taladro, que ya se encuentra en el país, será transportado e instalado en primera instancia en los campos petroleros Víbora 34 y Víbora 35, ubicado en el tramo carretero Santa Cruz - Cochabamba.
En este lugar se perforarán dos pozos que demandará una inversión de 80 y 90 millones de dólares.
PDVSA
De su parte, el vicepresidente de PDVSA, Eulogio Del Pino, ratificó su compromiso de que la estatal petrolera de Venezuela acompañará a la industria hidrocarburífera de Bolivia.
"Nosotros no venimos aquí (Bolivia) a hacer negocios, venimos a ayudarlos (…) queremos erradicar a esas empresas transnacionales que venían buscando la explotación de los recursos porque nosotros en nuestro pueblo igual sufrimos de eso", expresó el ejecutivo de PDVSA.
De acuerdo a Del Pino, el taladro adquirido por Bolivia es completamente nuevo y con una capacidad de perforación en las diversas profundidades de los yacimientos petrolíferos existentes en el país.
"Estamos plenamente convencidos de que Bolivia es una potencia energética mundial de que en la región (Suramericana) es fundamental, es una piedra junto con Venezuela y Ecuador que van a ser suplidores de energía para nuestros pueblos", remarcó Del Pino.
http://www.abi.bo/index.php?i=noticias_texto_paleta&j=20080731121823&l=200807300019_El_presidente_Evo_Morales_en_el_acto_de_recepci%F3n_de_los_equipos_de_perforaci%F3n_(ABI).


