Por haber causado daños medioambientales y humanos durante décadas, Chevron fue condenada por el Tribunal de Sucumbíos en Ecuador a pagar más de 9,5 billones de dólares a las víctimas de la Asociación de Afectados por Texaco-Chevron. Pero Chevron no sólo logró escaparse de la justicia. Por si fuera poco, también puso en marcha un juicio contra el estado ecuatoriano con la ayuda de un tribunal de arbitraje dependiente del Banco Mundial. Fue así como en julio de 2016 Chevron obtuvo una indemnización de 112 millones de dólares a cuenta de Ecuador. Histórico luchador en el juicio de los pueblos amazónicos contra Chevron, el abogado Pablo Fajardo nos alerta sobre la inexistencia de herramientas capaces de someter las empresas transnacionales a la justicia. También apoya la idea de un “tratado vinculante”, una iniciativa de un grupo de trabajo de Naciones Unidas para detener la impunidad. “El corazón de nuestro caso no tiene que ver con reparaciones económicas. Es el daño ambiental, son los pueblos indígenas”.
Noticias, artigos e análises sobre economia, politica e cultura dos países membros do Mercosul, CPLP e BRICS | Noticiero, articulos e analisis sobre economia, politica e cultura de los paises miembros del Mercosur, CPLP y BRICS
quinta-feira, 10 de novembro de 2016
LA LUCHA DE ECUADOR CONTRA LA IMPUNIDAD DE CHEVRON
Por haber causado daños medioambientales y humanos durante décadas, Chevron fue condenada por el Tribunal de Sucumbíos en Ecuador a pagar más de 9,5 billones de dólares a las víctimas de la Asociación de Afectados por Texaco-Chevron. Pero Chevron no sólo logró escaparse de la justicia. Por si fuera poco, también puso en marcha un juicio contra el estado ecuatoriano con la ayuda de un tribunal de arbitraje dependiente del Banco Mundial. Fue así como en julio de 2016 Chevron obtuvo una indemnización de 112 millones de dólares a cuenta de Ecuador. Histórico luchador en el juicio de los pueblos amazónicos contra Chevron, el abogado Pablo Fajardo nos alerta sobre la inexistencia de herramientas capaces de someter las empresas transnacionales a la justicia. También apoya la idea de un “tratado vinculante”, una iniciativa de un grupo de trabajo de Naciones Unidas para detener la impunidad. “El corazón de nuestro caso no tiene que ver con reparaciones económicas. Es el daño ambiental, son los pueblos indígenas”.
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
Brasil/PETROBRAS E A GEOPOLÍTICA DO GOLPE
Tal como afirmou Edward Snowden, o Brasil foi um dos países mais espionados do mundo, um dos alvos preferenciais da Agência Nacional de Segurança (NSA, por sua sigla em inglês). Dentro dos âmbitos de interesse prioritários norte-americanos figuravam tanto as atividades pessoais da própria presidenta Dilma como os movimentos realizados pela empresa Petrobras. Nada disso era aleatório: Dilma havia formado parte do Conselho da Petrobras e, tanto em sua função anterior como ministra de Minas e Energia como quando ocupou o cargo de chefa da Casa Civil, foi figura central na reorganização da empresa e na implementação de determinados investimentos públicos, que possibilitaram e desenvolveram, a partir de 2006, os descobrimentos do petróleo em águas profundas, os chamados campos do Pré-Sal. Este foi um dos momentos decisivos para a geopolítica continental das últimas décadas: se trata da mais importante área de petróleo em águas profundas descobertas no Século XXI, o que posiciona o Brasil como
quarta-feira, 16 de março de 2016
Brasil/O QUE ESTÁ POR TRÁS DO GOLPE ARTICULADO PELA GLOBO
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
Brasil/Resultado da Petrobrás é superior ao da BP, Chevron e Exxon
Mesmo em um cenário de instabilidade, a estatal
brasileira conseguiu elevar sua produção de petróleo e gás natural em 9%.
Apesar do lucro líquido da Petrobrás neste semestre ter sido 43% inferior ao do mesmo período de 2014, se comparado com outras grandes empresas petrolíferas, ainda assim, a estatal brasileira ficou à frente da britânica BP, cujo lucro despencou em 144%, e das norte-americanas Chevron e Exxon Mobil, que
sábado, 8 de agosto de 2015
Organizaciones sociales y campesinas de Ecuador anuncian marcha de apoyo al gobierno el 12 de agosto en Quito
quarta-feira, 24 de junho de 2015
VUELTA DEL AÑO MAPUCHE. DE PIE Y EN LUCHA, CELEBRANDO LA VIDA
quinta-feira, 14 de maio de 2015
Ecuador/Brad Pitt es invitado por Correa a conocer los desmanes de Chevron (+ Video)
terça-feira, 31 de março de 2015
En Belarús se destaca la lucha de Ecuador en el caso Chevron/Belarúspimi Ecuador Chevronwan chinpapurakushkata riksin
sexta-feira, 6 de março de 2015
Brasil/JORNALISTA AMERICANO ALERTA QUE GOVERNO DOS EUA ESTÃO AGINDO PARA DERRUBAR DILMA
domingo, 25 de janeiro de 2015
LA MULTINACIONAL CHEVRON GANA EL PREMIO A LA “VERGÜENZA SUPERLATIVA”
En el marco del Foro Económico Mundial de Davos
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Ecuador promueve creación de un Tratado Internacional sobre respeto a los derechos humanos
La representante María Fernanda Espinosa explicó los antecedentes, las motivaciones y el proceso para adoptar la citada Resolución, que fue presentada por Ecuador y Sudáfrica.
sábado, 20 de setembro de 2014
Abya Yala, Patria Grande/FORO DE PARTICIPACIÓN CIUDADANA DE UNASUR -- Declaraciones
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Ecuador/'Chevron cometió el mayor crimen ambiental de la historia'
Así ha denunciado este viernes el presidente de la Comisión de Biodiversidad de la Asamblea Nacional de Ecuador, Carlos Viteri, en sus declaraciones a la agencia cubana Prensa Latina.
Viteri ha subrayado que Chevron tiene que aparecer y responder ante la justicia, así como cumplir la sentencia impuesta para reparar todo el daño que causó al medio ambiente y a la vida humana.
Alrededor de 30 mil afectados son personas humildes de naciones y pueblos ancestrales que
terça-feira, 25 de março de 2014
CHEVRON CONTAMINA PERO NO PAGA EN ECUADOR
Como muchos otros pueblos de las provincias de Sucumbíos y
Orellana, este no-lugar fue construido por gente venida de lejos, atraída por
la explotación petrolera inaugurada por la empresa estadounidense Texaco en
1962. Sushufindi, Tarapoa, Yuca o Socha: son todas localidades que no son más
que caseríos. Otras han crecido como Coca o Lago Agrio, que tienen casi 30 mil
habitantes.quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Abya Yala, Patria Grande/Crean Comité de Solidaridad con Ecuador contra Chevron
Así lo indicó el miércoles, el presidente de Parlatino venezolano, diputado Rodrigo Cabezas, en Caracas, la capital venezolana, donde el Comité suscribió una Declaración de Solidaridad del Pueblo Bolivariano en la que se convoca a los gobiernos progresistas y organismos de integración regional a defender la Amazonia ecuatoriana.
“Al presidente (de Ecuador) Rafael Correa y a todo el pueblo de Ecuador vaya todo nuestro internacionalismo solidario para decirle que no están solos”, apostilló Cabezas.
Según el presidente del Parlatino venezolano, la petrolera, que ha explotado por más de tres décadas las riquezas de hidrocarburos del país andino, ha provocado grave deterioro ambiental y ecológico en un recinto de dos millones de hectáreas.
Asimismo, el presidente de esta entidad venezolana denunció que la empresa
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Brasil/ESCÂNDALO CHEVRON: MENTIRAS, MULTAS IRRISÓRIAS, POLITIZAÇÃO E PRÉ-SAL
22 novembro 2011/Carta Maior http://www.cartamaior.com.br
Petroleira norte-americana responsável por desastre ambiental escondeu das autoridades informação sobre fim de vazamento e tentou iludi-las com vídeo editado. Multas iniciais e pedido de indenização chegam no máximo a R$ 250 mi, quase nada para quem fatura US$ 200 bi. Para PSDB, governo demorou a agir. Partido não se indignou com 'mentiras', como fez com ministro, nem pediu CPI da Chevron, suspeita de buscar pré-sal alheio, como fez com Petrobras.
André Barrocal e Najla Passos
Brasília - “É política do grupo preservar a segurança, a saúde das pessoas e o meio ambiente, bem como conduzir operações confiáveis e eficientes.” O grupo em questão, acredite, é o norte-americano Chevron, protagonista de um dos maiores desastres ambientais da história brasileira. Graças a operações nada confiáveis e eficientes com petróleo no Rio, a empresa é hoje alvo da Polícia Federal (PF) e da cobrança de indenização e de multas milionárias.
Recheado – segundo autoridades - de omissão de informações e inverdades, e com cheiro de atentado à soberania nacional diante de uma possível tentativa de explorar petróleo pré-sal alheio, o caso Chevron é revelador. Permite ver com nitidez como a legislação brasileira pode ser generosa com empresas privadas. E como a luta política entre governo e oposição às vezes ajuda a perder a noção de que algo verdadeiramente escandaloso está acontecendo.
No dia 8 de novembro, teve início um vazamento de petróleo de poço explorado pela multinacional a 1,2 mil metros de profundidade na Bacia de Campos, no litoral do Rio. No dia 12, a Chevron apresentou à Agência Nacional do Petróleo (ANP) um plano para “matar” o poço e acabar com o vazamento, aprovado no dia seguinte e implementado a partir do dia 16 – pelo menos, era isso que a Chevron dizia à ANP.
O plano, porém, dependia de um equipamento que só chegou dos Estados Unidos nesta segunda-feira (21), e isso a Chevron não contara antes.
Imagens submarinas que a empresa fornecera às autoridades para mostrar o fechamento do poço estariam incompletas e teriam sido editadas para iludir as mesmas autoridades. “Houve falsidade de informações”, disse o chefe da ANP, Haroldo Lima. “Isso é inaceitável”, afirmou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
Os dois mais o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, foram chamados pela presidenta Dilma Rousseff para uma reunião nesta segunda em que ela queria passar a história a limpo. Até então, Dilma tinha apenas divulgado uma nota, dia 11, na qual dizia que o governo estava acompanhando o caso e que haveria uma apuração rigorosa das responsabilidades.
Na reunião, Dilma ficou incomodada com a enrolação da Chevron e mandou a equipe levantar todos os contratos que a empresa tem com o governo, para verificar se é o caso de preservá-los.
Depois da conversa, a ANP informou que vai fazer pelo menos duas autuações contra a petroleira – uma pelas omissões, outra pela falta de equipamentos. Mais cedo, no Rio de Janeiro, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) também anunciara a aplicação de uma multa.
Pela lei atual, cada uma das multas pode chegar no máximo a R$ 50 milhões, uma ninharia para a Chevron mesmo que se some a autuação anunciada pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), também no valor de R$ 50 milhões.
No ano passado, a multinacional faturou US$ 200 bilhões.No primeiro semestre de 2011, lucrou US$ 14 bilhões. Como comparação: em fevereiro, a mesma empresa foi condenada no Equador a pagar US$ 8 bilhões por um crime ambiental.
Talvez fosse mais adequado que a legislação atrelasse as multas ao faturamento das empresas, como o ministro da Controladoria Geral da União, Jorge Hage, está defendendo em projeto de lei que pune corruptores com mais rigor. Para Hage, se a multa não pesar de fato no caixa das empresas, o comportamento ético delas não vai mudar. Um raciocínio que também pode servir para o comportamento ambiental.
“Para o tamanho do empreendimento [da Chevron] e do dano ambiental [que ela causou], o valor máximo da multa brasileira me parece muito pequeno”, disse o presidente da Comissão de Meio Ambiente do Senado, Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).
Nesta segunda (21), Rollemberg propôs – e aprovou – a realização de audiência pública no Senado no próximo dia 29 para escarafunchar o caso Chevron, com a presença de dirigentes da empresa e de autoridades.
Os adversários do governo Dilma – Rollemberg é aliado – também querem explorar o assunto politicamente. No domingo (20), um deputado oposicionista, Arnaldo Jardim (PPS-SP), informara que iria propor na Câmara a convocação da ANP e da Chevron para dar explicações. Nesta segunda (21), o presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), divulgou nota em que diz que a sociedade “não consegue conceber” por que “somente agora” a presidenta tomou uma atitude.
Já as mentiras da Chevron denunciadas pelo governo não mereceram dos tucanos a mesma reação que tiveram com as confusas explicações dadas pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi, sobre as relações dele com um empresário. Para o PSDB, Lupi teria cometido crime de responsabilidade por ter mentido.
O PSDB também não está a defender, por exemplo, uma CPI da Chevron, como fez contra a a Petrobras em 2009, para saber se a multinacional norte-americana tentou sugar petróleo pré-sal que não lhe pertencia. Essa é uma suspeita tanto da Polícia Federal, que abriu inquérito para apurar todo o caso e vai tomar os primeiros depoimentos de executivos da empresa nesta quarta-feira (23), quanto da ANP.
Para o delegado da PF que cuida do caso, Fabio Scliar, é estranho que a Chevron tenha sondas capazes de buscar petróleo a 7km de profundidade, sendo que o poço em que houve o acidente era "raso", de 1,2km - as camadas de pré-sal situam-se entre 5km e 7km.
“Vamos examinar a prazo curto o projeto dela de chegar ao pré-sal brasileiro legalmente”, disse Haroldo Lima, em referência a uma reunião da ANP marcada para quarta (23) que analisará uma proposta da Chevron de atuar em campos do pré-sal.
Coincidência ou não, o governo do Rio também resolveu se mexer nessa segunda (21). O secretário de Meio Ambiente, Carlos Minc, ex-ministro da área, informou que o estado vai entrar com uma ação civil pública cobrando R$ 100 milhões de indenização da Chevron. E que vai obrigar a empresa a se submeter a uma auditoria internacional para conferir se a empresa estava preparada para acidente. A auditoria deve custar R$ 5 milhões, e a própria auditada deverá pagar.
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Angola é o sexto maior fornecedor petrolífero dos Estados Unidos da América
O petróleo está no centro das relações económicas bilaterais entre Angola e os Estados Unidos da América, com duas petrolíferas norte-americanas a operar poços que representam cerca de metade das exportações angolanas de petróleo em rama.
Segundo dados da Administração para a Informação Energética, organismo estatístico de Washington para o sector, o Bloco 15 ("off-shore" do Soyo), representa perto de 30 por cento da produção angolana, e é operado pelo "gigante" norte-americano ExxonMobil, através da subsidiária Esso, com uma participação de 40 por cento no consórcio.
A também norte-americana Chevron opera o Bloco 0 (Cabinda), de onde sai aproximadamente 20 por cento da produção angolana, tendo como parceiros a Sonangol, a TotalFinaElf e a ENI-Agip
É ainda a Chevron que opera o Bloco 14, o primeiro de águas ultraprofundas a entrar em produção (105 mil barris em 2006).
Em Angola opera a também norte-americana Marathon, que recentemente chegou a acordo com duas petrolíferas chinesas - Sinopec e CNOOC - para vender por 1,2 mil milhões de dólares 20 por cento da sua participação no Bloco 32, considerado "altamente promissor" nos trabalhos de prospecção já realizados.
De acordo com a Bloomberg, o negócio contava ainda com o interesse da indiana ONGC e da brasileira Petrobras.
Angola é o sexto maior fornecedor petrolífero dos Estados Unidos, sendo a venda da Marathon emblemática da sobreposição dos interesses norte-americanos com os da China.
O gigante asiático já tem em Angola o seu principal fornecedor petrolífero africano - 599 milhões de barris em 2008, no valor de 59,9 mil milhões de dólares, segundo dados da Agência Internacional de Energia.
"As exportações para os países asiáticos cresceram rapidamente nos últimos anos, particularmente para a China (...) A Sonangol e a Sinopec vão também estar atentas a futuras concessões, particularmente nos 23 blocos na Bacia do Kwanza e áreas abandonadas dos blocos 15, 17 e 18", refere a Administração para a Informação Energética norte-americana.
Juntos, Estados Unidos e China recebem actualmente 90 por cento das exportações petrolíferas angolanas, que por sua vez contribuem com mais de 80 por cento do PIB e 83 por cento das receitas do Estado (2008).
sábado, 26 de abril de 2008
A NATUREZA NÃO É MUDA
26 abril 2008 / Carta Maior / http://www.cartamaior.com.br
O Equador está discutindo uma nova Constituição. Entre as propostas, abre-se a possibilidade de reconhecer, pela primeira vez na história, os direitos da natureza. Parece loucura querer que a natureza tenha direitos. Em compensação, parece normal que as grandes empresas dos EUA desfrutem de direitos humanos, conforme foi aprovado pela Suprema Corte, em 1886.
Eduardo Galeano – Brecha/Data: 23/04/2008
O mundo pinta naturezas mortas, sucumbem os bosques naturais, derretem os pólos, o ar torna-se irrespirável e a água imprestável, plastificam-se as flores e a comida, e o céu e a terra ficam completamente loucos.
E, enquanto tudo isto acontece, um país latino-americano, o Equador, está discutindo uma nova Constituição. E nessa Constituição abre-se a possibilidade de reconhecer, pela primeira vez na história universal, os direitos da natureza.
A natureza tem muito a dizer, e já vai sendo hora de que nós, seus filhos, paremos de nos fingir de surdos. E talvez até Deus escute o chamado que soa saindo deste país andino, e acrescente o décimo primeiro mandamento, que ele esqueceu nas instruções que nos deu lá do monte Sinai: "Amarás a natureza, da qual fazes parte".
Um objeto que quer ser sujeito
Durante milhares de anos, quase todo o mundo teve direito de não ter direitos.
Nos fatos, não são poucos os que continuam sem direitos, mas pelo menos se reconhece, agora, o direito a tê-los; e isso é bastante mais do que um gesto de caridade dos senhores do mundo para consolo dos seus servos.
E a natureza? De certo modo, pode-se dizer que os direitos humanos abrangem a natureza, porque ela não é um cartão postal para ser olhado desde fora; mas bem sabe a natureza que até as melhores leis humanas tratam-na como objeto de propriedade, e nunca como sujeito de direito.
Reduzida a uma mera fonte de recursos naturais e bons negócios, ela pode ser legalmente maltratada, e até exterminada, sem que suas queixas sejam escutadas e sem que as normas jurídicas impeçam a impunidade dos criminosos. No máximo, no melhor dos casos, são as vítimas humanas que podem exigir uma indenização mais ou menos simbólica, e isso sempre depois que o mal já foi feito, mas as leis não evitam nem detêm os atentados contra a terra, a água ou o ar.
Parece estranho, não é? Isto de que a natureza tenha direitos... Uma loucura. Como se a natureza fosse pessoa! Em compensação, parece muito normal que as grandes empresas dos Estados Unidos desfrutem de direitos humanos. Em 1886, a Suprema Corte dos Estados Unidos, modelo da justiça universal, estendeu os direitos humanos às corporações privadas. A lei reconheceu para elas os mesmos direitos das pessoas: direito à vida, à livre expressão, à privacidade e a todo o resto, como se as empresas respirassem. Mais de 120 anos já se passaram e assim continua sendo. Ninguém fica estranhado com isso.
Gritos e sussurros
Nada há de estranho, nem de anormal, o projeto que quer incorporar os direitos da natureza à nova Constituição do Equador.
Este país sofreu numerosas devastações ao longo da sua história. Para citar apenas um exemplo, durante mais de um quarto de século, até 1992, a empresa petroleira Texaco vomitou impunemente 18 bilhões de galões de veneno sobre terras, rios e pessoas. Uma vez cumprida esta obra de beneficência na Amazônia equatoriana, a empresa nascida no Texas celebrou seu casamento com a Standard Oil. Nessa época, a Standard Oil, de Rockefeller, havia passado a se chamar Chevron e era dirigida por Condoleezza Rice. Depois, um oleoduto transportou Condoleezza até a Casa Branca, enquanto a família Chevron-Texaco continuava contaminando o mundo.
Mas as feridas abertas no corpo do Equador pela Texaco e outras empresas não são a única fonte de inspiração desta grande novidade jurídica que se tenta levar adiante. Além disso, e não é o menos importante, a reivindicação da natureza faz parte de um processo de recuperação das mais antigas tradições do Equador e de toda a América. Visa a que o Estado reconheça e garanta o direito de manter e regenerar os ciclos vitais naturais, e não é por acaso que a Assembléia Constituinte começou por identificar seus objetivos de renascimento nacional com o ideal de vida do sumak kausai. Isso significa, em língua quechua, vida harmoniosa: harmonia entre nós e harmonia com a natureza, que nos gera, nos alimenta e nos abriga e que tem vida própria, e valores próprios, para além de nós.
Essas tradições continuam miraculosamente vivas, apesar da pesada herança do racismo, que no Equador, como em toda a América, continua mutilando a realidade e a memória. E não são patrimônio apenas da sua numerosa população indígena, que soube perpetuá-las ao longo de cinco séculos de proibição e desprezo. Pertencem a todo o país, e ao mundo inteiro, estas vozes do passado que ajudam a adivinhar outro futuro possível.
Desde que a espada e a cruz desembarcaram em terras americanas, a conquista européia castigou a adoração da natureza, que era pecado de idolatria, com penas de açoite, forca ou fogo. A comunhão entre a natureza e o povo, costume pagão, foi abolida em nome de Deus e depois em nome da civilização. Em toda a América, e no mundo, continuamos pagando as conseqüências desse divorcio obrigatório.
Publicado originalmente no semanário Brecha, do Uruguai.
Tradução: Naila Freitas / Verso Tradutores
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=14956
sábado, 23 de junho de 2007
Texaco pierde demanda contra Ecuador
Ahora, el caso será resuelto en la Corte Superior de Nueva Loja, capital de la provincia amazónica ecuatoriana de Sucumbíos. Según el Juez Federal del Distrito Sur de Nueva York, Leonard Sand, quien emitió la resolución, la empresa deberá someterse a las leyes ecuatorianas y a las decisiones emanadas de la Corte local. Sand reconoció la jurisdicción y competencia de la justicia ecuatoriana en esta demanda, puesto que no existe Acuerdo de Operación Conjunta entre el gobierno ecuatoriano y Texaco y por lo tanto ninguna posibilidad de arbitraje.
El Presidente de la Corte Superior de Nueva Loja ya había decidido por el inicio del peritaje global, que diagnosticará el daño causado por Texaco en las provincias de Sucumbíos y Orellana por sus operaciones hidrocarburíferas y cuantificará el monto económico que deberá pagar la petrolera, en base a lo que dispone la ley del Ecuador. Para Luis Yanza, Coordinador de la Asamblea de Afectados, la decisión "ha producido gran conmoción en Texaco, que durante los últimos años ha intentado por todos los medios demorar el juicio y evadir sus responsabilidades, pretendiendo desconocer la jurisdicción ecuatoriana".
Pablo Fajardo, abogado de los pobladores, dijo que esta es más una demostración de la "desesperación de Texaco ante las contundentes evidencias en su contra". El abogado dijo también que la empresa está ejercido presión y obstrucción a la justicia para impedir que el perito se posesione y así retarde el juicio innecesariamente.
En un informe intitulado Catástrofe en La Selva: Fraude y engaño de Texaco en el Ecuador, elaborado por Equipo Legal del Juicio de Lago Agrio y Frente de Defensa de la Amazonía Asamblea de Afectados, en mayo de este año, expertos dijeron que la empresa creó lo que se constituye el peor desastre relacionado con petróleo jamás ocurrido en el planeta. "A lo largo de este tiempo Texaco violó prácticas de la industria, así como leyes Ecuatorianas y Estadounidenses, al verter 18 mil millones de galones de deshechos tóxicos directamente sobre los delicados suelos de la selva lluviosa para ahorrar en costos de producción".
Los fraudes realizados por Texaco incluyen: pagó menos del 1% del costo total de la limpieza, aún y habiendo convencido al Ecuador de que estaba limpiando el 37.5% de los daños.(37.5% es el porcentaje de la concesión que era de propiedad deTexaco al final de sus operaciones); durante las negociaciones con el gobierno del Ecuador donde se discutía el alcance de la limpieza, Texaco ocultó la existencia de más de 200 piscinas de desechos tóxicos que había cubierto con tierra para excluirlas de la limpieza; creó y aplicó sus propios estándares para la limpieza, ignorando los requerimientos de la ley y los usos y prácticas de la industria; nunca remedió 92 piscinas de desechos tóxicos que estaba obligado a tratar bajo el acuerdo de remediación.
Además, engañó al gobierno ecuatoriano, logrando que éste "certifique" su limpieza presentando resultados de laboratorio desorientadores; los resultados del juicio de Lago Agrio, en Ecuador, están revelando lo inevitable: todos los sitios supuestamente "remediados" por Texaco contienen extensos niveles de toxinas peligrosas para la vida. Esto ha sido comprobado por las muestras de agua y suelo presentadas a la corte de Lago Agrio por los propios científicos de Texaco, así como por científicos de la parte demandante. El fraude previo de Texaco continúa perpetuándose en el juicio de Lago Agrio para defender y ocultar sus vergonzosas actividades.
http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=ES&cod=28183

