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domingo, 25 de janeiro de 2015

LA MULTINACIONAL CHEVRON GANA EL PREMIO A LA “VERGÜENZA SUPERLATIVA”

23 enero 2015, ALAI América Latina en Movimiento http://alainet.org

En el marco del Foro Económico Mundial de Davos


La Declaración de Berna y Greenpeace otorgaron hoy a Chevron el “Premio a la vergüenza superlativa”. Los 64 mil votantes vía Internet eligieron al gigante petrolero norteamericano como peor empresa del planeta, responsable, entre otros, del desastre ecológico en la selva virgen del norte de Ecuador.

Este premio acordado la tarde del viernes 23 de enero en la ciudad alpina helvética, es el de la despedida del “Ojo Público”, luego de tres lustros de existencia. La mirada ciudadana, crítica contra el poder económico y político mundial, considera que ese Foro no representa ya el lugar más de adecuado, ni el premio el método más efectivo de denuncia.

A partir de mayo próximo, las organizaciones que promovieron hasta ahora el “Ojo Público”, se lanzarán con otras 50 asociaciones de desarrollo, ecológicas, ambientales, de derechos humanos y sindicales, a una campaña política a favor de la Iniciativa Popular “Por multinacionales responsables”.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

SE HÁ TIMORENSES COM FOME PARA QUEM VÃO OS MILHÕES?

Por Gonçalo Tilman Gusmão

16 outubro 2008/timorlorosaenacao

Compreende-se. A corrupção é tanta que quase nada sobra para pôr cobro à miséria

“Eles só podem estar a mentir… e a roubar”, dizia-me um timorense indignado que assumidamente votou no CNRT, enquanto a mulher votou no PD. Queixava-se ainda de que os familiares, quase todos votantes na Fretilin, se riem muito quando eles se queixam de que a vida está cada vez mais difícil até para quem antes vivia razoavelmente e que pelo país se vê muito mais miséria, desde que o governo é chefiado por Xanana Gusmão.

Dizem-lhes os familiares que têm a sua quota-parte de responsabilidades por todos estarmos a viver pior, que “não votassem nos ladrões”. Ele acena a cabeça, desiludido, “acabam por ter razão, não devíamos ter acreditado em Xanana”, remata rendido às evidências.

“Eles só podem estar a mentir… e a roubar”, dizia, perguntando de seguida “onde estão os milhões de que tanto falam mas que nós não vimos? Se não se refletem no benefício do país e de todos nós quem é que está a ficar com os milhões?

Esta conversa aconteceu há cerca de duas semanas, em Dili, e o timorense em questão foi um encrespado defensor de Xanana Gusmão e pela formação do CNRT e respetivas campanhas eleitorais, passando a ser um crítico da Fretilin, segundo ele “levado pela igreja para as manifestações por confiar em Maubere, o padre que nos enganou…”

A testemunhar que o governo da AMP se está a governar e não a governar o país surgem afirmações de organizações internacionais insuspeitas a afirmá-lo. Desde que a AMP de Xanana Gusmão assumiu o Poder a corrupção disparou e agora surge um diagnóstico insuspeito da OXFAM, da Austrália, que aponta para a triste verdade do aumento da fome em Timor-Leste.

Há mais fome em Timor-Leste e não deixa de ser curioso que a nossa igreja silencie esta triste realidade quando anteriormente era a primeira a denunciar um ou outro caso e até a exagerar.

Também os deputados da dita maioria se calam, provando estar a defender os interesses da sua associação em vez de defender os interesses daqueles que representam e que neles votaram. Cuidam dos seus interesses pessoais e coletivos ignorando os que acreditaram nas suas palavras e promessas, ignorando a fome e subnutrição que abunda pelo país.

Se há fome, se o “último relatório da ONG aponta que o número de crianças menores de cinco anos que sofrem desnutrição crónica no país oscila entre 50% e 59%, se “além disso, mais de 70% das famílias enfrentam a cada dia a incerteza de se conseguirão comida para o dia”. Para quem está a governar esta AMP de Xanana Gusmão, de La Sama, de Mário Carrascalão e de mais uns quantos?

Compreende-se. A corrupção é tanta que quase nada sobra para pôr cobro à miséria a que votaram o país. Compreende-se. Ramos Horta foi tão atemorizado pela ameaça real à sua vida e pelas chantagens que vai falando mas nada diz que possa constituir críticas à má governação em curso.

Melhor seria que se demitisse ou que nos voltasse a chamar para nos pronunciarmos democraticamente em novas eleições, para tudo, para a Presidência da República e para o Parlamento, caso contrário o senhor Presidente da República que explique aos timorenses: apesar de tantos milhões porque razão há tanta fome em Timor e porque tem tendência a aumentar, já agora aproveite e exija também aos seus Bispos que o acompanhem nas explicações e que digam quanto é que os senhores Bispos já receberam para as suas Igrejas, conforme foi prometido na sua campanha eleitoral. É sabido que já receberam, quanto foi é que não sabemos.