quarta-feira, 29 de julho de 2009

AS DITADURAS PODEM VOLTAR

O recente golpe coloca o governo Obama frente à hora da verdade. Ao receber a notícia, Hillary Clinton vacilou

Frei Betto

24 julho 2009/Brasil de Fato http://www.brasildefato.com.br

Todos os ditadores – de Hitler a Médici, de Batista a Stalin, de Franco a Somoza – passam à história como figuras execráveis, cujos nomes, estigmatizados, se associam às vitimas de seus governos tirânicos.
Aliás, Tirano era o comandante da guarda do rei Herodes. Seu nome tornou-se sinônimo de crueldade por se atribuir a ele a execução da ordem real de decapitar, em Belém, todos os bebês, entre os quais estaria Jesus se José e Maria não tivessem fugido com ele para o Egito.
A América Latina carrega em sua história longos períodos de supressão do regime democrático. No século XX, o Brasil conheceu dois: sob o governo Vargas (1937-1945) e sob o regime militar (1964-1985), sem falar dos que governaram sob Estado de Sítio.
O paradoxo é que todas as ditaduras latino-americanas foram suscitadas, patrocinadas, financiadas e armadas pelo governo dos EUA. Até o mandato de George W. Bush, para a Casa Branca, democracia, consistia numa panacéia, mera retórica política. Fala-se que nos EUA nunca houve golpe de Estado porque não há, em Washington, embaixada americana...
O recente golpe em Honduras, que resultou na deposição do presidente Zelaya, democrática e constitucionalmente eleito, coloca o governo Obama frente à hora da verdade. Ao receber a notícia, Hillary Clinton, secretária de Estado, vacilou. Talvez tivesse manifestado apoio aos golpistas se o presidente Obama, em viagem à Rússia, não houvesse reagido em defesa de Zelaya como legítimo mandatário.
Ainda assim, os EUA não suspenderam sua ajuda financeira e militar às Forças Armadas hondurenhas, que sustentam o ditador de plantão.
A política externa da Casa Branca trafega sobre o fio da navalha. Sabe que Zelaya está mais próximo de Chávez que dos falcões usamericanos que ainda comandam a CIA. Esta agência, especializada em terrorismo oficial, não foi devidamente saneada por Obama. E, agora, tenta justificar o golpe sob o pretexto, infundado, de que o presidente da Venezuela estaria prestes a remeter comandos militares a Honduras para derrubar os golpistas e devolver o mandato ao presidente Zelaya.
A América Latina conheceu significativos avanços políticos nas últimas duas décadas. Após destronar as ditaduras militares e rechaçar presidentes neoliberais – Collor no Brasil, Menem na Argentina, Fujimori no Peru, Caldera na Venezuela – demonstra preferência eleitoral por candidatos oriundos de movimentos sociais, dispostos a disputar o espaço das esferas de poder com os tradicionais grupos oligárquicos.
É verdade que o uso do cachimbo entorta a boca. Alguns mandatários, em nome da governabilidade, não têm escrúpulos em fazer concessões a velhos caciques políticos notoriamente corruptos, representantes de feudos eleitorais marcados pela mais extrema pobreza.
Quando um líder político de origem progressista se deixa cooptar pela oligarquia conservadora o que está em jogo, de fato, não é a propalada governabilidade. É a empregabilidade. Perder eleição significa o desemprego de milhares de correligionários que ocupam a máquina do Estado. Nesses tempos de crise financeira não é fácil inserir órfãos do Estado na iniciativa privada. Seria, para muitos, atroz sofrimento perder o cargo e, com ele, as mordomias, tanto materiais - transporte e viagens pagos pelo contribuinte -, como simbólicas - a aura de autoridade que desencadeia em torno ondas concêntricas de bajulação.
Todos sabemos que, hoje, no centro da vida política se sobressai a questão ética. A maioria dos políticos teme a transparência. Por isso, muitos, descaradamente, agem por baixo dos panos, promulgam decretos secretos, cumpliciam-se em maracutaias, tratam como de somenos importância o fato de o deputado do castelo usar verba pública em benefício próprio, ou um senador, ex-presidente da República, incluir sua árvore genealógica na folha de pagamento custeada pelo contribuinte.
Se não se estancar essa deletéria convivência e conivência de lideranças outrora progressistas com velhos e corruptos caciques, não se evitarão a descrença na democracia, a deterioração das instituições políticas, a perda do senso histórico na administração pública. O que constitui excelente caldo de cultura para favorecer o retorno de ditadores salvadores da pátria.

Frei Betto é escritor, autor de “Calendário do Poder” (Rocco), entre outros livros.

Brasil y Venezuela establecen acuerdo petrolero para refinería conjunta

29 julio 2009/TeleSUR http://www.telesurtv.net

El acuerdo petrolero de la empresa conjunta, permitirá a Venezuela acceder a una parte del mercado interno de Brasil, e incluso de Uruguay y Argentina, según lo manifestó el presidente Chávez. Cifras oficiales establecen que la refinería bilateral permitirá el procesamiento de 200 mil barriles de petróleo diarios.

El presidente Hugo Chávez anunció el martes un acuerdo entre la estatal brasileña Petrobrás y Petróleos de Venezuela (Pdvsa), para formar una refinería bilateral al norte de Brasil, que se concretará en el próximo mes de septiembre, en coincidencia con la visita del mandatario Luiz Inacio Lula Da Silva a Venezuela.

La empresa mixta se denomina Abreu e Lima y estará ubicada cerca de la ciudad brasileña de Recife (capital del estado de Pernambuco, noreste).

Según detalló el presidente Chávez, los aspectos para establecer la negociación, fueron debatidos y analizados junto con el presidente de Petrobras, José Sergio Gabrielli, a propósito de su visita a Venezuela.

"Se continuaron las conversaciones para viabilizar la constitución de la empresa mixta Refinería Abreu Lima, lográndose culminar los puntos en negociación que permiten incorporación definitiva de Pdvsa como socio accionista en la refinería en Pernambuco", así reza una nota de prensa conjunta de las dos estatales, que fue leída por el presidente Chávez.

De acuerdo al texto, las estatales petroleras de cada país aportarán el 50 por ciento de los 200 mil barriles de crudo pesado que procesará la refinería.

Ambas empresas negocian desde 2005 el desarrollo conjunto de la refinería Abreu e Lima, cuya construcción ya comenzó la petrolera brasileña y se encuentra en su fase inicial.

El pasado 26 de mayo ambas petroleras acordaron prorrogar por 90 días el Contrato de Asociación firmado por los dos países el año pasado para desarrollar el proyecto.

La refinería bilateral requiere inversiones de cuatro mil 500 millones de dólares para su construcción; está previsto que comience sus operaciones hacia finales de 2011y permitirá el procesamiento de unos 200 mil barriles de petróleo diarios, según cifras oficiales.

También se estimó como contrapartida la participación de Petrobras en la explotación de pozos en la Faja del Orinoco, en Venezuela.

El acuerdo se convierte en una pieza angular de la integración regional.

Fundação sugere expansão conjunta de Portugal e Espanha

Lisboa, 28 julho 2009 (Lusa) - Depois de consolidada a aproximação, Portugal e
Espanha deviam passar à "segunda fase" de relacionamento que é a "internacionalização conjunta", afirmou nesta terça-feira o vice-presidente da Fundação Luso-Espanhola, a propósito da pesquisa de opinião pública feita nos dois países.

O diretor do Instituto Cervantes em Lisboa frisou, por sua vez, o "desenvolvimento extraordinário das relações entre os dois países a todos os níveis, mesmo de relacionamento entre as pessoas".

Com uma amostra de 876 pessoas (363 portugueses), o Barômetro de Opinião Luso-Espanhol foi realizado em abril e maio pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Salamanca com o apoio do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa de Lisboa.

No documento apresentado ao início da tarde, em Madrid, conheceu-se o que os dois povos pensam das relações bilaterais, da ideia de federação, dos problemas comuns e revelaram-se quais as personalidades mais famosas.

“Pessoalmente”, José María Martín Valenzuela, do Instituto Cervantes, considerou que "se têm desenvolvido muito e melhorado muito nos últimos anos".

O vice-presidente da Fundação Luso-Espanhola, José António Silva e Sousa, citou as cúpulas bilaterais entre governos como um "motor grande" para o crescimento das relações, exemplificando com o novo projeto de nanotecnologia.

"É um primeiro sinal que os dois países em conjunto podem fazer algo de grande. Agora o que me parece é que as boas relações entre os dois países só por si não são um fim, devem ser um princípio", defendeu.

O mesmo responsável falou na necessidade de uma "virada na competitividade internacional das duas economias" de países "extraordinariamente complementares" a nível geográfico e da "visão do mundo".

Falando em causa própria ao comentar a posição dos espanhóis preferirem o português como língua oficial e os lusos verem com bons olhos a obrigatoriedade do espanhol nos níveis de ensino básico e secundário, Valenzuela assinala a "complementaridade" das línguas e as vantagens para os dois lados.

No Instituto que dirige, a procura pela aprendizagem do espanhol tem aumentado, assim como se notam alterações no perfil dos estudantes.

"Já não são só os alunos universitários, mas também jovens e menos jovens profissionais que mesmo sem precisar vêm para incluir o conhecimento de espanhol no seu currículo e terem mais possibilidades profissionais", disse.

Comentando a ideia de federação, que recolheu o apoio de 30% de espanhóis e 40% de portugueses, o responsável espanhol lembrou a proximidade entre os países: "Para mim tudo o que seja essa aproximação, esta convivência fácil e fluida é bom. Se acontecesse uma formalização política, não sei se seria melhor".

Já Silva e Sousa argumentou não fazer sentido no século 21 e quando os dois países já escolheram estar na União Europeia, que, por sua vez, também não definiu "se quer ser uma federação ou uma comunidade de bons vizinhos".

Sobre os espanhóis mais reconhecidos em Portugal, qualificou de "engraçado" Júlio Iglésias surgir no mesmo pódio com o Rei Juan Carlos e a princesa Letizia.

Na Espanha, os lusos mais reconhecidos são Cristiano Ronaldo, Luís Figo e José Saramago.

Valenzuela não deixou, porém, de lembrar o escritor Lobo Antunes, colaborador habitual do jornal El Pais, e que cada vez mais "autores, músicos e pintores" portugueses são reconhecidos.

Silva e Sousa considerou que a preferência pela família real espanhola é uma "relação mais pessoal que institucional".

Portugal/«Vai demorar muito tempo para liberdade de circulação entre os oito»

28 julho 2009

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Luís Amado, disse hoje à Lusa que "vai demorar muito tempo" até existir a livre circulação de cidadãos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) no espaço lusófono.

Em declarações em São Tomé, onde se encontra em visita de trabalho, Luís Amado afirma que uma proposta nesse sentido "não depende apenas da liberdade de circulação para Portugal, depende da liberdade de circulação para muitos outros países que fazem parte da CPLP, que tem a sua legislação própria e o seu ordenamento jurídico".

O Diário de Notícias traz na sua manchete de hoje que o "Partido Socialista vai propor a livre circulação de pessoas nos países lusófonos" e o Notícias Lusófonas diz, também em manchete, "PS quer agora estatuto do cidadão da CPLP".

As duas notícias adiantam que o tema está a ser trabalhado em documentos que servem de base ao programa de Governo que o PS irá levar às próximas eleições legislativas.

A notícias citam o secretário de Estado das Comunidades, António Braga, para quem "faz todo o sentido" criar entre os países da CPLP "instrumentos de facilitação da circulação das pessoas", não vendo possíveis colisões com os Acordos de Schengen, a que Portugal está vinculado, "bem pelo contrário".

À Lusa, Luís Amado comentou as "declarações pessoais" de António Braga, "em relação àquilo que ele pensa que no futuro poderá o espaço da CPLP", concordando que "a liberdade de circulação deve ser um objectivo a prazo que uma comunidade muito marcada pela língua, pela história, pelos costumes e pelos afectos deve ter no seu horizonte".

No entanto, o chefe da diplomacia portuguesa afirma que "vai demorar muito tempo até que haja condições para que, de facto, todos os países que são membros da CPLP possam aceitar esse princípio".

Luís Amado recorda que "tem havido ao longo dos últimos anos um trabalho consistente no sentido de aproximar os regimes jurídicos a que dizem respeito os direitos sociais das pessoas, designadamente o direito de livre circulação". Para o governante, "é nessa perspectiva politica que as palavras do secretário de Estado [António Braga] devem ser interpretadas".

A Lusa tentou ouvir o secretário de Estado das Comunidades, mas o gabinete de António Braga remeteu mais esclarecimentos para uma entrevista que concedeu ao Diário de Notícias, cuja divulgação está prevista para quarta-feira.

António Vitorino, responsável pela coordenação do programa do PS, não quis falar sobre o tema.

Companhia de navegação dinamarquesa inaugura carreira directa entre a Ásia e Moçambique

Maputo, Moçambique, 29 julho 2009 - A companhia de navegação dinamarquesa Maersk iniciou carreiras directas entre a Ásia e o porto de Maputo, em Moçambique, segundo escreve hoje o jornal Notícias.

O primeiro cargueiro de contentores, com 194 metros de comprimento, atracou terça-feira em Maputo com 1.623 contentores a bordo.

As autoridades portuárias da capital moçambicana informaram que navios da Maersk vão passar a escalar semanalmente o Maputo.

O jornal assinala que "a abertura da nova ligação maritima directa com o mercado da Ásia vai atrair mais carga para o Porto de Maputo, tornando-o mais competitivo em relação a outros portos da região, nomeadamente de Durban e Richards Bay, na África do Sul".

O Notícias escreve ainda que com o início desta nova carreira de navios da Maersk "haverá uma maior movimentação de carga por via férrea proveniente da Suazilândia, África do Sul, Zimbabwe e outros da região, que vinham usando exclusivamente o porto de Durban". (macauhub)

Moçambique/Portugal quer ajudar militarmente e propõe a criação de força aérea

28 julho 2009

O Chefe de Estado-Maior General da Força Aérea de Portugal, Luís Araújo, considerou positiva a cooperação militar com Moçambique e manifestou o interesse de ajudar o país a criar uma força aérea, nomeadamente na formação de pilotos.

O Chefe de Estado-Maior General da Força Aérea de Portugal, Luís Araújo, considerou positiva a cooperação militar com Moçambique e manifestou o interesse de ajudar o país a criar uma força aérea, nomeadamente na formação de pilotos.

"No futuro, pela configuração geográfica, Moçambique precisa ter uma força aérea e nós queremos participar e contribuir na edificação desta equipa", disse Luís Araújo, em declarações à Agência Lusa.

"Moçambique está a iniciar a edificação de uma força aérea e Portugal quer ajudar, naturalmente, de acordo com as necessidades e requisitos das autoridades de Moçambique", destacou o Chefe de Estado-Maior General da Força Aérea de Portugal.

Luís Araújo iniciou hoje uma visita de seis dias a Moçambique, onde pretende "avaliar os projectos" auxiliados por Portugal e "trocar impressões" com as autoridades moçambicanas sobre a cooperação no campo da força aérea.

O Chefe de Estado-Maior General da Força Aérea portuguesa disse que a cooperação neste âmbito "está a correr bem" e apontou algumas áreas de interesse: a formação de pilotos aeronáuticos, na Academia Militar Samora Machel, em Nampula, norte, e de sargentos, em Boane, sul de Moçambique.

Hoje, o Chefe de Estado-Maior General da Força Aérea de Portugal deslocou-se à Praça dos Heróis, para prestar homenagem a figuras emblemáticas do país que combateram para a libertação do país e, mais tarde, manteve encontro conjunto com o Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), Paulo Macaringue, e com o ministro moçambicano da Defesa, Filipe Nyussi.

Nos próximos seis dias, Luís Araújo vai deslocar-se à província de Nampula, onde existem vários projectos militares apoiados por Portugal, no âmbito da cooperação técnico militar entre os dois países.

Na parceria técnico militar, Portugal e Moçambique têm um Programa Quadro de quatro anos com vários itens, nomeadamente a assessoria às estruturas superiores das FADM, mas um dos grandes projectos em curso relaciona-se com a edificação da força aérea.

Os beneficiários do projecto são militares que estão a fazer cursos de pilotagem, mecânica, e a ser formados na área de electricidade.

"No que diz respeito à força aérea que tem a ver com a formação de pilotos, em Nampula, está a correr bem", afirmou."Temos continuado a trabalhar e apoiar esta formação com oito cadetes", que estão a fazer curso de pilotagem.

"Estamos a desenvolver um mini-centro de medicina aeronáutica em Nampula, a ajudar a construir uma biblioteca, uma sala de aeronáutica, para os cadetes terem um ambiente de aeronáutica", apontou ainda Luís Araújo.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Honduras/Zelaya: "¡No hay negociaciones con los golpistas, no hay!"




Manuel Zelaya ofreció la rueda de prensa desde el Ocotal a 220 kilómetros de Managua, junto a sus seguidores. (Foto: Efe)

27 julio 2009/TeleSUR http://www.telesurtv.net

Zelaya dijo que no viajará a Washington este martes tras ser invitado por la secretaria de Estado, Hillary Clinton, porque ''no puedo dejar aquí a la gente que está viniendo de Honduras''. En este sentido, consideró que Clinton “debe denunciar la represión, la violación de los derechos humanos, de la libertad de prensa, todas las persecuciones, los allanamientos sin orden judicial y al mismo tiempo las capturas, las personas que están siendo reprimidas a nivel nacional”.


El presidente constitucional de Honduras, Manuel Zelaya, ofreció una rueda de prensa la noche de este domingo desde el Ocotal, cerca de la frontera de Nicaragua y su nación, en la que expresó que no habrá ningún tipo de negociación con los golpistas que lo derrocaron el pasado 28 de junio.

"¡No hay negociaciones con los golpistas, no hay!", exclamó el mandatario al tiempo que exhortó a la población que lo ha acompañado y exige su retorno a la presidencia, a resistir en la lucha.

Zelaya declaró que organizará en la localidad nicaragüense un frente cívico de resistencia contra el golpe, y reafirmó que no seguirá negociando con el líder del gobierno de facto y promotor del golpe de Estado, Roberto Micheletti.

A 220 kilómetros de Managua, donde se concentran seguidores que cruzaron la frontera desde Honduras a pesar del toque de queda indefinido y las represiones por parte de las autoridades de ese país, se negó a viajar a Washington ni a una cumbre mesoamericana en San José.

"No puedo dejar aquí a la gente que está viniendo de Honduras", explicó el mandatario, que recibió una invitación del gobierno de Estados Unidos (EE.UU.) para que viajara al país y se conversara sobre su retorno. "No me estoy moviendo ahora de Ocotal", afrimó.

"Lo que espero de los Estados Unidos es que sean fuertes y reacios, y además que aclaren su posición frente al Gobierno golpista, porque en las últimas declaraciones he visto que ha desaparecido el término 'golpe de Estado', cuando al principio lo usaron", dijo Zelaya en declaraciones a la prensa en Ocotal.

El término "golpe de Estado", afirmó Zelaya, "lo usó directamente el propio presidente Barack Obama", de quien dijo: "siento que la posición su es firme".

Mientras, el presidente consideró que la posición de la secretaria de Estado del país norteamericano, Hillary Clinton, "al principio fue firme; ahora siento que ya no está realmente denunciando ni está actuando contra la represión que está sufriendo Honduras".

En este sentido, consideró que Clinton "debe denunciar la represión, la violación de los derechos humanos, de la libertad de prensa, todas las persecuciones, los allanamientos sin orden judicial y al mismo tiempo las capturas, las personas que están siendo reprimidas a nivel nacional".

Además, la secretaria de Estado "debe darse cuenta que con aprobación de muchos círculos muy negros en el poder de las derechas norteamericanas, que ya sacaron la cara, incluyéndose senadores, está este golpe manteniéndose allí".

Grupos de entre 20 a 50 personas ingresan a la localidad fronteriza de Las Manos a través de montañas, para evadir los obstáculos y retenes militares sobre la carretera y se han instalado en Ocotal, en el vigésimo noveno día de protestas consecutivas.

En vista de las multitudinarias marchas que se dirigían al encuentro con el presidente legítimo del país centroamericano, el promotor del golpe de Estado, Roberto Micheletti, amplió este lunes el toque de queda en la zona fronteriza con Nicaragua.

Honduras/LA DEFECCIÓN DE ÓSCAR ARIAS

27 julio 2009/TeleSUR http://www.telesurtv.net

Editorial de La Jornada (México)

Arias cometió el grave dislate de descalificar a Zelaya por su reciente –y breve– incursión en suelo hondureño y por su decisión de apostarse en un punto de la frontera entre Nicaragua y su país, medidas que, dijo, no ayudan a la reconciliación. Por añadidura, el político costarricense criticó a su homólogo derrocado por haber incorporado a Honduras a la Alternativa Bolivariana para las Américas (Alba), decisión soberana sobre la que no le corresponde pronunciarse.


A casi un mes del golpe de Estado perpetrado en Honduras, resulta clara la existencia de una fractura en el entorno democrático internacional: mientras que, por una parte, diversos gobiernos latinoamericanos han exigido el retorno al cargo del presidente constitucional de ese país centroamericano, Manuel Zelaya, la secretaria de Estado estadunidense, Hillary Clinton, y el presidente costarricense, Óscar Arias, por la otra, han tenido diversas expresiones de complacencia hacia los golpistas y el régimen espurio que encabeza Roberto Micheletti.

Son de sobra conocidas las contradicciones en materia de política exterior del nuevo gobierno estadunidense y las discordancias entre el presidente Barack Obama y diversos estamentos del poder, en particular las agencias de inteligencia, sectores del Departamento de Defensa y, por supuesto, la propia Clinton. Es sabido, también, que ésta mantiene añejos vínculos políticos con individuos afines al cuartelazo que hace un mes interrumpió el orden democrático hondureño e implantó una dictadura cada vez más desembozada y abiertamente represiva. Por ello, es claro –aunque resulte exasperante– que una de las pistas fundamentales por las que transcurre la crisis del país centroamericano se encuentra en Washington, y de lo que se negocie en las oficinas ejecutivas y legislativas estadunidenses dependerá, en buena medida, la posibilidad de restituir la institucionalidad y la legalidad quebrantadas en Honduras.

A estas alturas se ha hecho evidente, también, el papel de Óscar Arias como parapeto diplomático del régimen de facto implantado en esa nación, ya que cuando las diplomacias latinoamericanas confiaron al mandatario costarricense una tarea de gestión para negociar los términos del retorno de Zelaya a la presidencia hondureña, éste fue mucho más allá de sus atribuciones y formuló un plan –al que denominó Declaración de San José– que otorgaba beneficios políticos injustificados e inmerecidos a quienes son, de acuerdo con el derecho internacional y el hondureño, delincuentes: su participación en un gobierno de unidad nacional y la suspensión definitiva de la consulta que el mandatario constitucional pretendía realizar en torno a la relección,lo cual fue una bocanada de oxígeno al entonces cercado régimen espurio, cuyos cabecillas se envalentonaron y rechazaron la propuesta.

Debe considerarse, a este respecto, que más allá de la inadmisible perpetuación del gobierno espurio hondureño, el que se otorgue cualquier clase de premio político e institucional a los golpistas sentaría un precedente nefasto para el futuro de las democracias en el hemisferio; es indispensable, por tanto, impedir que proliferen sectores políticos tentados a usar la fuerza militar institucional para la obtención de cuotas de poder.

Ayer, Arias cometió el grave dislate de descalificar a Zelaya por su reciente –y breve– incursión en suelo hondureño y por su decisión de apostarse en un punto de la frontera entre Nicaragua y su país, medidas que, dijo, no ayudan a la reconciliación. Por añadidura, el político costarricense criticó a su homólogo derrocado por haber incorporado a Honduras a la Alternativa Bolivariana para las Américas (Alba), decisión soberana sobre la que no le corresponde pronunciarse.

En contraste con las inconsecuencias y extravíos de Arias, el secretario general de la Organización de Estados Americanos (OEA), el chileno José Miguel Insulza, quien no se ha caracterizado en su gestión por posturas radicales, señaló que la determinación de Zelaya de retornar a Honduras es absolutamente legítima.

Con estos hechos, sumados al rechazo de los golpistas a su propuesta, Arias ha dejado en claro que busca otorgar márgenes de acción a quienes quebrantaron el orden constitucional y la democracia en Honduras y que no es capaz de ostentar la necesaria imparcialidad para gestionar una solución a la crisis política de ese país. De esa forma ha reducido las posibilidades de la diplomacia latinoamericana para buscar una salida al conflicto y ha firmado su propia defección del bando democrático.

En esa circunstancia, con una gestión internacional debilitada por la defección de Arias y por las soterradas disputas en la administración de Obama, cabe esperar que tenga éxito la lucha de los propios hondureños por restituir su sistema democrático y reponer en el cargo a su presidente constitucional.

Hondureños que apoyan retorno de Manuel Zelaya logran llegar a la frontera con Nicaragua




La enviada especial de teleSUR a Honduras, Madelein García, estuvo al lado de los indígenas que atravesaron la selva hondureña. (Foto: teleSUR)


26 julio 2009/TeleSUR http://www.telesurtv.net

El gobierno de facto de Roberto Micheletti anunció la extensión de la medida de toque de queda en el departamento de El Paraiso (paso fronterizo con Nicaragua), y regirá desde las 6.00 pm (hora local) hasta las 6.00 am.
Cientos de manifestantes hondureños que apoyan al presidente legítimo de Honduras, Manuel Zelaya, han atravesado a pie las montañas cercanas al paso fronterizo con Nicaragua para llegar a la localidad de El Paraiso, donde pretenden encontrarse con el mandatario hondureno constitucional que permanece a escasos kilómetros en territorio nicaragüense, en la localidad de Las Manos.

La envidada especial de teleSUR a Honduras, Madelein García, reportó este domingo desde El Paraiso que, pese a las dificultades, un grupo de indígenas provenientes del Departamento de La Paz logró llegar al paso fronterizo.

"Hace pocos momentos llegaron personas de diferentes puntos de Honduras, un grupo de ellos ha sido los pueblos indígenas de la frontera con El Salvador", dijo la reportera.

Juan francisco Vásquez, miembro de la comunidad indígena, relató que "tenemos cuatro días caminando por montañas y hemos pasado todos los retenes, no hemos dormido ni comido, solo el agua nos mantiene y queremos demostrale al pueblo hondureño que estamos unidos en la lucha por la democracia".

Asimismo lamentó el comportamiento de las autoridades militares de facto que "se oponen a nuestra marcha".

En ese sentido, afirmó que su lucha trasciende la figura del presidente Manuel Zelaya, ya que su protesta es contra del golpe de Estado y por " la restitución del mandatario que elegimos democráticamente".

Por su parte, el indígena José Asunción Martínez indicó que "venimos a condenar el golpe Estado de Micheletti, ya que vemos que el poder económico se unió para atropellar a nuestro país".

"Me da vergüenza decir las clase de autoridades que han impuesto estas oligarquías, ya que tienen secuestrada la soberanía en nuestro país (…) es una pena y por ello luchamos con coraje hasta conseguir la restitución de Zelaya", añadió Martínez.

Denunció que el interes del gobierno de facto es entregar las riquezas del pueblo hondureño a poderes nacionales y transaccionales.

"Tenemos conciencia social, hacemos esto por las futuras generaciones, porque queremos que vuelva el orden constitucional con Zelaya a la cabeza de ese proceso", afirmó Martínez.

El gobierno de facto de Roberto Micheletti anunció la extensión de la medida de toque de queda en el departamento de El Paraiso (paso fronterizo con Nicaragua), y regirá desde las 6.00 pm (hora local) hasta las 6.00 pm.

La reportera indicó que por el departamento de El Paraiso transitan toda la mercancía para abastecer a la población hondureña, sin embargo la vía permanece completamente cerrada.

Paraguay/Lugo expondrá ante el Congreso acuerdo con Brasil sobre Itaipú



Presidentes Lula da Silva, Brasil, y Fernando Lugo, Paraguay

27 julio 2009/TeleSUR http://www.telesurtv.net

Lula y Lugo discutieron por última vez sus diferencias en mayo pasado, durante una visita del presidente paraguayo a Brasilia que concluyó sin ningún acuerdo. Desde septiembre del año pasado fue creada una comisión mixta bilateral para tratar, exclusivamente, el acuerdo de la hidroeléctrica binacional de Itaipú, que ahora, llega a un acuerdo histórico y que prevé reuniones trimestrales para controlar su cumplimiento.

El presidente de Paraguay, Fernando Lugo, expondrá esta semana ante el parlamento el convenio al que llegó el pasado sábado con su par brasileño, Luiz Inácio Lula da Silva, que estipula el incremento de los beneficios de esa nación en la hidroeléctrica de Itaipú, compartida por ambos países.
El ministro de Relaciones Exteriores del país suramericano, Héctor Lacognata, notificó este lunes que Lugo asistirá "entre el miércoles y el jueves" próximos a la sede del Legislativo para hacer entrega de la copia del acuerdo asumido por ambos dignatarios en el Palacio de Gobierno, en Asunción.
El documento deberá ser ratificado por los parlamentos de ambos países para su posterior aplicación.
Por otra parte, el canciller se adelantó a contradecir las críticas de políticos y medios de prensa locales que consideraron que Paraguay no obtuvo mayores beneficios en esas negociaciones.
"Hay opiniones diferentes, pero yo creo que ninguna de ellas puede opacar el hecho de que efectivamente el sábado se logró un acuerdo que yo por lo menos no tengo memoria de que haya tenido el alcance de otras negociaciones diplomáticas de nuestro país", indicó Lacognata.
En este sentido, resaltó como fundamental que el acuerdo se produjo en el ámbito político, al momento de expresar que "Brasil ha admitido el derecho paraguayo sobre el 50 por ciento de lo que le corresponde" en energía.
También recordó que el análisis de los reclamos de Paraguay en la hidroeléctrica, iniciados hace casi un año, comenzaron en una etapa en la que ese tema era "absolutamente innegociable para la lógica diplomática de Brasil".
"Las reivindicaciones en Itaipú no han terminado, continúan. Por eso decíamos el sábado que es un buen inicio, un logro importantísimo, pero todavía continúa la reivindicación", explicó el canciller de Paraguay.
De Itaipú, la mayor hidroeléctrica del mundo en funcionamiento, Paraguay recibirá 360 millones de dólares al año a partir de 2010, por la cesión a su socio frente a los 107 millones de 2008, según las autoridades.
Además, Brasil se compromete a aportar 450 millones de dólares para construir una red de transmisión de 500 kilovatios de la represa a Villa Hayes, cerca de Asunción.
Asimismo, el acuerdo reconoce la conveniencia de que la estatal Administración Nacional de Electricidad (ANDE) "pueda gradualmente, a la brevedad posible, comercializar en el mercado brasileño energía de Itaipú correspondiente a los derechos de adquisición de Paraguay".
El tratado constitutivo de la represa, con capacidad para generar 14 mil megavatios, prevé que cada país tiene derecho al 50 por ciento de esa energía y que la electricidad no utilizada debe ser vendida al otro socio a precio de costo.
El acuerdo, de 31 puntos, también incluye obras de infraestructura en Paraguay, entre ellas dos nuevos puentes entre ambos países, para dinamizar el comercio fronterizo.

Buenas relaciones bilaterales
Por su parte, el asesor de la presidencia brasileña para asuntos internacionales, Marco Aurelio García, garantizó este lunes que el acuerdo con Paraguay de Itaipú es "importante y normaliza las relaciones entre ambos países".
García, desde un seminario sobre la paz en Oriente Medio que se lleva a cabo en Río de Janeiro, detalló que el acuerdo logrado el pasado sábado en Asunción estabiliza unas relaciones "que venían sufriendo un cierto desgaste".
En este sentido, el asesor de la presidencia brasileña destacó que la posición del Gobierno de Lula siempre ha sido "que no basta la prosperidad de Brasil en un cuadro de crisis económica y social en países vecinos".
"No podemos ser una isla de prosperidad cercados de un océano de desigualdad social", agregó García.
También subrayó que la firma del tratado ha sido "muy bien acogida" en Paraguay y contribuye además a estabilizar la situación política del país, lo cual "es bueno para la región".

VIENTOS DE CAMBIO EN AMÉRICA LATINA CONDENAN AL GOLPISMO EN HONDURAS

24 julio 2009/TeleSUR http://www.telesurtv.net

Por: Diego Olivera

La conocida estrategia de la guerra fría que generó décadas de enfrentamiento, entre la política imperialista de expansión sobre América Latina, África y Asia, dio origen a la luchas de liberación en varios países de estos continentes.
Nuevamente las botas militares se hacen sentir en América Latina. El gobierno de facto de Honduras ha logrado mantenerse en el poder, la ambigüedad de la política del gobierno de EE.UU. de Barack Obama, ha permitido que se instaure una nueva dictadura en este Continente. No basta con declarar el reconocimiento al gobierno constitucional del presidente Manuel Zelaya, si en la práctica sectores de la CIA y militares de EE.UU. apoyan este tipo de acciones, las cuales han justificado en la historia bajo el lema de combatir "el comunismo", tal como lo fueron el apoyo y financiamiento del golpe de Chile en 1973 contra el presidente Salvador Allende, práctica imperialista que financió y dio soporte institucional a todas las dictaduras militares de las décadas del 60, 70 y 80 en Latinoamérica.
La conocida estrategia de la guerra fría que generó décadas de enfrentamiento, entre la política imperialista de expansión sobre América Latina, África y Asia, dio origen a la luchas de liberación en varios países de estos continentes. Aún está Cuba en América Latina como digno representante de la lucha por el socialismo. Vietnam, pueblo que venció la intervención de EE.UU., y varios países de África y el Medio Oriente, que lograron crear el sueño de la independencia. La desaparición de la URSS -producto de sus propias contradicciones internas- como el aparato estatal que frustro los sueños de la revolución de octubre, dejó el terreno libre a la voracidad del imperialismo estadounidense, creándose la teoría del mundo unipolar con un solo gendarme: el gobierno de los EE.UU, que determina que es democracia, que crea apartheid con países que piensan distinto, que interviene en cualquier nación del mundo en aras de imponer su sistema, que apoya gobiernos o dictaduras corruptas que benefician a las trasnacionales y que vendan sus recursos a estos monopolios.

El nuevo enemigo para EE.UU. son los gobiernos progresistas

Hoy el nuevo "lobo feroz" a combatir es el proyecto del ALBA y la revolución bolivariana, con la figura del presidente Hugo Chávez en el proceso de cambios en Latinoamérica. El ALBA, esta nuevo avance de países que hablan del socialismo. Se crean y promueven instancias integradoras como el Grupo de Río, la Unasur, como el propio ALBA, que se van transformando en un freno a las ambiciones de EE.UU. en la región.
Las posturas asumidas por estas instancias latinoamericanas, se han convertido en un talón de Aquiles para la geopolítica estadounidense. Sus posturas frenaron el conflicto de Ecuador y Colombia, impidiendo un conflicto regional de incalculables consecuencias. Los países que integran el ALBA abrieron el camino para una condena generalizada al gobierno de facto de Honduras, que no solo abarcó este continente, sino también la ONU y la Comunidad Europea. Hasta EE.UU. condenó y habló de reconocer al presidente Manuel Zelaya, pero aplicando el doble discurso, una nueva practica de esta administración, tal como lo fue su postura en la OEA sobre el tema de Cuba, que por primera vez en la historia no se opone a levantar la sanción.

EE.UU. busca un culpable y crea la matriz de la exportación de la revolución bolivariana

Los argumentos más persistentes de los golpistas hondureños, en el gobierno de facto de Roberto Micheletti, han sido el ingreso de Honduras al ALBA, la "amistad" entre el presidente Manuel Zelaya y el presidente de Venezuela Hugo Chávez, o que se quiere imponer el modelo de revolución bolivariana en su territorio. En el marco de esa justificación mediática, diputados y políticos acusan hoy a Zelaya de tratar de consolidar un proyecto continuista y de buscar la modificación de la Constitución hondureña, lo cual es considerado en este país como "traición a la Patria".
Pero lo increíble de estas posturas hipócritas, es que el golpista Micheletti en 1985 trató de convertir el Congreso Nacional de esa nación en una Asamblea Nacional Constituyente, para modificar la carta magna que hoy defienden estos golpistas como su símbolo más importante ante la actual crisis política. En medio de una trifulca, se suspendió la presentación de la propuesta, dado que en aquel entonces la acción de Micheletti también se consideró traición a la patria y los diputados opositores del partido nacionalista sabían que esa Constituyente únicamente buscaba la extensión del mandato del presidente liberal Suazo Córdoba.

La derecha latinoamericana y EE.UU. atacaran los cambios en el continente

Hoy sin embargo este personaje siniestro de la derecha hondureña, apoya un quiebre del hilo constitucional, bajo argumentos falsos, porque no existió ni violación a la constitución, ni el presidente Zelaya renunció. La única verdad es que se dio un golpe de estado y cualquier decisión que emane de este "gobierno" carece de legitimidad. La única culpa que puede tener el mandatario venezolano Chávez, es que abrió una puerta al cambio, que logro en el marco democrático por la vía pacífica armar una revolución hacia el socialismo del siglo XXI, que utiliza los recursos del petróleo para el intercambio y desarrollo solidario con la naciones del continente.
Hasta la iglesia ha intentado satanizar los cambios en Latinoamérica, asumiendo posturas similares a sus apoyos a las dictaduras finales del siglo XX, al mejor estilo de la Inquisición, que mataba o torturaba a los indígenas si no entendían la religión católica. Hoy como ayer las altas autoridades de la iglesia, venden su prédica para defender el modelo imperialista, como lo vendieron en la conquista española.
Lo sucedido en Honduras es muy grave, si se perpetúan los golpistas en el poder, ya existen rumores en Guatemala, la campaña se amplia contra el gobierno Ortega, posiblemente comenzaran la campañas mediáticas en el Salvador. El imperialismo y las oligarquías no descansaran, no pueden aceptar nuevos cambios en América Latina. No lograron el golpe contra el gobierno de Venezuela en el 2002, la insurrección de los jefes departamentales de Bolivia fue derrotada, la oligarquía de Ecuador fracasó en su intento. Este golpe y su continuidad puede ser el inicio de una nueva ofensiva, bajo la nueva égida imperial, el doble discurso condenó públicamente y por debajo financió y apoya a los golpes de estado.

Cancilleres de Bolivia y Perú deciden regularizar deterioradas relaciones diplomáticas

Agencia boliviana de Información (ABI)

Asunción, 24 julio 2009 (ABI) - Los cancilleres de Bolivia, David Choquehuanca, y de Perú, José García Belaúnde, anunciaron el viernes en Asunción que decidieron regularizar las deterioradas relaciones diplomáticas de sus países tras una reunión en el marco de la Cumbre del Mercado Común del Sur (Mercosur) que se realiza en la capital paraguaya.

"Dimos un paso importante para regularizar nuestras relaciones diplomáticas porque nuestras inquietudes serán analizadas para encontrar soluciones favorables para nuestros pueblos", señaló escuetamente el Ministro de Relaciones Exteriores de Bolivia al final de una reunión que se realizó hasta casi la madrugada del viernes.

Por su parte, el Canciller peruano, citado por la agencia Asociated Press, anunció, como señal inequívoca de la distensión, el retorno a La Paz del embajador Fernando Rojas, en Lima hace más de un mes desde que fuera llamado en consultas por Torre Tagle.

Agregó que ambos cancilleres resolvieron "trabajar en conjunto en los temas que no generaron un conflicto entre ambos países", al considerar que los roces fueron "más bien mediáticos".

"Trabajaremos en el entendimiento del tema sobre el (binacional) Río Maurí (que el desvío de cuyo cauce, que alimenta el Río Desaguadero y el Lago Titicaca, denunció La Paz), la situación de asilados bolivianos en Perú (meollo del impasse) y otros asuntos referentes a la Comunidad Andina (CAN)", precisó.

El jefe de la diplomacia peruana informó que la reunión con el Canciller boliviano se extendió por más de dos horas.

La decisión del gobierno de Lima de otorgar asilo y refugio a ex funcionarios bolivianos sumariados por delitos de lesa humanidad erosionó, en mayo anterior, la relación bilateral.