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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Brasil quer aliança com Portugal para defender Atlântico Sul

Brasília, 17 setembro 2009 (Lusa) - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, defendeu uma aliança estratégica com Portugal para estabelecer juntamente com Angola uma posição coordenada em relação à Área Internacional do Atlântico Sul e Equatorial.

"Precisamos de nos aliar a Portugal para estabelecermos com Angola uma linha unificada sobre a chamada Área", disse o ministro na quarta-feira, num depoimento à Comissão de Relações Exteriores do Senado.

Jobim citou Portugal ao defender que o Brasil precisa fazer alianças estratégicas, como com a França, cuja parceria estabelecida em dezembro do ano passado já permitiu a aquisição de 50 helicópteros de transporte EC-725, da Eurocopter, quatro submarinos convencionais - os Scorpènes - e o desenvolvimento de um submarino de propulsão nuclear.

Todos os equipamentos serão construídos no Brasil, com transferência de tecnologia.

Esta parceria entre Brasília e Paris pode englobar ainda a aquisição de 36 caças Rafale pelo governo brasileiro, se a Dassault tiver seu favoritismo confirmado ao final do processo de concorrência com os F/A-18 Super Hornet da norte-americana Boeing e com os Gripen, da sueca Saab.

Segundo Jobim, uma posição conjunta com os africanos em relação à região do Atlântico é também um "tema estratégico brutal" e passa por uma aliança com Portugal.

A denominada "área", um grande "corredor" entre as áreas de direito exclusivo, que é patrimônio da humanidade, tem imensas riquezas minerais.

É rica em manganésio, ferro, níquel, cobre, cobalto, titânio, alumínio e dispõe de uma valiosa biodiversidade, como uma bactéria que produz sangue humano e está sendo estudada pelos japoneses, segundo o ministro.

O Brasil defende que os países do Atlântico Sul se articulem e se estruturem para desenvolverem pesquisas nesses ambientes marinhos de águas profundas e até mesmo explorações conjuntas.

Um ponto que suscita preocupações é a instalação de módulos de exploração na região por outros países, o que vai implicar questões de defesa, cuidados com o meio ambiente e possíveis alterações de rotas de navegação.

O governo brasileiro teme, por exemplo, que países africanos e sul-americanos venham a sofrer prejuízos causados por mudanças das linhas marítimas de comércio.

Brasil e Portugal já acertaram também que vão ajudar países africanos na questão dos limites exteriores da sua plataforma continental.

Na semana passada, durante visita a Brasília do ministro português da Defesa, Nuno Severiano Teixeira, ficou acordado que haverá ainda um reforço da cooperação dos dois países neste setor com membros mais pobres da CPLP.

Teixeira e Jobim defenderam uma atuação mais coordenada no âmbito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, sobretudo para nações que necessitam de recuperação de infra-estruturas militares, fornecimento de fardamentos e equipamentos para as Forças Armadas e apoio à dimensão naval.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Companhia de navegação dinamarquesa inaugura carreira directa entre a Ásia e Moçambique

Maputo, Moçambique, 29 julho 2009 - A companhia de navegação dinamarquesa Maersk iniciou carreiras directas entre a Ásia e o porto de Maputo, em Moçambique, segundo escreve hoje o jornal Notícias.

O primeiro cargueiro de contentores, com 194 metros de comprimento, atracou terça-feira em Maputo com 1.623 contentores a bordo.

As autoridades portuárias da capital moçambicana informaram que navios da Maersk vão passar a escalar semanalmente o Maputo.

O jornal assinala que "a abertura da nova ligação maritima directa com o mercado da Ásia vai atrair mais carga para o Porto de Maputo, tornando-o mais competitivo em relação a outros portos da região, nomeadamente de Durban e Richards Bay, na África do Sul".

O Notícias escreve ainda que com o início desta nova carreira de navios da Maersk "haverá uma maior movimentação de carga por via férrea proveniente da Suazilândia, África do Sul, Zimbabwe e outros da região, que vinham usando exclusivamente o porto de Durban". (macauhub)