Mostrando postagens com marcador submarino. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador submarino. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Brasil/Em Salvador, Dilma é recebida aos gritos de “Não vai ter golpe”



6 abril 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

 

Em visita a Salvador, a presidenta Dilma Rousseff acompanhou a apresentação do Navio Doca Multipropósito (NDM) Bahia, nesta quarta-feira (6). Em seu discurso, Dilma afirmou que o cenário fiscal do país é difícil, mas que seu governo está “trabalhando diuturnamente para superá-lo”. E acrescentou: “Mesmo em uma fase de ajustes, temos nos esforçado para dar sequência aos projetos estratégicos das Forças Armadas”.

Ao ser recebida pelo comandante da embarcação, Dilma ouviu manifestantes gritando “Não vai ter golpe!”.
A presidenta acenou para a multidão, que empunhava cartazes contra a tentativa de impeachment em andamento na Câmara dos Deputados, e seguiu, junto ao ministro da Defesa, Aldo Rebelo, para conhecer a embarcação.

Dilma fez questão de agradecer a demonstração de apoio e defesa da legalidade. “Queria agradecer a todos os manifestantes que se colocam aqui debaixo de chuva defendendo a nossa democracia e defendendo a institucionalidade do nosso país”, disse

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Brasil quer aliança com Portugal para defender Atlântico Sul

Brasília, 17 setembro 2009 (Lusa) - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, defendeu uma aliança estratégica com Portugal para estabelecer juntamente com Angola uma posição coordenada em relação à Área Internacional do Atlântico Sul e Equatorial.

"Precisamos de nos aliar a Portugal para estabelecermos com Angola uma linha unificada sobre a chamada Área", disse o ministro na quarta-feira, num depoimento à Comissão de Relações Exteriores do Senado.

Jobim citou Portugal ao defender que o Brasil precisa fazer alianças estratégicas, como com a França, cuja parceria estabelecida em dezembro do ano passado já permitiu a aquisição de 50 helicópteros de transporte EC-725, da Eurocopter, quatro submarinos convencionais - os Scorpènes - e o desenvolvimento de um submarino de propulsão nuclear.

Todos os equipamentos serão construídos no Brasil, com transferência de tecnologia.

Esta parceria entre Brasília e Paris pode englobar ainda a aquisição de 36 caças Rafale pelo governo brasileiro, se a Dassault tiver seu favoritismo confirmado ao final do processo de concorrência com os F/A-18 Super Hornet da norte-americana Boeing e com os Gripen, da sueca Saab.

Segundo Jobim, uma posição conjunta com os africanos em relação à região do Atlântico é também um "tema estratégico brutal" e passa por uma aliança com Portugal.

A denominada "área", um grande "corredor" entre as áreas de direito exclusivo, que é patrimônio da humanidade, tem imensas riquezas minerais.

É rica em manganésio, ferro, níquel, cobre, cobalto, titânio, alumínio e dispõe de uma valiosa biodiversidade, como uma bactéria que produz sangue humano e está sendo estudada pelos japoneses, segundo o ministro.

O Brasil defende que os países do Atlântico Sul se articulem e se estruturem para desenvolverem pesquisas nesses ambientes marinhos de águas profundas e até mesmo explorações conjuntas.

Um ponto que suscita preocupações é a instalação de módulos de exploração na região por outros países, o que vai implicar questões de defesa, cuidados com o meio ambiente e possíveis alterações de rotas de navegação.

O governo brasileiro teme, por exemplo, que países africanos e sul-americanos venham a sofrer prejuízos causados por mudanças das linhas marítimas de comércio.

Brasil e Portugal já acertaram também que vão ajudar países africanos na questão dos limites exteriores da sua plataforma continental.

Na semana passada, durante visita a Brasília do ministro português da Defesa, Nuno Severiano Teixeira, ficou acordado que haverá ainda um reforço da cooperação dos dois países neste setor com membros mais pobres da CPLP.

Teixeira e Jobim defenderam uma atuação mais coordenada no âmbito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, sobretudo para nações que necessitam de recuperação de infra-estruturas militares, fornecimento de fardamentos e equipamentos para as Forças Armadas e apoio à dimensão naval.