(8 novembro 2007)
A petrolífera canadiana Artumas anunciou hoje que vai investir 170 milhões de dólares (116 milhões de euros) na exploração e petróleo em Moçambique, onde é concessionária na bacia do Rovuma, e também na Tanzânia.
O investimento é suportado por uma operação de emissão de títulos no mercado de capitais norueguês, no referido montante e integralmente realizada, e cujos resultados foram hoje divulgados em comunicado.
"O forte apoio expressado pelo mercado ao plano de negócios da Artumas encoraja-nos, especialmente neste período de instabilidade nos mercados financeiros", afirmou o presidente-executivo da empresa, Steve Mason.
"Os resultados desta oferta [de títulos] serão usados para aumentar o conhecimento da Artumas do potencial da exploração de crude na Bacia do Rovuma, em Moçambique", e também na Tanzânia, nomeadamente os campos gasíferos de Mnazi Bay e Msimbati.
De acordo com os resultados preliminares de um estudo de campo quarta-feira, a bacia do Rovuma, no norte de Moçambique, tem potencial de petróleo em quantidades passíveis de exploração comercial.
A pesquisa, encomendada pela Artumas e realizada pela norte-americana Rose & Associates, conclui que em quatro perfurações naquele campo pode ser extraído petróleo em rama em "quantidade comercial e não comercial" (sem especificar a proporção de cada uma delas).
O estudo indica uma probabilidade média de 67 milhões de barris em "quantidade comercial e não comercial" (a pesquisa refere 90 por cento de possibilidades de poderem ser extraídos 2,37 milhões de barris e 10 por cento de existir quantidade de ramas para 186 milhões de barris).
O patamar mínimo estabelecido no relatório para a rentabilidade da exploração comercial é colocado nos 125 milhões de barris.
A pesquisa indica que, "em caso de sucesso", a participação de 8,5 por cento da Artumas na exploração petrolífera do Rovuma poderá render um valor médio de 714 milhões de dólares (487 milhões de euros).
Moçambique vai lançar este mês um novo concurso para a exploração de petróleo e gás, com um prémio de 68 milhões de dólares (46,4 milhões de euros).
A nova concessão cobrirá ou a zona sul da província de Inhambane ou a bacia do Rovuma, onde existem condições geológicas para a ocorrência de petróleo e de gás natural.
Em Julho de 2005, o governo de Moçambique lançou um concurso para a exploração de diversos blocos "offshore" na zona conhecida como bacia do Rovuma, nome do rio que separa Moçambique da Tanzânia.
As empresas canadiana Artumas Group, norte-americana Anadarko Petroleum, malaia Petronas e italiana ENI são algumas das que estão activas naquela bacia. (Notícias Lusófonas)
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