Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

PUEBLO HONDUREÑO EN LAS CALLES DENUNCIA GOLPE DE ESTADO




Las manifestaciones del pueblo hondureño continúan a pesar de la suspensión de garantías individuales. (Foto: teleSUR)

FIDEL DIZ QUE GOLPISTAS DE HONDURAS NÃO TÊM SALVAÇÃO

Em artigo publicado na noite de domingo, o líder cubano Fidel Castro criticou a deposição do presidente de Honduras e defendeu que não se negocie com os golpistas. "Com esse alto comando golpista não se pode negociar, é necessário exigir a sua renúncia e que outros oficiais mais jovens e não comprometidos com a oligarquia ocupem o comando militar, ou não haverá jamais um governo do povo, pelo povo e para o povo em Honduras. Os golpistas, encurralados e isolados, não têm salvação possível se o problema for encarado com firmeza", diz Fidel.

29 junho 2009/Vermelho http://www.vermelho.org.b

Em um texto publicado por volta da meia-noite, na página oficial Cuba Debate, Fidel recomendou não ceder nenhum milímetro ante os militares e setores da oposição que apoiaram o golpe contra Zelaya. "Com esse alto comando golpista não se pode negociar, é preciso exigir sua renúncia e que outros oficiais mais jovens e não comprometidos com a oligarquia ocupem o comando militar, ou não haverá jamais um governo 'do povo, pelo povo, para o povo' em Honduras", escreveu.

"Os golpistas, encurralados e isolados, não têm salvação possível", acrescentou. Fidel Castro recorda em seu texto que os golpistas não contam com o respaldo dos Estados Unidos, que apoiou muitos golpes de Estado na América Central durante a guerra fria.

"Até a senhora (Secretária de Estado dos EUA, Hillary) Clinton declarou já em horas da tarde que Zelaya é o único presidente de Honduras, e os golpistas hondurenhos nem sequer respiram sem o apoio dos Estados Unidos", escreveu.

Irmão de Fidel, o presidente cubano Raúl Castro condenou no domingo o golpe contra Zelaya, qualificando-o de brutal. "A época das ditaduras militares na América Latina já passou", havia dito mais cedo o chanceler cubano Bruno Rodríguez. Zelaya foi levado à força para a Costa Rica, após ter sido sacado da residência presidencial por militares.

Confira a íntegra do artigo de Fidel Castro:

UM ERRO SUICIDA

Na reflexão escrita na noite da quinta-feira, 25, há três dias, eu disse: "Ignoramos o que acontecerá esta noite ou amanhã em Honduras, mas o comportamento valoroso de Zelaya passará à história."

Dois parágrafos antes, tinha assinalado: "Aquilo que lá aconteça será uma prova para A OEA e para a atual administração dos Estados Unidos."

A pré-histórica instituição interamericana se reuniu no dia seguinte, em Washington, e, em uma apagada e fraca resolução, prometeu realizar as gestões pertinentes imediatamente para procurar uma harmonia entre as partes em conflito. Quer dizer, uma negociação entre o golpistas e o presidente constitucional de Honduras.

O alto chefe militar, que continuava a comandar as Forças Armadas hondurenhas, fazia pronunciamentos públicos em discrepância com as posições do presidente, enquanto só de um modo meramente formal reconhecia a sua autoridade.

Não precisavam os golpistas de outra coisa da OEA. Não lhes importou nada a presença de um grande número de observadores internacionais que viajaram a esse país para dar fé de uma consulta popular, aos quais Zelaya falou até altas horas da noite.

Antes do amanhecer de hoje, eles lançaram cerca de 200 soldados profissionais bem treinados e armados contra a residência do presidente, que, separando brutalmente a esquadra de Guarda de Honra, seqüestraram Zelaya, que dormia. Ele foi conduzido à base aérea, colocado à força em um avião e transportado a um aeroporto na Costa Rica.

Às 8h30 da manhã, conhecemos pela Telesur a notícia do assalto à casa presidencial e o seqüestro. O presidente não pôde assistir ao ato inicial da consulta popular, que aconteceria este domingo. Era desconhecido o que tinham feito com ele.

A emissora da televisão oficial foi silenciada. Desejavam impedir a divulgação prematura da traiçoeira ação através de Telesur e Cubavisión Internacional, que informavam dos fatos. Suspenderam por isso os centros de retransmissão e acabaram cortando a eletricidade em todo o país. Ainda o Congresso e os altos tribunais envolvidos na conspiração não tinham publicado as decisões que justificavam o conluio. Primeiro levaram a cabo o inqualificável golpe militar e depois o legalizaram.

O povo acordou com os fatos consumados e começou a reagir com grande indignação.

Não se conhecia o destino de Zelaya. Três horas depois, a reação popular era tal, que foram vistas mulheres batendo com o punho nos soldados, cujos fuzis quase caiam das suas mãos por puro desconcerto e nervosismo.

Inicialmente, os seus movimentos pareciam os de um estranho combate contra fantasmas, depois tentavam cobrir com as mãos as câmaras de Telesur, apontavam tremendo os fuzis contra os repórteres, e, às vezes, quando as pessoas avançavam, os soldados recuavam. Enviaram transportadores blindados com canhões e metralhadoras. A população discutia sem medo com os soldados nos blindados; a reação popular era surpreendente.

Ao redor das 2h da tarde, em coordenação com os golpistas, uma maioria domesticada do Congresso depôs Zelaya, presidente constitucional de Honduras, e designou um novo Chefe de Estado, afirmando ao mundo que aquele tinha renunciado, apresentando uma falsificada assinatura. Minutos depois, Zelaya, de um aeroporto na Costa Rica, informou todo o acontecido e desmentiu categoricamente a notícia da sua renúncia. Os conspiradores fizeram o ridículo perante o mundo.

Muitas coisas aconteceram hoje. Cubavisión dedicou-se completamente a desmascarar o golpe, informando o tempo todo a nossa população.
Aconteceram fatos de caráter totalmente fascista, que não por esperados deixam de surpreender.

Patrícia Rodas, a ministra de Relações Exteriores de Honduras, foi depois de Zelaya o objetivo fundamental dos golpistas. Outro destacamento foi enviado a sua residência. Ela, valente e decidida, se moveu rápido, não perdeu um minuto em denunciar por todos os meios o golpe.

O nosso embaixador tinha estabelecido contato com Patrícia para conhecer a situação, como o fizeram outros embaixadores. Num momento determinado, pediu aos representantes diplomáticos da Venezuela, da Nicarágua e Cuba que se reunissem com ela, que, ferozmente acossada, precisava de proteção diplomática. O nosso embaixador, que desde o primeiro instante estava autorizado a oferecer o máximo apoio à ministra constitucional e legal, partiu para visitá-la na sua própria residência.

Quando estavam já na sua casa, o comando golpista enviou o Major Oceguera para prendê-la. Eles se colocaram diante da mulher e lhe disseram que estava sob a proteção diplomática, e que só poderia mover-se em companhia dos embaixadores. Oceguera discutiu com eles e o fez de maneira respeitosa.

Minutos depois, entraram na casa entre 12 e 15 homens uniformizados e encapuzados. Os três embaixadores se abraçaram a Patrícia; os mascarados atuaram de forma brutal e conseguiram separar os embaixadores da Venezuela e Nicarágua; Hernández a pegou tão fortemente por um dos braços, que os mascarados arrastaram ambos até um furgão ; levaram-nos à base aérea onde conseguiram separá-los, e levam-na com eles.

Estando ali detido, Bruno, que tinha notícias do sequestro, se comunicou com ela através do celular; um mascarado tentou de arrebatar-lhe rudemente o telefone; o embaixador cubano que já tinha sido golpeado na casa de Patrícia, grita-lhe: "Não me empurre, porra!" Não me lembro se a palavra que pronunciou foi alguma vez usada por Cervantes, mas sem dúvida o embaixador Juan Carlos Hernández enriqueceu a nossa língua.

Depois o deixaram em uma rodovia longe da missão e antes de abandoná-lo lhe disseram que, se falasse, poderia acontecer-lhe alguma coisa pior. "Nada é pior do que a morte! ", respondeu-lhes com dignidade, "e não sinto medo de vocês por isso”. Os vizinhos da área o ajudaram a voltar à embaixada, de onde imediatamente comunicou-se mais uma vez com Bruno.

Com esse alto comando golpista não se pode negociar, é necessário exigir a sua renúncia e que outros oficiais mais jovens e não comprometidos com a oligarquia ocupem o comando militar, ou não haverá jamais um governo "do povo, pelo povo e para o povo" em Honduras.

Os golpistas, encurralados e isolados, não têm salvação possível se o problema for encarado com firmeza.

Até a Senhora Clinton declarou que Zelaya é o único Presidente de Honduras, e os golpistas hondurenhos nem sequer respiram sem o apoio dos Estados Unidos.

De pijamas até há algumas horas, Zelaya será reconhecido pelo mundo como o único presidente constitucional de Honduras".

Fidel Castro Ruz

28 de junho de 2009

LATINOAMÉRICA EMPUJA A UN WASHINGTON REACIO A QUE APOYE LA DEMOCRACIA EN HONDURAS

Mark Weisbrot

Agencia Latinoamericana de Informacion http://alainet.org

El golpe militar que derrocó al presidente electo de Honduras, Manuel Zelaya, provocó repudio unánime a nivel internacional. Pero la respuesta de algunos países ha sido más reacia que la de otros y la ambivalencia de Washington ha comenzado a despertar sospechas acerca de lo que realmente el gobierno estadounidense está tratando de lograr en esta situación.

Las primeras declaraciones de la Casa Blanca en respuesta al golpe fueron débiles y evasivas. En ellas no se denunciaba el golpe, sino más bien se hacía un llamado a “todos los actores políticos y sociales en Honduras a respetar las normas democráticas, el Estado de derecho y los principios de la Carta Democrática Interamericana”.

Esas declaraciones diferían con las de otros presidentes del hemisferio, como Lula da Silva de Brasil y la presidenta Cristina Fernández de Argentina, quienes denunciaron el golpe y exhortaron a que se restituyera al presidente Zelaya. La Unión Europea también emitió una respuesta similar, menos ambigua y más inmediata.

Más adelante, ese mismo día, a medida que la respuesta de otras naciones se hizo más clara, la secretaria de Estado, Hillary Clinton, hizo una declaración más fuerte en la cual se repudiaba el golpe – pero sin referirse a éste como un golpe. Además, no hacía mención alguna sobre el retorno de Zelaya a la presidencia.

La Organización de Estados Americanos, el Grupo de Río (la mayor parte de Latinoamérica) y la Asamblea General de las Naciones Unidas han todos llamado a que se dé el “retorno inmediato e incondicional” del presidente Zelaya.

Las fuertes posiciones desde el Sur resultaron en declaraciones anónimas de funcionarios del Departamento de Estado que mostraban más apoyo al retorno del presidente Zelaya. Para la tarde del lunes, el presidente Obama finalmente declaró: “Nosotros creemos que el golpe no fue legal y que el presidente Zelaya sigue siendo el presidente de Honduras...”

Pero más tarde, ese mismo lunes en una conferencia de prensa, se le preguntó a la secretaria de Estado Clinton si “restaurar el orden constitucional” en Honduras significaba el retorno de Zelaya. La secretaria nunca dio una respuesta afirmativa.

¿Por qué tanto recelo en llamar abiertamente al retorno inmediato e incondicional de un presidente electo, así como lo había hecho el resto del hemisferio y las Naciones Unidas? Una posibilidad obvia es que Washington no comparte estos objetivos. Los líderes del golpe no tienen apoyo internacional pero aún podrían tener éxito en lograr que pase el tiempo – Zelaya tiene menos de seis meses para terminar su mandato. ¿Apoyará el gobierno de Obama la imposición de sanciones en contra del gobierno golpista para prevenir que esto suceda? Los gobiernos vecinos de Guatemala, Nicaragua y El Salvador ya han hecho las primeras advertencias al anunciar una suspensión del comercio por 48 horas.

A diferencia de esto, una razón para la reticencia de Hillary Clinton de llamar al golpe un golpe es la prohibición, bajo la Ley de ayuda al extranjero de Estados Unidos (U.S. Foreign Assistance Act), de proveer fondos a gobiernos en donde el jefe de Estado haya sido destituido por un golpe militar.

La palabra ‘incondicional’ también es clave en esta situación: el gobierno estadounidense quizás quiera extraer alguna concesión de Zelaya como parte de un acuerdo para su retorno a la presidencia. Pero así no es como funciona la democracia. Si Zelaya quiere negociar algún acuerdo con sus oponentes políticos luego de haber retornado, ésa es otra historia. Pero nadie tiene el derecho de extraerle concesiones políticas en el exilio, a punta de pistola.

No hay excusa alguna para este golpe. Una crisis constitucional se desató cuando el presidente Zelaya le ordenó al ejército que distribuyera los materiales para un referendo no vinculante que se llevaría a cabo el domingo pasado. El referendo le pedía a los ciudadanos que votaran sobre si incluir una propuesta para una asamblea constituyente, para redactar una nueva constitución, en las elecciones de noviembre. El jefe del ejército, el general Romeo Vásquez, se rehusó a llevar a cabo las órdenes del presidente. El presidente, como comandante en jefe del ejército, despidió a Vásquez, con lo cual el ministro de defensa renunció. La Corte Suprema posteriormente dictaminó que el despido de Vásquez por parte del presidente era ilegal y la mayoría en el congreso se ha mostrado en contra del presidente Zelaya.

Los partidarios del golpe argumentan que el presidente violó la ley al intentar proceder con el referendo después de que la Corte Suprema fallara en contra de éste. Ésta es una cuestión legal; puede ser cierto o puede ser que la Corte Suprema no tuviera base legal para emitir esa sentencia. Pero esto es irrelevante para lo que ha sucedido: el ejército no es el árbitro de una disputa constitucional entre los varios poderes del Estado. Esto es particularmente cierto en este caso, en el que el referendo que se proponía era un plebiscito no vinculante y meramente de carácter consultivo. No habría cambiado cualquier ley, ni habría afectado la estructura de poder; era simplemente una encuesta al electorado.

Por consiguiente, el ejército no puede afirmar que actuó para prevenir un daño irreparable. Éste es un golpe militar llevado a cabo con propósitos políticos.

Existen otras cuestiones sobre las cuales nuestro gobierno se ha mantenido raramente silencioso. Los informes de represión política, del cierre de estaciones de radio y TV, de la detención de periodistas, detención y abuso físico de diplomáticos y de lo que el Comité para la Protección de Periodistas ha llamado una “censura de los medios”, son eventos que aún esperan por ser seriamente reprochados por Washington. Al controlar la información y reprimir la disensión, el gobierno de facto de Honduras está también creando el marco para unas elecciones injustas en noviembre.

Muchos informes han contrastado el rechazo del gobierno de Obama al golpe hondureño con el apoyo inicial del gobierno de Bush al golpe militar de 2002 que derrocó brevemente al presidente Hugo Chávez en Venezuela. Pero de hecho hay más similitudes que diferencias entre la respuesta estadounidense a estos dos eventos. En el marco de un día, el gobierno de Bush revirtió su posición oficial sobre el golpe venezolano debido a que el resto del hemisferio había anunciado que no reconocería al gobierno golpista. De manera similar, en este caso, el gobierno de Obama está siguiendo al resto del hemisferio, tratando de no ser la excepción, pero al mismo tiempo, sin realmente compartir su compromiso con la democracia.

No fue sino hasta algunos meses después del golpe venezolano que el Departamento de Estado admitió que le había brindado apoyo financiero y de otro tipo a “individuos y organizaciones que se entiende que estuvieron activamente involucrados en la breve expulsión del gobierno de Chávez”. En el golpe hondureño, el gobierno de Obama afirma que intentó disuadir al ejército hondureño para que no tomara esta acción. Sería interesante saber cómo se llevaron a cabo estas discusiones. ¿Será que los funcionarios del gobierno dijeron, “Ustedes saben que tendremos que decir que estamos en contra de una movida como ésa si la llevan a cabo, porque todo el mundo lo hará”? O será que más bien dijeron, “No lo hagan, porque haremos todo lo que esté a nuestro alcance para revertir cualquier tipo de golpe”? Las acciones del gobierno desde que ocurrió el golpe apuntan a algo más parecido a lo primero, sino hasta peor.

La batalla entre Zelaya y sus oponentes pone de frente a un presidente reformista apoyado por sindicatos laborales y organizaciones sociales en contra de una élite política corrupta, con conexiones al narcotráfico, que opera al estilo de una mafia y que está acostumbrada a escoger no solamente a la Corte Suprema y al Congreso, sino al presidente también. Es una historia recurrente en Latinoamérica, y Estados Unidos casi siempre se ha puesto del lado de las élites. En este caso, Washington tienen una relación muy cercana con el ejército hondureño, desde hace ya décadas. Durante los años ochenta, Estados Unidos utilizó bases en Honduras para entrenar y armar a los ‘contras’, los paramilitares nicaragüenses que se dieron a conocer por sus atrocidades en la guerra en contra del gobierno sandinista en el vecino país de Nicaragua.

El hemisferio ha cambiado substancialmente desde el golpe venezolano de abril de 2002, con otros once gobiernos de izquierda siendo elegidos posteriormente. Un conjunto entero de normas, instituciones y relaciones de poder entre el Sur y el Norte en el hemisferio han sido alteradas. El gobierno de Obama enfrenta hoy a vecinos que están mucho más unidos y mucho menos dispuestos a ceder en cuestiones fundamentales de democracia. Es por eso que la secretaria de Estado Clinton probablemente no tendrá mucho espacio de maniobra. Sin embargo, la ambivalencia del gobierno será notada en Honduras y muy probablemente podría motivar al gobierno de facto a que intente aferrarse al poder. Eso podría ocasionar muchos daños.

- Mark Weisbrot es codirector del Center for Economic and Policy Research (CEPR), en Washington, D.C. Ha escrito numerosos informes de investigación sobre política económica. Es presidente de la organización Just Foreign Policy.

Publicado en ingles en The Guardian Unlimited

MANUEL ZELAYA: SOLIDARIDAD DEL MUNDO NO ES PARA ZELAYA SINO PARA EL PUEBLO DE HONDURAS





El legítimo presidente de Honduras, Manuel Zelaya, quien fue objeto de un golpe de Estado el pasado domingo. (Foto:teleSUR)

"Hay una solidaridad mundial con el pueblo hondureño, no es con el presidente Manuel Zelaya, es con el pueblo hondureño, porque sus conquistas y sus avances no les sean violados ni arrebatados con el uso de la fuerza", sostuvo el legítimo mandatario del país centroamericano a una radio hondureña.

1 julio 2009/TeleSUR http://www.telesurtv.net

La solidaridad de la comunidad internacional, que ha condenado el golpe de Estado llevado a cabo en Honduras y rechazado el gobierno de facto que se instaló a partir de entonces, no está dirigido al presidente constitucional de ese país centroamericano sino que es hacia el pueblo hondureño.

Así lo señaló el legítimo jefe de Estado de Honduras, Manuel Zelaya, quien en su primera entrevista concedida a un medio hondureño, luego del golpe de Estado del que fue objeto y al veto de la prensa local, dijo que el apoyo internacional tiene el objetivo de evitar que las conquistas y avances del pueblo del país centroamericano no les sean violados ni arrebatados con el uso de la fuerza.

Zelaya, quien, luego de su expulsión de Honduras por parte de fuerzas golpistas el pasado domingo, ha estado presente en reuniones de bloques de integración regional y en organismos multilaterales como la Organización de las Naciones Unidas (ONU) y la Organización de Estados Americanos (OEA), además señaló que el actual gobierno ilegítimo de su país está aislado del resto del mundo.

Estas declaraciones las ofreció Zelaya a Radio Globo, en pleno cerco que el gobierno de facto de Honduras le ha impuesto a los medios de comunicación en esa nación centroamericana para que no informen sobre lo que está aconteciendo.

A continuación el texto íntegro de la entrevista:

Lo que queremos es hacer valer lo que significan las conquistas sociales más importantes que tiene nuestra sociedad, como es el hecho de que el que elige en Honduras es el pueblo, el que toma las decisiones en Honduras debe ser el pueblo, es por lo que estábamos luchando ahora, no solamente por elegir sino por tomar decisiones

Es el pueblo el que debe participar activamente en la economía y en la sociedad debe ser el pueblo. Ese es el espíritu que prevalece hoy en todas las latitudes del mundo, que son los pueblos los que tienen la fuerza de la razón, la fuerza de la verdad y en ello se inspira hasta la voz de Dios, como se ha dicho en infinidad de ocasiones desde la Revolución Francesa hasta la fecha.

Si nosotros hacemos valer este principio de soberanía popular, frente a intereses particulares que siempre van a existir, pero que deben ser sometidos a los intereses de las grandes mayorías, creo que tendremos la fuerza, la entereza, la energía y la capacidad para enfrentar este terrible problema que está viviendo nuestra sociedad, pero enfrentarlo con firmeza, no dejarnos vencer, amilanar ni atemorizar, ocupar nuestros espacios sin ningún temor, sin ninguna debilidad de parte del pueblo hondureño.

Nos jugamos el destino de la nación es estos momentos, nos jugamos el destino de nuestros hijos. Honduras no puede retroceder, Honduras ha avanzado infinitamente, aunque tengamos altos niveles de problemas, Honduras ha avanzado y este avance no puede quedar tirado simplemente por que uno u otro internes asuma, con la dureza de las armas, con la violencia y la represión, lo que son los derechos fundamentales de los seres humanos.

Ninguna acción de los que han usurpado el poder es legal, todo lo que están haciendo es ilegal y es nulo, constituye también comisión de delitos, absolutamente todo. El que no me crea consulte el artículo 3 de la Constitución de la República, que literalmente reza así: "Nadie debe obediencia a un gobierno usurpador que, a través de la fuerza, tome el poder de la nación. Sus actos son nulos y están tipificados como delitos de alta traición de la Patria. El pueblo tiene derecho a la insurrección pacífica sobre este tipo de abuso de quienes asuman el poder por la fuerza de las armas".

Yo hago un llamado sincero y honesto, como siempre lo he sido a través de mi vida, a todo el pueblo hondureño, sin distingo de ninguna naturaleza, que eleven sus ojos al creador del universo, para que seamos justos en ver qué es lo que le conviene al país, qué es lo que le conviene a la nación.

Si hacemos ésto, inmediatamente descubriremos que lo que le conviene al país siempre va a ser la decisión de las grandes mayorías de pueblo y el respeto a esa decisiones. Honduras no puede aceptar un régimen autoritario impuesto por la fuerza de las armas, ese es un régimen ilegal, todos sus actos son nulos y todo lo que hagan constituyen delitos que van a ser juzgados si no hay una rectificación y una enmienda en el menor tiempo posible.

Nosotros hemos recibido, el pueblo hondureño, no su servidor, porque ser presidente para mi nunca ha sido un objetivo en la vida, ser presidente es una coyuntura temporal, es un cargo muy honroso que no lo adquiere nadie si no acude a la convocatoria popular y es puesto por el pueblo.

En Honduras, los dictadores, las nefastas dictaduras del pasado, debemos enterrarlas para siempre. Nunca vamos a permitir que la imposición de la fuerza prevalezca sobre la razón y mucho menos permitiremos que la violencia llegue a nuestro país en una forma de Estado para imprimirle terror, miedo y zozobra a la nación hondureña.

Los hondureños somos pacíficos y queremos vivir en paz.


Señor Presidente, quisiéramos compartir con usted algunos de los aspectos que pasan en la realidad nuestra. Por ejemplo, en la violación de la libertad de expresión, ésta casa de radio, que ha sido la única radiomerisora que hemos estado, desde el día del golpe de Estado hasta hoy, hemos vivido algunas irregularidades como parte de la decisión abrupta que se tomó el pasado domingo.


Quisiera lamentar profundamente todo lo que están haciéndole a la gente y solidarizarme con el pueblo y decirle que yo vengo de Naciones Unidas, todas las naciones del mundo, sin excepción, por primera vez en la historia, no sucedía desde la época de los nazis, por primera vez en la historia, todas las naciones del mundo, son excepción, han condenado enérgicamente y han anunciado que no van a reconocer, ninguna nación del mundo, ese gobierno de facto instalado por las fuerza en nuestro país.

La Organización de Estados Americanos (OEA), anoche a las 4:30 de la mañana donde yo también estuve presente, ha decidido que en las próximas 72 horas, si no hay algún arreglo pacífico, de diálogo, va a expulsar a Honduras como estado miembro de toda la organización. Y la expulsión de Honduras es la expulsión del Ejército del Tratado de Asistencia Recíproca (TIAR).

Lo mismo lleva a medidas de cortar las ayuda económicas de los Estados Unidos a estos mismos Ejércitos y el repudio toral de la humanidad entera a este acto de violencia y de fuerza que se ha perpetrado en Honduras, derrocando a un gobierno legítimamente electo por el pueblo.

Las embajadas de Europa, todos los países de Europa, a partir de la próxima semana, si no hay un arreglo en las próximas 72 horas, van a retirar todos sus embajadores de nuestro país, como lo anunciaba ayer la Comunidad Europea, lo mismo que los países de Centroamérica han tomado esa decisión, los países de América Latina y el Caricom.
Hay una solidaridad mundial con el pueblo hondureño, no es con el presidente Manuel Zelaya, es con el pueblo hondureño, porque sus conquistas y sus avances no les sean violados ni arrebatados con el uso de la fuerza.

Señor presidente tenemos entendido que tiene usted previsto su regreso a Honduras este sábado ¿Es así, quienes le acompañan?

La presidenta Cristina Fernández de Kirchner de Argentina estará con nosotros, hay varios presidentes que han solicitado estar presentes, vendrán muchas personalidades del mundo, gente que tiene un gran reconocimiento internacional, pero especialmente también tendemos al presidente de la Asamblea General de la Organización de las Naciones Unidas, el padre Miguel D'Escoto, igual que el secretario general de la OEA, José Miguel Insulza.

Todo esto está preparado para mi retorno. La fecha y hora del retorno ha empezado a contarse a partir de que la OEA ha pedido 72 horas para dialogar con los golpistas, para dialogar con este fenómeno de violencia que ha surgido en nuestro país. Ese diálogo se va establecer a partir de hoy por diferentes medios.

Si hay una posibilidad de diálogo lógico, esperamos que el retorno esté confirmado, como lo haremos en las próximas horas, para este fin de semana.

Este fin de semana será el retorno, todavía no puedo dar detalles específicos, porque el pueblo hondureño tiene que conocerme a mi como ya me conoce, en primer lugar que tengo la suficiente entereza moral y la valentía para enfrentar cualquier situación a nivel del país y a nivel internacional y poder aclarar cualquiera de las dudas con las que se está hablando en Honduras que ahora surgen como calumnias, falsedades y mentiras.

Para su satisfacción, quiero informarle que en este momento frente a Radio Globo, en el Boulevard Morazán, va una multitudinaria manifestación y hablo de una multitudinaria manifestación en su apoyo señor Presidente.

Gracias David Romero, yo estoy recibiendo información de ametrallamientos a buses en Olancho, de problemas de detención de arrestos y gente golpeada a nivel nacional, en San Pedro Sula, en las calles de diferentes ciudades como Santa Bárbara, como Occidente, en el sur.

En todos lados el pueblo se ha estado manifestando, ya creo que los señores que han asumido ilegítimamente, por la fuerza y la violencia, el poder, deben entender que nadie, absolutamente nadie, va a aceptar este retroceso a la época de las cavernas y deberían entender pronto, muy pronto, este mensaje para que vuelva la paz y la tranquilidad a nuestro país.

Me gustaría señor Presidente que en este momento se dirigiera a esta manifestación, en la que van sintonizando Radio Globo en carros parlantes.

A todos los manifestantes y amigos que están ahí, caminado en ese boulevard yo lo que les ruego es que actúen con tolerancia, que presenten resistencia cívica pacífica, que no se vayan a usa armas de ninguna naturaleza.

Es cierto que hemos perdido las instituciones, que hemos perdido la democracia formal, que son instituciones que no le dan respuesta al país, el pueblo siempre se ha mantenido en las calles porque nunca le dan participación en estas instituciones.
No perdamos el derecho de protesta, el derecho a huelga y el derecho de manifestación en las calles, que mantengan firmeza en eso, porque si al pueblo lo sacan de las calles con las bayonetas, estaríamos dejando un espacio que le pertenece al pueblo y del cual nadie nos va a sacar nunca, durante todo el tiempo que nos toque hacer esta lucha hasta que obtengamos la victoria.

Está tomada la capital está tomada por los manifestantes señor Presidente. La plaza Miraflores hacia el centro los taxistas la tomaron, el boulevard Morazán está tomado, está tomado el boulevar Zuriapa por los manifestantes. La capital, prácticamente, está paralizada al igual que el resto de las ciudades del país en este momento.

Sí, yo estoy realmente muy satisfecho y quisiera levantar el ánimo de la gente que está en Honduras haciendo esta lucha. Yo no me voy a amilanar, no tengo temor.
Yo voy a ir a acompañarlos y voy a ir a sumir lo que el pueblo me delegó. Esto es parte de una decisión que han tomado las naciones del mundo, éste gobierno (de facto) está solo, está rodeado y además está seriamente cuestionados
Les han congelado del Banco Mundial, los fondos de la Unión Europea, los fondos del Fondo Monetario Internacional, los bancos de todo el mundo están cancelando todas las ayudas a Honduras. Están haciéndole un daño a ese pueblo.

Llamo directamente a los miembros de este régimen de autoritario y dictatorial que se ha instalado en Honduras, a que reflexionen, por el pueblo, por sus hijos y sus familias.

Señor presidente, también el Aeropuerto Internacional de Tuncuntín ha sido militarizado a la espera que usted llegue, para supuestamente capturarlo.

Yo no le tengo miedo a ningún juicio, a mi se me hubiera hecho un juicio si yo estuviese haciendo algo incorrecto, que se me hubiese nombrado nombrado un juez para que pudiera defenderme, pero yo fui sacado con bayonetas, metralletas, a punta de balas de mi casa.

Mi casa fue asaltada, como que si no existiera el respeto a la figura de un presidente, una barbarie que yo nunca había visto en la vida, nunca en la historia de Honduras ha habido una barbarie como la que está sucediendo.

Los hondureños no deben permitirla y debemos tener la fuerza para que esto no suceda.

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España/Todas las embajadas europeas retiraron sus representantes de Honduras

1 julio 2009/TeleSUR http://www.telesurtv.net

El ministro español de Asuntos Exteriores, Miguel Ángel Moratinos, anunció este miércoles que todas las embajadas europeas en Tegucigalpa han decidido retirar a los diplomáticos acreditados en la capital hondureña.

En declaraciones a Radio Nacional de España (RNE), Moratinos explicó que mantuvo consultas con los ministros de relaciones exteriores de la Unión Europea y subrayó que el mensaje era muy claro: 'todas las embajadas europeas en Tegucigalpa han decidido retirar a los embajadores allí acreditados'.

"Esto supone una señal muy clara de la posición europea y de la comunidad internacional", subrayó.

Chávez destaca coraje de Cristina Fernández al acompañar a Zelaya

1 julio 2009/TeleSUR http://www.telesurtv.net

El presidente de Venezuela, Hugo Chávez, consideró como un "gesto de coraje y de valor" la decisión de su homóloga de Argentina, Cristina Fernández, de acompañar al depuesto gobernante hondureño, Manuel Zelaya, cuando el fin de semana regrese a su país.

"Es conmovedora la resolución de la presidenta argentina de acompañar al presidente Zelaya en su retorno anunciado para las próximas horas a la República de Honduras. Es un gesto de coraje y de valor de esta hermana y compañera presidenta", dijo Chávez durante un acto de ascensos militares.

Según dijo, conversó con Fernández por teléfono sobre el golpe de Estado en el país centroamericano.

Foreign Policy considera Timor-Leste e Guiné-Bissau em situação de perigo

2 julho 2009/Jornal da Madeira

Timor-Leste e Guiné-Bissau são dos 30 países onde é maior o risco de colapso do Estado, segundo a listagem anual de "Estados falhados", ontem divulgada pela revista Foreign Policy, e encontram-se em situação de "perigo".

Na listagem, elaborada em colaboração com o Fundo para a Paz, Timor-Leste é o país lusófono pior colocado, surgindo na 20ª posição entre os 60 países focados na listagem, sete lugares acima do registado no ano passado e bem dentro da zona do "perigo".

A perda de legitimidade do Estado, a situação dos refugiados, o aparelho de segurança e perigo de intervencionismo externo são, dos 12 critérios, aqueles em que Timor-Leste é pior avaliado pelos peritos responsáveis pela elaboração do ranking, que atribuem ao país uma pontuação total de 97,2 pontos (a Somália lidera com 114,7 pontos, em situação "crítica").

Ver quadro em Foreign Policy e respectivas posições

VAMOS VER NOVAMENTE TIMOR-LESTE A FERRO E FOGO?

XANANA GUSMÃO - RAMOS HORTA: UMA DUPLA DE VERGONHA

2 de julho de 2009/Portugal direto http://portugal-direto.blogspot.com

Postado por Mário Motta

O assunto já é mais do que conhecido e já cansa: Timor está a ser saqueado pela família Gusmão e por mais umas quantas que se estão a encher contra os interesses dos que foram eleitos para governar e não para se governarem. Os escândalos denunciados escorrem em letras garrafais nos jornais e são notícia nas rádios, principalmente na comunicação social australiana e na dos países lusófonos. Os jornais de Timor, claro está, publicam tudo com a devida cautela, não vá o censor mor, Xanana, ou alguém por
ele, mandar prender os jornalistas – como em tempos ameaçou fazer olhando nos olhos dos profissionais de informação timorenses, atemorizando-os. Qual ditador de refugo, saído por azar nos cromos que os timorenses importaram do país do opressor indonésio.

No final deixarei alguns links que permitirão que os que isto lêem e não sabem ao que me refiro possam documentar-se e esclarecer-se o melhor possível.

Uma vez constatado que existem ministros e o primeiro-ministro timorense a dar cobertura a que familiares seus usem o Estado para fazerem negócios de muitas dezenas de milhões de dólares, fora da lei que prevê tais situações e não as permite, a oposição, encabeçada pela Fretilin exige, e bem, a demissão do primeiro-ministro Xanana Gusmão.

Exactamente aqui, neste ponto, de demissão dos que espoliam os cofres do Estado à sua maneira e vão contra a lei, é que aparece a discordância de José Manuel Ramos Horta. Esse, o tal que é Nobel e também Presidente da República enferma de Timor-Leste. Horta apoia o seu igual Xanana Gusmão. Horta, Presidente, assumiu publicamente que apoia um fora da lei que está a ocupar o lugar de primeiro-ministro e que regula às suas conveniências os destinos do país. Espectacular.

Percebe-se assim que a dança de cadeira a que assistimos há quase dois anos – Horta PM e Xanana Presidente e vice-versa – mais parece ter sido orquestrada, que afinal se Xanana desilude o mundo inteiro ao revelar-se um trapaceiro, Horta não lhe fica atrás e nem dez Prémios Nobel fariam brilhar a nódoa que o individuo está a ser no cumprimento das suas funções enquanto Presidente da República e no dever de defender o cumprimento das leis e da democracia.

Quer parecer que se a oposição se encrespar em demasia, quero dizer, se insistir em demasia na demissão do governo dos que se vão governando, manifestando-se nas ruas em protesto, podemos vir a assistir a mais um banho de sangue, de ferro e de fogo. Já assim foi em 2006 quando a clique chefiada por Xanana Gusmão (dito por Alfredo Reinado) assaltou o Poder e depôs o governo eleito da Fretilin. Então, sobraram quase cem cadáveres, mais de 200 mil refugiados, dezenas de milhares de casas incendiadas, etc, etc.

Lamentavelmente parece ser isto, o prolongamento da crise, que é desejo do Presidente Ramos Horta, sem se importar que está a dar suporte a quem infringe a lei, como poderão verificar nos links que aqui deixarei.

A pergunta que se põe é: vamos ver novamente Timor-Leste a ferro e fogo? O que vão as reservas terroristas afectas ao governo (grupos de artes marciais) fazer desta vez? E a PNTL de Longuinhos Monteiro? Quem lhes irá pagar, fornecer álcool e drogas? Penso que a resposta sobre os pagamentos é boa de dar. Irá pagar quem tiver dinheiro e isso tem sido aquilo que os ilegalistas têm conseguido com rapidez e em grande quantidade. Uma vergonha.

Links: http://www.abc.net.au/news/video/2009/06/30/2612267.htm http://timorlorosaenacao.blogspot.com/ http://timoragora.blogspot.com/ http://timorlorosaenacaonewsinenglihs.blogspot.com/

Timor-Leste/SILÊNCIOS DE PR E PM SIGNIFICAM QUE PAÍS ESTÁ A SAQUE?

Fernando Listopad

29 junho 2009/Timor Agora http://timoragora.blogspot.com

A semana passada veio a público mais um escândalo de ilegalidades patrocinadas pelo primeiro-ministro Xanana Gusmão, desde então o silêncio tem sido a resposta e explicações públicas ainda não existem (mesmo agora estive a falar com Timor-Leste por razões profissionais e foi o que informaram).

Na verdade é um escândalo e meio porque sobre o outro escândalo veiculado no Tempo Semanal. A refrega é antiga, agora com a novidade comprovada da assinatura de Xanana Gusmão. Um escândalo relacionado com o marido da polémica ministra Lúcia Lobato que envolve a sua empresa fornecedora de combustível da companhia de electricidade de Timor. As regras ditam que os familiares de governantes e responsáveis da administração não podem ser detentores de negócios com o Estado, muito menos sem concursos públicos de facto.

Acresce que Xanana Gusmão é alegado favorecedor de um contrato entre o seu governo e uma empresa em que a sua filha Zenilda Gusmão é accionista de destaque, o “negócio” foi realizado sem concurso público. Xanana Gusmão assinou, os valores são na ordem de muitos milhões de dólares… A imprensa australiana tomou conta do escândalo, secundada pelo Timor Lorosae Nação na blogosfera. Em Portugal apareceu um texto, aparentemente contrariado, da portuguesa Lusa, coisa que não se entende.

Que Xanana Gusmão e certos elementos do seu governo estão há algum tempo indiciados como eventuais corruptos e praticantes do nepotismo não será novidade para ninguém. Existem mesmo casos que de outro modo não podem ser vistos aos olhos de quem está minimamente atento e informado. Apesar disso nada acontece, nem investigações nem esclarecimentos, nem explicações plausíveis de que não corresponde à realidade a fama e o aparente proveito que este governo e certos funcionário têm de estarem aliados à corrupção do país. Certo é que as suas vidas melhoraram substancialmente sem que existam explicações para tal, como se sabe e como dizem os timorenses.

Não menos verdade é que o Presidente da República de Timor-Leste, José Ramos Horta, ao ser confrontado pela comunicação social australiana sobre o escândalo trazido a público, de Xanana e Zenilda Gusmão, fugiu às questões respondendo avidamente que “são negócios do PM” que dos quais em nada lhe dizem respeito e ainda que não tem poderes executivos para interferir no assunto. Resposta hilariante. Ainda mais porque vimos que não tem Ramos Horta feito outra coisa senão interferir em tudo que lhe tem dado na real gana. Parece é que não quer interferir nos nebulosos negócios do primeiro-ministro, da filha, dos amigos, familiares e compadres… O país que se dane. O país e a República!

A promiscuidade, os escândalos, andam à solta em Timor-Leste e sobre isso o senhor Ramos Horta diz que na qualidade de Presidente da República não lhe compete intrometer-se?

Também o primeiro-ministro Xanana Gusmão não deu ainda uma palavra sobre o assunto. Como um e outro não consideram deverem explicar-se podemos depreender que são os proprietários de Timor-Leste? Então para que são as eleições? Os eleitores não merecem e devem ouvir as justificações e saber se os responsáveis pelas irregularidades vão ser investigados e responsabilizados se tiverem de ser? Ou será que este silêncio cobarde e desprezível significa que o país está a saque?

Estranhos conceitos de democracia têm estes dois poderosos de Timor-Leste. Assim, o patrocínio dos países democráticos não se justifica e a ONU deve ter uma séria palavra a dizer e atitudes sérias a tomar. A certeza está a desmascarar os que afinal estão em Timor a olhar simplesmente para os seus umbigos. Mais uma vez estão a patrocinar vários monstros e é destas espécies que surgem Mugabes e outros ainda piores.

Brasil/Lula cooperará con Revolución verde africana

El presidente anunció que Brasil está organizando una reunión de los ministros africanos de Agricultura en el país latinoamericano para que los países del continente se beneficien de la experiencia brasileña en el sector agrícola, el tema oficial central de la cumbre de la UA en Sirte. Asimismo, destacó que desde su llegada al poder ha visitado 20 países africanos y se ha incrementado considerablemente la representación diplomática brasileña en el continente hasta llegar a 34 embajadas, la mayor presencia en comparación con el resto de países del mundo.

1 julio 2009/TeleSUR http://www.telesurtv.net

El presidente brasileño, Luiz Inácio Lula da Silva, se comprometió este miércoles a colaborar con los países africanos en llevar adelante su "Revolución verde", al tiempo que afirmó que el futuro de su país está vinculado al de África, por lo que exhortó a que el país latinoamericano y el continente "escriban juntos su historia y su porvenir común".
Lula ofreció estas declaraciones en la cumbre de la Unión Africana (UA) en Sirte (Libia) -cuyo tema oficial es el desarrollo agrícola-, frente a los jefes de Estado africanos, donde recalcó que en la situación actual de crisis económica mundial "es tiempo para que Brasil y África pongan en marcha nuevas normas de cooperación económica sin la intervención extranjera".
"Hay un proverbio que dice que si no quieres que los demás escriban por ti, escribe tu mismo tu historia. Brasil y África deben escribir juntos su historia y su porvenir común", afirmó en la primera intervención de un jefe de Estado brasileño como orador invitado en una cumbre africana.
En torno a la Revolución verde, consideró que "no debe hacerse sin la agricultura familiar, y que debe crear empleos".
Lula recordó que años atrás los países ricos tomaban a África y Latinoamérica por una de las causas de sus problemas, mientras que ahora se les considera parte integrante para resolver la crisis económica mundial.
"Brasil no ha venido a África para disculparse del pasado colonial, nosotros queremos ser verdaderos socios en el desarrollo y la cooperación", dijo Lula y recalcó que "juntos podemos hacer grandes cosas para desarrollar nuestras economías". Además, defendió el refuerzo de la cooperación sur-sur "como fuerza de ataque contra las iniquidades que persisten en el orden mundial".
"Nosotros tenemos con África retos de desarrollo similares", dijo Lula, citando la lucha contra el hambre y la pobreza y el suministro suficiente de alimentos a la población.
En otro sentido, el mandatario suramericano abogó por la revolución de los biocombustibles y por la producción de biocarburantes, desarrollando por ejemplo el cultivo de la caña de azúcar en África para producir etanol.
Brasil es el segundo productor mundial de etanol, por detrás de Estados Unidos (EE.UU.), pero es el primer exportador del planeta.
Por su parte, el anfitrión de la cumbre, el líder libio Muammar Kadhafi, dijo que la idea de potenciar los biocarburantes le parece "interesante", con "la condición de que ello no se haga en detrimento de la comida".
El dirigente libio aceptó sin embargo, en nombre de la UA, una propuesta de Lula de organizar en Brasil una reunión con el conjunto de ministros africanos de Agricultura.
Antes de concluir su intervención, Lula solicitó a los jefes de Estado africanos que la declaración final de la cumbre condene el golpe militar contra el presidente constitucional de Honduras, Manuel Zelaya, y pidió también el apoyo de África a la candidatura de Río de Janeiro para organizar las olimpiadas de 2016.

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Honduras/INTENCIÓN DE EXPULSAR A LA PRESENCIA MILITAR ESTADOUNIDENSE PUDIERA HABER SIDO CAUSA DEL GOLPE MILITAR

Por: Eva Golinger

1 julio 2009/TeleSUR http://www.telesurtv.net

Intención de Zelaya de expulsar a la presencia militar estadounidense pudiera haber sido causa del golpe militar

El Presidente Manuel Zelaya fue secuestrado y llevado forzadamente por militares encapuchados desde la residencia presidencial en Tegucigalpa durante la madrugada del domingo, 28 de junio. Fue trasladado a la base militar de Hernán Acosta Mejía en las afueras de Tegucigalpa. Luego de permanecer durante un tiempo en la base militar, el Presidente Zelaya fue enviado a Costa Rica en el avión presidencial, país que lo recibió luego del brutal golpe militar que aún estaba en pleno desarrollo en Honduras. Mientras occuría el golpe de estado, los militares estadounidenses y los representantes de Washington en la embajada estadounidense en Tegucigalpa tenían conocimiento pleno de los sucesos.

Estados Unidos mantiene una base militar en Soto Cano, ubicada a 97 kilómetros de la capital, ha sido operativa desde el año 1981, cuando fue activada por el gobierno de Estados Unidos durante la administración de Ronald Reagan. En los años ochenta, Soto Cano fue utilizada por el Coronel estadounidense Oliver North, como una base de operaciones para la "Contra", las fuerzas paramilitares entrenadas y financiadas por la Agencia Central de Inteligencia (CIA), encargadas de ejecutar la guerra contra los movimientos izquierdistas en Centroamérica, y particularmente contra el gobierno sandinista en Nicaragua. Desde Soto Cano, la "Contra" lanzaba sus ataques terroristas, escuadrones de muerte y misiones especiales que resultaron en miles de asesinatos, desaparecidos, torturados, desfigurados y aterrorizados en Centroamérica.

La base de Soto Cano es la sede de la Fuerza de Tarea Conjunta "Bravo" (JTF-B) de Estados Unidos, compuesta por efectivos del ejército, las fuerzas áereas, fuerzas de seguridad conjuntas y el Primer Batallón-Regimento No. 228 de la Aviación estadounidense. Son aproximadamente 600 tropas en total y 18 aviónes de combate, incluyendo helicópteres UH-60 BlackHawk y CH-47 Chinook. Soto Cano también es la sede de la Academia de la Aviación de Honduras. Más de 650 ciudadanos hondureños y estadounidenses viven dentro de las guarniciones de la base. En 2005, comenzaron a construir viviendas dentro de la base, incluyendo a 44 edificios de apartamentos y varias residencias para las tropas.

La Constitución de Honduras no permite legalmente la presencia militar extranjera en el país. Un acuerdo "de mano" entre Washington y Honduras autoriza a la importante y estratégica presencia de los cientos de militares estadounidenses en la base, en un acuerdo "semi-permanente". El acuerdo fue realizado en 1954 como parte de la ayuda militar que Estados Unidos ofrecía a Honduras. Cada año, Washington autoriza cientos de millones de dólares en ayuda militar y económica a Honduras, que es el tercer país más pobre del hemisferio. Este acuerdo que permite la presencia militar de Estados Unidos en el país centroamericano puede ser retirado sin aviso.

El 31 de mayo de 2008, el Presidente Manuel Zelaya anunció que Soto Cano (Palmerola) será utilizada para vuelos comerciales internacionales. La construcción del terminal civil fue financiado por un fondo del ALBA (Alianza Bolivariana para las Américas).

El Comandante de la Aviación de Honduras, General Luis Javier Prince Suazo, estudió en la famosa Escuela de las Américas de Estados Unidos en 1996. El jefe del estado mayor conjunto el General Romeo Vásquez, destituido por el Presidente Zelaya el 24 de junio por desobedecer sus órdenes, y luego actor principal en el golpe militar sólo días después, también es graduado de la Escuela de las Américas. Los dos altos oficiales hondureños mantienen relaciones muy estrechas con el Pentágono y las fuerzas militares estadounidenses en Soto Cano.

Aunque Honduras depende economicamente de Estados Unidos, durante los últimos meses, la relación diplomática entre los países comenzó a deteroriar. En noviembre 2008, el Presidente Zelaya felicitó al Presidente Obama por su victoria electoral, clasificándola como "una esperanza para el mundo". Pero dos meses después, Zelaya envió una carta personal a Obama, acusando a Estados Unidos de "intervencionismo" y llamando al nuevo gobierno a "respetar a los principios de la no injerencia en los asuntos políticos de otras naciones." Zelaya también solicitó al Presidente Obama a "revisar a los procedimientos de imigración y la otorgación de visas como un mecanismo de presión contra aquellas personas que tengan creyencias distintas e ideologías que no presentan amenaza ninguna a Estados Unidos." Adicionalmente, el presidente hondureño le comentó que "la lucha legítima contra el narcotráfico…no debe ser utilizada como una excusa para imponer a políticas intervencionista en otros países." Poco después, el Presidente Zelaya, junto al Presidente Daniel Ortega de Nicaragua, boicoteó una reunión del Sistema de Integración de Centro América (SICA), en donde iba a estar presente el vicepresidente estadounidense Joe Biden.

Washington ha admitido que tenía conocimiento previo del golpe de estado en Honduras desde antes de la semana pasada. En declaraciones a la prensa este lunes, dos voceros del Departamento de Estado comentaron que su embajador y un equipo de la diplomacia estadounidense "estaban en conversaciones" con los actores principales del golpe desde hace un mes. Esas "conversaciones" se intensificaron durante la semana pasada, cuando el embajador estadounidense en Tegucigalpa, Hugo Llorens, se reunió tres veces con los militares golpistas y los grupos cívicos para tratar de buscar otra salida.

La administración de Obama ha condenando al golpe en Honduras, pero de manera muy mesurada, clasificándolo como una acción que está "evolucionando hacia un golpe", pero confirmando que legalmente no lo consideran como un golpe de estado. Esta ambiguidad permite a Estados Unidos mantener la relación diplomática con Honduras y el gobierno de facto, reconocer al gobierno golpista, y mantener la ayuda militar y económica al país. En caso de clasificar a los hechos como un golpe de estado, bajo ley, Estados Unidos estaría obligado de romper relaciones diplómaticas y suspender a la mayoría del apoyo económico y militar al país.

Obviamente, Washington no quiere arriesgar la clausura de su base militar en Soto Cano y la expulsión de sus 600 efectivos militares. Además, la mayoría de las fuerzas armadas hondureñas y los altos oficiales que han participado en el golpe son aliados y socios importantes del Pentágono. Las acciones del Presidente Zelaya de construir un terminal civil en Soto Cano y autorizar vuelos internacionales comerciales, realizadas con los fondos del ALBA, facilmente se pudiera entender como una amenaza a la futura presencia militar estadounidense en Honduras. Además de otras razones, esta podría explicar la ambiguidad pública de Obama frente al golpe en Honduras.

OS GORILAS DE TEGUCIGALPA NÃO PODEM PASSAR

EDITORIAL/29 junho 2009/Vermelho http://www.vermelho.org.b

Honduras sofreu um golpe militar típico do século passado latino-americano. Mas os gorilas e oligarcas de Tegucigalpa estão constatando que a história não se repete.
A quartelada tem traços bem conhecidos dos latino-americanos. Seu estopim foi a decisão do presidente Manuel Zelaya e dos movimentos sociais de consultar o povo sobre a convocação de uma Assembléia Constituinte. É um confronto entre urnas e tanques.
Em reação, o exército tomou as ruas, invadiu a residência presidencial, sequestrou Zelaya e tirou-o do país, silenciou a mídia pró-legalidade, cortou a luz. Um parlamento agachado perante os gorilas escolheu um presidente fantoche, Roberto Micheletti.
Não faltou sequer um cadáver, o de Rosel Ulises Peña, 30 anos. Teme-se que os golpistas não pararão nele.
Zelaya tem estado à altura do desafio que a história lhe impôs. Fez ''um chamado à desobediência civil'' contra ''uma elite voraz que faz Honduras retroceder''. Aos 57 anos, vindo de uma família abastada e de um partido tradicional, nem por isso vacila: fica do lado do povo.
Este sai às ruas numa resistência que se agiganta. Escolheu como ponto de concentração a Casa Presidencial no centro de Tegucigalpa. Ergue barricadas. Desafia os fuzis e interpela sem medo os soldados. Desconhece o toque de recolher. Denuncia as mentiras da mídia mercantil. Promete para terça-feira uma greve geral contra o golpe.
Outro sinal dos tempos é o isolamento externo dos gorilas. Nenhum país reconheceu a deposição de Zelaya. Todas as nações latino-americanas, a Alba, a OEA, agora também a ONU, a condenam.
Aqui merece destaque a reação do presidente brasileiro. ''Nós achamos que não tem contemporização, não tem meio termo, nós temos que condenar este golpe. Zelaya ganhou as eleições. Portanto, ele deve retornar à presidência. É a única condição para que a gente possa estabelecer relações com Honduras. Se Honduras não rever a posição, vai ficar totalmente ilhada'', disse Lula.
Em outros termos e noutro ritmo, o governo americano também condenou o golpe. De início, Barack Obama apenas declarou-se ''consternado'' e pediu ''diálogo pacífico'' entre as partes. Mas agora a secretária Hillary Clinton especifica que houve ''um golpe de Estado'' e Zelaya é o único presidente de Honduras, embora insista no ''diálogo'' e negue-se a sustar a ajuda ao regime imposto.
Pelo menos já não é como em 2002, quando o governo Bush reconheceu imediatamente a ditadura de 11 de abril na Venezuela, de triste e fugaz memória. A nova atitude terminou de isolar a gorilada de Tegucigalpa e facilita sua derrota.
O golpe hondurenho tem implicações em toda a América Latina. Atesta que a marcha libertadora da região enfrenta inimigos obstinados e brutais, dispostos a tudo para manter a velha ordem oligárquico-dependente, cujo fim é para eles o fim do mundo.
É hora de solidariedade ao povo hondurenho e seu presidente. Nesta terça-feira, as entidades da CMS (Coordenação dos Movimentos Sociais) brasileira levam ao Consulado de Honduras em São Paulo uma nota conjunta de protesto. O exemplo precisa ser seguido. No fundo, é a causa de todo o Continente Rebelde que está em jogo.Os gorilas de Tegucigalpa não podem passar.

Brasil/LULA ACERTA EM INVESTIR NO BRIC

30 junho 2009/Agencia Chasque http://www.agenciachasque.com.br

Reportagem: Raquel Casiraghi | duração: 4’00 | tamanho: 714 Kb

No comentário político da semana, o sociólogo Cristóvão Feil comenta a participação do Brasil na articulação com Rússia, Índia e China (BRIC) a fim de criar alternativas econômicas e políticas à hegemonia dos EUA, europeus e Japão. Comentários das semanas anteriores podem ser conferidos no link "Comentário Político" do site.

Porto Alegre (RS) - Na semana passada, na Sibéria, região gelada da velha Rússia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de mais uma reunião internacional com presidentes de países estrangeiros. Nesse dia, esteve com os dirigentes dos BRICs, que é o apelido dado aos países Brasil, Rússia, Índia e China, o BRIC. Pois bem, os BRICs se reuniram para combinar uma aliança estratégica, para bem além das meras formalidades das pomposas e inúteis reuniões de cúpulas internacionais.

A crise estrutural do capitalismo, a decadência econômica de países de ponta como os Estados Unidos, os países da União Européia e do Japão estão a exigir alternativas comerciais e geopolíticas à ordem mundial baseada nas potências que emergiram à partir principalmente do final da Segunda Guerra Mundial, nos meados do século passado. Os tempos são outros e exigem novos desafios e novas relações internacionais, menos marcadas pela dominação imperialista dos Estados Unidos e seus muitos aliados no mundo todo.

Nesse sentido, o presidente Lula trilha o caminho certo, a estrada justa, própria de quem não quer perder a janela de oportunidade que a conjuntura de crise está lhe apresentando. Os BRICs detêm cerca de um quinto do Produto Interno Bruto mundial. Detêm também 25% da área habitável e 40% da população do Planeta Terra. Não são números e dimensões desprezíveis, ao contrário: constituem um potencial de causar inveja, mas só precisam se organizar e traçar estratégias de médio e longo prazo, não só nas suas interelações, mas sobretudo nas relações que terão com as atuais potências e com as instituições de fomento como Banco Mundial, FMI e outros. E terão também que ser capazes de propor políticas comuns pautadas por outros conceitos e outras práticas. Embora os BRICs busquem convergências, há sim divergências entre os seus membros; divergências de forma e de métodos de trabalho, mas que devem ser conformados a fim de fazer da aliança das quatro potências médias uma força nova no cenário internacional, capaz de propor alternativas ao atual padrão de desenvolvimento que tanta injustiça social traz e que tanta destruição ambiental promove.

O presidente Lula, como player desse novo tabuleiro internacional, deve ter um papel importante na proposição de relações internacionais que levem em consideração os valores da humanidade, do internacionalismo, da solidariedade entre os povos e também sobretudo na emancipação de homens e mulheres no mundo todo, não somente nos países líderes dessa aliança.

Pensem nisso, enquanto eu me despeço.

Até a próxima.

Cristóvão Feil é sociólogo e editor do blog Diário Gauche (www.diariogauche.blogspot.com)

Moçambique tem as maiores taxas de crescimento em África entre os países não produtores de petróleo

30 junho 2009/Notícias

Moçambique tem conseguido atingir as mais elevadas taxas de crescimento económico para um país não produtor de petróleo em África ao longo da última década e meia.
A constatação é feita pelo Comité Nacional do Mecanismo Africano de Revisão de Pares (MARP) e está inserido no relatório desta instituição a ser apresentado hoje pelo Presidente da República, Armando Guebuza, no encontro da União Africana a realizar-se na cidade de Sirte, na Líbia.

O documento elaborado por um grupo de altas individualidades nacionais (onde se inclui académicos, pesquisadores, políticos, religiosos e representantes de organizações da sociedade civil) refere ainda que uma gestão macroeconómica sólida contribuiu para o bom crescimento económico que se regista em Moçambique.

Depois de reconhecer que o Governo também tem realizado esforços consideráveis no sentido de ratificar e adaptar as regras e códigos internacionais à realidade nacional, o Comité Nacional do MARP refere, contudo, que uma grande deficiência verificada na gestão económica moçambicana prende-se ao facto de o processo de crescimento ter resultado, em grande medida, dos investimentos estrangeiros nos mega-projectos e de fluxo de ajudas em quantidade significativa.

Com a despesa estrangeira a totalizar mais de 50 por cento da despesa pública, Moçambique é um dos países mais dependente de ajuda em África.

O domínio dos mega-projectos de capital intensivo na economia de Moçambique está a levantar preocupações em alguns sectores da sociedade moçambicana.

Embora estes projectos pareçam impressionantes, os seus benefícios líquidos para o resto da economia é mínimo e praticamente não existe nenhum efeito de transferência de benefícios nem nenhuma criação de postos de trabalho significativos nas indústrias do ramo.

Até as receitas fiscais não aumentam porque os mega-projectos são quem usufrui de benefícios fiscais generosos.

Como forma de inverter esta situação, o Governo adoptou uma série de medidas que incluem leis aprovadas em 2007 que prevêem a tributação específica nos sectores mineiro e dos petróleos e detalha os incentivos e benefícios que aplicam a estes sectores.

Contudo, a sociedade civil, ouvida no âmbito da elaboração do Relatório do MARP, considera ser necessário adoptar-se mais medidas de grande alcance. `De forma particular o Governo deve abraçar uma estratégia de desenvolvimento de base ampla e em prol do crescimento, visando criar as condições estruturais para um crescimento sustentável e redução da pobreza. Uma estratégia desta natureza daria um papel significativo ao sector privado, especialmente às Pequenas e Médias Empresas. As actuais medidas que visam aumentar o nível de investimento em infra-estruturas social e física devem, igualmente, ser fortalecidas´, recomenda o MARP.

Um resultado importante de tal estratégia será uma maior mobilidade de recursos internos e uma menor dependência da ajuda externa, necessidade que o Governo já tomou consciência e que para o efeito está a introduzir, paulatinamente, reformas que se prendem com a redução do peso do pagamento de impostos e de alargar a base tributária.

Moçambique/Deputados obrigados a declarar conflito de interesses

27 junho 2009/Notícias

O Parlamento moçambicano aprovou quarta-feira um projecto de lei de revisão do Estatuto do Deputado, que sujeita os parlamentares a declarar a existência de algum conflito de interesses caso proponham legislação ou intervenham em trabalhos parlamentares.
O projecto de lei, aprovado na generalidade, indica que `os deputados, quando apresentem projecto de lei ou intervenham em quaisquer trabalhos parlamentares, em comissão especializada ou em plenário, devem previamente declarar a existência de interesse particular, se for caso, na matéria em causa´.

O documento aponta como causas de um eventual conflito de interesses casos em que os deputados, cônjuges ou seus parentes ou afins, ou pessoas com quem vivam em economia comum, sejam titulares de direitos ou partes em negócios jurídicos cuja existência, validade ou efeitos se alterem em consequência directa da lei ou resolução do Parlamento moçambicano.

As declarações dos parlamentares sobre a existência ou não de algum conflito de interesse podem ser feitas `na primeira intervenção do deputado no procedimento ou actividade parlamentar em causa, se as mesmas forem objecto de gravação ou acta, quer dirigidas e entregues a Comissão Permanente (órgão executivo da Assembleia da República) ou a Comissão competente´.

O projecto de lei do Estatuto do Deputado, prevê, por outro lado, aumentar regalias aos deputados, o que terá impacto financeiro adicional anual para o Orçamento do Estado de cerca de 270 mil euros, segundo o Ministério das Finanças.