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sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Mercosul, Brasil/Sting: discurso de Bolsonaro é incendiário e desmonta políticas ambientais


28 de agosto de 2019, 15:04 h, Brasil 247 (Brasil) https://www.brasil247.com/cultura/sting-discurso-de-bolsonaro-e-incendiario-e-desmonta-politicas-ambientais

Sting
 
O cantor inglês Sting, ativista das causas ambientais e indígenas, afirma em carta aberta publicada nas redes sociais, que o governo Jair Bolsonaro desmonta políticas ambientais no Brasil e pede atenção às queimadas na Amazônia. "Nós imploramos para ele a revisão de suas políticas e mudança de suas ações e retórica incendiária antes de ser tarde demais. Não existe tempo para tocar lira: o mundo está queimando", escreveu

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Mercosul/VENEZUELA DENUNCIA A VOLTA DA TRÍPLICE ALIANÇA



2 agosto 2016, Brasil 247 http://www.brasil247.com (Brasil)

Tereza Cruvinel*

O tempo fechou e a paz acabou entre os parceiros do Mercosul, depois que o chanceler interino José Serra liderou o movimento para evitar que a Venezuela assumisse a presidência pro-tempore do bloco. Em seguida, ele anunciou o não reconhecimento da posse anunciada pelo presidente Nicolás Maduro, mesmo não tendo havido consenso e reunião das partes. Em comunicado oficial, divulgado nesta terça-feira,  a Venezuela denuncia a formação, pela extrema direita do sul do continente,   de uma nova Tríplice Aliança entre  Brasil, Argentina e Paraguai. Há muito tempo não havia um contencioso tão áspero entre vizinhos sul-americanos.

O comunicado diz ainda que os três países pretendem editar  “uma espécie de Operação Condor contra a Venezuela, que persegue e criminaliza seu modelo de desenvolvimento e democracia, agressão que inclusive tenta destruir a institucionalidade e legalidade do Mercosul”.  A manifestação é uma reação direta

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Abya Yala, Patria Grande, Unasul: Saída democrática só com volta de Dilma ou novas eleições



12 julho 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)


 

Em entrevista concedida nesta terça-feira (12), o secretário-geral da Unasul, Ernesto Samper, disse que o Brasil precisa urgentemente de uma saída democrática e apontou apenas dois caminhos: a volta da presidente eleita Dilma Rousseff ao poder ou a convocação de eleições antecipadas. Ou seja: para os vizinhos latino-americanos, a continuidade do interino Michel Temer significa a negação da democracia no Brasil. Leia abaixo matéria da Agência Brasil:

O secretário-geral da União de Nações Sul-americanas (Unasul), Ernesto Samper, disse nesta terça (12), em evento no Rio de Janeiro, que o Brasil precisa retomar a continuidade democrática e a governabilidade para sair da crise política. Samper participou da sétima edição do Café Unasul, espaço alternativo em que se reúne com jovens universitários e professores para debater temas como educação, direitos humanos, meio ambiente, trabalho e segurança.

Crítico do afastamento da presidenta Dilma Rousseff, o colombiano disse que a Unasul condenou o impeachment pela “forma como estava ocorrendo o processo de destituição” e disse que a entidade continua reconhecendo a petista como presidenta

terça-feira, 28 de junho de 2016

Brasil/'ELES NÃO ME TIRARAM, NÃO. EU CONTINUO SENDO PRESIDENTA' – Dilma Rousseff



27 junho 2016, Carta Maior http://cartamaior.com.br (Brasil)

Andrea Dip, Marina Amaral, Natalia Viana, Vera Durão, da Agência Pública

Dilma Rousseff falou à Pública sobre machismo, impeachment, América Latina, PSDB, governo Temer e polêmicas -- de aborto a Lava Jato.

(Foto: José Cícero da Silva/Agência Pública)

Uma van nos conduz do portão ao imponente Palácio da Alvorada, fincado no cerrado de Brasília. Subimos alguns lances de escada, entramos em uma sala de enorme pé-direito, colorida por uma tapeçaria do chileno Kennedy Bahia, ao lado do quadro “Colhendo Café”, de Djanira, sobre a parede de madeira. É ali, no ambiente mais acolhedor da sala, em um sofá branco ladeado de poltronas, que a presidente, afastada do cargo em 12 de maio passado até que o processo de impeachment seja julgado pelo Senado, tem dado entrevistas, a maioria delas para a imprensa internacional. A entrevista para a Agência Pública é a primeira concedida a um grupo de jornalistas mulheres.

Ela chega com meia hora de atraso, sorridente para além do protocolo. Dilma Rousseff e Vera Saavedra Durão – jornalista econômica tarimbada que compõe a equipe de entrevistadoras da Pública – se conhecem há exatos 50 anos, como constata a presidente, depois de checar com a amiga a data em que se conheceram: 1966. As duas mineiras já eram militantes de esquerda antes mesmo de se unirem à VAR-Palmares, a organização fundada em 1969 para travar a luta armada contra a ditadura militar (1964-1985).

Mas a conversa agora é sobre os netos da presidente, Gabriel e Guilherme. “Neto ainda é melhor, tem mais calma pra olhar que filho. E nunca falaram pra gente que era importante ter filho, né, Vera?” Ambas riem, lembrando-se do tempo em que a revolução vinha em primeiro lugar. “Eu lembro você de vestidinho rosa esperando a Paula”, diz Vera, referindo-se ao primeiro encontro das duas mulheres depois da prisão.

Elas foram companheiras de cela no final dos quase três anos que a presidente passou na cadeia, depois de apanhada pela Oban – Operação Bandeirante –, a unidade de tortura e aniquilação de presos políticos do II Exército, em

domingo, 11 de outubro de 2015

Pátria Grande, Abya Yala/'O SOCIALISMO É A RADICALIZAÇÃO DA DEMOCRACIA' -- Álvaro García Linera

6 outubro 2015, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

 

'Sempre vale a pena quando se faz pelos mais pobres, pensando na melhoria de sua condição a longo prazo', declarou o vice-presidente boliviano

 

Instituto Lula

Álvaro García Linera, vice-presidente da Bolívia, apresentou conquistas e desafios postos ao governo de Evo Morales, primeiro indígena a chegar à Presidência do país vizinho, durante o debate “Bolívia: Dez anos de transformações políticas, étnicas e sociais”, organizado pelo Instituto Lula nesta segunda-feira (5), em São Paulo. Linera integrou mesa que incluiu ainda o assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Luiz Dulci e Clara Ant, diretores do Instituto Lula.

Apesar do aprofundamento da crise econômica mundial, que derrubou tanto preços de combustíveis como das commodities e fragilizou a economia em toda a América Latina, a Bolívia acumula resultados positivos na última década. Desde que Morales foi eleito pela primeira vez, em 2006, a economia cresceu 300% em ritmo de expansão do PIB superior a 5% ao ano, enquanto a desigualdade despencou: se, em 2005, os 10% mais ricos acumulavam patrimônio 170 vezes maior que o dos 10% mais pobres, hoje, a elite econômica boliviana tem riqueza “apenas” 70 vezes maior que o dos mais pobres – um número

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Brasil/Primeira-dama de Moçambique às embaixatrizes africanas: Lutemos pela estabilidade do continente

30 de Julho de 2015, Jornal Notícias http://www.jornalnoticias.co.mz


A esposa do Presidente da República, Isaura Nyusi, convidou as embaixatrizes africanas residentes em Brasília, República Federativa do Brasil, para se empenharem na busca de soluções que garantam a paz, estabilidade, harmonia e tolerância no continente.

A primeira-dama fez este pronunciamento durante um encontro de cortesia que manteve na terça-feira à noite (madrugada de ontem em Maputo) com as esposas dos embaixadores africanos residentes naquele país da América do Sul, onde se encontra desde domingo a visitar diferentes projectos de âmbito social.

É que para Isaura Nyusi, a paz, estabilidade, harmonia e tolerância são condições fundamentais para o desenvolvimento do Continente Africano e bem-estar dos povos.

“Acima de tudo existe uma causa que todas nós devemos definitivamente abraçar: a luta por um continente de paz, estabilidade, harmonia e tolerância, condições sem as quais não é possível o desenvolvimento e bem-estar dos nossos povos”, frisou.

Na sua intervenção, a primeira-dama fez referência aos progressos que o continente vem registando ao longo dos anos, assim como, também, apontou alguns desafios de

terça-feira, 26 de maio de 2015

ÁFRICA É FUNDAMENTAL PARA UM MUNDO MULTIPOLAR

25 de Maio, 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Cândido Bessa

Após mais de 20 anos de relações formais, Angola e Equador decidem cooperar de forma mais estreita e com vantagens recíprocas. O ministro das Relações Exteriores do Equador e Mobilidade Humana, Ricardo Aroca, afirma que o seu país vê África como fundamental para a construção de um mundo multipolar.

Por isso, decidiu abrir embaixadas em Angola, Nigéria, Argélia e Etiópia. O peso político de Angola e a sua influência no mundo fizeram com que fosse o primeiro dos quatro a receber uma embaixada, ainda este ano. Em entrevista ao Jornal de Angola, Ricardo Aroca diz ter “respeito e  admiração particular pelo povo angolano, pela sua postura independentista, pela luta de Agostinho Neto,  pelo  trabalho de construção da unidade angolana pelo Presidente José Eduardo dos Santos”. Aborda o esforço para mudar a matriz produtiva do seu país, experiências que  partilha com os angolanos, e considera a presença de Angola no Conselho de Segurança útil para fomentar a paz, o diálogo e a compreensão nas Nações Unidas. “Quando um país como Angola está nas Nações Unidas, sentimos que todos estamos bem representados, não só os africanos, mas todos nós”. 

Jornal de Angola (JA) - O que muda nas relações entre Angola e Equador depois desta visita?

Ricardo Aroca (RA) 
- As nossas relações começaram em 1997. Durante mais de 20 anos foi apenas uma relação formal. Existia apenas no papel. Não havia visitas, nem concertação permanente para construir uma relação séria. Entendemos que é importante impulsionar as relações com África, por muitas razões, está a crescer de maneira consolidada nos últimos tempos e, politicamente, é fundamental para a construção de um mundo multipolar. Também temos população africana nos nossos países. O nosso desejo de diversificar a cooperação fez com que

segunda-feira, 25 de maio de 2015

BRICS SAPATEIAM SOBRE OS EUA NA AMÉRICA DO SUL

24 maio 2015, RedeCastorphoto http://redecastorphoto.blogspot.com (Brasil)

22/5/2015, Pepe Escobar*Russia Today – RT
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu


Começou em abril/2015, com uma leva de acordos entre Argentina e Rússia, assinados durante a visita da presidenta Cristina Kirchner a Moscou.

E continuou com um investimento de US$ 53 bilhões, acertado enquanto o premiê chinês Li Keqiang visitava o Brasil, na primeira parada de mais uma ofensiva comercial pela América do Sul – e completado com uma doce metáfora: Li viajou num vagão fabricado na China, que trafegará por uma nova linha de metrô no Rio de Janeiro que estará operante para os Jogos Olímpicos de 2016.

Onde estão os EUA em tudo isso? Em lugar algum. Não estão. Aos poucos, passo a passo, mas inexoravelmente, países membros do grupo BRICS, a China e em menor medida também a Rússia – trabalharam para, nada menos que, reestruturar o comércio e a infraestrutura por toda a América Latina.

Incontáveis missões comerciais chinesas abordaram essas praias, sem descanso, mais ou menos como os EUA fizeram entre a Iª e a IIª Guerra Mundial. Numa reunião crucialmente importante em janeiro, com empresários latino-americanos, o presidente Xi Jinping prometeu encaminhar US$ 250 bilhões para

Abya Yala, Pátria Grande/CUIDAR DO MERCOSUL É CUIDAR DO BRASIL E DE SEUS PARCEIROS REGIONAIS

22 maio 2015, Carta Maior http://cartamaior.com.br (Brasil)

O Mercosul vem ampliando uma agenda que transcende a dimensão econômica, envolvendo direitos humanos, institucionalidade democrática, educação e cultura.


Grupo de Reflexão sobre Relações Internacionais (GR-RI)

Com alarmante frequência têm surgido na mídia, no Congresso, em âmbitos empresariais e, mais recentemente, na voz de algumas autoridades governamentais opiniões favoráveis à “flexibilização” do Mercosul de modo a transformá-lo em mera área de livre comércio. Há ainda alguns que desejam a própria extinção do bloco.
 
Argumenta-se que o Mercosul é um “fracasso” e que a sua união aduaneira, ao exigir a formação de um consenso prévio na negociação conjunta de acordos comerciais extrabloco, impede maior participação dos Estados Partes nas cadeias produtivas globais e nos grandes fluxos comerciais internacionais. Segundo essa visão cética em relação ao Mercosul a “solução” seria o abandono da união aduaneira, para permitir que os países do bloco possam negociar livre e separadamente acordos de livre comércio com os EUA, a União Europeia, a China e outros global players.
 
Na opinião do GR-RI, tal visão é inteiramente equivocada e resulta de um crasso desconhecimento da dinâmica do Mercosul, das complexidades inerentes às negociações comerciais e

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Brasil e Paraguai: 150 ANOS DEPOIS DA GUERRA, FERIDA AINDA ABERTA

28 dezembro 2014, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

Opera Mundi

Filipe Figueiredo

Guerra do Paraguai deixou mais de meio milhão de pessoas mortas (Wikicommons)

Conflito deixou legado de cerca de meio milhão de mortos, entre soldados e civis; paraguaios desejam reafirmar nacionalidade

Em dezembro de 2014, celebra-se o 150° aniversário do maior conflito armado da América do Sul, conhecido no Brasil como Guerra do Paraguai, travada entre 1864 e 1870. Também chamado de Guerra da Tríplice Aliança ou Ñorairõ Guazú (“Guerra Grande”, em guarani), o conflito deixou um legado de cerca de meio milhão de mortos, entre soldados e civis. Um número preciso jamais será obtido, mas as estimativas das mortes civis paraguaias flutuam entre 300 mil e um milhão; em números relativos, algo entre 40% e 90% de sua população. O clichê diz que deve-se estudar a história para compreender o presente. Cento e cinquenta anos depois, em uma América Latina em desenvolvimento, com o Cone Sul do continente em ritmo de integração, uma ferida permanece aberta, originada na guerra.

A relação do Paraguai com o Brasil possui duas facetas. O país possui a quarta maior fronteira terrestre com o Brasil, foco de intenso intercâmbio econômico. Na última década, o comércio bilateral cresceu cerca de 300%, chegando

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Brasil/Dilma: Retomada das relações entre Estados Unidos e Cuba marca uma mudança na civilização

17 dezembro 2014, Planalto, Presidência da República http://www2.planalto.gov.br (Brasil)

Dilma Rousseff cumprimentou os presidentes Raúl Castro, de Cuba, e Barack Obama, dos Estados Unidos, pela retomada nas relações entre os dois países, um momento que, exaltou a presidenta, marca uma mudança na civilização. A presidenta cumprimentou também o papa Francisco, a quem creditou participação fundamental para essa reaproximação. As declarações foram feitas no discurso de encerramento da 47ª Cúpula do Mercosul.

“Em um dia como o de hoje, em que, como disse a presidenta Cristina, nós, lutadores sociais, imaginávamos que jamais veríamos este momento de retomada das relações entre os Estados Unidos e Cuba. Eu queria cumprimentar o presidente Raul Castro.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Abya Yala, Patria Grande/Unasul quer facilitar a circulação de sul-americanos

1/12/2014, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

De acordo com o subsecretário-geral da América do Sul, Central e do Caribe do Ministério das Relações Exteriores, Antônio Simões, a discussão passou por um grupo de trabalho técnico, que terá o relatório aprovado pelos chanceleres da Unasul

Por Luana Lourenço, Agência Brasil

A circulação de cidadãos sul-americanos na região pode ser facilitada, e funcionar em sistema parecido com o do Mercosul, em que os cidadãos dos países-membros circulam com documento de identidade, sem a necessidade de passaporte e visto. A ideia será debatida durante a Reunião de Cúpula da Unasul, nos próximos dias 4 e 5, no Equador.

De acordo com o subsecretário-geral da América do Sul, Central e do Caribe do Ministério das Relações Exteriores, Antônio Simões, a discussão passou por um grupo de trabalho técnico, que terá o relatório aprovado pelos chanceleres da Unasul.

“O grupo de trabalho fez um primeiro mapeamento do

terça-feira, 12 de agosto de 2014

ANGOLA COM O CHILE

12 agosto 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

António Luvualu de Carvalho*

A visita oficial que a Presidente do Chile Verónica Michelle Bachelet, efectua ao nosso país tem como pontos altos a recepção no Palácio da Cidade Alta e o discurso que vai proferir hoje na Assembleia Nacional.

Esta visita é mais um sinal de que Angola é um país estratégico na região e claramente uma potencia africana à qual os países de outras partes do mundo prestam atenção. Neste momento Angola é a terceira maior economia do continente com tendências a continuar a melhorar,  pelos sinais claros de estabilidade política e social  que afastam desconfianças, fazendo com que

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Brasil∕Grupo indígena faz rap em guarani para imortalizar idioma

29 junho 2014, Vermelho (Brasil)

Por Camila Moraes, no Opera Mundi

"É a mesma coisa que a gente chegar na casa de alguém e falar: 'eu descobri essa casa’. É que nem se fosse assim aqui, nas histórias”. A frase é de Charlie, integrante dos Brô MCs, grupo indígena de rap que é original de uma cidadezinha próxima de Dourados (Mato Grosso do Sul), na divisa do Brasil com o Paraguai. 

VIDEO


Na dúvida se ele está falando da colonização da América do Sul ou da constante invasão e degradação de terras indígenas no país, esclarece-se: das duas coisas. O tratamento de exclusão e desrespeito que se dá aos índios por aqui é o mesmo desde 1500, e é contra que cantam os Brô MCs. E em idioma original.

A banda faz um rap diferente, misturando bases clássicas com instrumentos de origem guarani kaiowá e toques da musical brasileira.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Abya Yala, Patria Grande/A COPA DAS COPAS É DA AMÉRICA DO SUL



27 junho 2014, Vermelho (Brasil)


Chilenos, colombianos e argentinos se fizeram maioria nas arquibancadas de onde jogaram. Uruguaios e equatorianos contaram com o apoio dos brasileiros. 

A copa do mundo voltou à América do Sul depois de 36 anos. Mais da metade de nós, sul-americanos, nunca havíamos visto um mundial em casa. Parte de nós não imaginava que participaríamos tanto do maior evento do principal esporte do planeta.

Chilenos, colombianos e argentinos se fizeram maioria nas arquibancadas de onde jogaram. Uruguaios e equatorianos contaram com o apoio indubitável dos brasileiros que encheram os estádios. Um fenômeno tão inédito como ignorado pelas análises feitas na onda dos protestos de junho do ano passado.

Os meios de comunicação jogaram sistematicamente contra a copa. Um exemplo entre muitos é

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Privatizações em Portugal e parcerias para África e América do Sul marcam visita presidencial à China


19 maio 2014, Macauhubhttp://www.macauhub.com.mo (China)
 
A visita oficial do Presidente português à China, acompanhado de mais de 100 empresários, colocou no topo da agenda bilateral as privatizações em Portugal e parcerias luso-chinesas para África e América do Sul.
 
No ano em que se assinala o 35º aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas entre os dois países, a visita de Aníbal Cavaco Silva coincidiu com a concretização do mais recente investimento chinês em Portugal, da Fosun International no sector segurador, que adquiriu

segunda-feira, 28 de abril de 2014

A UNIÃO EUROPEIA E O FIM DO MERCOSUL

26 abril 2014, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

O eventual acordo União Europeia/Mercosul será o início do fim do Mercosul e o fim da possibilidade de desenvolvimento autônomo e soberano brasileiro.

Samuel Pinheiro Guimarães

Integração regional e acordos de livre comércio
1. A conveniência da participação do Brasil em esquemas de integração regional e da negociação de acordos de “livre comércio” com países altamente desenvolvidos, e altamente competitivos na área industrial, somente pode ser avaliada a partir da situação real da economia mundial e da economia brasileira que se caracteriza hoje por quatro fatos principais:

• a estratégia dos países desenvolvidos de procurar sair da crise através de políticas agressivas de abertura de mercados de terceiros países, de proteção de sua produção doméstica e de manipulação cambial, que desvaloriza suas moedas;

• a política chinesa de expansão de suas exportações de produtos industriais e de abertura de mercados para seus produtos e para seus investimentos, em especial para a produção de commodities (produtos primários);

• a importância do comércio intra-firma que chega a atingir 60% do comércio mundial, o que torna limitada e bastante retórica o conceito de livre comércio;

• a presença avassaladora de megaempresas multinacionais, e de empresas estrangeiras de menor porte,  na economia brasileira, não só no setor industrial, mas crescentemente no setor de serviços, tais como educação e saúde.

2. A alternativa estratégica, para os países subdesenvolvidos como o Brasil, a uma política de inserção plena e irrestrita na economia mundial é a participação em esquemas de integração.

3. Esta participação pode ocorrer:

a. em esquemas em que se encontram países desenvolvidos e países subdesenvolvidos, como é o caso

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Venezuela/OS 1% DE PRIVILEGIADOS, COM O APOIO DOS EUA, QUEREM DERRUBAR O GOVERNO LEGAL

2 abril 2014, Resistir.info (Portugal)

Os recentes protestos na Venezuela chamaram a atenção da comunidade internacional. Grande parte da cobertura nos meios de comunicação internacional distorceu a realidade do meu país e os factos da actualidade. 

Nós os venezuelanos nos sentimos orgulhosos da nossa democracia.

Construímos um movimento democrático e participativo a partir da base que assegurou que tanto o poder como os recursos sejam distribuídos de maneira equitativa para o nosso povo. 

Segundo as Nações Unidas e o Banco Mundial, a Venezuela reduziu consistentemente a desigualdade, transformando-se de um dos países mais desiguais da América Latina em 1998 para converter-se no país menos desigual da América Latina de hoje. Reduzimos a pobreza enormemente – de 29 por cento em 1998 para 19,6 por cento em 2013. A pobreza extrema diminuiu no mesmo período, passando de 21,5% para 6,5%. 

Também criámos emblemáticos programas sociais de saúde e educação, gratuitos e acessíveis a todos os habitantes do nosso país. Conseguimos estas extraordinárias façanhas sociais em grande parte através da redistribuição e da utilização dos rendimentos procedentes do petróleo venezuelano.

terça-feira, 11 de março de 2014

Pátria Grande/UNASUL: A AREIA NA ENGRENAGEM DO GOLPE

10 março 2014, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br/ (Brasil)

Algo de singular importância acontece na AL. O software do golpe não roda mais tão facilmente. A reunião da Unasul desta 4ª feira é parte da areia em ação.

por: Saul Leblon 

A reunião da Unasul  desta 4ª feira, que acontece no Chile, em seguida à posse da Presidenta Bachelet, redime a força da política num momento em que os ventos da economia mundial sopram desfavoravelmente sobre a região.

Argentina, Brasil, Venezuela e outros  manejam uma delicada transição cambial. 
Não é uma operação contábil:  mudanças no câmbio alteram o poder de compra dos salários; definem antecipadamente  ganhadores e perdedores de um novo ciclo; estabelecem o fôlego das exportações; devolvem ou não espaço à indústria  local.

A recuperação das economias ricas, e a queda nas cotações das commodities, inverteu a dinâmica das contas externas que impulsionou o crescimento regional por uma década.

O financiamento encareceu. As receitas com exportação caíram.

Déficits em conta corrente se avolumam, dificultando atender o avanço da demanda com mais importações. Pressões inflacionárias robustecem.  Quem não tem reservas, o  Brasil é uma exceção de quase US$  400 bi, enfrenta escassez de dólares e incerteza no abastecimento.

Não por acaso, os escrutínios eleitorais apontam resultados cada vez mais apertados: a eleição de Maduro decidiu-se em casas decimais; Correa perdeu a capital, Quito, para a direita; Cristina sofre corrosão parlamentar na Argentina; o favoritismo da esquerda no 2º turno deste domingo em El Salvador deu lugar a uma vitória por diferença mínima para a Frente Farabundo Martí.

As oposições conservadoras lambem os beiços e esfregam as mãos: é a hora do abate, cogitam.

A ferocidade com que se lançam às ruas na Venezuela é  a expressão desabrida de um apetite mais geral.

A contrapelo do fatalismo mecanicista, que ignora as mediações específicas no interior das grandes transições de ciclo econômico, algo  de singular importância  acontece, porém,  na América Latina.

Há uma resistência política articulada à investida conservadora.

O  software da ‘crise’  não roda mais tão facilmente na máquina regional.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Pátria Grande, Brasil, Argentina, Chile/OS DESAFIOS E SEMELHANÇAS DAS TRÊS PRESIDENTAS DA AMÉRICA DO SUL

14 fevereiro 2014, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)
Eleita para governar o Chile pela segunda vez, Michelle Bachelet assumirá a presidência do país no dia 11 de março com o desafio de não decepcionar os eleitores que querem um governo diferente do neoliberal Sebastian Piñera. Com isso, ela deve se aproximar politicamente de países sul-americanos, especialmente Brasil e Argentina, que carregam entre si as semelhanças e os problemas criados por terem saído de ditaduras há pouco tempo, embora de formas distintas.

Por Débora Fogliatto, no Sul21
Cristina Kirchner, Michelle Bachelet e Dilma Rousseff foram as primeiras mulheres eleitas para governar seus países, todas pelo menos 15 anos após a redemocratização de nações que passaram por períodos ditatoriais. Apesar deste traço histórico em comum, as situações dos três países, atualmente, é bastante distinta. Conforme explica o professor associado de Economia da UFRGS e economista da FEE Luiz Augusto Faria, Bachelet ainda tem, neste segundo mandato, “a dívida que o Brasil e a Argentina já estão pagando” no que diz respeito a programas sociais e melhorias de serviços públicos.

A socialista Bachelet governou o país de 2006 a 2010, sendo sucedida pelo atual presidente, e agora voltará ao comando em uma situação política diferente. O Chile passou por mobilizações estudantis que pediam por educação pública, começando em 2007, ainda no seu governo, e se acentuando durante os anos de Piñera. Agora, a presidenta-eleita promete fazer uma ampla reforma na educação e construir novas escolas públicas. A situação do congresso no país, com a eleição de alguns dos líderes dos protestos estudantis, pode colaborar para que Bachelet consiga realizar mais projetos de cunho esquerdista do que foi possível em seu mandato anterior.

Nos três países sul-americanos, os governos ditatoriais privatizaram serviços até então estatizados. No Chile e na Argentina, isso foi ainda mais marcante, mas no segundo país a re-estatização já está sendo realizada, especialmente desde o governo de Nestor Kirchner (2007-2010), antecessor de Cristina. “O Estado argentino se fortaleceu com a re-estatização de serviços como a previdência e a companhia de petróleo. Já no Chile isso nunca aconteceu. Outro fator é que a educação pública foi destruída no país, tudo é pago”, esclarece Faria.

O cientista político e professor da ESPM, Bruno Lima Rocha, aponta que, apesar de semelhanças entre os projetos das três presidentas, em termos de avanços relacionados ao fim das desigualdades sociais, ainda há diferenças gritantes. “Temos que ser justos, o governo da Cristina tem uma incidência do papel do Estado maior que no Brasil, e no governo Dilma é muito maior que no do Chile. Apenas agora no retorno da Bachelet é que ela se compromete com uma agenda social e com o desmonte de parte da herança de Augusto Pinochet”, explica, referindo-se ao ditador que comandou o Chile entre 1973 e 1990 e que realizou as privatizações no país.

E é com este novo mandato que Bachelet poderá se “reorientar”, conforme definiu Rocha. “Ela volta com uma agenda social, que na coalizão de seu primeiro governo sempre foi um pouco tímida. Agora, inclusive ao mobilizar os líderes da luta estudantil, ela pode se reorientar”, considera o cientista político. A Concertación, coalizão que comandou o país por vinte anos, até o primeiro mandato de Bachelet, passou por algumas mudanças e, agora chamada Nueva Mayoría, enfrenta o desafio de ser cobrada pelos movimentos sociais e estudantis.

Economicamente, enquanto Brasil e Argentina têm muitas semelhanças, com o olhar voltado para os vizinhos da América do Sul, o Chile tem um histórico de exportações para os Estados Unidos e para a Ásia. “Há uma ação norte-americana que quer de certa forma cercar o Brasil, a Argentina e Venezuela, pelo Pacífico, com o projeto de Aliança do Pacífico. Mas ao mesmo tempo, o Peru, o Chile e a Colômbia fazem parte da Unasul, e quando o Chile foi presidente (durante o primeiro governo de Bachelet), o mandato da Unasul foi muito sul-americano”, aponta Faria, destacando que espera “que esse tipo de política volte” a partir de 2014.

Ao contrário do Chile, onde os serviços continuam privatizados e a economia é voltada para as exportações, na Argentina, onde a presidenta Cristina Kirchner encerra seu mandato em 2015, o poder Executivo tem as rédeas do país. “A Cristina é uma dirigente peronista prática, modelada para a situação atual. Não institucionalizar seu governo é parte de um governo argentino típico”, definiu Bruno Lima Rocha, em uma referência ao modelo político criado a partir do pensamento do ex-presidente Juan Perón, que tem como bandeiras a justiça social, um governo centralizado e popular.


O país passa por um momento de tensão econômica, com a desvalorização da moeda e o temor inflacionário. A presidenta continua implantando medidas de investimento social, e anunciou na quarta-feira (5) passada o aumento dos benefícios aos aposentados e pensionistas. Em discurso em rede nacional, Kirchner criticou os que chamam seu governo de “inflacionário” e “populista”, afirmando que “os direitos na Argentina continuam a ser ampliados”.

E mesmo com as aproximações entre os governos de Dilma Rousseff e Cristina Kirchner, ambas com histórico de militância política com viés esquerdista, os dois países se diferem em formas estruturais e históricas. “A melhor definição é de um colega meu, a de que a Argentina é como se fosse um cavalo indomável correndo campo a fora. E o Brasil é um elefante, anda a passos muito lentos. A Argentina é um país em construção permanente”, comparou o cientista político. Luiz Augusto Faria afirma que, em termos de economia internacional, é inegável a aproximação entre Brasil e Argentina, o que marcou o primeiro ano de gestão de Dilma.

Os dois países contam com programas sociais contra a miséria e a pobreza, buscando promover a inclusão social, e isso ainda é “muito tímido” no Chile, conforme explicou Faria. “O grande desafio de Bachelet é encarar isso, porque o modelo econômico chileno é muito excludente, é um modelo exportador de recursos naturais do país”, esclareceu. Na avaliação dos especialistas, a presidenta do Chile, que assume o governo em pouco mais de 30 dias, provavelmente irá tentar aproximar politicamente seu país das vizinhas Cristina Kirchner e Dilma Rousseff.