13 outubro
2016, Mauro Santayana http://www.maurosantayana.com (Brasil)
Revista do Brasil
Mauro
Santayana
Os países,
como as pessoas, precisam tomar cuidado com as suas convicções.
Convicções arraigadas, quando não nascem da informação, da razão, do conhecimento, costumam ser fruto do ódio, do preconceito e da ignorância.
Convicções arraigadas, quando não nascem da informação, da razão, do conhecimento, costumam ser fruto do ódio, do preconceito e da ignorância.
Não é por
acaso que entre as características do fascismo, a mais marcante está em
colocar, furiosamente, a convicção acima da razão.
Foi por
ter a forte convicção de que os judeus, os comunistas, os ciganos, os
homossexuais, eram espécimes de diferentes raças sub-humanas, que os nazistas
fizeram coisas extremamente "razoáveis", como guardar centenas,
milhares de pênis e cérebros arrancados dos corpos de prisoneiros em vidros de
formol, esquartejar pessoas para fazer sabão, adubar repolhos com cinzas de
crematório, ou recortar e curtir pedaços de pele humana para colecionar
tatuagens e fazer móveis e abajours, em um processo que começou justamente nos
tribunais, com a gestação da jurisprudência racista e assassina das Leis de
Nuremberg.
De tanta
mentira, distorção, hipocrisia, servidas -- ou melhor, impostas,
cotidianamente -- à população, nos últimos quatro anos, o Brasil tem se
transformado, paulatinamente, em um país em que a realidade está sendo
substituída por













