Macau (China) 8 novembro 2007 - As autoridades monetárias dos países e territórios de língua oficial portuguesa retomaram quarta-feira em Macau o estudo da criação de uma associação de supervisores bancários, disse Félix Pontes, da Autoridade Monetária de Macau.
"Foi uma das matérias abordadas na reunião das autoridades monetárias da China e dos países de língua portuguesa e vai continuar a ser trabalhada", disse o mesmo responsável à agência noticiosa portuguesa Lusa, salientando que o projecto é semelhante ao existente para a área dos seguros e que visa essencialmente "a cooperação multilateral nas diversas áreas de intervenção" dos supervisores bancários.
Félix Pontes afirmou também que à margem da reunião, que terminou quarta-feira depois de dois dias de trabalhos, a Autoridade Monetária de Macau manteve contactos bilaterais com diversos países, nomeadamente Angola e Moçambique, estando a ultimar acordos de cooperação técnica com o Banco Nacional de Angola e com o Banco de Moçambique, autoridades de supervisão com quem tem desenvolvido contactos de aproximação nos últimos meses e que motivaram também uma visita àqueles países na primeira quinzena de Julho.
Sobre a reunião de Macau, Félix Pontes salientou a "experiência muito positiva" de ter colocado em contacto directo as autoridades monetárias e os bancos da China e dos Países de Língua Portuguesa para discutir formas de reforço de cooperação na área financeira numa altura em que as relações económicas e comerciais entre a China e a lusofonia crescem de forma "sustentada e substancial".
Por outro lado, continuou, a proposta apresentada pelo Banco de Exportação e Importação da China (Eximbank) de se tornar líder em sindicatos bancários a constituir no futuro para grandes investimentos nos países de língua portuguesa "tem muitas virtualidades e merece continuar a ser estudada".
"É uma proposta que não é limitativa e pode haver acordos com outras instituições, incluindo da própria China”, explicou o mesmo responsável.
"O esquema proposto é que se possam criar consórcios bancários para financiar projectos relevantes nos países que careçam e que entrem também nesse consórcio bancos de Macau e dos países de língua portuguesa, dependendo do mérito de cada projecto e das condições de investimento", disse Félix Pontes, explicando que a não-exclusividade da organização dos sindicatos bancários abre as portas a outras entidades como o Banco de Desenvolvimento da China. (macauhub)
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quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Macau/Associações de supervisores bancários em discussão
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