A Universidade Eduardo Mondlane
(UEM), a mais antiga instituição de ensino superior no país, espera concluir
até Setembro próximo as obras de construção da clínica universitária, que vai
prestar cuidados de saúde aos mais de 35 mil membros da sua comunidade
universitária.
A concretização da unidade de
prestação de cuidados médicos está inserida no grande plano da UEM de
introduzir, numa primeira fase, o seguro de saúde
para a comunidade universitária, isto é, docentes e os quadros do Corpo Técnico Administrativo (CTA) e subsequentemente contemplar os estudantes.
para a comunidade universitária, isto é, docentes e os quadros do Corpo Técnico Administrativo (CTA) e subsequentemente contemplar os estudantes.
A futura clínica, cuja construção e
apetrechamento estão avaliados em cerca de 2.5 milhões de dólares americanos,
fatia orçamental desembolsada pelo do Estado moçambicano e a própria
universidade, através das suas receitas, estará sedeada no campus daquela
instituição em Maputo.
O empreendimento constituirá um
valor acrescentado para a comunidade universitária pois será, por um lado, um
local onde se vai ministrar as aulas clínicas aos estudantes do curso de
medicina e, por outro, aos pacientes que ali serão atendidos.
A fim de entender melhor as
expectativas da universidade com a consumação do desiderato, a AIM manteve um
encontro com a reitoria da instituição, na pessoa de Ângelo Macuácua,
vice-reitor da UEM para a área de Administração e Recursos.
Macuácua, que começou por revisitar
a cronologia da universidade, disse que a UEM tem um longo historial de prestação
de cuidados de saúde à sua comunidade universitária.
“Partimos de um pequeno posto que
funcionava no Self Universitário, há muitos anos, onde prestávamos praticamente
os cuidados primários aos nossos estudantes e também os membros do corpo
docente e o Corpo Técnico Administrativo (CTA)”, disse a fonte.
Quando foi construída a Colmeia II,
situada no campus, foi igualmente concebido um posto médico de dimensões
módicas que, segundo a fonte, continuava a prestar cuidados de saúde primários
àquela comunidade.
Porém, a universidade concluiu que
o pequeno posto tinha as dimensões demasiado exíguas para fazer face a elevada
demanda de serviços por parte de toda a comunidade universitária, actualmente
estimada em cerca de 40 mil, universo que integra docentes, quadros do CTA e os
estudantes.
A conjuntura levou a uma evolução
gradual que saldar-se-á na clínica universitária, em construção no campus da
UEM, visando melhorar a prestação de cuidados de saúde a comunidade
universitária e quiçá os residentes das áreas circunvizinhas.
Segundo o professor Macuácua, se o
curso das obras decorrer conforme a garantia dada pelos arquitectos, as mesmas
estarão concluídas até Setembro, seguidas do apetrechamento e montagem de toda
infra-estrutura humana necessária para a sua operacionalização.
Nessa componente, segundo Macuácua,
a universidade tem uma faculdade de medicina, com docentes que, por sinal, são
médicos e quadros da UEM além de estudantes alguns em cursos de graduação e
pós-graduação que estarão na vanguarda da nova realidade.
A universidade também perspectiva o
estabelecimento de parcerias com o Ministério da Saúde (MISAU) para identificar
formas de utilização do pessoal de saúde do pelouro às actividades da UEM.
“Já temos uma parceria com o MISAU
em que o pessoal da saúde lecciona no curso de medicina e acompanha os
estudantes no estágio nas várias unidades sanitárias, não havendo, por
conseguinte, dificuldades de colaboração em termos de prestação de serviços”,
assegurou Macuácua.
Ainda no âmbito da implementação da
iniciativa, a fonte afirmou, por outro lado, haver uma parceria com a
"Pharma Access", uma entidade holandesa, que vai, em princípio,
conceder apoio em termos de equipamento e apetrechamento, estado em curso
consultas para o efeito.
O plano da universidade é avançar,
a médio e longo prazos, para a edificação do primeiro hospital universitário,
embora Macuácua diz ser prematuro avançar detalhes, por se tratar de um
empreendimento complexo que envolve parcerias muitos grandes, quer com
entidades governamentais como o Ministério da Saúde (MISAU) e das Finanças quer
com os financiadores.
Todavia, já existe, segundo a
fonte, uma abordagem sobre o assunto inclusive os pré-estudos de viabilidade
para a sua edificação, que na óptica da instituição pode melhorar mais a
formação médica e quiçá da prestação de cuidados médicos não só para a
comunidade universitária, mas também à população da cidade de Maputo e não só. (RM/AIM)
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