segunda-feira, 22 de julho de 2013

China/Presença chinesa em Portugal reforçada com Banco da China e Sinohydro



22 julho 2013, Macauhub http://www.macauhub.com.mo (China)

Portugal continua a atrair grandes empresas chinesas, interessadas no mercado europeu mas também no da África de língua portuguesa, acolhendo agora o Banco da China e a Sinohydro.

Em plena crise e numa altura em que as portuguesas se multiplicam em esforços de captação de capitais estrangeiros, é da China que têm vindo os principais investimentos,
começando em 2011 com a entrada da China Three Gorges na EDP – Energias de Portugal e da China State Grid Corp na Redes Energéticas Nacionais.

O Banco da China opera agora num emblemático edifício do centro da capital portuguesa, anterior sede do semanário Expresso e do Banco Barclays, e trouxe o seu presidente a Portugal no início de Julho, para uma cerimónia restrita.

Na cerimónia, em que participaram membros do governo, o governador do Banco de Portugal e alguns dos principais presidentes de bancos do país e gestores de empresas, o presidente do Banco da China, Tian Guoli, prometeu o empenho da instituição em apoiar a Europa e Portugal a ultrapassar a crise, sublinhando que o banco “vai continuar a seguir uma tendência” de aposta na Europa.

“Os investidores chineses olharam na década passada para os Estados Unidos da América e para o Japão, mas agora é a vez de haver mais cooperação com a Europa, nomeadamente com Portugal e países do sul do continente”, disse Tian Guoli, na cerimónia de abertura da sucursal do Banco da China em Portugal, realizada no Centro Cultural de Belém.


Recentemente, o semanário Expresso noticiou que também uma concorrente da CTG, o grupo de engenharia Sinohydro, está a negociar a entrada no mercado português, em particular na construção de barragens.

O interesse foi comunicado ao governo português, mas a resposta foi que a carteira hidroeléctrica está completa, com projectos da EDP e das espanholas Endesa e Iberdrola, e que a alternativa passaria por comprar alguns destes projectos ou mesmo entrar em regime de parceria com os referidos grupos, ainda de acordo com o jornal.

As operações de privatização em Portugal, aceleradas pela crise económica e financeira, conduziram à entrada de empresas chinesas no país.

A China Three Gorges pagou, em 2011, cerca de 2,7 mil milhões de dólares por 21,35% do capital da EDP, tornando-se o maior accionista da eléctrica portuguesa.

A China State Grid Corp comprou, no ano seguinte, 25% do capital da Redes Energéticas Nacionais (REN) por 287,15 milhões de euros.

Energia solar e águas e saneamento apresentam-se como novos focos de actividade de empresas chinesas em Portugal.

O grupo Hanergy Solar anunciou recentemente um acordo de princípio para a aquisição de parques de energia solar em Portugal, sem revelar a identidade do vendedor.

Também em Março, o grupo francês Veolia anunciou a venda do seu negócio de água em Portugal, Veolia Água, por 95 milhões de euros, à chinesa Beijing Enterprises Water Group, líder de sistemas de tratamento de água na China.

O grupo chinês passou a ser responsável pelo abastecimento de água em quatro concelhos (Mafra, Ourém, Paredes e Valongo) e pelo saneamento de águas residuais em três concelhos algarvios.

O negócio foi o de maior dimensão no sector das águas na Península Ibérica desde 2009, o maior do sector em Portugal desde 2008 e o primeiro de um investidor chinês no sector da água na Península Ibérica.

Recentemente, o sítio “Morning Whistle” noticiou que a administração da China Mobile iniciou o processo de análise ao ambiente macroeconómico e económico de cinco países, entre eles Portugal, a fim de neles efectuar investimentos. (macauhub)

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