O comércio entre Moçambique e a
India duplicou de 6.31,milhões de dólares, em 2010, para 1.28 biliões de
dólares em 2012, anunciou hoje em Maputo a Ministra para as Relações Externas
da Índia, Preneet Kaur.
A ministra que falava durante a
sessão de abertura do seminário sobre Oportunidades de Negócios e de
Investimentos em Moçambique,
que contou com a presença do vice-ministro dos
recursos minerais, Abdul Razak, e o presidente da Confederação das Associações
Económicas de Moçambique (CTA), Rogério Manuel, disse que estes dados
representam a concretização das metas entre os dois países.
“Este aumento surgiu depois da
visita do Presidente Armando Guebuza à India em 2010. Moçambique tem a
oportunidade de aumentar as exportações para Índia que podem garantir grandes
resultados”, disse.
A Ministra indiana disse que o seu
país está interessado em investir em Moçambique, sobretudo nos sectores da
indústria extractiva.
“Estamos satisfeitos em perceber
que Moçambique registou grandes feitos no sector do gás e petróleo. A índia
está muito desenvolvida no sector da Agricultura. Por isso, vamos ajudar
Moçambique a se desenvolver neste sector, bem como as infra-estruturas no
país”.
Por seu turno, Razak disse que,
apesar da crise financeira, Moçambique continua a granjear confiança de
diferentes financiadores, tornando-se, nos últimos anos, destino de
investidores em África e no mundo.
“O aumento de confiança da economia
em Moçambique tem permitido captar consideráveis volumes de investimentos,
sendo que em 2011 o seu fluxo atingiu a cifra estimada de 60 mil milhões de
meticais”, revelou Razak, acrescentando que as perspectivas do país são
promissoras, particularmente nas áreas de recursos minerais e energia.
“Moçambique apresenta um grande
potencial, com destaque para o gás natural (com reservas, até agora, de cerca
de 160 triliões de pés cúbicos), carvão (20 biliões de toneladas métricas) e,
ainda, um potencial de energia de cerca de 2075 megawatts, e vários
empreendimentos em curso para aumentar essa capacidade não só para cobrir a
demanda do consumo interno, mas também para os países vizinhos”, referiu.
Contudo, Razak disse que, também,
há muitas outras áreas que se podem investir em Moçambique, como indústria,
infra-estruturas, agricultura, telecomunicações, e turismo que são, na sua
óptica, promissoras.
Ele instou os sectores da economia em
especial da agricultura a fortificar o seu desempenho.
Enquanto isso, o Presidente do CTA
disse que a Índia é um país com muita experiência. Por isso, acredita que
poderá haver uma boa troca de experiências entre as duas partes.
Na ocasião, Rogério Manuel disse
que a lei moçambicana facilita aos estrangeiros a investir em Moçambique e que
a Índia, também, vai beneficiar-se destas facilidades.
Segundo ele, na última década,
Moçambique vem apresentado de forma contínua uma taxa de crescimento médio
acima de 7 por cento, muito acima das taxas de 1,5 por cento a 2, 5 por cento
dos países industrializados e prevê registar taxas de 8, 5 por cento este ano e
8 por cento em 2014.
“Contribui ainda para actual
conjuntura económica nacional, a recente descoberta e início de exploração de
recursos naturais desde os minerais, hidrocarbonetos, o que torna Moçambique um
destino de elevadíssimos volumes de investimentos, associados a inúmeras
oportunidades que podem ser prontamente exploradas pelos investidores emergentes”,
disse. (RM/AIM)
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