segunda-feira, 9 de julho de 2007

Timor-Leste/A impensável derrota xananista

As derrotas implicam guerra civil?


A crise timorense ameaça adensar-se novamente após o fracasso de Xanana Gusmão para tomar o poder de forma mais aceitável aos olhos dos timorenses e da comunidade internacional. Convencido de que era o ídolo incontestável dos timorenses avançou para a formação de uma alternativa partidária que lhe permitisse trocar de lugar com Ramos Horta assumindo a governação do país com larga maioria de deputados na Assembleia Legislativa.


Inventou o CNRT – usando a sigla despudoradamente - e jogou por debaixo da mesa no interior da Fretilin, usando o grupo de José Luís Guterres contra uma fortaleza partidária suficientemente experiente para anular as suas pretensões. Nada disso resultou. Tendo-se revelado ineficientes a maioria das propostas e práticas eleitorais dos seus conselheiros-mores. Faltou analisar e tirar conclusões realistas sobre a personalidade deste povo aos conselheiros, não captando, por isso, a verdadeira percepção que os timorenses têm quando alguém avança de desonestidade em desonestidade a coberto da protecção de tropas estrangeiras que por mais de uma vez já assassinaram timorenses.


Fartos de tropas estrangeiras a ocupar o país estão os timorenses e se estas são amigas de Xanana é porque Xanana põe os seus interesses e de outros acima dos interesses do país. Não é por acaso que se considera Xanana traidor. A péssima avaliação dos estrategas Xananistas foi responsável pela queda do “herói” e é responsável pela desvalorização que está a sofrer o passado nacionalista de Xanana Gusmão, assim como será responsável pela rejeição dos seus mais que prováveis governos que se implantarão contra a vontade de quem nele não confia, mais de setenta por cento dos timorenses.


A guerra civil
Deveras preocupante é como está a ser encarada a possibilidade de a situação em Timor-Leste descambar em guerra civil. A terminologia e exacta definição do termo e das possibilidades não tiveram proveniência em simpatizantes partidários mais ou menos acirrados. A sua origem não vem das ruas e casas paupérrimas da população mas sim das elites que há mais de um ano assumiram a condução do processo que a qualquer preço aniquile a Fretilin - partido político democraticamente eleito e que detém na sua história a luta dos timorenses e da resistência timorense.


Os propósitos são vastos e sempre aliados a interesses prejudiciais ao país mas o saque dos bens naturais timorenses justificam tudo, até a morte de mais umas centenas ou milhares. Muito a historia testemunhará sobre estes capítulos vividos pela nação timorense e então, ai sim, os traidores terão o seu lugar de destaque no desprezo dos timorenses sobreviventes ao longo dos séculos. Xanana foi julgado e derrotado nas eleições, foi condenado. Será da história a condenação maior. (Fonte: timor-lorosae-nacao, 08/07/2007)

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