sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Venezuela instaló un Comando Nacional Antigolpe

21 febrero 2014, 06:32 am, TeleSUR http://www.telesurtv.net (Venezuela)
http://www.telesurtv.net/articulos/2014/02/21/venezuela-instalo-un-comando-nacional-antigolpe-5092.html

El presidente de Venezuela, Nicolás Maduro, convocó a una reunión del Comando Nacional Antigolpe, esta decisión se tomó frente a las acciones violentas que se han venido registrando en algunos sectores del país en los últimos días. teleSUR

El jefe de Estado venezolano, Nicolás Maduro, instaló oficialmente este jueves el Comando Nacional Antigolpe, una instancia que estará presidida por el titular de la Asamblea Nacional, diputado Diosdado Cabello, y cuya función será revisar y contrarrestar los planes golpistas y fascistas que gestan aquellos sectores de la derecha financiados por Estados Unidos.

Desde el Palacio de Miraflores (sede del Gobierno) en Caracas, Maduro llamó a toda la población venezolana a asumir el reto de contrarrestar la violencia fascista y conformar Comandos Populares Antigolpe en todo el país, por ser “la fórmula mágica del Comandante Hugo Chávez”.

Asimismo, destacó que para derrotar a la derecha se necesita de “toda la fuerza del Poder Popular que respalda a la Revolución Bolivariana y Socialista” en Venezuela.

“Alerta, los Comandos Populares Antigolpe en cada fábrica, en cada centro de trabajo, en cada barrio, en cada universidad. Vamos a derrotar el golpe fascista con el pueblo movilizado y organizado”, sentenció.
De igual manera, el Presidente aseguró que las acciones violentas forman parte de “un plan para atacar el transporte público, la electricidad, las telecomunicaciones, las calles y la alimentación (del pueblo venezolano)”, hoy día con énfasis en los estados Táchira y Zulia (oeste), donde “están impidiendo que lleguen los abastecimientos necesarios”.

“Basta de la agresión del fascismo contra los trabajadores de la Patria, contra los que quieren trabajar y los servicios públicos claves", enfatizó el mandatario.

El Mandatario reiteró que la violencia propiciada por la derecha se trata de "un plan de golpe de Estado contra la democracia y el Gobierno". Sin embargo, afirmó que “la Revolución Bolivariana va a triunfar por el camino de la Constitución, de las leyes y habrá paz en Venezuela".

Además, Maduro aseveró que sólo en Revolución es posible un Gobierno popular y de diálogo. "El Gobierno Bolivariano es un Gobierno en la calle, de diálogo permanente, popular. Un Gobierno que dialoga con los trabajadores, la clase obrera", expresó.


Por ello, instó a acabar con la intolerancia y el odio promovido por el sector antichavistas en el país e invitó a los venezolanos a convivir pacíficamente a pesar de las diferencias políticas.

"Yo creo en la convivencia entre los venezolanos más allá de las diferencias políticas que podamos tener, convoco a la convivencia de todos, cada quien en su posición", expresó.

Por último, Maduro ratificó su llamado a los organismos judiciales para garantizar que cada uno de los responsables de hechos violentos protagonizados por la derecha fascista sea presentado ante los tribunales nacionales.


Venezuela/Ministra da Defensa: "A Força Armada Nacional Bolivariana não aceitará um governo que não surja pela via constitucional"

20 fevereiro 2014, Pravda http://port.pravda.ru (Rússia)
Por: TeleSUR/Aporrea.org, 18/02/2014 13h43

A ministra da Defesa da Venezuela, Carmen Meléndez, enfatizou nesta terça-feira, 18, que a Força Armada Nacional Bolivariana não aceitará um governo que não surja pela via constitucional.

"Jamais aceitaremos um governo que não surja pela via constitucional", declarou Meléndez durante uma reunião com o Alto Comando Militar venezuelano.

Outrossi, destacou que o presidente Nicolás Maduro, o povo e a FANB "estamos trabalhando unidos mais que nunca e não permitiremos um cenário similar ao de 11 de abril" (de 2002), quando a direita deu um golpe de Estado ao comandante Hugo Chávez.

O Alto Comando Militar manifesta à patria de Simón Bolívar e de Hugo Chávez "nosso total apego à Constituição e às leis da República Bolivariana",

GOLPE SUAVE: COMO A CIA DERRUBA GOVERNOS DEMOCRÁTICOS

20 fevereiro 2014, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Os venezuelanos estão denunciando, há meses, a existência de um plano de desestabilização do país. Nos últimos dias, diante do acirramento das ações da oposição, tanto o governo, quanto apoiadores da Revolução Bolivariana em toda a América Latina, apontam a deflagração de um Golpe de Estado Suave, que consiste em deslegitimar o governo para forçar a sua renúncia.

Por Vanessa Martina Silva, para o Portal Vermelho


Violência tomou conta das ruas de Caracas nos últimos dias| Foto: Efe

A técnica para derrubar governos de forma “suave” foi idealizada pelo cientista político e fundador da Instituição Albert Einstein, Gene Sharp. Baseados na não violência como ação política, a prática é utilizada há cerca de quinze anos pela CIA para derrubar governos considerados indesejáveis pelos Estados Unidos sem provocar indignação internacional. A práxis já foi empregada na Venezuela, em Honduras, no Paraguai e pode ser também observada nas “revoluções coloridas” no Oriente Médio.


O jornalista e ativista político francês, Thierry Meyssan, em artigo publicado pela Rede Voltaire, aponta que “quando o golpe fomentado pela CIA na Venezuela falhou em abril de 2002, o Departamento de Estado também recorreu à Instituição Albert Einstein. Esta aconselhou os empresários durante a organização do referendo revogatório contra o presidente Hugo Chávez. Gene Sharp e sua equipe guiaram os líderes da Súmate durante manifestações de agosto de 2004. Seguindo a técnica que já se tornou clássica, estes últimos lançaram acusações de fraude eleitoral e exigiram a saída do presidente. Eles conseguiram levar para as ruas a burguesia de Caracas, mas o apoio popular ao governo Chávez foi demasiado forte para permitir que ele fosse derrubado. Assim, os observadores internacionais não puderam deixar de reconhecer a legalidade da vitória de Hugo Chávez” [1].

A ideia central de Sharp se baseia no princípio de que todo governo se deve à obediência das pessoas e se estas não acatarem as ordens, os líderes não terão poder. A não violência que defende é de uma “guerra investida em outros meios” já que para ele, “a natureza da guerra mudou no século 21. (…) Nós combatemos com armas psicológicas, sociais, econômicas e políticas”. Em seus livros Da ditadura à democracia e A política da ação não violenta estão descritos 198 métodos para derrubar governos por meio de golpes suaves. Para ele a guerra “corpo a corpo” não é eficaz porque implica enormes gastos econômicos.


Na Venezuela o processo se dá de acordo com as seguintes etapas:

1ª etapa: abrandamento:
·         Desenvolvimento de matrizes de opinião centradas em déficits reais ou potenciais; promoção de fatores de mal-estar, como desabastecimento, criminalidade, manipulação do dólar, etc.; Denúncias de corrupção, promoção de intrigas e fratura da unidade.
Apesar dos esforços do governo para conter a criminalidade, combater a corrupção e ajustar a economia – temas em que os governos chavistas não tiveram tanto êxito – e apesar de Maduro ter convocado a oposição para o diálogo, a imprensa nacional e internacional veicula somente informações negativas sobre a gestão Maduro. Empresários e especuladores nacionais e internacionais seguem manipulando o dólar e denúncias – não comprovadas – envolvendo a alta cúpula chavista foram disseminadas, o sistema elétrico do país apresentou graves falhas que levou a diversos apagões – o governo não descarta a ação de sabotadores. Além disso, há uma campanha patrocinada diretamente pelo governo dos Estados Unidos que tem ajudado os opositores violentos com dinheiro e apoio político desde o começo, como denunciou a jornalista e advogada venezuelano-estadunidense Eva Golinger. Ela também denunciou o chamado “Plano Estratégico Venezuelano”, formulado pelos EUA em conjunto com o ex-presidente colombiano, Álvaro Uribe, com o objetivo de debilitar o governo nas eleições de 8 de dezembro. 

2ª etapa: deslegitimação:
·         Manipulação do anticomunismo; Campanhas publicitárias em defesa da liberdade de imprensa, direitos humanos e liberdades públicas; Acusações de totalitarismo e pensamento único.
A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) – entidade de donos de meios de comunicação – lançou diversos comunicados dizendo que na Venezuela há censura da imprensa e que falta segurança para o livre exercício do jornalismo, conteúdo amplamente veiculado na imprensa internacional. Apesar de ter incorporado os programas do chavismo a seu “plano de governo”, Henrique Capriles em seus discursos eleitorais enfatizava o fim da ajuda da Venezuela a Cuba, à Bolívia. Em seu discurso durante a campanha de 2012, foi enfático: “o que o socialismo do século 21 fez por Caracas? A única coisa que o governo fez pela população foi a construção de casas”.

3ª etapa: esquentamento da rua:
·         Montagem dos conflitos e fomento da mobilização nas ruas. Elaboração de uma plataforma de luta que globalize as demandas políticas e sociais. Geração de todo tipo de protestos, expondo falhas e erros governamentais. Organização de manifestações, fechamento e tomada de instituições públicas que radicalizam a confrontação.
Este é o atual momento em que vive a Venezuela. A manipulação das informações do que ocorre no país chegou ao Twitter. Imagens manipuladas, descontextualizadas e falsas estão circulando por todo o mundo com supostos atos violentos da polícia bolivariana. O líder opositor Leopoldo Lópezconvocou as pessoas a irem às ruas com a campanha “A Saída” pedindo textualmente a derrubada de Maduro por meio de um golpe. Apesar de estar nas ruas, a oposição não tem uma plataforma clara de reivindicações que não a queda do regime constitucionalmente eleito. Desde o dia 12 de fevereiro, quatro pessoas já morreram vítimas de violência durante as manifestações. O governo pediu que os casos sejam investigados e não descarta a ação de franco-atiradores, também cogita a possibilidade de que a vida dos opositores corre risco e que algum deles pode sofrer algum atentado para comover a opinião pública internacional. 

4ª etapa: combinação de diversas formas de luta: 
·         Organização de marchas e tomada de instituições emblemáticas, com o objeto de cooptá-las e convertê-las em plataforma publicitária. Desenvolvimento de operações de guerra psicológica e ações armadas para justificar medidas repressivas e criar um clima de ingovernabilidade. Impulsionamento de campanha de rumores entre forças militares e tratar de desmoralizar os organismos de segurança.
5ª etapa: fratura institucional:

·         Sobre a base das ações de rua, tomada de instituições e pronunciamentos militares, obrigando a renúncia do presidente.[2]
Este é o mesmo processo pelo qual passaram a Geórgia, Sérvia, Líbia, Paraguai e Honduras e pelo qual estão passando Tailândia e Síria. 

Longe do que podem imaginar alguns setores da sociedade brasileira, incentivados por analistas da imprensa tradicional, o interesse dos Estados Unidos pela América Latina é crescente e não descendente. A Venezuela possui uma das maiores reservas de ouro negro do mundo e tem nos Estados Unidos, ainda, seu principal comprador. Além disso, o auxílio que o país bolivariano dá a outras nações do Caribe e da América Andina por meio da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba), tem um caráter emancipatório que não interessa aos interesses imperialistas do gigante do norte. 

A guerra midiática continua. Como armas, os chavistas têm os dados econômicos dos últimos quinze anos, os benefícios sociais e o empoderamento da população que está organizada e informada em defesa da Revolução Bolivariana. Como cantavam os ativistas brasileiros que nesta quarta-feira (19) se reuniram diante do consulado venezuelano em São Paulo, “Recua, golpista, recua. O poder popular tá na rua”.

Notas:
[1] La Albert Einstein Institution: no violencia según la CIA em http://www.voltairenet.org/article123805.html 
[2] Manual de autoajuda para golpes de Estado “brandos” em http://desacato.info/2012/07/manual-de-autoajuda-para-golpes-de-estado-brandos/

MODELÃO DOS GOLPES DA CIA, DA GUERRA FRIA, DE VOLTA À CENA

19 fevereiro 2014, Pravda http://port.pravda.ru (Rússia)

Wayne Madsen

Strategic Culture

A maior quantidade de entusiastas do status quo pode ser encontrada na sede da Agência Central de Inteligência dos EUA [tão secreta que o nome jamais é traduzido], a conhecida CIA, em Langley, Virginia. Com muitas nações em todo o mundo tentando livrar-se das garras políticas, militares e financeiras de Washington, aCIA está voltando a recorrer ao velho manual, para lidar com governo recalcitrantes.

Depois de ter ajudado a fomentar uma rebelião na Ucrânia, contra o governo democraticamente eleito do presidente Viktor Yanukovych, o aparelho de propaganda de Washington - centralizado na organização National Endowment for Democracy (NED), naAgency for International Development (USAID) e no Instituto Sociedade Aberta [Open Society, OSI] de George Soros - está focado na Venezuela.

A Venezuela identificou três funcionários da embaixada dos EUA em Caracas, que estavam em contato com manifestantes da oposição e ajudando a planejar tumultos antigoverno por todo o país. Os três "funcionários consulares" dos EUA - Breann Marie McCusker, Jeffrey Gordon Elsen e Kristopher Lee Clark - foram expulsos do país, pelo governo da Venezuela. Em outubro passado, o país expulsou outros três diplomatas dos EUA - chargés d'affaires Kelly Keiderling, David Moo e Elizabeth Hoffman - também por estarem ajudando a promover agitação interna no país. Os seis supostos diplomatas trabalhavam em atividades frequentemente associadas aos agentes da CIA, como "serviço clandestino oficial".

Exatamente como no caso do embaixador dos EUA em Kiev, Geoffrey Pyatt, e da secretária de Estado assistente para Assuntos Europeus e notória visitante boca-suja Victoria Nuland, que se encontraram com líderes da oposição ucraniana para ajudar a planejar os protestos antigoverno, os diplomatas norte-americanos em Caracas foram acusados de estar trabalhando ao lado do grupo de oposição reunido em torno de Leopoldo Lopez, o agente de interesses de empresas norte-americanas treinado em Harvard. O governo venezuelano descobriu que Lopez, como outro líder da oposição venezuelana, Henrique Capriles Radonski, recebem apoio financeiro clandestino da CIA, que lhes chega através de NED e USAID, para planejar protestos e ações de sabotagem contra o governo eleito da Venezuela.

Já se conhecem os laços que unem o partido Voluntad Popular de López e organizações associadas ao ex-presidente da Colômbia Alvaro Uribe, da direita pró-Israel, com pegadas óbvias da CIA e de narcoterroristas; nesse caso, o dinheiro chega ao partido de Lopez por ONGs colombianas mantidas por George Soros e Uribe, como a Fundación Centro de Pensamiento Primero Colombia [Fundação Centro de Pensamento Primeiro Colômbia] e Fundación Internacionalismo Democratico [Fundação Internacionalismo Democrático].

A embaixada dos EUA em Caracas, como no caso de Kiev e Moscou, sempre serviu como espaço virtual para planejamento de protestos pela oposição financiada pelos EUA na Venezuela. A única coisa que os cabeças da oposição ucraniana Arseniy Yatsenyuk, Vitali Klitschko e Oleh Tyahnybok; da oposição russa Alexei Navalny e Garry Kasparov; e da oposição venezuelana Lopez, Capriles e Maria Corina Machado têm em comum é passe livre para entrar nas embaixadas dos EUA em suas respectivas capitais quando bem entendam, e sair, levando a maior quantidade de dinheiro que consigam transportar.

Traço que une as campanhas de desestabilização organizadas e promovidas pela CIA na Ucrânia e na Venezuela é, nos dois casos, a arregimentação de fascistas locais, para as forças antigoverno. Na Venezuela, apoiadores reacionários de antigos regimes oligárquicos fascistas são aliados espontâneos dos EUA; e na Ucrânia, os fascistas reunidos em torno de Tyahnybok garantem a conexão continuada entre a oposição ucraniana e EUA-Israel.

Um relatório da CIA recentemente tornado público, datado de 4/4/1973, anotava que já durante o tempo da República Socialista Soviética Ucraniana o Partido Comunista recomendava "vigilância estrita sobre o nacionalismo e o sionismo na Ucrânia" - apresentados como ameaças gêmeas já então, na Ucrânia. Como se vê hoje, pouca coisa mudou na natureza e na orientação da oposição ucraniana.

Além de abastecer os cabeças da oposição venezuelana com dólares, os EUA e seus banqueiros nunca cessaram de atacar a economia e a moeda venezuelanas, usando a imprensa-empresa privada para espalhar notícias falsas sobre 'desabastecimento' e carência de produtos básicos (itens sempre citados são papel higiênico, sal e açúcar) na Venezuela. Esse é um velho truque da CIA, que sempre o usou contra o governo de Cuba e de outras nações cujos governos opõem-se ao imperialismo norte-americano.

A mesma tática de usar a imprensa-empresa privada para disseminar 'notícias' sobre carência de produtos está sendo usada pela CIA contra o governo da primeira-ministra Yingluck Shinawatra apoiada pelos Camisas Vermelhas na Tailândia; lá o que estaria faltando nas prateleiras seria arroz; e a carência estaria acontecendo por que a primeira-ministra insiste em vender arroz à China.

A campanha conduzida pela CIA contra Yingluck resultou em denúncias já formalizadas contra o primeiro-ministro por uma das ONGs da "sociedade civil" típicas do modelo que Soros promove, a Comissão Nacional Contra a Corrupção - criação dileta dos monarquistas Camisas Amarelas e falsos "reformadores" constitucionais, como o octogenário Amorn Chantarasomboon.

Exatamente como a CIA já fizera antes, quando tentou golpe fracassado contra o presidente Hugo Chávez em abril de 2002, a Agência e seus prepostos locais lançaram ataques de propaganda contra a PDVSA - a empresa estatal venezuelana de petróleo - proprietária da CITGO nos EUA. Os veículos de propaganda da CIA estão divulgando o meme de que a PDVSA seria tão corrompida e moribunda, que a Venezuela já estaria sendo forçada a importar gasolina dos EUA. É história absolutamente falsa, mas a imprensa-empresa privada, inclusive os veículos e 'fontes' que constituem a rede global de propagandistas mantida por Soros, dedicam-se a repetir incansavelmente sempre a mesma mentira, como se fosse fato.

A imprensa-empresa privada, principalmente The Miami Herald, porta-voz das perversões e fantasias dos oligarcas venezuelanos exilados no sul da Florida, exatamente como faz também com os cubanos de direita e com os sionistas nacionalistas que vivem em comunidades fechadas de leitores, também não se cansa de repetir que a Venezuela está sofrendo massiva onda de crimes, porque o presidente Nicolas Maduro é incapaz de prover segurança aos cidadãos. Esse é outro dos velhos truques da CIA, sempre usado para minar governos estáveis em todo o mundo, Iraque, Paquistão e Afeganistão, por exemplo: oferecer ajuda e meios a terroristas e ao crime organizado locais, para que ataquem a população civil.

A CIA já usou esse mesmo jogo para fazer sabotagem econômica contra o governo socialista do presidente Salvador Allende no Chile. Na Venezuela, a CIAataca a indústria do petróleo. No Chile, a CIA usou ataques contra a indústria do cobre, para sabotar a base da economia chilena, antes de lançar o sangrento ataque do dia 11/9/1973, quando o presidente Allende foi assassinado, e começou o massacre de seus apoiadores, por esquadrões da morte treinados pelos EUA.

Outros países latino-americanos estão atentos aos ataques clandestinos dos EUA contra a Venezuela. Os EUA suspenderam formalmente a ajuda econômica que davam à Bolívia, depois que o governo de Evo Morales expulsou do país os representantes da USAID, acusados de fomentar a rebelião no país. O presidente do Equador Rafael Correa anunciou formalmente que seu país está-se retirando do Tratado Interamericano de Mútua Assistência - fachada inventada pelo Pentágono para 'legalizar' a implantação de bases militares dos EUA em países latino-americanos.

Mas, para a CIA, a difícil situação que os EUA enfrentam na América Latina ainda pode ser revertida. Derrubar o governo da Venezuela, por golpe da direita, é ação que, segundo a Agência, pode conter e fazer reverter as tendências de esquerda em outros países.

Memorando de Inteligência da CIA, datado de 29/12/1975, intitulado "Relações Externas em mutação na América Latina" [orig. Latin America's Changing Foreign Relations], registra a esperança de que o sangrento golpe contra Allende em 1973 tenha tido resultados benéficos para os EUAI. Para a CIA, o fim do governo de Allende e de seu "Terceiro Mundismo" ajudaria a pôr fim à "demagogia" do presidente Luis Echeverria do México, e às políticas para o petróleo de líderes do Equador e Venezuela na OPEC. A CIA errou, como sempre, em sua avaliação da América Latina.

Não só o México, Equador e Venezuela resistiram à pressão norte-americana (os dois últimos foram punidos com a exclusão do Tratado de 1974 de redução de tarifas, sob a lei de Reforma do Comércio dos EUA), mas o Chile votou na Assembleia Geral da ONU contra os EUA e a favor de uma resolução que definiu o sionismo como racismo.

Dado que pressões sutis pela CIA em meados dos anos 1970s não levaram ao resultado esperado na América Latina, a CIA está agora recorrendo a velhos métodos bem testados, para calar seus opositores na América Latina. Os assassinatos do panamenho Omar Torrijos e de Jaime Roldos presidente do Equador - ambos conhecidos por suas políticas anti-EUA, mostraram ao mundo que os EUA não pensam duas vezes ante nenhum tipo de crime.

Hoje, o presidente Obama já mostrou que nada mudou: Obama autoriza semanalmente os "assassinatos premeditados" - operações clandestinas para eliminar pessoas (também civis) que se oponham à dominação norte-americana. 


Brasil/'FORÇAS ARMADAS DEVEM UM PEDIDO DE PERDÃO À SOCIEDADE BRASILEIRA'

20 fevereiro 2014, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)


Em entrevista à Carta Maior, Rosa Cardoso, integrante da Comissão da Verdade, fala sobre os trabalhos da comissão que entrega relatório final em dezembro.

Dizem que Rosa Cardoso está entre as pessoas a quem Dilma Rousseff escuta com  mais atenção quando necessita de uma opinião sobre Direitos Humanos. A presidenta sabe da lealdade de sua advogada defensora durante a ditadura a quem designou como integrante da Comissão da Verdade que em dezembro apresentará seu informe final. A doutora Cardoso não desperdiça o tempo: trabalha a pleno vapor para concluir o relatório sobre os crimes da ditadura, que chama de “fábrica” de mentiras, instalada há 50 anos com a derrubada do presidente João Goulart.

Apesar de sua agenda saturada de compromissos, Rosa conversou durante uma hora com a Carta Maior, período no qual não evitou nenhum tema, abordando todos de um modo direto, como quando, por exemplo, se referiu à atitude omissa dos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica frente aos delitos perpetrados por seus colegas de armas nos anos de chumbo.


“Primeiro quero dizer que até hoje as Forças Armadas devem um pedido de perdão à sociedade brasileira, com o que estariam assumindo uma posição civilizada e democrática, que é, afinal de contas, o que se espera dos militares no século 21. Lamentavelmente, até agora, não recebemos nenhum sinal, nenhuma mensagem, que nos indique que haja algum desejo, por parte dos militares, de pedir desculpas. Assim como a Rede Globo, respondendo a motivos diversos e oportunistas, inclusive a razões de mercado, fez uma autocrítica (sobre sua cumplicidade com os militares), é preciso que as Forças Armadas façam uma autocrítica política sobre seu comportamento”.

Ela prossegue:

“Até hoje os militares escondem o que ocorreu, nas escolas militares segue-se estudando uma versão fantasiosa do que aconteceu. Chama a atenção a capacidade que têm de fabricar histórias e de mantê-las ao longo do tempo. Devem deixar de dizer coisas inverossímeis. Eles continuam com a farsa do suicídio de Vladimir Herzog e a versão absurda de que Rubens Paiva morreu em um enfrentamento. A Constituição de 46 fez com que as Forças Armadas assumissem um papel como poder moderador, uma visão que ainda perdura na corporação. Volta e meia algum general enuncia essa ideia. O general Leônidas Pires ainda repete que as Forças Armadas não deveriam estar submetidas ao poder civil”.

Anistia, Barbosa e STF
Há cerca de um ano, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, disse a correspondentes estrangeiros que era a favor que, em algum momento, fossem revisados os alcances da Lei da Anistia, um assunto sobre o qual houve posições divergentes dentro da própria Comissão da Verdade. Rosa Cardoso avalia:

“A mudança de posição do STF sobre a auto-anistia vai depender muito da mobilização da sociedade. Se a mobilização for importante, isso pode contribuir para que haja uma mudança de posição dos ministros. Há ministros sensíveis à opinião pública. Em minha opinião, essa mobilização poderá ocorrer a partir da apresentação do informe da Comissão que ocorrerá em dezembro. Não sei se o STF vai dar esse passo sobre a auto-anistia em 2014, ano do cinquentenário do golpe. Talvez dê, talvez não dê. Mas não considero adequado que, neste momento, os integrantes da Comissão da Verdade iniciem uma luta contra a auto-anistia no STF. Mas creio que, necessariamente, dentro das considerações finais de nosso relatório, deve se recomendar o cumprimento de uma sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos, a qual somos obrigados a cumprir, que questiona essa auto-anistia”.

A advogada prossegue:

“A Corte Interamericana se pronunciou sobre o Araguaia, dizendo que o Brasil tem que punir os crimes de lesa humanidade que são imprescritíveis, como a tortura, a desaparição e o ocultamento de cadáver. Os trabalhos da Comissão terminam em dezembro. Ia ser até maio. Nosso desafio é enfrentar todas as tarefas e realiza-las, principalmente escutar as vítimas, dar-lhes voz, escutar todas as pessoas interessadas, ver todo o material nos arquivos estaduais e no Arquivo Nacional. É preciso trabalhar na elaboração das recomendações enlaçando o passado e o presente, a revisão dos currículos das escolas públicas, das escolas militares, das escolas de polícia. Temos que fazer audiências exemplares porque não podemos cumprir todos os casos dos torturadores. Temos que aprofundar a investigação sobre a Casa da Morte de Petrópolis, que era um centro de extermínio. Talvez tenha sido o mais importante centro de extermínio. Temos que fazer uma audiência na Casa da Morte, uma audiência no Araguaia, uma audiência sobre o Riocentro, que é o exemplo mais claro das farsas montadas”.

Washington, 1964: converter o Brasil e um Vietnã

Rosa Cardoso falou também sobre o golpe de 1964:

“O golpe foi realizado pela elite militar, não por todos os militares, mas muitos dos que participaram da deposição do presidente Goulart em 64 haviam participado em outras conspirações que serviram como ensaio. Por exemplo, a que se fez contra Getúlio Vargas. É preciso lembrar que Getúlio se suicidou para evitar um golpe. Mais tarde, os militares quiseram impedir que Juscelino assumisse o governo. Houve outra tentativa de golpe quando se quis impedir que Goulart assumisse em 1961”.

“Na Comissão da Verdade, estamos revisitando o golpe. É importante a reconstrução desde uma ótica própria, revisar essa ditadura tão longa que deixou tantas marcas profundas. A recente liberação de documentos e a possibilidade de reconstruir a história oral ouvindo as vítimas permitem que abordemos outros ângulos. Cada vez fica mais evidente a participação no golpe a partir da penetração norte-americana desde o final da Segunda Guerra, compreender a visão estratégica que os Estados Unidos tinham acerca do Brasil e o que queriam do Brasil. Desde os anos 50, os Estados Unidos exigiam posições e pressionavam os governos brasileiros para que se alinhassem a Washington. Os EUA chegaram a planejar uma guerra civil, como a das duas Coreias, ou a do Vietnã, contando com o apoio de alguns membros das forças de segurança. Interessava a eles dividir o país. Isso quebraria a hegemonia do Brasil na América Latina. Chegaram a escolher Minas Gerais como estado independente do resto”.

Obama e Kissinger
Rosa Cardoso nos recebeu em um escritório simples, sem adornos ou móveis suntuosos, pertencente à Presidência da República. Ela desmente a ideia, propalada na imprensa tradicional, de que a ditadura é uma peça do passado e, como exemplo de sua atualidade, conta que o governo de Barack Obama não prestou apoio à Comissão da Verdade, seguramente pressionado por grupos de interesse e ex-líderes como Henry Kissinger, de larga e suspeita amizade com o chanceler Azeredo da Silveira (1974-1979) e, sobretudo, fiador do Plano Condor.

“Nós pedimos formalmente documentos aos Estados Unidos, por meio do Itamaraty, no início de nossa atividade como Comissão da Verdade, e até hoje não recebemos nenhuma resposta. Pensamos que na visita da presidenta Dilma (prevista para outubro do ano passado) seria possível apresentar outra vez o pedido, creio a presidenta estaria de acordo em respaldar essa solicitação, mas a viagem foi suspensa em protesto contra a espionagem dos Estados Unidos. Seja como for, creio que em alguns meses será propício pedir novamente documentos aos EUA e seja possível se chegar a um entendimento para que o próximo governo possa retomar esse requerimento também”.

“Você pergunta por que é tão demorada a liberação de papeis sobre a ditadura brasileira, que é a caixa preta do período do Condor. Essa talvez seja uma manobra protelatória para proteger personagens vivos. É uma suposição, mas é uma suposição racional imaginar que se proteja personagens como Kissinger. É claro que isso é possível. Nós temos documentos que não deixam dúvida sobre isso (a cumplicidade de Kissinger com o Plano Condor). Até agora conhecemos muito poucos documentos sobre a operação Condor, resta muito por conhecer sobre a participação de Kissinger nessa rede terrorista. O Plano Condor é o momento mais revelador do terrorismo de estado, em uma plano que revela claramente a índole da ditadura. Seguramente há documentos secretos muito importantes. Tive acesso a alguns papeis publicados por uma professora norte-americana que mostra o quanto Kissinger sabia e estava envolvido”.


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Moçambique/CPLP acelera luta contra fome

21 Fevereiro 2014,  Jornal Noticias http://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)

A comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) procedeu, ontem, em Maputo, ao lançamento oficial da Campanha “Juntos Contra a Fome!”, que visa desenvolver acções para promover o investimento na agricultura familiar sustentável com a finalidade de aliviar o sofrimento de 28 milhões de cidadãos do espaço lusófono afectados pela fome.

Falando na cerimónia de lançamento oficial da Campanha da CPLP, o Primeiro-Ministro, Alberto Vaquina, defendeu que já não faz sentido que ainda existam cidadãos nos países da comunidade a sofrer de fome crónica, pelo que as nações devem arregaçar as mangas e encontrarem formas de combater o flagelo.
“Um dos desafios mais prementes que se coloca à nossa frente prende-se com a erradicação de uma das formas mais cruéis da pobreza: a fome!”, disse Vaquina que acrescentou que “não se justifica, porque não faz sentido, que ainda tenhamos cidadãos nos nossos países e no mundo que não sabem onde e quando ter a próxima refeição e com que qualidade nutritiva”.
“Este é o momento de agir! Não podemos ficar indiferentes a uma realidade que a todos nos diz respeito!”, desafiou Vaquina no arranque da campanha “Juntos Contra a Fome!”, que atingirá o seu auge a 16 de Outubro próximo, quando se celebrar o Dia Mundial da Alimentação.

Angariação de fundos
Esta campanha tem como objectivo central a angariação de fundos que, a par com outras fontes de financiamento, vão permitir a viabilização dos compromissos da comunidade com a erradicação da fome.
A “Juntos contra a Fome!” será para a criação de fundo para financiar projectos com o objectivo de melhorar a segurança alimentar e nutricional e as condições de vida das famílias e comunidades rurais.

O Fundo da Campanha vai ser constituído por contribuições voluntárias por parte do público em geral e das demais entidades, através de doações, chamadas telefónicas de valor acrescentado e outros meios.
Segundo Hélder Muteia, representante da FAO junto a CPLP, os recursos a serem angariados nesta campanha servirão para complementar os esforços dos governos e outros parceiros no apoio aos camponeses a cultivarem as suas terras, dotando-os de tecnologias, crédito agrícola e mercado favoráveis, gerando não só mais disponibilidade de alimento, mas também melhores oportunidades de emprego e geração de renda.
Paradoxalmente, 80 por cento das pessoas que passam fome em África são agricultores, que pratica um agricultura rudimentar que não permite sequer alimentar condignamente as suas famílias.

“Apoiando essas pessoas, estaremos a resolver dois problemas ao mesmo tempo, nomeadamente o da disponibilidade dos alimentos e o da pobreza dos próprios agricultores”, frisou Muteia.

A campanha “Juntos Contra a Fome!” e os objectivos nos quais se encontra alicerçada são desígnios centrais da comunidade, num momento em que se debate o futuro da CPLP e em que se quer uma CPLP de futuro e com futuro. (Manuel Mucári)


China/Macau poderá servir de ponte entre Shenzhen e países de língua portuguesa

21 fevereiro 2014, Macauhubhttp://www.macauhub.com.mo (China)

Macau poderá ser a plataforma para que a zona económica especial de Shenzhen aumente as suas relações comerciais com os países de língua portuguesa, disse quinta-feira em Macau o presidente do município de Shenzhen Xu Qin.

No final da reunião anual de cooperação Shenzhen-Macau de 2014, que contou com a presença do Chefe do Executivo da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), Chui Sai On, Xu Qin disse que Shenzhen obteve já resultados positivos ao ter aproveitado o papel de Macau como plataforma de serviços para a cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa.

“Gostaríamos de ver os produtos das nossas principais indústrias a entrarem nos países de língua portuguesa e penso que Macau tem um papel a desempenhar para que isso aconteça”, disse Xu Qin, que acrescentou ser Macau “insubstituível” enquanto plataforma para o aprofundamento das relações económicas e comerciais entre a China e os países de língua portuguesa.

O presidente do município de Shenzhen adiantou ter informado as autoridades de Macau “do nosso desejo de reforçar a cooperação em termos ambientais, particularmente no que respeita aos veículos eléctricos” e salientou que este tipo de veículos é cada vez mais utilizado na zona económica especial, onde há mais de 6000 veículos eléctricos privados e 4000 para transportes públicos.

Depois da reunião, os responsáveis dos departamentos da área da promoção do comércio e do turismo de Shenzhen e de Macau assinaram um protocolo para reforçar o intercâmbio e a cooperação no âmbito do comércio e um memorando de entendimento no âmbito de cooperação turística.

De acordo com o protocolo de reforço do intercâmbio e da cooperação no âmbito do comércio, Shenzhen e Macau vão trocar informações sobre a cooperação comercial e de investimento para melhorar o mecanismo de consultas bilaterais, incentivar e apoiar as empresas dos dois territórios para a diversificação da cooperação na área do comércio, organizar visitas de intercâmbio, participar de forma activa em exposições organizadas por um dos territórios e potenciar o papel de plataforma de Macau para impulsionar o comércio entre Shenzhen e os países de língua portuguesa.

Nos termos do memorando de entendimento para a cooperação turística, Shenzhen e Macau vão continuar a reforçar a comunicação e colaboração da equipa de ligação na área da cooperação do sector do turismo, a criar canais de comunicação permanente para discutir projectos de cooperação turística, viagens conjuntas para o interior do país e estrangeiro para actividades promocionais na área do turismo e apoiar a divulgação e actividades promocionais realizada por cada um dos territórios bem como promover amplamente os produtos turísticos e roteiros com excursões de qualidade de Shenzhen e Macau. (macauhub)


Angola/Milhares de lojas no mundo rural

21 fevereiro 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao/ (Angola)

José Rufino | Luena

“Estão a ser criadas condições para aumentar o rendimento das famílias com a instalação, em cada município, de centros integrados  de microprocessamento de alimentos e inserção da população no mercado de emprego”, garantiu a ministra, durante a visita de dois dias que efectuou ao Moxico.

Rosa Pacavira referiu  que  o Executivo  estimulou, em todo o país, vários investimentos ligados  ao Programa de Luta Contra a Pobreza, razão pela qual estão a ser efectuadas visitas de constatação, para avaliar a execução física e financeira dos mesmos.
 
Durante o encontro de auscultação e concertação social, a ministra ouviu as explicações dos administradores municipais sobre a aplicação dos projectos e recomendou mais transparência na aplicação das verbas.

Rosa Pacavira realçou que a maioria dos projectos desenvolvidos em todo o país consistiu  na construção de escolas e distribuição da merenda escolar. O programa “Água para todos” foi pouco dinâmico em 2013, mas garantiu que o Executivo vai trabalhar no sentido de a água chegar a toda a população. O Programa de Aquisição de Produtos Agro-Pecuários (PAPAGRO) começa em Março, na Lunda Norte, anunciou, no Dundo, a ministra do Comércio.

Rosa Pacavira, que fez o anúncio na reunião com os membros do Governo Provincial, referiu que o Programa de Combate à Pobreza tem registado melhorias desde 2010.

O PAPAGRO, recordou, destina-se a contribuir para o aumento do rendimento das famílias camponesas e de outros produtores, estimular a produção interna e reduzir as importações do que pode ser cultivado em Angola. O programa, criado pelo Executivo, pretende igualmente assegurar o escoamento e comercialização regular da produção nacional pelos serviços logísticos e distribuir todos os excedentes da produção familiar camponesa, das cooperativas e associações agrícolas.

O PAPAGRO tem como principais clientes os Ministérios de Defesa e do Interior e as empresas petrolíferas e da construção civil.

Na reunião, que serviu para avaliar a execução do programa na província, a ministra também anunciou a entrada em funcionamento este ano de um programa de mobilização social para incentivar a população a vender ao Estado lixo que recolha.  No encontro participaram a vice-governadora para área económica, DeolindaVilarinho, em representação do governador provincial, e membros do conselho da auscultação social.


PROTESTOS ORQUESTRADOS POR WASHINGTON DESESTABILIZAM A UCRÂNIA

15 fevereiro 2013, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

por Paul Craig Roberts*

Os protestos no ocidente da Ucrânia são organizados pela CIA, pelo Departamento de Estado dos EUA e por organizações não governamentais (ONGs) financiadas pela UE que trabalham em conjunto com a CIA e o Departamento de Estado. A finalidade dos protestos é anular a decisão do governo independente da Ucrânia de não aderir à UE.

Os EUA e a UE inicialmente estavam a cooperar no esforço para destruir a independência da Ucrânia e torná-la uma entidade subserviente ao governo da UE em Bruxelas. Para o governo da UE, o objectivo é expandir a UE.

Para Washington as finalidades são tornar a Ucrânia disponível para o saqueio por bancos e corporações dos EUA e trazer a Ucrânia para dentro da NATO de modo a que Washington possa ganhar mais bases militares na fronteira da Rússia.

Há três países no mundo que estorvam o caminho da hegemonia de Washington sobre o mundo – a Rússia, a China e o Irão. Cada um destes países é atacado por Washington para derrube ou para que a sua soberania seja degradada pela propaganda e bases militares dos EUA que deixam os países vulneráveis a ataque, portanto coagindo-os a aceitar a vontade de Washington.

O problema que se levanta entre os EUA e a UE em relação à Ucrânia é que os europeus perceberam que a tomada da Ucrânia é uma ameaça directa à Rússia, a qual pode cortar o petróleo e gás natural à Europa, e se houver guerra destruir a Europa completamente. Consequentemente, a UE tornou-se mais favorável a parar de provocar protestos na Ucrânia.

A resposta da neoconservadora Victoria Nuland, nomeada secretária de Estado Assistente pelo Obama de duas caras, foi "F**-se a UE", quando tratava de descrever os membros do governo ucraniano que Washington pretendia impor sobre um povo tão inconsciente a ponto de acreditar que estão a alcançar a independência ao precipitar-se nos braços de Washington. Outrora eu pensava que nenhuma população do mundo podia ser tão inconsciente quanto a população dos EUA. Mas eu estava errado. Os ucranianos ocidentais são ainda mais inconscientes do que os americanos.

A orquestração da "crise" na Ucrânia é fácil. A neoconservadora secretária de Estado Assistente Victoria Nuland contou no National Press Club, em Washington, dia 13/Dezembro/2013, que os EUA "investiram" US$5 mil milhões em agitação na Ucrânia.

A crise assenta essencialmente na Ucrânia ocidental, onde ideias românticas acerca da opressão russa são fortes e a população é menos russa do que na Ucrânia oriental.

O ódio da Rússia na Ucrânia ocidental é tão disfuncional que os ludibriados protestantes não percebem que aderir à UE significa o fim da independência da Ucrânia e o domínio por parte dos burocratas da UE em Bruxelas, do Banco Central Europeu e de corporações dos EUA. Talvez a Ucrânia seja dois países. A metade ocidental poderia ser dada à UE e a corporações dos EUA e a metade oriental poderia ser reincorporada como parte da Rússia, onde assentava toda a Ucrânia desde que os EUA existem.

A insatisfação para com a Rússia que existe na Ucrânia ocidental torna fácil para os EUA e a UE provocar perturbações. Aqueles em Washington e na Europa que pretendem destruir a independência da Ucrânia retratam-na como uma refém da Rússia, enquanto a Ucrânia na UE estaria alegadamente sob a protecção dos EUA e da Europa. As grandes somas de dinheiro que Washington despeja em ONGs na Ucrânia propagam esta ideia e trabalham a população para uma inconsciência frenética. Nunca na minha vida testemunhei um povo tão inconsciente como os protestantes ucranianos que estão a destruir a independência do seu país.

As ONGs financiadas pelos EUA e UE são quinta colunas destinadas a destruir a independência dos países nos quais operam. Algumas pretendem ser "organizações de direitos humanos". Outras doutrinam pessoas sob a capa de "programas de educação" e de "construção da democracia". Outras ainda, especialmente aquelas dirigidas pela CIA, especializam-se em provocações, tais como as "Pussy Riot". Poucas, se é que alguma, destas ONGs são legítimas. Mas elas são arrogantes. O chefe de uma da ONGs anunciou antges das eleições iranianas na qual Mousavi era o candidato de Washington e da CIA que a eleição resultaria numa Revolução Verde. Ele sabia antecipadamente, porque havia ajudado a financiá-la com dólares do contribuinte estado-unidense. Escrevi acerca disso na altura. Isso pode ser encontrado no meu sítio web,www.paulcraigroberts.org , e no meu livro que acaba de ser publicado, How America Was Lost.

Os "protestantes" ucranianos têm sido violentos, mas a polícia tem sido contida. Washington tem um interesse oculto em manter os protestos em andamento na esperança de transformá-los numa revolta de modo a que possa apossar-se da Ucrânia. Esta semana a Câmara de Deputados dos EUA aprovou uma resolução a ameaçar sanções se os protestos violentos fossem sufocados pela polícia.

Por outras palavras, se a polícia ucraniana comportar-se com protestantes violentos do mesmo modo como a polícia dos EUA comporta-se com protestantes pacíficos, isso é uma razão para Washington interferir nos assuntos internos da Ucrânia. Washington está a utilizar os protestos para destruir a independência da Ucrânia e já tem pronta uma lista de fantoches que pretende instalar como o próximo governo do país.

*Ex secretário Assistente do Tesouro para Política Económica e editor associado do Wall Street Journal. Colaborou na Business Week, Scripps Howard News Service e Creators Syndicate. Seu livro mais recente é The Failure of Laissez Faire Capitalism and Economic Dissolution of the West.

O original encontra-se em www.globalresearch.ca/... 


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Patria Grande/Venezuela denuncia ante la CELAC amenazas de Estados Unidos

19 febrero 2014, 11:28 am, TeleSUR http://www.telesurtv.net (Venezuela)

El Canciller venezolano rechazó que a la derecha venezolana y a la internacional no les baste la institucionalidad democrática de la que goza la nación suramericana, pues el Gobierno de la Revolución Bolivariana ganó 18 de 19 procesos electorales en los que se midió.

El canciller venezolano, Elías Jaua, denunció este miércoles ante los embajadores de los países miembros de la CELAC las amenazas del Departamento de Estado de Estados Unidos, en medio de un intento de golpe de Estado realizado por la derecha venezolana financiada por Washington.

Jaua entregó a los embajadores presentes una carta donde dan a conocer lo dicho por un vocero estadounidense al representante permanente de Venezuela en la OEA, Roy Chaderton.
“Esta comunicación, les rogamos, se la hagan llegar sus respectivos gobiernos como una alerta de una amenaza, de un hecho que se ha consumado de acuerdo a las libertades públicas”.

El Canciller rechazó que a la derecha venezolana y a la internacional no les basta la institucionalidad democrática de la que goza la nación suramericana, pues el Gobierno de la Revolución Bolivariana ganó 18 de 19 procesos electorales en los que se midió desde 1998, liderado por el comandante eterno Hugo Chávez.

"No les basta la legitimidad democrática. No han sido suficiente 19 elecciones de las que hemos ganado 18 para que vean que la mayoría ha buscado el cambio profundo de la sociedad venezolana (...) por un lado apoyan la democracia, pero por otro conspiran con acciones violentas para provocar un golpe de Estado", expresó el canciller.

Asimismo, indicó que en el gobierno del dignatario Nicolás Maduro, se ha respetado el derecho a la protesta pacífica establecido en la Constitución y aseguró que el derecho a la disidencia fue propiciado por el líder de la Revolución Hugo Chávez desde inicios de su mandato.

"En todos los procesos electorales hemos planteado que el carácter de nuestro proyecto es el socialismo, sin negar el derecho a protestar de quienes opinan distinto, y se les garantiza el derecho a expresarse, como se les garantizó el 12 de febrero. Los sectores juveniles de la oposición se expresaron en todo el país y plantearon sus inquietudes en cuanto a temas que reconocemos son problemas nacionales como la seguridad pública y el desabastecimiento producto de la guerra económica", expresó.

Desde inicios de la Revolución Bolivariana, Venezuela ha vivido un proceso de integración de los sectores menos favorecidos en la política venezolana, por ello los seguidores del proyecto socialista también han tomado las calles: en apoyo al Gobierno o para exigir mejoras, que se responden posteriormente.

El canciller destacó que antes de la Revolución se encontró: “una sociedad que a través de la política de privatización no había podido contar con los recursos para disminuir la pobreza extrema”.

Jaua agradeció a países aliados como China y Rusia por la preocupación que manifestaron por los hechos de violencia ocurridos en Venezuela.

Indicó que en caso de requerir mediación, Venezuela solo aceptaría la intervención de la Unión de Naciones Suramericanas (Unasur), en caso de ser necesario.

Venezuela/EUA apoiaram opositores violentos, denuncia jornalista

17 fevereiro 2014, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

“O governo dos Estados Unidos apoiou os opositores violentos desde o começo – com dinheiro e apoio político”. A denúncia foi feita pela jornalista e advogada venezuelano-americana, Eva Golinger em entrevista ao cientista social Juan Manuel Karg para o jornal argentino El Tiempo. Para ela, os jovens estudantes que participam das marchas da oposição, não lutam por mais direitos para o povo e sim “para tomar o poder do povo para empresas e pessoas de dinheiro”.

Eva tem se dedicado nos últimos anos a estudar a ingerência estadunidense na Venezuela e em outros países da América Latina. Para ela, os ocorridos no país caribenho desde o dia 12 de fevereiro têm grandes semelhanças com 2012 quando o ex-presidente Hugo Chávez vivenciou um golpe mal sucedido. Na ocasião, “houve uma condenação imediata do governo estadunidense contra o governo Chávez baseada na mentira e logo reconheceram o governo golpista”, lembrou.

Participação dos EUA
“Realmente, Washington havia apoiado o golpe [de 2002] desde o começo, inclusive financiando grupos envolvidos e os respaldando com equipes militares e estratégias políticas e de comunicação. Agora acontece algo semelhante com os meios de comunicação privados na Venezuela e os internacionais, que estão mentindo sobre os responsáveis pela violência e dizendo que o governo de Nicolás Maduro é o culpado, quando na realidade são os manifestantes opositores que estão provocando a violência”, esclareceu.
A jornalista pontuou que nas manifestações de 12 de fevereiro morreram três pessoas entre opositores e chavistas: “autoridades venezuelanas afirmaram que a mesma arma foi usada para matar dois destes jovens – um de oposição e um chavista. Então isso abre a possibilidade de que tenha sido um francoatirador ou um infiltrado preparado para matar as pessoas dos dois lados, de modo a provocar mais violência – uns contra os outros”. 

Ainda sobre a participação dos EUA em questões internas do país, ponderou: “O governo dos Estados Unidos tem apoiado a oposição violenta desde o início – com dinheiro e apoio político —. O Departamento de Estado já emitiu declarações ‘
condenando’ a suposta repressão do governo venezuelano contra manifestantes e exortando que ‘respeitem os direitos humanos’. Nada poderia ser mais hipócrita porque, nos EUA jamais permitiriam manifestações tão violentas como as que estão sendo feitas por opositores na Venezuela, bloqueando estradas, destruindo prédios públicos, queimando pneus e lixo nas ruas, atirando bombas molotov”.

A mesma direita
A autora do livro O Código Chávez e a Agressão Permanente lembrou que o líder da oposição Leopoldo López esteve envolvido no golpe contra Chávez, quando era prefeito de Chacao, em Caracas. “Hoje, ele e outra líder da extrema-direita, Maria Corina Machado – que também estava no golpe de Estado em 2002 e assinou o decreto do ditador Pedro Carmona, que dissolveu todas as instituições democráticas do país são os responsáveis pela violência atual”. 
“Eles estão há meses dizendo publicamente que a saída do governo não é ‘eleitoral’ . A grande diferença entre 2002 e hoje na Venezuela são os protagonistas dos fatos: hoje são grupos de jovens e estudantes, enquanto que em 2002 foram os mesmos políticos que estiveram no poder antes. Claro, os jovens opositores são principalmente de classe média e alta. Sua luta não é para os direitos dos povos; é para tomar o poder do povo para empresas e pessoas de dinheiro. E muitos deles são parte de organizações que receberam centenas de milhares de dólares em financiamento de agências de Washington nos últimos sete anos, com a intenção de treiná-los e formá-los nas táticas e estratégias de desestabilização para derrubar o governo e instalar um favorável aos interesses dos EUA”.

Ela observa ainda que nunca houve unidade entre a oposição que apoiou Henrique Capriles como candidato à presidência nas duas últimas eleições. “Eles não são um partido único, nem compartilham a mesma ideologia como o caso do chavismo. Na oposição há mais de 20 partidos, organizações e grupos diferentes que têm suas próprias agendas. Eles só concordaram em seu desejo de derrubar o chavismo e agora o governo de Nicolás Maduro. Mas daí a apresentar alguma alternativa ou maneira de fazê-lo em que todos estejam de acordo, eles nunca fizeram em 15 anos”. 

Integração regional
Questionada sobre a importância da integração regional no respaldo aos governos progressistas, Eva Golinger avaliou que " sem dúvida a união, a força e a soberania que existe hoje na América Latina, graças aos esforços e a liderança do presidente Hugo Chávez, serve como o principal defensor e protetor dos governos democráticos na região. As manifestações de solidariedade e apoio de países vizinhos da região para com o governo Maduro evidenciam esta força. E não é a primeira vez que a união e a solidariedade regional impedem um golpe de Estado na região contra um governo progressista: aconteceu na Bolívia em 2008 e no Equador em 2010. Agora, o apoio à Venezuela demonstra que a região não aceitará outro golpe ou ruptura constitucional contra um governo democrático, e isso é muito importante".


Da redação do Portal Vermelho,
Vanessa Martina Silva, com informações de El Tiempo