quarta-feira, 2 de julho de 2008

Brasil/MNDH repudia ação do Ministério Público contra MST

1 julho 2008/Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) http://www.mst.org.br

O MNDH (Movimento Nacional de Direitos Humanos) condenou a intenção do Ministério Público do Rio Grande do Sul de criminalizar lideranças do MST. Na semana passada, o MST denunciou a intenção do Ministério Público gaúcho de adotar novas estratégias para proibir qualquer deslocamento de trabalhadores Sem Terra, intervenção em escolas de assentamento, criminalização de lideranças e de integrantes e desativação de todos os acampamentos no Rio Grande do Sul.

O coordenador geral do Movimento Nacional de Direitos Humanos, Gilson Cardoso, mostrou preocupação com o debate considerando que esse tipo de atitude pode se estender a outros movimentos. "Já não é mais a criminalização de uma pessoa, de uma liderança, de uma ação. No meu entendimento, isso é muito grave", afirmou Cardoso.

Já o coordenador de formação do MNDH, Ricardo Barbosa, disse que o Ministério Público está agindo de maneira contrária à definida por lei, que é de proteção dos direitos constitucionais da população. "Esse tipo de ação assusta porque é o próprio Ministério Público, que tem uma função constitucional, diferente daquela que está exercendo neste caso. Ao invés de uma defesa intransigente e radical da democracia, a gente vê as forças de reação tentando criar um estado de exceção dentro do Estado democrático", acrescentou. (Com informações da Agência Brasil)

http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=5541

CLPL/Marinhas de países lusófonos debatem cooperação em Lisboa

Lisboa, 2 julio 2008 (Lusa) - Representantes das Marinhas dos Estados-membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) se reúnem a partir desta quarta-feira, em Lisboa, para analisar os respectivos modelos e experiências, tendo como pano de fundo a cooperação no contexto internacional.

O simpósio reúne até quinta-feira representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

Em declarações à Agência Lusa, o comandante João Barbosa, porta-voz da Marinha portuguesa, entidade que organiza o seminário, indicou as principais pretensões do encontro são "promover o diálogo, incrementar a cooperação e partilhar os diferentes saberes profissionais, utilizando a mesma língua, com o intuito de estreitar os laços que os unem como homens do mar".

Ao longo dos dois dias do evento, cada país apresentará sua experiência de atuação.

O seminário conta também com a participação de personalidades do meio acadêmico, por meio de um protocolo existente entre a Marinha portuguesa e o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa.

A sessão de abertura do simpósio é presidida pelo ministro português da Defesa, Nuno Severiano Teixeira, enquanto o encerramento, no meio da tarde de quinta-feira, ficará a cargo do chefe do Estado-Maior da Armada portuguesa, o almirante Melo Gomes.

Textos anteriores
Lula está entusiasmado com criação de UniCPLP, diz Amorim
Brasil firma acordo com ONU para formar juízes na CPLP
Fórum Macau será a verdadeira CPLP, diz pesquisador luso

Cabo Verde/Governo defende verdadeira integração regional na África Ocidental

Praia, 1 junho 2008 - O novo ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidade de Cabo Verde, José Brito, defendeu segunda-feira à tarde na Praia uma verdadeira integração na África Ocidental para permitir aos países da sub-região competir com gigantes económicos como a China, a Indonésia ou a Malásia.

Brito, que falava no encerramento da VI reunião do Banco de Investimento e Desenvolvimento dos países da África Ocidental (BIDC), garante que os 15 países membros da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), com 300 milhões de pessoas, podem competir com gigantes económicos como a China, a Indonésia ou a Malásia, desde que consiga uma verdadeira integração.

Considerou que, para isso, é preciso olhar para a totalidade da África Ocidental como um espaço único e não como um espaço composto por vários países.

Brito, que foi transferido esta semana de ministro da Economia para o dos Negócios Estrangeiros, afirmou que no espaço da CEDEAO poderia haver "operadores de telecomunicações sem fronteiras", que permitissem que uma chamada entre os vários países fosse como uma chamada local, o que traria benefícios para a ambicionada integração.

Adiantou que na CEDEAO a dimensão do mercado das telecomunicações, da energia e dos transportes crescerá e "uma África Ocidental verdadeiramente integrada não pode esperar, tem de começar já".

"Os desafios estão aí para todos nós", avisou o ministro cabo-verdiano dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidade.

A VI reunião do BIDC, braço financeiro da CEDEAO, juntou na cidade da Praia os ministros das Finanças dos 15 países membros da organização sub-regional. A CEDEAO agrupa Cabo Verde, a Guiné-Bissau, o Benin, o Burkina Faso, a Côte d’Ivoire, o Gana, a Gâmbia, a Guiné Conakry, a Libéria, o Mali, o Níger, a Nigéria, o Senegal, a Serra Leoa e o Togo. (AngolaPress)

Bolívia/Municipio de San Benito albergará al Parlamento de Unasur en Cochabamba

La Paz, 30 junio 2008 (ABI) - El municipio de San Benito, en el valle alto de Cochabamba, será el lugar donde se construirá el Parlamento de la Unión de Naciones Suramericanas (Unasur), así lo confirmó el presidente de Bolivia Evo Morales.

La extensión de la zona es de 101 hectáreas y esta muy cerca de la escuela naval y de la unidad militar de Tolata. Además de la pista de aterrizaje que pertenece al Centro de Instrucción de Tropas Especiales (CITE).

Este último fin de semana el presidente Morales visitó la zona para realizar una inspección ocular.

"A simple vista son buenos terrenos (...) un día visitaré con los embajadores de (los países de) Suramérica y otros puntos más que van ofreciendo", indicó Morales.

El Primer Mandatario, ex presidente pro témpore de la Unasur (2006-2008), manifestó que la proximidad de la zona a las unidades militares le da plena garantía al futuro Congreso, al igual que a sus futuros deliberantes.

"Estamos apostando por un proyecto muy grande, Cochabamba como centro de Bolivia, y Bolivia como el corazón de Latinoamérica", dijo Morales.

Rodrigo Valderrama, alcalde del municipio de San Benito, aseguró que el Presidente mostró su satisfacción por la zona, que en un futuro próximo concentrará a los congresistas de los Gobiernos de Suramérica.

Los embajadores de los países que son parte del nuevo mecanismo de integración, visitarán el lugar para evaluar el terreno, y luego de su consideración, se iniciará la construcción.

El 9 diciembre de 2006, la cumbre de Jefes de Estado realizada en la capital valluna nombró a Cochabamba como la sede del parlamento de Unasur.

Durante la cumbre de Unasur realizada en Brasilia, el pasado 23 de mayo, los 11 presidentes y el vicepresidente de Uruguay, ratificaron a Cochabamba como sede del parlamento, al suscribir el Tratado Constitutivo del nuevo bloque de integración.

El artículo 17 del mencionado Pacto señala que la conformación de un Parlamento Suramericano con sede en la ciudad de Cochabamba, Bolivia, será materia de un Protocolo Adicional al presente Tratado, vale decir que los parlamentarios tendrán que hacer un tratado especial de la estructura y funcionamiento del parlamento.

La Unasur está conformada por Argentina, Bolivia, Brasil, Chile, Colombia, Ecuador, Guyana, Paraguay, Perú, Surinam, Uruguay y Venezuela.

http://www.abi.bo/index.php?i=noticias_texto_paleta&j=20080630180605&l=200806300075

terça-feira, 1 de julho de 2008

Brasil/Lula apóia proposta de Chávez de discutir segurança alimentar na América do Sul

Yara Aquino, repórter da Agência Brasil http://www.agenciabrasil.gov.br

1 julho 2008

Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje (1) que a proposta do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de criar um grupo de alto nível para discutir segurança alimentar no Mercosul, deve ser acatada e incluída no documento final da Reunião de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, realizada em San Miguel de Tucumán, na Argentina.

“Esse grupo vai permitir que possamos discutir no âmbito do Mersocul e na Unasul fazer uma discussão sobre as necessidades alimentares de cada país e também sobre a crise de alimentos, que ainda não está muito explicitada”, disse o presidente.

Lula afirmou que a crise mundial de alimentos deve ser encarada pelos países da América do Sul como um desafio para que produzam mais. “Devemos encarar os alimentos e a inflação como um desafio. Temos potencial e conhecimento para isso”, afirmou.

Uma ampla discussão sobre o tema alimentos foi proposta pela presidente da Argentina, Cristina Kirchner, no discurso de abertura da reunião.

Lula falou também sobre o crescente aumento do preço do petróleo e afirmou que é preciso discutir com a comunidade mundial o consumo sem reposição dos estoques reguladores de alimentos e o mercado futuro desse produto, além do estoque de petróleo que geram especulação nos preços. “Isso tem que ser investigado”, afirmou Lula, ao relatar aos participantes da cúpula que o mercado futuro de petróleo tem estoques que dariam para abastecer o consumo da China.

Lula disse que não tinha a intenção de participar da reunião do G 8, grupo dos sete países mais ricos do mundo mais a Rússia, mas decidiu ir ao encontro na tentativa de propor essas discussões. “Se não começarmos a discutir essas coisas eles [os países ricos] vão jogar, por todos os discursos que estamos vendo, a crise da inflação e do alimento nas costas dos países pobres”. O resultado, segundo Lula, seria a interferência de organismos internacionais propondo fortes ajustes fiscais, que geram recessão e desemprego.

O presidente relatou que esperava que esses temas fossem tratados na cúpula, que reuniu chefes de estado da América Latina e da União Européia, em maio, em Lima, Peru. No entanto, ele queixou-se que os latinos americanos não tiveram espaço e o papel de oradores ficou restrito aos governantes europeus.

Durante o discurso, Lula fez uma defesa dos biocombustíveis, acusados de contribuírem para a escassez de alimentos. “Se alguém me convencer de que o biocombustível vai causar fome no mundo, não trocarei meu estômago por um tanque de combustível”, disse o presidente.

Lula disse, ainda, que o Brasil tem interesse na Rodada Doha como fator disciplinador do comércio internacional, mas ressaltou que é preciso ter sempre em mente a defesa do Mercosul.
“Essa tem que ser nossa prioridade”, afirmou Lula..

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/07/01/materia.2008-07-01.8301543693/view

Chile/Madre del Joven Matías Catrileo Asesinado por Agentes de Estado se dirige a Presidenta Bachelet


Fotografía: Daylife

1 julio 2008/Mapuexpress http://www.mapuexpress.net

"Como madre siento que, al dispararle a mi muchacho, también desgarraron parte de mis entrañas y a nadie de su gobierno le importó. Por el contrario a días de su muerte nos "lanzaron" la Represión, al más puro estilo dictatorial".

"¿Por qué permitió que Carabineros de Chile matara a mi hijo? A Matías Valentín Catrileo, estudiante de 23 años, amante de la vida y de la liberación de su querido wallmapu. Le dieron un tiro mortal el 3 de Enero del presente año en Vilcún". (Adherir)

SRA. MICHELLE BACHELET JERIA

Presidenta de la República de Chile

Presente

Michelle: Mujer, madre, ¿¿compañera?? de lucha contra la dictadura de Pinochet.

¿Por qué permitió que Carabineros de Chile matara a mi hijo? A Matías Valentín Catrileo, estudiante de 23 años, amante de la vida y de la liberación de su querido wallmapu. Le dieron un tiro mortal el 3 de Enero del presente año en Vilcún.

¡Siento que merezco una explicación!

A 6 meses del asesinato de Matías, creo que ha habido tiempo suficiente para poner atención a los acontecimientos y demandas del pueblo mapuche. Para Matías hasta ahora solo hay impunidad.

Como madre siento que, al dispararle a mi muchacho, también desgarraron parte de mis entrañas y a nadie de su gobierno le importó. Por el contrario a días de su muerte nos "lanzaron la Represión, al más puro estilo dictatorial.

No puedo dejar de recordar- y sentirme como muchos- traicionada, ya que ha sido traicionada la lucha que junto a varios de su gobierno, dimos para derrotar al entonces dictador.

Recuerdo: Plebiscito: ¡Vamos a decir que NO¡, "para que nunca más se cometan las atroces violaciones a los Derechos Humanos", "CHILE: La alegría ¿¿ya viene??", abrazos con el triunfo del NO, nuevas ESPERANZAS de que se abrirían la anchas Alamedas para que transitaran junto con otros y otras: Alex Lemún, Rodrigo Cisternas, Johnny Cariqueo, Claudia López, y mi amado Matías Catrileo Quezada: LIBRES.

¿Qué pasó? ¿Qué tenemos hoy en esta pseudo-democracia consolidada?

-Una sociedad donde cada vez más los grandes grupos económicos tienen el PODER y en los hechos, se observa que el derecho a la propiedad privada tiene más valor que el sagrado Derecho a la VIDA.

- Un Gobierno que NO escucha las demandas del pueblo.

- Un Estado que PERMITE, el ejercicio de una REPRESION desmedida y descontrolada.

-Un territorio en que las hermanas y hermanos mapuche han sido injustamente detenidos, perseguidos y asesinados por Defender su ancestral patrimonio. Sus tierras se encuentran invadidas por Empresas Forestales y otros proyectos "rentables" que rompen con la cosmovisión y hábitos de vida que ha tenido el pueblo nación mapuche por cientos de años.

Al ver y compartir con sus peñi y lamngen todo esto, Matías se conmovió, decidió luchar contra la indignidad y ayudar a sentar las bases para recuperar la autonomía como pueblo que puede autogestionarse. Mi hijo, por su justa lucha fue exterminado. ¿Dónde está el ocuparse de la deuda histórica que Chile tiene con los pueblos originarios? De eso nada, al revés, sólo acciones de abuso de poder para AMEDRENTARNOS.

Sin embargo, sabrá usted que, del DOLOR, una se FORTALECE y usaré toda la energía que transmute para, junto a muchos y muchas, continuar denunciando el actuar represivo y luchar contra toda injusticia.

Han podido asesinar y apresar a nuestros hijos e hijas, pero los IDEALES son inmortales y pronto la gente perderá el miedo, y luchará cada vez con más fuerzas por sus justas causas.

Como ser humano, como ser social conciente, y desde luego como madre, es mi deber ético y moral exigir justicia y cambios. Por lo cual, le solicito formalmente que instruya a las autoridades pertinentes, que tomen las medidas necesarias y suficientes para que en forma urgente:

1.- Se ponga FIN a la REPRESION –cruel y despiadada que se ejerce contra el Pueblo Mapuche y no Mapuche; no más tortura física ni psicológica.

2.-Se tomen cartas concretas para asegurar un Debido Proceso en el caso de Matías y así el Sr. Fiscal pueda acusar al asesino de mi hijo.

3.-Se ordene retirar el exagerado contingente de Fuerzas Especiales de la policía, en las denominadas zonas en conflicto-Wallmapu.

4.-Respetar a cabalidad los tratados y acuerdos Internacionales en relación a los Pueblos Originarios.

En Síntesis: EXIJO se respete el DERECHO A LA VIDA, que no debería estar supeditado al Estado ni al Poder Económico.

En sus manos está, Sra. Bachelet poner remedio a estas situaciones; y en su conciencia quedara su actuar.

Mónica Quezada Merino

Julio del 2008

***********************

Hermanos y hermanas, esta carta será entregada en La Moneda, Santiago de Chile, el 3 de Julio, por mí, Mónica Quezada Merino, madre de Matías Catrileo Quezada, asesinado el 3 de febrero de 2008 - como se indica en la carta a causa de su lucha por su pueblo mapuche-. Para él no ha habido justicia, les solicito entonces a apoyar nuestra demanda de Justicia firmando su adherencia.

Por otra parte, invito a quienes están en Santiago a acompañarnos a las 11 horas a La Moneda, el 3 de julio, cuando se cumplen 6 meses del asesinato de mi hijo.

(Para la adhesión a la lista de apoyo por mail, deben tomar el texto completo, copiarlo y pegarlo en un nuevo documento, colocando al final de la lista su nombre, apellidos, ocupación, ciudad y país, y reenviar a sus contactos. Cuando vaya la firma nº 100, debe ser enviado este documento al mail: mocatmat@hotmail.com ).

Saludos a todas y todos

http://www.mapuexpress.net/?act=news&id=2964&PHPSESSID=9325ea4936e2eff62a66bec829325710

© Mapuexpress - Informativo Mapuche. Se autoriza su reproducción citando la fuente. http://www.mapuexpress.net

Brasil/PT se solidariza com MST

Fonte: Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) http://www.mst.org.br

27 junho 2008

Leia a nota do PT, assinada pelo presidente Ricardo Berzoini e pelo Secretario Nacional de Movimentos Populares, Renato Simões, em repúdio à criminalização do MST e outros movimentos sociais no Rio Grande do Sul, que vem acompanhada de truculência policial sem precedentes.


Assistimos com preocupação a crescente escalada de ações judiciais criminais e atos de violência policial contra militantes pela reforma agrária e o MST no Estado do Rio Grande do Sul.


Se a criminalização de movimentos sociais tem sido historicamente arma dos setores conservadores da sociedade para conter avanços sociais e econômicos ao longo da construção do Estado Democrático de Direito, processo do qual o PT foi vítima inúmeras vezes, o caso do Rio Grande do Sul choca pela intensidade desmedida da reação.

Em face desse processo, o Partido dos Trabalhadores:

a) manifesta sua solidariedade aos movimentos sociais que lutam pela reforma agrária, ao MST em particular, reconhecendo sua contribuição para o fortalecimento da democracia e a conquista de direitos civis, políticos, sociais, econômicos e culturais do povo brasileiro;

b) repudia a truculência policial contra os movimentos sociais, em especial os lamentáveis atos de violência a que estão sendo submetidos os manifestantes que protestam contra os desmandos do governo do Estado do Rio Grande do Sul;

c) denuncia a tentativa de criminalização coletiva de uma entidade/movimento, pois, se caracterizada qualquer ilegalidade por parte de membros de um movimento, as responsabilidades devem ser individualizadas, nos marcos do Estado de Direito.

d) e lamenta que os termos da decisão do Conselho Superior do Ministério Público daquele Estado, pela dissolução à força do MST e de suas manifestações, recentemente divulgada, tenham inspirado ações de promotores públicos inaceitáveis, no conteúdo político e nas bases jurídicas, para o Estado Democrático de Direito.

Ricardo Berzoini, Presidente Nacional do PT
Renato Simões, Secretário Nacional de Movimentos Populares do PT


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Mercosul anunciará acordo sobre preferências tarifárias com países africanos

Mylena Fiori, enviada especial/Agência Brasil http://www.agenciabrasil.gov.br

30 junho 2008

San Miguel de Tucumán (Argentina) - Nos seis meses que ocupou a presidência pro-tempore do Mercosul, a Argentina não conseguiu consolidar o acordo de livre-comércio com a Índia e a União Aduaneira da África Austral (Sacu), grupo que reúne África do Sul, Botsuana, Lesoto, Namíbia e Suazilândia.

Mas um primeiro passo, ainda que pequeno, já foi dado. Nos últimos 15 dias o Mercosul e a Sacu concluíram as negociações para a ampliação da lista de preferências tarifárias fixada em 2004.

O representante permanente da missão brasileira junto à Associação Latino-Americana de Integração (Aladi) e o Mercosul, embaixador Regis Arslanian, antecipou à Agência Brasil que o acordo com a Sacu será anunciado nesta 35ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e dos Estados Associados.

A assinatura ainda depende de trâmites internos do bloco africano e deve ficar para a próxima cúpula, em dezembro, em Salvador.

Os Acordos Básicos de Preferências Tarifárias Mercosul-Índia e Mercosul-Sacu foram firmados em 2004, na cúpula de Belo Horizonte.

Com os africanos, ficou acertada uma lista de 950 produtos com tarifas especiais de cada lado. Agora a lista será ampliada para dois mil produtos.

“Há produtos de todos os setores. Preferências pequenas, às vezes, de 15%, 20%, e outras maiores, de 50%, algumas de 100%. Mas com isso a gente abriu as portas para o mercado sul-africano”, explicou Arslanian.

“Sobretudo, o acordo amplia a preferência em produtos de interesse do Uruguai e do Paraguai, como o couro, os lácteos, o trigo, a carne e a soja”, ressaltou.

O embaixador disse que o Mercosul tinha interesse na exportação destes produtos e pediu tarifas especiais, mas os africanos negaram pois não teriam como competir com a produção do Brasil e da Argentina. O bloco propôs, então, uma abertura parcial - apenas para os dois sócios menores. Não foi possível, porém, incluir o setor automotivo.

“Vamos continuar negociando isso, para eles é um setor muito sensível”, informou. Segundo Arslanian, o Mercosul também está buscando a ampliação das preferências com a Índia.

A futura criação de um área de livre comércio entre o Mercosul e o Sacu é uma das estratégias do Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul (Ibas) para dobrar as trocas comerciais entre os países da região até 2010. A meta é alcançar um intercâmbio comercial de US$ 15 bilhões.

A falta de tratados de livre comércio entre o bloco regional e outros países ou blocos é uma das queixas dos sócios menores. O primeiro acordo comercial deste tipo foi fechado com Israel, na última cúpula do Mercosul, em dezembro de 2007. Neste semestre, começará o diálogo com a Turquia e a Jordânia.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/06/30/materia.2008-06-30.3186171884/view

Programa de Desenvolvimento do Sector Agrário de Angola orçado em mais de 400 milhões de dólares

Luanda, Angola, 1 julho 2008 – O Programa de Desenvolvimento de Médio Prazo para o quinquénio 2009-2013 do Ministério do Agricultura e do Desenvolvimento Rural (Minader) de Angola está orçado em mais de 400 milhões de dólares norte-americanos, disse à Angop o ministro Afonso Pedro Canga.

O ministro da Agricultura revelou igualmente que, para 2008, o Governo aprovou, em Março último, um crédito de 270 milhões de dólares norte-americanos para apoiar a agricultura familiar com instrumentos agrícolas.

Afonso Pedro Canga disse que "independentemente dos recursos públicos, é preciso também encontrar outras fontes de financiamento para os empresários agrícolas, os comerciantes e os empresários industriais, vocacionados ao sector agrário".

O ministro da Agricultura considerou que "a banca deve constituir-se no principal financiador da actividade de produção enquanto o estado investe nas infra-estruturas públicas para viabilizar as iniciativas dos produtores".

Afonso Pedro Canga citou como exemplo o Programa de Desenvolvimento do Pólo Agro-industrial de Capanda, que foi concebido para a produção em média e grande escala.

"O Governo está a investir no Pólo Agro-industrial de Capanda 370 milhões de dólares, enquanto o sector privado aplicará 700 milhões de dólares" assinalou.

O ministro angolano considerou que "a estratégia do governo visa conciliar o investimento público e o privado".

No Pólo Agro-industrial de Capanda o governo está a investir na construção de infra-estruturas básicas, como água, electricidade, a implantação do perímetro irrigado, a integração das famílias no plano, a construção de habitações para agricultores familiares e assistência técnica.

Numa área de 411 mil hectares, o pólo agro-industrial de Capanda vai receber fábricas de sumos, duas de açúcar e álcool, indústria de mandioca, de produção de calcário, de soja, de secagem e armazenamento de grãos e matadouros.

O pólo agro-industrial vai possibilitar a reactivação da actividades paralisadas devido à guerra, como as fábricas de algodão, de óleo alimentar, descasque de arroz e de rações, de acordo com estudos de viabilidade técnica, económica e financeira elaborados pela empresa brasileira Odebrecht.(macauhub)


Mercosul só terá voz na Rodada Doha se consolidar união aduaneira, diz Amorim

Mylena Fiori, enviada especial/Agência Brasil http://www.agenciabrasil.gov.br

30 junho 2008

San Miguel de Tucuman (Argentina) - A demora na consolidação do Mercosul como uma verdadeira união aduaneira poderá prejudicar o bloco nas negociações da Rodada Doha, acredita o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. Em reunião do Conselho do Mercado Comum – instância máxima decisória do Mercosul – hoje (30), na cidade argentina de San Miguel de Tucuman, Amorim pediu a aceleração nas tratativas para o fim da bitributação.

“Creio que onde ainda temos que fazer um esforço mais forte, na parte econômica, é na questão da eliminação da dupla tributação da Tarifa Externa Comum e, em geral, da consolidação da tarifa", disse o chanceler brasileiro.

Hoje, um produto que ingressa no Mercosul pelo Paraguai e depois é reexportado para o Brasil, por exemplo, paga duas vezes o imposto de importação. A eliminação da bitributação está prevista no tratado de criação do Mercosul e deve ocorrer a partir de 2009.

Havia expectativa de conclusão, para esta reunião de cúpula, de um código aduaneiro comum, mas não foi possivel finalizar a harmonização das normas alfandegárias de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Também segue pendente a definição de um mecanismo de redistribuição da renda aduaneira que favoreça os sócios menores.

“Qualquer um que tenha estado envolvido nas negociações de Doha sabe que um grande problema que temos é o fato de não termos uma Tarifa Externa Comum, mesmo imposto de importação em todos os países do Mercosul. Cada vez que tentamos obter flexibilidades para o Mercosul, a primeira coisa que questionam é se somos ou não uma união aduaneira”, ponderou. “Todos sabem o esforço que custou e continuará custando para convencer a todos de que estamos trabalhando neste sentido.

Amorim lembrou que até agora foram aceitas muitas exceções às listas de produtos com Tarifa Externa Comum, e que isso foi feito dentro de um “espírito construtivo” para que todos tivessem tempo de desenvolver seus setores produtivos. Mas reiterou a necessidade de aceleração do calendário em direção à conformação de uma união aduaneira – objetivo da criação do Mercosul.

“No longo prazo, caminhar claramente para uma união aduaneira é o que nos dá força e nos legitima”, frisou. Segundo Amorim, até agora o bloco obteve certa compreensão internacional pelo fato de ser uma união aduaneira em formação. Mas o mesmo não deve acontecer, no entanto, em uma nova rodada de negociações multilaterais, dentro de oito ou dez anos.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/06/30/materia.2008-06-30.0429220129/view

Reserva Marinha da Ponta do Ouro, em Moçambique, vai ser declarada Património da Humanidade

Maputo, Moçambique, 1 julho 2008 - A Reserva Marinha da Ponta do Ouro, no sul de Moçambique, vai ser declarada como Património da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) em Dezembro deste ano, anunciou o ministro do Turismo de Moçambique.

Fernando Sumbana disse à Agência de Informação de Moçambique, no final de um encontro com os seus homólogos da África do Sul e da Suazilândia, que a decisão pretende garantir a protecção e conservação de espécies marinhas como as tartarugas, baleias e golfinhos.

O ministro do Turismo de Moçambqiue revelou que estão a ser feitos contactos com as comunidades da Ponta do Ouro de modo a garantir que a declaração da zona como Património da Humanidade não afecte o seu modo e vida tendo em conta que a pesca é a principal fonte d eriqueza dos habitantes locais.

Na opinião do ministro Sumbana a declaração de que a Ponta do Ouro passa a ser uma zona de Património da Humanidade trará mais turistas à região.

Os ministros dos três países, reunidos na ilha do Bazaruto, na província de Inhambane, discutiram ainda a criação de uma zona protegida para animais selvagens ligando os parques de Tembe, Futi e a Reserva do Maputo tendo decidido que o mesmo poderá ser criado em Junho de 2009.

O projecto pretende separar as comunidades rurais das três zonas das áreas habitadas por animais selvagens, em especial elefantes.

O ministro Fernando Sumbana revelou que existem condições materiais e financeiras para concretizaro projecto estando em curso neste momento o estudo da instalação de uma vedação que separará as duas zonas.(macahub)

CÚPULA DOS POVOS DO SUL: DECLARAÇÃO DE POSADAS *

[ADITAL] Agência de Informação Frei Tito para a América Latina www.adital.com.br


30 junho 2008


"Por um Modelo produtivo que garanta a Soberania Alimentar dos Povos"


* DECLARAÇÃO DE POSADAS - MISIONES

Desde a Cúpula dos Povos do Sul "Por um modelo produtivo que garanta a Soberania Alimentar dos Povos" reunida em Posadas - Misiones, República Argentina, nos dias 27 a 29 de Junho de 2008, ratificamos firmemente nossa convicção e aposta política na integração dos Povos da América, como meio para aprofundar a democracia e mudar o modelo de desenvolvimento para tornar possível a verdadeira realização dos direitos humanos em sua integralidade.

O modelo de desenvolvimento que as políticas neoliberais têm implementado na região continua promovendo a degradação ambiental, o aprofundamento da exclusão social, o desalojo dos camponeses e dos povos originários de suas terras, com a contrapartida da estrangeirização dos territórios e das desigualdades em nossos países.

A expansão dos monocultivos (soja, eucaliptus, pinos e cana-de-açúcar) promove a exploração não sustentável que acelera a destruição massiva da natureza, a mudança climática e o risco de catástrofes naturais. O auge dos agrocombustíveis que agora se fomenta para sustentar o padrão de consumo dos países industrializados aprofundará essas conseqüências devastadoras para o meio ambiente e para nossos povos.

Em contrapartida, defendemos a soberania alimentar, cujos princípios articulam políticas de autonomia produtiva com base nas necessidades dos povos e não vinculadas às demandas do mercado mundial. É urgente implementar reformas agrárias integrais baseadas nos princípios da soberania alimentar e territorial dos povos camponeses e indígenas.

Nos opomos à construção de mais represas na região (Corpus, Garabí, Santo Antônio e Jirau-Rio Madeira, Belo Monte, entre outras) muitas delas incluídas na Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional da América do Sul (IIRSA), destinadas fundamentalmente a reforçar o modelo exportador de recursos naturais, gerando nova dívida social e ecológica. Apoiamos a apresentação das Medidas Cautelares apresentadas a OEA pelos atingidos pela construção das grandes represas (Yaciretá e Belo Monte) pelas violações a seus Direitos Humanos. O processo de integração energética em curso deve ser desenvolvido a partir da recuperação da soberania sobre os recursos energéticos da região. Esse processo deve basear-se no fortalecimento das empresas estatais de energia, na nacionalização dos recursos estratégicos e na utilização da renda assim conseguida na construção de um desenvolvimento sustentável com políticas de redistribuição do ingresso e a construção de novas matrizes a partir de fontes renováveis de energia, onde a prioridade seja garantir o acesso digno de todos os habitantes do continente aos bens energéticos.

Demandamos a urgente renegociação dos Tratados de Itaipu e Yacyretá com o fim de estabelecer um preço justo pela energia paga ao Paraguai. É necessária também uma auditoria da dívida resultante dos injustos termos dos tratados assinados pelos governos ditatoriais do Paraguai, do Brasil e da Argentina.

Consideramos que o Banco do Sul representa uma oportunidade de mudança na lógica econômica atual. Exigimos que os governos garantam o acesso público à informação e à participação social nas decisões do Banco. Nesse sentido, assumimos a partir dos movimentos e organizações sociais o desafio e a tarefa de fazer com que essa ferramenta esteja ao serviço sas necessidades dos homens e mulheres de nossos povos.

Expressamos nosso apoio ao processo de Auditoria Integral do Crédito Público, iniciado no Equador e manifestamos nossa expectativa de que contribua para conseguir realizar a justiça para os povos e para o fim da dominação e do saqueio instrumentado através da dívida. Ao mesmo tempo que vemos com beneplácito a intenção política da Bolívia e da Venezuela de retirar-se do CIADI e solicitamos aos países do Mercosul que participam do mesmo, que sigam esse exemplo.

A integração dos povos implica, para nós, considerar as diferenças entre os mesmos como uma expressão da diversidade cultural, e também um desafio para que, através da complementaridade e da solidariedade mútua, sejam conquistadas melhores condições de vida para todos. a para todos. O combate às assimetrias não pode esgotar-se em medidas compensatórias e desarticuladas, mas deve contribuir para resolver os problemas estruturais que impedem a autonomia e o bem-estar de nossos povos.

Também, é urgente implementar políticas de Estado que levem à proteção das comunidades e das estruturas políticas locais da ofensiva dos grandes interesses econômicos nacionais e transnacionais que, através da corrupção, influem no rumo dos governos e das políticas públicas em favor próprio.

Uma vez mais rechaçamos todas as formas de discriminação baseadas no gênero, raças e etnias, na orientação sexual, nas crenças ou religiões, nas ideologias, na origem, ou em qualquer outra distinção que menospreze os direitos das pessoas e limite o exercício da cidadania.

A integração que queremos requer a inclusão da diversidade dos sujeitos sociais e culturais baseada no reconhecimento dos territórios dos povos e nações indígenas, que, inclusive, muitas vezes ultrapassam as fronteiras dos Estados nacionais.

As instituições do Mercosul devem garantir a transparência e o acesso às informações substanciais das negociações e devem incluir mecanismos que viabilizem o diálogo e a interação entre povos e governos, estimulando formas de democracia participativa e de controle social.

Exigimos que os presidentes do Mercosul se pronunciem urgentemente sobre a vergonhosa Diretiva de Retorno recentemente aprovada pela União Européia, que implica uma flagrante violação aos direitos humanos e a todas as normas internacionais que os protegem, pois permite a detenção dos migrantes sem documentos por até 18 meses e sua expatriação, bem como a de sua família, incluindo as crianças menores de idade.

Todas as pessoas devem ter garantido o direito a migrar e a gozar de todos seus direitos no país de destino (particularmente, seus direitos sociais e trabalhistas). Porém, defendemos também o direito que todas as pessoas têm de não migrar, de poder ficar em sua terra, em sua comunidade e não ver-se empurrado a emigrar por motivos econômicos ou políticos. A garantia desse direito de não migrar está dada pela transformação do modelo produtivo que caminhe para o fim da fome e da pobreza e para a soberania alimentar.

No marco da necessária democratização da justiça em nossos países, os países, defendemos uma ampla política de acesso a uma justiça independente dos demais poderes e da influência dos interesses econômicos.

Denunciamos o avanço da criminalização do protesto social na região, estimulada pelas chamadas leis anti-terroristas promovidas pela administração Bush e implementadas por diversos governos da região. Pedimos a derrogação urgente dessas leis e o fim da criminalização dos líderes sociais do campo e da cidade perseguidos e processados -particularmente nessa região, a muitos dos que resistem ao avanço das represas, como os moradores do Bairro El Brete, aqui em Posadas, Misiones.

É urgente, também, o fim do processo e a libertação dos seis cidadãos paraguaios detidos na Argentina, por tratar-se de uma perseguição política e uma violação dos direitos humanos fundamentais, solicitando o respeito aos acordos referentes ao asilo político. Pedimos justiça e castigo aos responsáveis pelos assassinatos de Carlos Fuentealba, Maximiliano Kosteski e Darío Santillán. Exigimos o aparecimento com vida de Julio López. Os presidentes do Mercosul devem empenhar de maniera especial para resolver essa situação.

Rechaçamos o reinício da operação da IV Frota dos estados Unidos nas águas do Caribe e do Atlântico Sul com o objetivo de manter o controle militar sobre a região, atualizando velhas práticas imperialistas sobre a América Latina. Exigimos também o fim dos exercícios militares conjuntos e a presença da marinha estadunidense no Paraguai.

Demandamos dos governos da região o imediato retiro das tropas do Haiti e da Minustah (Missão Militar da ONU) em seu conjunto.

As organizações e movimentos sociais dos países do Mercosul, reunidos em Posadas, ratificamos nossa vontade de continuar impulsionando uma verdadeira integração que permita construir a soberania a partir e para os povos do Sul.

No marco de aprofundamento da democracia na região, exigimos o rápido avanço do julgamento e da condenação aos genocidas das ditaduras militares. E, particularmente, pedimos justiça no processo aos assassinos de Alfredo González, Decano da faculdade de Ciências Exatas da UNAM, brutalmente torturado e assassinado pelo regime militar argentino, e dedicamos essa Cúpula a sua memória.

Posadas, Argentina, 29 de junho de 2006

Mais informação em: http://movimientos.org/cpsur

[Tradução: ADITAL]

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