segunda-feira, 15 de abril de 2019

Prisão de Assange, uma advertência da História – O jornalismo real está a ser criminalizado por bandidos



por John Pilger*


O vislumbre de Julian Assange a ser arrastado para fora da embaixada equatoriana em Londres é um símbolo dos nossos tempos. A força contra a justiça. O músculo contra a lei. A indecência contra a coragem. Seis polícias maltrataram um jornalista doente, com os olhos contraídos diante da primeira luz natural que viam em quase sete anos.


Que este ultraje tenha acontecido no centro de Londres, na terra da Magna Carta, deve envergonhar e irar todos os que se preocupam por sociedades "democráticas". Assange é um refugiado político protegido pelo direito internacional, o beneficiário de asilo sob um convénio estrito do qual a Grã-Bretanha é signatária. As Nações Unidas deixaram isto claro na decisão legal do seu Grupo de Trabalho sobre Detenção Arbitrária (Working Group on Arbitrary Detention, WGAD). 

Mas para o inferno com tudo isso. Deixem os bandidos entrarem. Dirigido pelos quase fascistas na Washington de Trump, em conluio com Lenin Moreno do Equador, um Judas latino-americano e um mentiroso que procura disfarçar seu regime rançoso, a elite britânica abandonou seu último mito imperial: o da razoabilidade e justiça.

Imagine Tony Blair arrastado de sua casa georgiana de vários milhões de libras em Connaught Square, Londres, algemado, a fim de ser despachado para o banco dos réus em Haia. Pelo padrão de Nuremberg, Blasir cometeu o "crime supremo":   a morte de um milhão de iraquianos. O crime de Assange é o jornalismo:   responsabilizar os predadores, revelar suas mentiras e facultar a verdade aos povos de todo o mundo. 

A prisão chocante de Assange transmite uma advertência a todos os que, como escreveu Oscar Wilde, "preguem as sementes do descontentamento [sem as quais] não haveria avanço civilizacional". A advertência é explícita em relação aos jornalistas. O que aconteceu ao fundador e editor do WikiLeaks pode acontecer consigo num jornal, consigo num estúdio de TV, consigo na rádio, consigo a realizar um podcast.

O principal atormentador de Assange nos media, The Guardian, um colaborador do estado secreto, mostrou seu nervosismo esta semana com um editorial que atingiu novas alturas de dissimulação. O Guardian explorou o trabalho de Assange e da WikiLeaks no que seu editor anterior chamou de "o maior furo dos últimos 30 anos". O jornal fez matérias a partir das revelações da WikiLeaks e apropriou-se dos elogios e riquezas decorrentes.

Sem que nem um centavo fosse para Julian Assange ou para a WikiLeaks, um apregoado livro do Guardian levou a um lucrativo filme de Hollywood. Os autores do livro, Luke Harding e David Leigh, aproveitaram-se da sua fonte, abusaram dela e revelaram a password secreta que Assange dera ao jornal em confiança, a qual destinava-se a proteger um ficheiro digital contendo telegramas vazados de embaixadas dos EUA.

A revelação de guerras coloniais homicidas 
Quando Assange ainda estava na embaixada equatorina, Harding juntou-se à polícia do lado de fora e jactou-se no seu blog de que "a Scotland Yard pode ter a última gargalhada". The Guardian publicou então uma série de falsidades acerca de Assange, nada menos que uma desacreditada afirmação de que um grupo de russos e o homem de Trump, Paul Manafort, haviam visitado Assange na embaixada. Tais reuniões nunca aconteceram; era falso.

Mas o tom agora mudou. "O caso Assange é moralmente uma teia confusa", opinou o jornal. "Ele (Assange) acredita em publicar coisas que não deveriam ser publicadas ... Mas ele sempre lançou uma luz sobre coisas que não deveriam ter sido escondidas".

Tais "coisas" são a verdade acerca do modo homicida como a América conduz suas guerras coloniais, as mentiras do Foreign Office britânico na negação de direitos a povos vulneráveis, tais como os ilhéus das Chagos, a revelação de Hillary Clinton como uma apoiante e beneficiária do jihadismo no Médio Oriente, a pormenorizada descrição de embaixadores americanos sobre como os governos da Síria e da Venezuela podem ser derrubados e muito mais. Isto tudo está disponível no sítio da WikiLeaks .

The Guardian está compreensivelmente nervoso. Homens da polícia secreta já visitaram o jornal e pediram e obtiveram a destruição ritual de um disco rígido. Quanto a isto, o jornal tem tradição. Em 1983, uma empregada administrativa do Foreign Office, Sarah Tisdall, vazou documentos do governo britânico mostrando quando armas nucleares americanas chegariam à Europa. The Guardian foi coroado de louvores.

Quando um tribunal pediu para saber a fonte, ao invés de o editor ir para a prisão de acordo com o princípio fundamental de proteger a fonte, Tisdall foi traída, processada e cumpriu seis meses de prisão.

Se Assange for extraditado para a América por publicar o que The Guardian chama "coisas" verídicas, o que é que impede o actual editor, Katherine Viner, de segui-lo, ou o editor anterior, Alan Rusbridger, ou o prolífero propagandista Luke Harding?

E o que impede de seguirem o mesmo caminho os editores de The New York Times e The Washington Post, os quais também publicaram parcelas da verdade com origem na WikiLeaks, assim como o editor de El Pais na Espanha, e de Der Spiegel na Alemanha e de The Sydney Morning Herald na Austrália? A lista é longa.

David McCraw, principal advogado de The New York Times, escreveu: "Penso que o processo [de Assange] seria um muito, muito mau precedente para editores ... de tudo o que sei, ele está na posição de uma editora clássica e a lei teria dificuldade em distinguir entre o New York Times e o WikiLeaks".

Mesmo se jornalistas que publicarem fugas da WikiLeaks não se deixarem intimidar por um grande júri americano, a intimidação de Julian Assange e Chelsea Manning será suficiente. O jornalismo real estará a ser criminalizado por bandidos à vista de todos. A divergência tornou-se uma complacência.

Na Austrália, o actual governo apaixonado pelos EUA está a processar dois denunciantes, os quais revelaram que os espiões de Canberra instalaram dispositivos de escuta para captar as reuniões de gabinete do novo governo de Timor-Leste com o propósito expresso de enganar aquela pequena e empobrecida nação a fim de tomar a sua parcela dos recursos de petróleo e gás no Mar de Timor. O julgamento deles será realizado em segredo. O primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, é infame pela sua participação no estabelecimento de campos de concentração para refugiados nas ilhas do Pacífico de Nauru e Manus, onde crianças ferem-se a si próprias e suicidam-se. Em 2014, Morrison propôs campos de detenção em massa para 30 mil pessoas. 

Jornalismo: uma grande ameaça 
O jornalismo real é o inimigo destas desgraças. Uma década atrás, o Ministério da Defesa em Londres produziu um documento secreto que descrevia as "principais ameaças" à ordem pública como sendo tríplice: terroristas, espiões russos e jornalistas de investigação. Esta última era designada como ameaça principal.

O documento foi devidamente enviado à WikiLeaks, que o publicou. "Não tínhamos escolha", contou-me Assange. "É muito simples. O povo tem o direito de saber e o direito de perguntar e desafiar o poder. Isso é a verdadeira democracia".

E se Assange, Manning e outros no seu rastro – se houver outros – forem silenciados e "o direito de saber, questionar e desafiar" for retirado?

Na década de 1970 encontrei-me com Leni Reifenstahl, amiga próxima de Adolf Hitler, cujos filmes ajudaram a lançar o feitiço nazi sobre a Alemanha.

Ela contou-me que a mensagem nos seus filmes, a propaganda, não dependia de "ordens de cima" mas sim do que ela denominava o "vazio obediente" ("submissive void") do público.

"Será que este vazio obediente incluía a burguesia liberal e educada?", perguntei-lhe eu.

"Naturalmente", disse ela, "especialmente a intelligentsia ... Quando as pessoas já não perguntam mais questões sérias, elas são submissas e maleáveis. Tudo pode acontecer".

E aconteceu. O resto, ela podia ter acrescentado, é história. 
12/Abril/2019

Ver também: 
  If we lose WikiLeaks, we lose a whole stratum of freedom – Pilger

*
John Pilger Jornalista australiano-britânico e realizador de cinema. Seu sítio web é www.johnpilger.com .

O original encontra-se em consortiumnews.com/2019/04/12/assange-arrest-a-warning-from-history/
 

Venezuela/Seis batallas y victorias del presidente Nicolás Maduro





En seis años al frente de la Revolución Bolivariana, el presidente Nicolás Maduro se ha enfrentado a un ataque directo de EE.UU. contra la economía y la soberanía del país. Conoce cómo se ha librado esta batalla para defender la autodeterminación del pueblo venezolano.

Este 14 de abril, se cumplen seis años desde que Nicolás Maduro asumió por primera vez la presidencia de Venezuela. Dos elecciones y una gestión llena de constantes ataques a la soberanía del país, que han sido enfrentados con la diplomacia de paz.

El mandatario fue presidente interino de Venezuela tras el fallecimiento del Comandante Hugo Chávez, el 5 de marzo de 2013. Inmediatamente, el 14 de abril de ese año, se realizaron las elecciones en las que ganó con más del 60 por ciento de los votos para el periodo 2013-2019.

Las segundas elecciones se realizaron el 20 de mayo de 2018 y se alzó con el 67.7 por ciento de los votos para el mandato 2019-2025.

1. Fortalecer la democracia
En Venezuela el voto directo y secreto. Además, es electrónico y tiene mecanismos de respaldo y auditoría en papel para prevenir alteraciones informáticas. 
Durante los dos periodos presidenciales de Nicolás Maduro se han realizado ocho elecciones democráticas, estas son:

- Elecciones presidenciales de 2013. Ganó Nicolás Maduro.
- Elecciones parlamentarias de 2015 (oposición ganó mayoría de curules).
- Elecciones a la Asamblea Nacional Constituyente de Venezuela de 2017.
- Elecciones regionales de 2017 (ganó el chavismo en 18 de los 23 estados).
- Elecciones municipales de 2014 solo en los municipios San Diego y San Cristóbal, del estado Táchira, para sustituir a dos alcaldes presos por apoyar la violencias en las protestas de ese año. En ambas entidades gana la oposición.
- Elecciones municipales de Venezuela de 2017 (se eligieron alcaldes y el gobernador del estado Zulia).
- Elecciones municipales de Venezuela de 2018 (se eligieron 2.459 miembros de los concejos municipales).
- Elecciones presidenciales de 2018. Ganó Nicolás Maduro.

Ver imagen en Twitter El presidente de Venezuela, Nicolás Maduro, se reunió con líderes del Consejo Mundial de Paz y de la Federación Mundial de Juventudes Democráticas, quienes expresaron su respaldo a la Revolución Bolivariana http://bit.ly/2USrQCY 

2. Garantizar la paz
Sectores radicales de la oposición venezolana han intentado desestabilizar el país mediante hechos de violencia, planificados y encubiertos durante lo que la prensa internacional promovió solo como "protestas ciudadanas". 

En los años 2004, 2014 y 2017 ocurrieron las llamadas "guarimbas", que consistieron en focos de violencia en algunas zonas del país. Las de 2004 dejaron 50 muertos y 193 heridos, las de 2014 culminaron con 43 fallecidos y más de 800 personas heridas, mientras que las de 2017 dejaron 172 muertos en más de 100 días de violencia.

Ante estas situaciones, el Gobierno de Nicolás Maduro se mantuvo firme en el llamado a la paz. En 2014 propuso un diálogo con la oposición, el cual se dio con el apoyo de Unasur y el Vaticano. En 2017, el presidente convocó las elecciones a la Asamblea Nacional Constituyente, lo que acabó con las acciones violentas.

Desde 2014, se han realizado más de 400 llamados de diálogo a la oposición, siendo el más reciente el del 6 de abril de 2019. 

No obstante, la paz de Venezuela también se ha visto amenazada con intentos de magnicidio e intentos de intervención militar por parte de EE.UU. El primer escenario ocurrió el 4 de agosto de 2018 y fue neutralizado. El segundo ha sido una agresión reiterada que el Gobierno venezolano ha vencido a través de sus denuncias ante la comunidad internacional y la campaña "Hands Off Venezuela", que ha resonado en todos los rincones del mundo.


¡Si vienen como el 11, saldremos como el 13! grita el pueblo de #Venezuela en su 9° jornada de manifestaciones contra la injerencia de #EEUU

3. Enfrentar sanciones y el bloqueo financiero
Las sanciones económicas y el bloqueo financiero de EE.UU. han sido las batallas cruciales de la presidencia de Nicolás Maduro desde que asumió su primer mandato en 2013.

Estas medidas unilaterales han dejado pérdidas de 350 mil millones de dólares en producción de bienes y servicios entre 2013 y 2017, según un informe de la Unidad de Debates Económicos del Centro Estratégico Latinoamericano de Geopolítica (Celag).

Para enfrentar esta situación, el mandatario ha ampliado los lazos de cooperación  e intercambio comercial con países como China, India, Rusia, Irán, Turquía, entre otros, con el uso de monedas locales como el yuan, el rublo y el euro.

Asimismo, el presidente Maduro creó en octubre de 2018 la criptomoneda Petro, que sirve como moneda digital en el mercado nacional e internacional para la compra y venta de productos y servicios. Está sustentado en reservas naturales como el petróleo, diamante, hierro y oro.

También se crearon planes de ahorro en oro y petro proteger el ingreso de los venezolanos. De este modo, se busca vencer las sanciones y el bloqueo financiero de EE.UU.

Al menos 400 venezolanos serán beneficiados en esta jornada de conexión aérea

4. Diplomacia de paz
A medida que las agresiones de EE.UU. y sus aliados en la región latinoamericana han ido incrementando, el Gobierno Bolivariano continuó defendiendo la soberanía del pueblo mediante la diplomacia de paz.

Venezuela ha participado en diversas plataformas mundiales, como la Asamblea General y el Consejo de Seguridad de las Naciones Unidas, para denunciar las amenazas de guerra y medidas coercitivas de EE.UU., a la vez que ha dejado claro su apoyo al multilateralismo y respeto por la autodeterminación de los pueblos.

Aunado a esto, el Gobierno Bolivariano ha fortalecido las alianzas estratégicas con Rusia, China, Turquía, India y países de África. También se retiró de la Organización de Estados Americanos (OEA), que asumió una política de injerencia directa contra Venezuela.

5. Protección social
Actualmente, el índice de pobreza extrema en Venezuela se ha reducido 4.4 de los 12 puntos en que se ubicaba antes. Mientras que el Coeficiente de Gini, que mide el nivel de desigualdad, está en 0,38 tras registrar un valor de 0,49. La meta es reducir el valor a 0,26 para el año 2025.

Para mantener estos índices, el Gobierno venezolana destina más del 70 por ciento del presupuesto nacional a la inversión social.

Por otro lado, la presidencia de Nicolás Maduro ha dado continuidad y mejorados los programas sociales creados por Hugo Chávez. De esta forma, se creó el Carnet de la Patria para atender las necesidades de la población de forma directa a través de una plataforma online. Con este carnet, se puede ahorrar en oro y petro.

Otros logros sociales en los seis años de presidencia son: entrega de 2.600.000 viviendas a la población, Venezuela fue declarada territorio 100 por ciento de pensionados y se crearon los Clap (organizaciones populares para la distribución organizada de alimentos), que actualmente proteger a 6 millones de familia.

El mandatario @NicolasMaduro destacó que la meta para diciembre de este 2019 es llegar a las 3 millones de viviendas otorgadas

6. Defensa del sistema eléctrico
Los venezolanos fueron víctimas de ataques al sistema eléctrico nacional, que ocasionaron largos apagones en la mayoría del país. Esto trajo como consecuencia problemas en el suministro de agua potable, equipos electrodomésticos dañados, alimentos perecederos perdidos, y, en general, interrupción en la vida cotidiana de los ciudadanos.

El 7 de marzo ocurrió un sabotaje cibernético al cerebro informático de la Central Hidroeléctrica Simón Bolívar, en la represa de Guri, estado Bolívar (sur). Luego, el 25 de marzo, fueron afectadas las líneas de transmisión con pulsos electromagnéticos. Mientras que el 29 y 30 de marzo ocurrieron nuevos ataques sincronizados, específicamente a las 19H00 (hora Caracas).

Todos estos ataques, el Gobierno venezolano implementó varias medidas para proteger los servicios públicos del país mediante el despliegue de las fuerzas públicas y planes para edificar un sistema eléctrico impenetrable a los sabotajes eléctricos.
También se creó un programa de registro para sustituir los equipos electrónicos dañados durante los apagones.


Brasil/Bolsonaro assume posturas de ditador

15 de Abril de 2019, Brasil 247 (Brasil) https://www.brasil247.com/author/Aldo+Fornazieri

Aldo Fornazieri
Cientista político e professor da Fundação Escola
de Sociologia e Política (FESPSP)

A sociedade brasileira mergulha num crescente mal-estar com o governo Bolsonaro. Alguns milhões de eleitores do presidente estão perplexos com as suas desastradas ações e declarações, com sua falta de decoro e de civilidade. Muitos se arrependeram do voto que depositaram na urna e se sentem culpados por terem conduzido o Brasil a esta situação. Cresce o medo em relação ao futuro, pois a quebra de expectativas em relação ao governo afeta o desempenho da economia e gera um ambiente social negativo. O consumo já está se retraindo e a fome voltou a se fazer sentir com força. O que se constata, de forma crescente, é que o Brasil tem um governo que é contra a sociedade e uma sociedade que é contra o governo. Na medida em que a corda da tensão desse arco se estica a cada dia que passa, tudo indica que haverá um ponto de ruptura no futuro, pois, o mal-estar, a falta de perspectivas e a falta de futuro não podem continuar indefinidamente.

O governo definiu duas prioridades para este ano: a reforma da Previdência de Paulo Guedes, e o pacote anticrime de Sérgio Moro, que eram tidos como dois superministros, mas que foram engolfados pelo início desastroso do governo. Os dois projetos são contra a sociedade. A proposta de reforma da Previdência ataca direitos dos mais pobres, a exemplo do BPC e da aposentadoria rural, e criará gerações futuras de idosos desprotegidos por conta da vontade de impor um regime de capitalização. A parte mais desprotegida da sociedade, os mais pobres e as mulheres, são os setores que mais refutam essa proposta de reforma da Previdência. Considerando a sociedade em geral, 51% são contra e 41% são a favor da reforma.

Em relação à segunda prioridade – o pacote anticrime de Moro – a discordância da sociedade com o governo ganha amplitude maior. Neste ponto, na verdade, a sociedade se volta contra Moro, contra Bolsonaro e contra o governador Witzel, entre outros. Essa turma incentiva a violência indiscriminada de quem está armado contra uma sociedade cada vez mais indefesa, principalmente nos seus setores mais vulneráveis: novamente pobres, mulheres e jovens.

Pesquisa do Datafolha mostra que 64% dos brasileiros querem a proibição da venda de armas e 72% refutam a tese de que a sociedade se sente mais segura com as pessoas armadas. Já 81% entendem que a polícia não pode atirar livremente em suspeitos, 79% defendem que policiais que matam precisam ser investigados e 82% sustentam que aquele que atira em alguém por estar muito nervoso deve ser punido. O fuzilamento do músico Evaldo, com 80 tiros disparados por soldados do Exército, e as mortes quase diárias por balas perdidas ou equívocos de policiais são fatos contundentes e mostram que é preciso dar um basta nesta carnificina estimulada por Bolsonaro, Moro e Witzel. Eles respaldam, com suas propostas, a matança indiscriminada. De qualquer forma, esses dados da pesquisa, entre outros, são uma refutação veemente das propostas desse trio que quer ampliar o campo de batalha e de morte em que o Brasil já está transformado.

Mas a sociedade não está apenas contra as duas prioridades do governo. Está contra o próprio governo, como mostram as pesquisas de avaliação dos primeiros 100 dias da nova gestão. O fato de Bolsonaro ter vencido as eleições no segundo turno não lhe deu a maioria absoluta dos votos da totalidade do eleitorado. Se forem somados os votos recebidos por Haddad com aqueles brancos, nulos e abstenções se verá que sólida maioria dos brasileiros não votou em Bolsonaro. Ele recebeu 57,7 milhões de votos, contra 47 milhões em Haddad e uma soma de 42,1 milhões de eleitores que votaram branco, nulo ou se abstiveram. Ou seja: 89,1 milhões de eleitores não votaram em Bolsonaro. Mas as pesquisas mostram que até mesmo eleitores que votaram em Bolsonaro começam a se voltar contra o seu governo.

Não há democracia sem participação popular, sem a participação na esfera pública da sociedade civil organizada. Bolsonaro age para desarticular essa parca participação da sociedade brasileira. Primeiro, emitiu decretos para enfraquecer os sindicatos. Depois, por novo decreto, suspendeu os Conselhos participativos da sociedade em várias esferas da atividade governamental. Agora pretende atacar as agremiações estudantis retirando-lhe a prerrogativa de emitir carteiras de estudante. As várias ações somadas do governo de cunho antiparticipativo e antissocial apontam para uma intenção deliberada de enfraquecer e sufocar a sociedade, suas organizações e seus movimentos. Quanto mais fraca e quanto menos participativa a sociedade, mas liberdade terá o governo para promover o seu arbítrio.

Os ditadores governam com minorias contra maiorias, embora isto não seja exclusividade deles. Os primeiros sinais de que Bolsonaro optaria por governar com uma minoria contra a sociedade vieram no dia da posse e, depois, se multiplicaram ao longo dos 100 primeiros dias. Bolsanaro optou por um discurso e por atitudes divisionistas, de guerra ideológica, de desunião do país. Não emitiu nenhum sinal de que pretendia unir o país, de que encetaria um diálogo democrático e de que buscaria ampliar apoios na sociedade. Pelo contrário: com mentiras, se esmerou em alimentar a divisão e o ódio e não passa dia sem que faça um ataque ideológico. Nem mesmo no Congresso buscou construir uma base de apoio, dividindo os congressistas entre os adeptos da "velha política" em contraposição aos iluminados da "nova política". É de duvidar de que os encontros quem vem mantendo com líderes e presidentes de partidos tenham propósitos sinceros e não manipulatórios para depois se justificar em face de um possível fracasso da reforma da Previdência.

Portador de uma mentalidade ditatorial – não por a caso elogia ditadores sanguinários - Bolsonaro não se preocupa muito com as avaliações da opinião pública. Não se preocupa com a liturgia e o decoro do cargo. Não se preocupa com a pertinência ou impertinência de suas palavras. Não se preocupa se suas relações com outros governos podem ou não provocar danos graves aos interesses do Estado e do Brasil enquanto nação. Desprovido de qualquer prudência, a sua preocupação central é a sua vontade, definida pela sua visão de mundo, pela sua ideologia. As ações de Bolsonaro não se definem por um suposto mero despreparo. Elas se definem por uma vontade ideológica autoritária e nisto reside todo o perigo que ele representa.

Em quase todos os ditadores se perceberam atitudes que resvalavam para as sandices, para as esquisitices para um modo doentio de ser. Não por acaso, Bolsonaro dorme com a arma ao lado da cama. Isto significa que ele não confia em ninguém, que vê inimigos por todos os lados, que tem um caráter intolerante. Na origem de cada ditadura o que menos importam são os planos de governo, a racionalidade da administração. Os ditadores, no começo, agem, com discurso moralista, para consolidar sua ideologia em nome do combate a inimigos que podem variar segundo as circunstâncias. No final, terminam como tiranos corruptos.

Os políticos vocacionados às ditaduras tornam-se cada vez mais perigosos à medida crescente do seu isolamento. Começam a intervir em quase todas as partes da administração e em quase todos os assuntos. Bolsonaro quer opinar sobre o exame do Enem, sobre vídeos de educação sexual de adolescentes, intervém de forma intempestiva na Petrobras, cancela ações do Ibama de combate à exploração ilegal de madeira, manda suspender a implantação de oito mil radares pelas rodovias da morte que cruzam o Brasil, perdoa o holocausto, critica a China (nosso maior parceiro comercial), manda demitir e nomear assessores e quadros técnicos em ministérios e outras repartições públicas.

Mandos e desmandos arbitrários constituem a essência do método de governo dos ditadores. Bolsonaro indica que está resvalando para este caminho. Um caminho perigoso. E, por ser perigoso, Bolsonaro precisa ser contido. Para contê-lo, além de uma oposição consistente que denuncia e propõe alternativas, a sociedade precisa organizar-se e mobilizar-se para não colher novas derrotas desestruturadoras.

Brasil/Nazistas brasileiros odeiam a esquerda e veneram Bolsonaro


7 de Abril de 2019, 14h44, The Intercept (Brasil) https://theintercept.com/2019/04/07/nazistas-bolsonaro-esquerda-israel/


JAIR BOLSONARO mais uma vez virou chacota internacional. Após visitar o Memorial do Holocausto em Israel, escreveu no livro de visitas do museu: “aquele que esquece seu passado está condenado a não ter futuro”. Minutos depois, em entrevista aos jornalistas brasileiros, Bolsonaro desrespeitou a memória das vítimas do holocausto ao dizer que o nazismo foi um movimento de esquerda. É uma versão fabricada por doentes que não encontra respaldo de nenhum historiador vivo ou morto, de esquerda ou de direita, mas que virou um hit da internet na Nova Era. Nunca houve dúvidas de que o nazismo abominava os ideais de esquerda, tanto que judeus dividiam os campos de concentração e as câmaras de gás com esquerdistas.

É inacreditável que tenhamos que entrar nesse falso debate para defender uma obviedade histórica: o nazismo foi um regime de extrema direita. E dessa vez não foi o youtuber Nando Moura babando em seu canal que colocou o assunto em pauta, mas o maior representante do Brasil ao sair de um museu israelense, criado para contar a história dos 6 milhões de judeus mortos pelo nazismo. O próprio memorial visitado pelo presidente define o regime nazista de Hitler como sendo de extrema direita. Até mesmo o ministério das relações exteriores israelense teve que confirmar publicamente que Bolsonaro está errado. É uma vergonha para os brasileiros.

Mas enquanto Bolsonaro joga o nazismo alemão no colo da esquerda, nazistas brasileiros combatem as esquerdas e veneram Bolsonaro. Os fatos falam por si.
Em 2011, quando Bolsonaro fez declarações homofóbicas no CQC e respondeu a Preta Gil que não correria o risco de ver seus filhos apaixonados por uma negra porque foram bem educados, grupos neonazistas organizaram um ato de apoio ao então deputado no Museu de Arte de São Paulo, o Masp. “Quando vi o que estão fazendo com ele, entrei na comunidade. Sou fã do dep. Jair Bolsonaro’ do Orkut e lancei a ideia de fazer um ato cívico na Paulista”, contou o extremista de direita Marcio Galante para o Diário de São Paulo. Segundo ele, participariam do ato organizações militares extra-quartel, separatistas, católicas radicais e grupos de extrema direita. O ato de apoio a Bolsonaro também foi convocado no fórum “Stormfront.org”, comandado pelo movimento neonazista internacional White Pride Worldwide. Um membro do fórum chamado “Erick White” escreveu: “Vamos dar o nosso apoio ao único Deputado que bate de frente com esses libertinos e Comunistas!!! Será um manifesto Cívico, portanto, levem a família, esposas, filhos e amigos”. O convite para o ato é finalizado com um “14/88″. O número 14 refere-se às 14 palavras da frase do supremacista branco americano David Lane: “Devemos assegurar a existência de nosso povo e um futuro para as Crianças Brancas”. Já o número 88 significa “Heil Hitler”, com o número 8 representando a letra H, a oitava do alfabeto.

Bolsonaro afirmou que não poderia estar presente, mas apoiou o ato: “Fico feliz se o movimento for voltado contra as propostas que estão aí, de invadir as escolas de primeiro grau simulando o homossexualismo e preparando nossos jovens para a pedofilia”.

Estiveram presentes ao ato vários grupos neonazistas como o Kombat RAC (Rock Against Communism) e o Ultra Defesa. Alguns se identificavam com roupas, bandeiras e tatuagens alusivas ao nazismo. Grupos de esquerda apareceram no Masp para protestar contra os nazistas, e o clima ficou tenso. A Polícia Militar precisou fazer um cordão de isolamento para evitar o confronto. No mundo inteiro, aliás, episódios de pancadaria entre esquerdistas e neonazistas nas ruas acontecem com frequência. Se eles conhecessem a História segundo Bolsonaro, estariam se beijando.

Eduardo Thomaz, líder do Ultra Defesa, afirmou “a gente está dando apoio ao deputado Jair Bolsonaro porque ele representa a família brasileira e nós temos o direito de apoiá-lo”. Em seu site, o Ultra Defesa afirma que seus princípios fundamentais são “Deus, Brasil e Família”. Os integrantes do grupo também são adeptos da “Saudação Romana”, que é o ato de estender o braço para a frente com a palma da mão para baixo. Sim, aquele mesmo gesto utilizado para saudar Adolph Hitler.

Policiais civis que investigam crimes de intolerância estiveram presentes no Masp e identificaram manifestantes pró-Bolsonaro que já foram presos por ações violentas contra minorias. Sete deles foram detidos. Entre eles, um dos neonazistas responsáveis pelo atentado à bomba na Parada Gay de 2009.

Durante as eleições, Bolsonaro entrou com uma ação por danos morais contra uma charge que o associava ao nazismo. A desembargadora Cristina Tereza Gaulia negou o pedido. Ela justificou afirmando que, se Bolsonaro não ficou constrangido em aparecer na foto com um correligionário fantasiado de Hitler, não haveria também dano moral na charge.

A foto (No original) é essa: O sósia de Hitler (refiro-me ao homem à direita na foto) é o Professor Marco Antonio, que foi candidato a vereador do Rio de Janeiro pelo PSC, o mesmo partido de Bolsonaro à época.

Carlos Bolsonaro chegou a convidá-lo para discursar numa sessão sobre o projeto Escola sem Partido na Câmara do Rio, mas Marco Antonio foi impedido pelo presidente da sessão por estar fantasiado de Hitler. O professor nega ter feito cosplay do ditador nazista. Afirmou que foi à Câmara com “cabelo cortado no estilo militar e estava com bigode estilo francês”.

A candidatura de Professor Marco Antonio chegou a receber doação financeira de Flávio Bolsonaro para a sua campanha.

Em 2015, Jair Bolsonaro começava a construir sua candidatura viajando pelo Brasil. Quando foi a Recife (PE), muita gente apareceu no aeroporto para recepcionar a família Bolsonaro, entre eles um skinhead dos Carecas do Brasil. O grupo é acusado pelo Ministério Público por ter espancado um jovem negro e gay em Recife. Também são suspeitos de espalhar cartazespela cidade com a frase “Hitler tinha razão”.

Em 2013, neonazistas mineiros foram presos por apologia ao nazismo, entre outros crimes. A investigação começou depois que um integrante postou foto no Facebook enforcando um morador de rua com uma corrente de aço numa avenida em Belo Horizonte. Na casa de um deles, a polícia apreendeu os seguintes objetos: “um livro sobre Hitler; uma touca ninja; uma camisa preta do Movimento Pátria Nossa; um envelope contendo uma carta enviada por Jair Bolsonaro”.

Sim, o então deputado escreveu para um nazista brasileiro. A carta foi encaminhada para a apuração do Ministério Público. O conteúdo dela não é conhecido, pois o processo corre sob segredo de Justiça. Pode não ser nada demais. Pode ser apenas uma carta com conteúdo de campanha eleitoral padrão, mas também pode não ser. Pelo fato de ter sido apreendida e enviada para averiguação do MP, suponho que o seu conteúdo não seja tão inocente. Aliás, a imprensa não deveria mais ficar perguntando para o Bolsonaro se o nazismo é de direita ou de esquerda, como fez em Israel. A gente já conhece a resposta. Tem que perguntar o que tinha naquela carta enviada para o seu simpatizante nazista de Minas Gerais. É um direito do brasileiro conhecer que tipo de relação seu presidente mantinha com um extremista criminoso.

É evidente a sintonia entre algumas das principais pautas de Bolsonaro e as dos nazistas: o ataque às minorias, a defesa da família, o nacionalismo e o combate ao comunismo. Isso não faz de Bolsonaro um nazista, mas não deixa dúvidas de que o bolsonarismo e o nazismo estão em espectros ideológicos muito próximos. Mas muito mesmo. Bolsonaro pode não ser nazista, mas tem amigos que são.

*João Filhojoao.filho@​theintercept.com@jornalismowan

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Cuba/O PERMANENTE ENSINAMENTO DE FIDEL É QUE TUDO PODE SER FEITO

4 dezembro 2016, Granma http://pt.granma.cu (Cuba)

Discurso do primeiro secretário do Comitê Central do Partido e presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, general-de-exército Raúl Castro Ruz, no ato político em homenagem póstuma ao Comandante-em-chefe da Revolução Cubana, Fidel Castro Ruz

 Photo: Estudio Revolución


Discurso do primeiro secretário do Comitê Central do Partido e presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, general-de-exército Raúl Castro Ruz, no ato político em homenagem póstuma ao Comandante-em-chefe da Revolução Cubana, Fidel Casto Ruz, na Praça major-general Antonio Maceo Grajales, Santiago de Cuba, em 3 de dezembro de 2016, "Ano 58º da Revolução".

(Tradução da versão estenográfica do Conselho de Estado)

Estimados chefes de Estado e de Governo;
Personalidades proeminentes que nos acompanham;
Compatriotas que estão aqui hoje representando as províncias orientais e Camaguey;
Moradores de Santiago de Cuba;

Querido povo de Cuba:

Na tarde de hoje, após a chegada a esta cidade heróica do cortejo fúnebre com as cinzas de Fidel, que fez no sentido oposto à Caravana da Liberdade, que teve lugar em janeiro de 1959, o cortejo percorreu locais importantes de Santiago de Cuba, berço da Revolução, onde,

Brasil/ASSINE O LIVRO DE CONDOLÊNCIAS PELA MORTE FIDEL CASTRO

3 dezembro 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Aqueles que desejam enviar uma mensagem de solidariedade ao povo cubano, mas não estão próximos da embaixada ou de algum consulado da ilha no Brasil podem assinar o livro de condolências pela morte de Fidel Castro online. 



 Foto: Alberto Korda/As cinzas de Fidel serão enterradas neste 
domingo (4) no mesmo cemitério onde está o libertador José Martí

As mensagem publicadas no livro serão enviadas a Cuba e ficarão à disposição do povo cubano.

Além do livro, os consulados e a embaixada no Brasil abriram suas portas a todo cidadão brasileiro que desejasse render uma homenagem ao comandante máximo da revolução cubana. 

Assine o livro 
aqui. 
  

Do Portal Vermelho

Brasil/"MORO E JANOT ATUAM COM OS EUA CONTRA O BRASIL" -- Moniz Bandeira

4 dezembro 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Por Eduardo Miranda, do Jornal do Brasil

Cientista político é conhecido por dissecar poderio norte-americano na desestabilização de países.

Respeitado pela vasta obra em que disseca o poderio dos Estados Unidos a partir do financiamento de guerras e da desestabilização de países, o cientista político brasileiro Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira afirma, em entrevista ao Jornal do Brasil, que representantes da Lava Jato, como o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o juiz de primeira instância Sérgio Moro, avançam nos prejuízos provocados ao país e à economia nacional. Segundo o professor, os "vínculos notórios" de Moro e Janot com instituições norte-americanas explicam a situação atual das empresas brasileiras.

"Os prejuízos que causaram e estão a causar à economia brasileira, paralisando a Petrobras, as empresas construtoras nacionais e toda a cadeia produtiva, ultrapassam, em uma escala imensurável, todos os prejuízos da corrupção que eles alegam combater. O que estão a fazer é desestruturar, paralisar e descapitalizar as empresas brasileiras, estatais e privadas, como a Odebrecht, que competem no mercado internacional, América do Sul e África", argumenta Moniz Bandeira, que está lançando o livro A Desordem Mundial: O Espectro da Total Dominação.

Na entrevista a seguir, o cientista político, que é autor de mais de 20 obras sobre temas como geopolítica internacional, Estados Unidos, Brasil e América Latina, faz críticas severas

“O PROGRAMA DE DRONES CRIA MAIS TERRORISTAS DO QUE OS QUE MATA” -- Edward Snowden

4 dezembro 2016, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)


Reflexões de um homem que conhece por dentro o sistema de espionagem e de devassa da vida privada não apenas dos cidadãos dos EUA mas dos de qualquer parte do mundo que utilize um sistema de comunicação digital ou analógico. E que teve acesso a documentação não apenas de um infindável rol de crimes de terrorismo de Estado, e da hipócrita linguagem com que tais crimes são descritos.

No quarto de um hotel em Moscovo, sob medidas de segurança, Snowden, de 32 anos, passa os seus dias e as suas noites ligado à Internet, proferindo conferencias para estudantes universitários dos EUA ou, na realidade, de qualquer parte do mundo.

Ao contrário da ideia de que o exiliado político costuma ser um individuo privado de algumas liberdades, sem ligações possíveis com o seu país de origem, Snowden está a demonstrar que essa estratégia contra

Cuba/Cabalgando con Fidel, la canción homenaje (+ Video y Audio descargable)

28 noviembre 2016, CubaDebate http://www.cubadebate.cu (Cuba)
Contra el Terrorismo Mediático Círculo de Periodistas Cubanos contra el Terrorismo

Cubadebate ofrece a sus lectores el video de esta hermosa canción:


Con esa sensibilidad que emana de su trova amorosa y comprometida, Raúl Torres compuso una hermosa canción de homenaje a Fidel, que fue estrenada este lunes 28 de noviembre en la Mesa Redonda.

Con arreglos del Maestro Pancho Amat, la trompeta de Yasek Manzano, el acompañamiento de la Orquesta Sinfónica Nacional y con las voces de Raulito, Eduardo Sosa, Luna Manzanares y Annie Garcés, la canción fue

Полонофоб Грушевский и украинская пятая колонна в Польше

04.12.2016, Фонд стратегической культуры http://www.fondsk.ru (Россия)




Накануне визита в Польшу президента Украины Петра Порошенко украинская дипломатия попыталась уговорить польских руководителей позволить Порошенко посетить 3 декабря  город Хелм и вместе с президентом Польши Анджеем Дудой открыть памятник Михаилу Грушевскому.

Однако торжественного открытия памятника не

DONBASS December 4, 5, 2016/News

DONi Donbass International News Agency https://dninews.com (Donbass)

1- DPR Head about Donetsk music flash mob: "Good job, we should be proud of such youths!"
2- Donetsk Defense: Situation Report, 5.12.2016

3- When Truth-Telling Becomes Russian Propaganda - US analyst

4- Donetsk Defense: Situation Report, 4.12.2016
And more

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1- DPR Head about Donetsk music flash mob: "Good job, we should be proud of such youths!" (Video)
Monday, December 5, 2016 - 12:28, DONi Donbass International News Agency https://dninews.com (Donbass)


A video from Donetsk music flash mob appeared in weekend to the official website and YouTube channel, gathering over 300,000 views in just two days. Channel belongs to the Head of the Donetsk People's Republic, Alexandander Zakharchenko.
  
Aleksandr Vladimirovich Zakharchenko, how did the flash mob video appear at your official website? Have you participated in the event preparations?

"Of course not. After the meeting with students the guys told me that they wanted to respond to that song flash mobs at the railway stations in Ukraine and Russia. I have to say that