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sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Brasil/"Vitória histórica para a educação brasileira", diz Vic da UNE
Brasil/Royalties servirão para construir escolas e pagar professores
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse que os recursos dos royalties do petróleo destinados pelo Congresso à educação e à saúde poderão custear novas escolas, novos equipamentos e até mesmo o pagamento de pessoal. “Esse dinheiro pode ir para investimento, novas escolas, equipamentos e para o pagamento de professores, já que não se faz educação sem pagar bem professores”, disse.
Mercadante acompanhou nesta quarta-feira (14) a votação da proposta dos royalties em Plenário da Câmara e lembrou que o Executivo já tentou sem sucesso, por duas vezes, vincular o dinheiro do petróleo para educação.A proposta fez parte do projeto derrotado de redistribuição dos royalties entre todos os estados e também foi objeto de uma medida provisória que caducou sem votação. Já o projeto aprovado pela Câmara divide entre educação e saúde os recursos dos royalties do petróleo e do Fundo Social do pré-sal.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Portugal/Professores entregaram bilhete de ida a Passos Coelho
Professores aconselham Passos Coelho a emigrar22 dezembro 2011/Esquerda.net http://www.esquerda.net (Portugal)
Um grupo de professores contratados e desempregados foi até à residência oficial do primeiro-ministro com bilhetes de viagem só de ida para vários destinos do planeta e uma mensagem muito clara: "Emigra tu!".
“Estamos aqui em reação a declarações inaceitáveis do primeiro-ministro e estamos aqui a sugerir que ele próprio vá emigrar. Temos vários bilhetes de avião para escolher para onde é que quer emigrar”, explicou à Lusa Miguel Reis um dos membros do grupo de Protesto dos Professores Contratados e Desempregados, que se associou à convocatória nascida nas redes sociais e lançou uma petição na internet de repúdio pelas declarações do primeiro-ministro.
"Emigra tu!" foi o slogan desta iniciativa, entoado pelo grupo à porta da residência oficial de Passos Coelho, indignados pelo conselho dado na entrevista ao Correio da Manhã aos professores desempregados, para que emigrem para o Brasil ou Angola. «Um primeiro-ministro que desiste das pessoas e do país e diz isto, é ele que está a mais e não os professores», acrescentou Miguel Reis.
Os professores apontam responsabilidades ao Governo por aumentar o número de alunos por turma em vez de diminuir. «Chegamos a ter, nas escolas das zonas periféricas de Lisboa, mais de trinta alunos por turma e o número máximo, os 28 alunos, é geralmente ultrapassado por alunos que vão chegando a meio do ano, por exemplo. Como é que nós com turmas com 30 alunos podemos dizer que temos professores a mais», questionou em seguida.
Para este professor no desemprego, «não temos professores a mais, temos é insucesso escolar a mais e temos professores a menos para combater esse insucesso».
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DECLARAÇÃO DE REPÚDIO PELAS DECLARAÇÕES DE PEDRO PASSOS COELHO
Fonte: Change.org http://www.change.org/petitions/declarao-de-repdio-pelas-declaraes-de-pedro-passos-coelho
Caro/a amigo/a
“Estamos com uma demografia decrescente, como todos sabem, e portanto nos próximos anos haverá muita gente em Portugal que, das duas uma: ou consegue nessa área fazer formação e estar disponível para outras áreas ou, querendo manter-se sobretudo como professores, podem olhar para todo o mercado da língua portuguesa e encontrar aí uma alternativa”. Pedro Passos Coelho, 18.12.2011
O primeiro-ministro aconselhou os professores desempregados a emigrar. Somos cidadãs e cidadãos portugueses. Entre nós estão professores, alunos, encarregados de educação. E não só. Exigimos respeito.
Ao contrário do que afirma Passos Coelho, o despedimento de professores não é resultado da demografia. É uma opção política. A escola pública tem hoje um corpo docente aquém do necessário e turmas sobrelotadas. Os professores desempregados fazem falta ao sistema de ensino.
As declarações do primeiro-ministro demonstram que dias piores esperam a escola pública. Toda a demagogia vale para mascarar uma política irresponsável. Passos Coelho está disposto a desperdiçar todo o investimento feito, ao longo de anos, pela sociedade portuguesa na formação de professores.
Ridicularizando os tiques do poder autoritário, Bertold Brecht perguntou um dia: "Não seria mais fácil o governo dissolver o povo e eleger um outro?". Hoje, a retórica da austeridade fala a sério: o governo quer expulsar os que considera a mais.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Honduras/"GOLPE LEVOU AO POVO CONSCIÊNCIA DA LUTA DE CLASSE"
O golpe militar articulado pelas oligarquias nacionais hondurenhas fez com que o povo hondurenho se conscientizasse da luta de classes que existe em seu país. Este é o ponto de vista do líder da resistência pacífica ao golpe em Honduras, Gilberto Rios, que desde o início da investida militar tem articulado manifestações pacíficas em todo o país e, em visita ao Brasil nesta semana, concedeu entrevista exclusiva sobre o golpe.
Apesar de o presidente deposto Manuel Zelaya ter chegado a incitar o povo hondurenho a pegar nas armas para derrubar o governo militar, a resistência popular no país tem sido pacífica. Todos os dias, multidões saem de suas casas e unem-se nas ruas para manifestar contra o golpe, num movimento que, de acordo com Rios, não para de crescer. “Hoje geralmente tem 100 mil pessoas na rua, às vezes chega a meio milhão”, conta.
A mobilização, segundo Rios, não aumentou somente quantitativamente, mas também qualitativamente. “Antes da consulta (que foi o argumento dos militares para derrubar Zelaya), falava-se em aprofundar a democracia. Agora, fala-se em um governo sem oligarcas, fala-se da luta de classes”, aponta o militante. Brincando, ele diz que o golpe “ajudou a mobilização” do povo hondurenho.
Confira a íntegra da entrevista de Gilberto Ríos à Revista Fórum:.
Depois de quase dois meses do golpe em Honduras, como está a resistência do povo? Quais são os grupos sociais envolvidos?
Depois de 52 dias, quase dois meses de resistência, temos mais pessoas nas ruas, indo contra as previsões de que iria diminuir. Os trabalhadores principalmente, mas há muitos estudantes e também professores universitários, do primário e secundário, que se incorporaram ao movimento das ruas.
Mas, em nível nacional, é bastante diversa e ampla a participação que há. Na zona ocidental, por exemplo, há muita participação indígena. Na região onde o presidente estava há muitos aldeões, aos quais também se juntaram desempregados e pessoas que trabalhavam diretamente com o presidente.
Há o partido liberal, toda a esquerda está nas ruas, todos os movimentos sociais suspenderam seus trabalhos e agora estão dedicados somente ao protesto contra o golpe. Ao contrário do que esperávamos, o povo respondeu muito mais e cada vez vemos mais pessoas na luta. Hoje, geralmente um protesto tem 400 mil pessoas na rua, às vezes chega a meio milhão.
Como estão as condições do povo, agora depois do golpe?
No momento, não faltam suprimentos de alimentação, nem há nenhum problema com os serviços básicos. O que existe é uma forte censura de todos os meios de comunicação. Só se transmite a voz do Estado. É mais provável que os estrangeiros entendam mais do que está acontecendo em Honduras do que os próprios hondurenhos.
A manifestação midiática está alegre com a morte de civis, como no franquismo. A origem do golpe no fascismo é evidente. Na década de 1940, (Roberto) Micheletti foi à Itália para se juntar numa coluna de Mussolini. Mas hoje a população não está em condições mais precárias do que as que já vivia: pessoas com fome, que não têm sapatos e caminham todo dia nas ruas. Nós estamos buscando estratégias para hidratar as pessoas, para nutri-las melhor e vitaminar a luta.
A embaixada dos EUA já afirmou que pode ofertar armas à população caso ela queira se envolver no conflito armado. Por que a resistência se mantém pela via pacífica?
Para a indústria estadunidense não lhe serve a resistência pacífica. Só lhe interessa se houver demanda de armas e que haja conflito armado, porque isso contribuiria com a economia do país, que ultimamente não anda muito bem. Além do que, é uma boa retaguarda para a ofensiva que os Estados Unidos planejam contra a Venezuela. Para se ter uma idéia, Honduras corresponde a 0,3% da economia dos Estados Unidos, e eles representam para nós 80% de nossas exportações. Como se diz, o país que compra, manda, e o país que vende, serve.
Você acredita então que os Estados Unidos já sabiam do golpe e participaram dele?
Claro. Até a ultra-direita norte-americana disse que quem apoia e está se encarregando do golpe é a CIA. Precisamos lembrar que ainda enfrentamos uma escalada militar no Oriente Médio, que a própria população norte-americana não aprova.
Então se precisava de um novo espetáculo militar. Os Estados Unidos precisam de uma guerra em Honduras para intervir militarmente. Por isso continuamos mantendo a resistência pacífica. Em algum momento teremos que usar armas, mas em um momento específico.
Qual é sua avaliação do governo Zelaya? Havia uma caminhada em direção ao socialismo? Agora a alternativa é somente socialista?
Havia um processo de reforma capitalista importante, porque em Honduras a oligarquia tinha muito controle da economia e uma dominação tremendamente ideológica sobre a população. A oligarquia hondurenha concentra 90% da renda em torno de dez famílias. Houve três vias pelas quais se deu a acumulação de capital da oligarquia hondurenha: a primeira foi pelo roubo direto do Estado; a segunda foi pela superexploração; e a terceira foi pelo narcotráfico.
Antes da consulta, se falava em aprofundar a democracia. Agora, fala-se em um governo sem oligarcas, fala-se da luta de classes. Antes, as pessoas acreditavam na democracia, e o golpe introduziu nas pessoas a consciência de classe.
Então a consciência política do povo aumentou com a mobilização pós-golpe?
Sim. Pode-se dizer que, em porcentagem, as pessoas que participavam da resistência ao golpe e manifestavam-se nas ruas era muito baixo. Agora, a maioria das pessoas tem participado do debate político e está a favor das forças sociais mais importantes. Pode-se dizer que o golpe, do ponto de vista da esquerda, contribuiu enormemente para a incorporação de pessoas à luta.
Como está a ajuda internacional para o país? A maioria apoia o golpe ou a resistência?
Há dois tipos de ajuda internacional: a oficial, através do governo, que agora está paralisado porque nenhum governo do mundo reconhece o governo de Micheletti; e o apoio internacional à resistência. Basicamente o apoio à resistência é moral, e isso anima muito os hondurenhos a continuar nas ruas porque entendem que a luta exemplifica o que deve ser a luta popular contra ações como a que foi tomada pela oligarquia.
Houve participação da Igreja no golpe?
Toda a Igreja Católica apoiou o golpe e a igreja evangélica também. São da igreja evangélica os mais ligados à classe dominante. O representante máximo da Manuel Zelaya, o Cárdena, só ele tem uma fortuna de US$ 40 milhões. Ele é “a” oligarquia de Honduras.
Fonte: Revista Fórum
quarta-feira, 25 de março de 2009
Brasil/Pará oferece supletivo para formar índios professores
Cerca de 50 índios das aldeias Kayapó, localizadas nos municípios de São Félix do Xingu, Ourilândia do Norte e Pau D'Arco, no sul do Pará, vão participar dos exames supletivos especiais de conclusão do ensino fundamental, segundo informações do Governo do Estado.
Os exames, realizados em Belém, fazem parte do curso de formação de professores índios e da conclusão do ensino fundamental, para que possam dar continuidade aos estudos. Segundo o governo, quase todos os índios que participam do curso não concluíram o ensino fundamental ou não têm documentação escolar, mas atuam como professores nas aldeias dos municípios.
Os exames já foram aplicados nos polos de Belém, Jacareacanga, Santarém, Marabá e Oriximiná. Além de São Félix do Xingu, cerca de 60 indígenas de Altamira e 100 de Tumucuma deverão fazer o exame este ano.
A programação, que começou na última sexta-feira e segue até o próximo dia 31, foi preparada por professores da Escola Itinerante de Formação de Professores Índios do Pará. A cada dia, após a exposição dos temas definidos, são aplicadas provas de múltipla escolha com 20 questões das disciplinas Arte, História, Geografia, Matemática, Ciências e Língua Portuguesa, além da prova de Redação.
