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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Brasil/CARTA ABERTA AO PADRE ROBERTO FRANCISCO DANIEL (PADRE BETO)



Movimento Nacional das Famílias dos Padres Casados http://www.padrescasados.org (Brasil)

FIDELIDADE, OBEDIÊNCIA E LIBERDADE DE PENSAR.

Caro irmão no sacerdócio, Padre Beto:

Nós, o Movimento das Famílias dos Padres Casados – MFPC, dirigimo-nos ao senhor, em primeiro lugar, para mostrar nossa solidariedade neste momento em que foi atingido na essência do ser humano: o direito de pensar e expressar-se livremente.Lamentamos, em seguida, profundamente que, na nossa Igreja, a porta do acesso ao diálogo se apresenta cada vez mais estreita, enquanto o diálogo é exatamente uma daquelas portas largas, abrindo o caminho que leva ao Reino, conforme mostra Jesus no diálogo com a mulher samaritana (cf. João 4). Lamentamos o fato que, por parte da hierarquia eclesiástica, a arma usada é a do Direito Canônico, ou seja, as leis, feitas por homens, são colocadas, novamente, acima da mensagem libertadora e dos preceitos e das atitudes do Evangelho.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Brasil/CALARAM MAIS UM PROFETA NA AMAZÔNIA

22 setembro 2009/[ADITAL] Agência de Informação Frei Tito para a América Latina
http://www.adital.com.br

Márcia Maria de Oliveira *

Na tarde escaldante deste dia 20 de setembro, milhares de pessoas, entre lágrimas e cantos, deram seu último adeus ao Pe. Ruggero Ruvoletto. O missionário de 52, da Diocese italiana de Pádua fora, covardemente, alvejado por um tiro certeiro, preliminarmente planejado nas rodas de "boca-de-fumo" do crime organizado de um dos bairros mais violentos da periferia da cidade de Manaus.

Na manhã do dia 19 de setembro, seu sangue profético regou o chão da Amazônia. O último gesto corajoso de Pe. Ruggero foi estampado na capa dos jornais da cidade: de joelhos junto de sua simples cama oferecera a Deus, em oração, talvez, seus últimos minutos de vida. Uma vida marcada pela missão corajosa junto aos mais pobres e excluídos da sociedade.

Desde que chegara à Amazônia no início de 2008, Pe. Ruggero iniciou sua caminhada de oblação. Com um histórico missionário de opção evangélica pelos mais pobres e esquecidos do nordeste brasileiro, em Manaus, foi designado a uma região da periferia da cidade. Aqui, encontrou inúmeros agentes de pastoral ansiosos por sua sábia ajuda. Também encontrou muitos desafios pastorais e um silêncio da população com relação à atuação do crime organizado do tráfico de drogas na região.

Sua missão, no início, desenvolveu-se timidamente num processo intenso de visita às famílias, de escuta, de abertura ao novo. Freqüentemente solicitava ajuda, nos nossos "debates sociológicos", para melhor compreender a dinâmica da cidade. Queria conhecer mais sobre os indígenas e ribeirinhos e entender porque continuam migrando, sempre em ordem crescente, para as periferias da cidade. Logo entendeu que a Amazônia vive um histórico de descaso dos poderes públicos nos municípios do interior e centraliza todos os bens e serviços nas capitais, principalmente na cidade de Manaus com seu fantasmagórico projeto de Zona Franca que canaliza todos os recursos federais para uma elite da indústria de montagem. Por isso essa realidade marcada pelo êxodo rural, pelos crimes ambientais, pelos conflitos agrários e pelas ocupações urbanas que indicam o grande déficit de políticas públicas de moradia, educação, emprego e segurança.

Sua presença simpática e acolhedora foi cirando laços de amizade e comprometimento. Sempre preocupado com as questões sociais, sugeriu a organização de um calendário permanente de debate sobre a situação das várias comunidades que atendia na Área Missionária Imaculado Coração de Maria (AMICOM). Sua intuição profética motivou várias iniciativas por parte das lideranças das comunidades e dos movimentos sociais na criação de espaços de formação permanente de lideranças tais como a Escola de Fé e Cidadania que abrange outras áreas. Não era presença somente na AMICOM. Logo passou a acompanhar a organização pastoral de outras áreas missionárias da Zona Norte da cidade. Passou a apoiar os organismos arquidiocesanos ligados à dimensão missionária e às Comunidades Eclesiais de Base.

Com uma prática litúrgica muito sensível e inculturada, fazia das celebrações eucarísticas momentos fortes de celebração da vida, das esperanças e do compromisso evangélico. Nas reflexões com os grupos nas comunidades ou nas famílias, embaixo das árvores, ou nas áreas externas nas pequenas casas, estava sempre atento aos clamores e lamentos das pessoas. Suas palavras davam novo alento e fazia o povo voltar a ter esperança em uma realidade marcada pela violência e pelo descaso das políticas públicas.

Depois de intensas reuniões e debates, juntamente com os agentes de pastoral, elaboraram uma carta-denúncia que foi lida, rezada e reformulada nas várias celebrações comunitárias. Na carta estava contido o clamor do povo que já não suporta mais tanta violência resultante do tráfico de drogas na região. Denunciava o descaso público para com a educação, o transporte coletivo, o abastecimento d’água e tantas outras deficiências por parte dos poderes públicos.

Com a carta-denúncia em mãos, o povo resolveu se pronunciar. Na manhã do dia 15 de agosto as ruas do bairro de Santa Etelvina foram tomadas pelos cantos e frases de protesto. Uma manifestação pacífica de centenas de pessoas cobrando o exercício pleno da cidadania. Esse dia marca o fim do silêncio e do medo histórico que amordaçava os moradores deste bairro. Durante a caminhada, Pe. Ruggero, o homem da palavra, não fez uso dos microfones. Sob um sol de quase 40 graus, acompanhou tudo de forma muito discreta, fotografando e distribuindo panfletos aos transeuntes e curiosos que saíam às portas para ver o povo passar.

Em dado momento, já na metade da manifestação, quando algumas pessoas lhe pediam para se pronunciar aos microfones, se aproximou e disse: "Márcia, estou pensando que é melhor eu não me pronunciar porque já vi passando algumas pessoas ligadas ao tráfico de drogas que vêm me ameaçando e me ‘aconselhando’ a deixar essas denúncias de lado. Eu lhe garanto que não vou deixar a luta porque já não é mais possível ficar calado diante de tanta violência e injustiça. Não agüento mais ouvir tantas mães desesperadas com seus filhos nas drogas sem poder fazer nada. Sei que é arriscado, mas não tenho medo".

Foi uma das últimas conversas que tivemos. Uma semana depois passou rapidamente por minha casa depois da celebração e comentou que estava animado com a repercussão da carta e da manifestação. Novamente afirmou que se sentia ameaçado por pessoas ligadas ao tráfico de drogas do bairro de Santa Etelvina que atuavam também nos bairros visinhos, especialmente no Lagoa Azul. Parecia muito preocupado, mas sempre destemido, reafirmava o compromisso com a causa da justiça. Como sempre fazia, pediu algumas orientações no campo sociológico. Queria entender por que a pouca polícia que atua nos bairros da periferia não inspira a confiança do povo? Por que os assaltos aos ônibus coletivos e residências continuam aumentando e por que o 12º Distrito Policial do Bairro continuava desativado e sem nada que o substituísse? Comentou ainda sobre o alto índice de assassinatos no bairro, quase todos ligados ao tráfico de drogas. Estava muito preocupado, principalmente com os jovens, vítimas das drogas e da prostituição. Ao se despedir toquei no assunto das ameaças. Olhou-me sereno e, sorrindo me disse: "estou tranqüilo. Sei que esse tipo de gente, quando quer matar, não manda recados".

Nas semanas que se passaram continuou se pronunciando sobre a necessidade da organização popular. Mas, parecia mais discreto do que o habitual. Talvez percebera que era preciso ter mais cautela pois estava mexendo numa "caixa preta" que envolve grandes traficantes e gente da polícia.

Após seu assassinato, a polícia trabalha com a suspeita de latrocínio. Pode ser que vão seguir com esta versão para não ter muito trabalho com a investigação. É mais simples afirmar que foi roubo seguido de assassinato. Muitos dos que estavam no velório também acreditam nesta versão. Talvez porque já estão habituados a acreditar em tudo o que a polícia diz, mesmo quando não se tem fundamentos convincentes. Entretanto, várias das milhares de pessoas que lotaram o ginásio de esportes do Santa Etelvina para se despedir do Pe. Ruggero, não acreditam nessa "orquestração". O povo sabe a verdade. Talvez tenha medo de dizer, mas o certo é que sabe que não foi nenhum "ladrãozinho", como afirma a polícia que alvejou o padre. Pode até ser que um ladrãozinho tenha sido contratado para disparar o tiro certeiro. Mas, todos sabem que por traz disso estão os controladores do tráfico que se sentiam incomodados com a atuação do Pe. Ruggero.

Desde que se espalhou a notícia, a comoção tomou conta de todos. Centenas de pessoas, durante todo o dia de sábado estiveram organizando o local do velório, preparando os cartazes de despedida, ensaiando os cantos e o último adeus. A chegada do corpo tomou a todos de grande comoção. Durante toda a noite de sábado e a manhã deste domingo, as comunidades se revezaram para prestar sua última homenagem. Algumas pessoas vinham de longe, trazendo flores dos seus jardins, como é costume na região. Uma adolescente "coroinha" trouxe pétalas vermelhas e espalhou ao redor do caixão. Chorava e falava baixinho com ele certa de que era escutada. Os idosos se aproximavam e o chamavam de "filho querido". Foram inúmeras as demonstrações de carinho e emoção junto ao caixão. Na celebração da oblação, um gesto muito forte: representantes das várias comunidades se aproximaram do caixão no momento do ofertório, o levantaram e o ofereceram ao altar da imolação. Nas falas e nos cartazes o destaque era o clamor por justiça.

Até a hora da despedida, o povo seguiu cantando "se calarem a voz dos profetas, as pedras falarão!" Todos os momentos de oração e celebração foram marcados por muitos gestos que falavam por si e por cânticos alegres e muito bem cantados seguindo o ritmo das águas dos rios e da sinfonia da floresta e das coisas bonitas da Amazônia.

No início desta manhã, um sinal importante indicava que "a semente que caiu na terra vai logo brotar": Os agentes de pastoral da AMICOM e as lideranças dos movimentos sociais se reuniram logo cedo, ali mesmo, num cantinho do ginásio e formularam um pequeno panfleto exigindo justiça. Deliberaram as tarefas e em poucas horas, o folheto já havia sido digitado, fotocopiado e distribuído a todas as pessoas que estiveram na celebração enquanto alguns jovens saíram pelas ruas do bairro distribuindo-o a todos e convocando para uma manifestação no dia seguinte à missa de sétimo dia. O resumo do folheto afirma que a morte do Pe. Ruggero não será em vão. O último parágrafo é digno de reprodução neste breve ensaio: "Por isso gritamos que chega de violência! Queremos paz e ação enérgica do governo que tem sido incompetente e mentiroso afirmando que, por causa dele, devemos ter orgulho de ser amazonenses".

Resta concluir que o Pe. Ruggero é mais um mártir da Amazônia e que sua luta seguirá na vez e na voz de todos aqueles e aquelas que descobriram que sua esperança está na força da união. Essa gente, ninguém mais segura. Oxalá que o sangue derramado deste profeta regue o chão da Amazônia e produza muitos frutos de justiça.
Manaus, 21 de setembro de 2009.

* Socióloga e Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia. Coordenadora do Departamento de Educação do Serviço de Ação, Reflexão e Educação Social - SARES

Ao publicar em meio impresso, favor citar a fonte e enviar cópia para: Caixa Postal 131 - CEP 60.001-970 - Fortaleza - Ceará - Brasil

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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Presidente de facto hondureño ratifica cancelación de nacionalidad al padre Tamayo



Padre Andrés Tamayo denunció la dictadura que impera en Honduras. (Foto: archivo)


9 septiembre 2009/TeleSUR http://www.telesurtv.net

A pesar de las presiones del gobierno de facto, el padre Tamayo anunció que permanecerá en la nación de la mano con el pueblo. Informó que su caso está siendo evaluado por especialistas tras defender que cuando se le otorgó la nacionalidad hondureña, el proceso estuvo apegado al marco legal.

El presidente de facto de Honduras, Roberto Micheletti, ratificó este miércoles la anulación del acta de nacionalización hondureña que le fue otorgada al padre Andrés Tamayo tras permanecer más de 22 años en la nación, lo que fue considerado por el presbítero como una arremetida política en respuesta a sus luchas para alcanzar el retorno de la constitucionalidad y del presidente legítimo del país centroamericano, Manuel Zelaya.

"Al señor Tamayo ha seguido el proceso normal el ministerio de Gobernación (interior), para quitarle la naturalidad que le fue otorgada en algún momento en este país", afirmó el mandatario de facto, quien asumió el poder tras el golpe militar ejecutado el pasado 28 de junio, contra Manuel Zelaya.

Tamayo denunció que "hay una actitud de este gobierno de actuar como una dictadura".

"Estaré aquí hasta que no me capturen", afirmó.

El sacerdote informó que "hay un equipo de abogados estudiando mi caso porque para asignarme la naturalización se siguió un largo proceso".

Al ser legalmente ciudadano hondureño no tiene impedimentos para participar en actos políticos, como los extranjeros.

En este sentido, Tamayo consideró la determinación como una medida para impedir que siga impulsando la lucha revolucionaria por el retorno de la constitucionalidad en Honduras.

El presbítero nació en El Salvador y logró la nacionalidad hondureña luego de 22 años de vida en el país.

Tamayo dirigió el Movimiento Ambientalista de Olancho, (MAO), departamento ubicado en la parte nororiental del país y limita al sur con Nicaragua. Por sus esfuerzos en el MAO, figuró como nominado al "Premio Front Line 2008 para Defensores de los Derechos Humanos en Riesgo".

También, el clérigo decidió formar parte del movimiento para evitar que la deforestación en la zona continuara.

El pasado 23 de Agosto el Gobierno de facto de Honduras amenazó al sacerdote católico Andrés Tamayo de expulsarlo del país por apoyar el regreso del presidente legítimo, Manuel Zelaya.

La administración ilegítima de Micheletti, desde su instauración, ha recibido el rechazo internacional; aún así convocó a elecciones generales para el mes de noviembre.

Sin embargo países de Latinomérica y Estados Unidos, han anunciado que no reconocerán al presidente que surja de esos comicios, por desarrollarse fuera del marco constitucional.

Al respecto, Micheletti expresó que "en todos los países del mundo donde hay golpes de Estado y luego ha venido la restitución constitucional, se ha aceptado a ese país; igual tiene que suceder aquí en Honduras".

Micheletti, ha negado en reiteradas ocasiones que haya ocurrido un golpe de Estado cuando fuerzas militares derrocaron al Gobierno legal de Zelaya, pero en sus las citadas declaraciones lo reconoce de forma indirecta.

Además, foros internacionales, como la Organización de Estados Americanos y la Asamblea General de la Organización de las Naciones Unidas (ONU), han determinado que en efecto hubo un golpe de Estado en el país centroamericano.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Brasil/Moradores de rua tacam fogo na revista Veja; veja o vídeo

25 agosto 2009/Vermelho http://www.vermelho.org.br

Vídeo publicado no YouTube mostra moradores de rua em manifestação na Praça da Sé, no Centro de São Paulo, ateando fogo na revista Veja, da editora Abril. A manifestação ocorreu na quinta-feira (19), Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua.

Foi um protesto sobretudo contra a reportagem "Profissionais da esmola", publicada na edição 2.126, da semana passada, da Veja São Paulo, que vem encartada na revista. No texto — que foi a matéria de capa —, a publicação acusa moradores de rua de "se fantasiar com uma roupa surrada" para ganhar "dinheiro fácil".

O fato de o artigo 60º da Lei das Contravenções Penais — que qualificava a mendicância como contravenção — ter sido revogado em 17 de julho é ponto de partida do texto. Em protesto contra o teor manipulatório e generalizador da matéria, cerca de 200 moradores de rua incendiaram páginas da revista.

O ato lembrou também um genocídio que permanece impune. “Entre os dias 19 e 22 de agosto de 2004, 15 pessoas foram violentamente atacadas enquanto dormiam nas ruas do Centro da cidade, sendo que sete delas morreram. Posteriormente, no dia 23 de maio de 2005, uma testemunha do massacre foi morta por policiais militares”, lembra o vídeo. “Organizações e movimentos sociais estão juntos no dia de hoje para denunciar a morosidade, o descaso, a omissão das autoridades na punição dos culpados.”

O vídeo foi publicado pelo perfil "Gira" e inclui a música Esmola, de Duda e Moleque de Rua. Além da revista em chamas, lideranças dos moradores de rua qualificam a publicação de "fascista" e lembram as calúnias da Veja dirigidas ao padre Julio Lancelotti em 2007.

Da Redação, com informações da Rede Brasil Atual

Brasil/Em assembléia, bispos, padres, religiosos e fiéis reafirmam a importância do trabalho com povos originários

25 agosto 2009/Conselho Indigenista Missionário (CIMI) http://www.cimi.org.br

Em mensagem, a igreja na XXIII Assembléia Regional Pastoral do Oeste 2 da CNBB se mostra comprometida com os pobres. Segue carta:

Nós, bispos, padres, religiosos/as, fies cristãos leigos/as da Igreja de Mato Grosso, em permanente estado de missão, reunidos na XXIII Assembléia Regional Pastoral do Oeste 2 da CNBB, movidos pelo espírito missionário e acolhendo os clamores, vindos das Dioceses constatamos um forte apelo à ação de uma Igreja prioritariamente comprometida com a opção preferencial pelos pobres e preocupada com a formação continuada dos fiéis leigos/as e dos presbíteros.

Acreditamos na experiência das pequenas comunidades eclesiais como propulsoras das missões populares, acolhedoras do povo peregrino, como instrumento de “conversão pessoal e pastoral”. Em sintonia com as conclusões da Conferência de Aparecida elas suscitarão novas lideranças para os grupos de reflexão e a vida em comunidade.

Impulsionados pelo espírito renovador de uma Igreja servidora, identificamos a necessidade de um maior compromisso da fé com as causas sociais, em defesa da vida no planeta, “nossa casa comum”, e educar para a preservação do meio ambiente. (cf. DGE 87).

No espírito de uma igreja ministerial comprometida com a pastoral missionária comungamos com a catequese de iniciação cristã inspirada na experiência das primeiras Comunidades em vista da construção de uma sociedade justa e solidária. Em nosso Regional, desafia-nos uma espiritualidade inculturada que leve em consideração os indígenas, os negros, os ribeirinhos, os migrantes, os idosos, as famílias, os adolescentes e os jovens. Dada a situação em que se encontram na sociedade de hoje, pedem melhor acolhida e amor das nossas comunidades eclesiais.

Reafirmamos o objetivo pastoral da Igreja do Mato Grosso e suas prioridades, assumindo as ações de:

1. Motivar a leitura orante da Palavra de Deus na família, nos diversos grupos e pastorais;

2. Criar os conselhos missionários para dinamizar as missões populares e fortalecer a presença junto aos povos indígenas;

3. Organizar as paróquias em setores, descentralizar os serviços, formar novas lideranças e assumir os ministérios no espírito das CEBs;

4. Estruturar e organizar a pastoral do dízimo nas dimensões: religiosa, social e missionária.

Como discípulos missionários de Jesus Cristo nos alegramos de sermos seus evangelizadores. Nossa Senhora Aparecida, discípula missionária, nos acompanhe na concretização de nossas ações e na fidelidade à nossa missão evangelizadora.

Assembléia Regional de Pastoral

24/08/2009

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

EL CARDENAL DE LOS HONDUREÑOS POBRES REIVINDICA EL DERECHO A LA INSURRECCIÓN

[ADITAL] Agência de Informação Frei Tito para a América Latina
12 agosto 2009/Adital http://www.adital.com.br

Daniel Valencia *

En el parque central de San Pedro Sula nadie en la multitud pudo cantar completa "La marcha de la unidad" porque no se saben la letra. Entonces, disimulados, este martes 11 tararearon a la espera de la algarabía, que tronaría segundos más tarde con la línea más conocida de esa canción. Y cuando llegó el turno de cantar, muchos mostraron que no se pueden muy bien la parafernalia de izquierdas y se equivocaron al levantar el puño derecho en lugar del izquierdo.

En ese mitin, en la tarima, sin levantar los puños pero sosteniendo con fuerza un micrófono, con ambas manos, un anciano de 81 años, hondureño de raíces españolas, alto, piel blanca curtida por el sol y vestido con sotana blanca con una estola rosada, gritaba a todo pulmón el estribillo sin ningún complejo. "¡El pueblo, unido, jamás será vencido!"

Viniendo de un sacerdote y no de un político de cepa, cobra más relevancia. Por lo menos así lo creen los más de 10 mil manifestantes que acompañaron al padre Fausto Milla -"el pastor de los pobres", le llaman acá sus seguidores- en la toma del centro de la segunda ciudad más importante de Honduras, San Pedro Sula. La concentración se produjo en el parque, frente a la catedral de esta ciudad.

Ese tipo de conductas son las que sus seguidores aprecian, y así se lo hicieron saber. "Aquí está nuestro arzobispo, arzobispo de los pobres y no de los ricos. ¡Fuera Rodríguez Maradiaga, fuera los golpistas!", gritó un hombre desde el centro de la 3a. Avenida, la vía que separa al parque central de la catedral, custodiada por unos 100 "chepos" (policías antimotines) a los que les temblaba la vista al ver aquel muro de gente frente a ellos.

El hombre ponía como figuras antagónicas a Milla y al cardenal hondureño Óscar Rodríguez Maradiaga, a quien casi inmediatamente después del golpe los partidarios del depuesto presidente Manuel Zelaya tildaron de golpista.

Ante la multitud enardecida, entonces, para calmar los ánimos -el gentío ya estaba recibiendo las primeras noticias de los disturbios ocurridos en Tegucigalpa, en donde simpatizantes de la Resistencia incendiaron un restaurante Popeyes y un autobús, en la Avenida Juan Pablo Segundo-, Milla alzó la voz y dijo: "Hermanos, hagamos la paz y no la violencia. Represión solo se combate y se vence con paz. Aquí enfrente no tenemos a las familias opresoras, no tenemos a ningún apellido de renombre. Estos policías son hermanos nuestros, son López, son Ramos, son Pérez", les dijo, antes de iniciar una misa al aire libre, dado que la catedral fue cerrada y custodiada por la policía.

Milla, junto a un nutrido grupo de gente apareció marchando por la 3a. Avenida a las 4 de la tarde. El padre caminó desde Santa Rosa de Copán, de donde es párroco, y en el camino se juntó con las marchas que venían a la ciudad desde las localidades de Yoro, Colón, Atlántida, Ocotepeque, Lempira, Santa Bárbara y Cortez.

Antes que ellos, a la plaza central de la ciudad llegaron los sampedranos aliados a la Resistencia, que esperaron con comida, agua y alimentos a los manifestantes que también marcharon desde Progreso, Lima y Ceiba.

El sacerdote revolucionario
Fausto Milla ha estado escondido, según dicen algunos simpatizantes de la Resistencia. El padre, sin embargo, aunque confiesa que ha recibido muchas amenazas, siempre ha estado donde lo pueden encontrar: en su iglesia, en su territorio rico en cultura indígena, de campesinos.

Desde el golpe de Estado, Milla ha sido de los principales religiosos católicos que ha criticado -y condenado- "los atropellos" en las regiones del interior del país y que públicamente han contrariado la posición del máximo jerarca de la Iglesia Católica, el cardenal Rodríguez Maradiaga.

Y la postura de Milla no nace en esta coyuntura. Durante los setentas y ochentas, defendiendo los derechos de los indígenas campesinos, Milla aguantó la persecución del ejército hondureño en su parroquia de Corquín, en Santa Rosa de Copán.

En su hoja de vida elaborada por la ONG Comunicación Comunitaria se lee que él fue de los primeros sacerdotes en denunciar al mundo la masacre del río Sumpul, ocurrida en El Salvador el 14 de mayo de 1980. Según Milla, en esa masacre participaron tanto el ejército salvadoreño como el hondureño.

Como ayer, hoy Milla insiste en que la verdadera iglesia está en el pueblo, y no en los templos ni en las catedrales, y por eso él, asegura, defiende al pueblo. Un pueblo que merece que se le regrese la soberanía robada. "Tengo 81 años como hondureño. Y he vivido y visto muchas cosas, pero nunca nada comparable con lo que estamos viendo todos este día", dijo Milla, al iniciar su mensaje.

"Cuando hay desigualdad no existe libertad", añadió. "Y este pueblo ya no está luchando una guerra fratricida entre dos simpatizantes de dos partidos políticos. Este pueblo está luchando por alcanzar esa igualdad, generada por esos opresores que ahora nos han robado aquello que más tenemos derecho a tener: la soberanía. Ellos son los criminales, y no lo digo yo, lo dicen los artículos 2 y 3 de la Constitución: ¡el pueblo es el soberano, quien robe esa soberanía es un traidor de la patria, es un criminal!"

Luego, alzando más la voz, el sacerdote lanzó el mensaje que recibió ovaciones de los manifestantes: "Me han dicho algunos que participaron de la redacción de esa Constitución que ahora se arrepienten de haber escrito el artículo 3, ¡porque el artículo 3 llama a la insurrección, hermanos, para retornar esa soberanía al pueblo que en Honduras ha sido robada!"

Unos 30 minutos más duró el acto, porque una torrencial lluvia cayó sobre la ciudad. Y como la ciudad no tiene drenajes, justo en el centro, en los alrededores de la plaza, el río de gente en San Pedro Sula tuvo que enfrentarse a un río de agua.

* El Faro Digital

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