21
maio 2013, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br
(Brasil)
Documentos do regime militar brasileiro analisados pela Carta Maior revelam a extrema preocupação que a ditadura tinha com a igreja progressista e com sua suposta vinculação ao “Movimento Comunista Internacional”.
Vinicius Mansur e Rafael Santos*
Brasília – Um documento de 1981 do Serviço Nacional de Informações
(SNI), órgão de inteligência da ditadura militar brasileira, relata que o
“padre progressista Luiz Fachini” era “uma das cabeças pensantes do PT”,
acusado “por setores do empresariado de Joinvile [SC]” de ser “comunista e
subversivo”. Na descrição de suas atividades, o órgão aponta: “ele organiza as
comunidades de base, pastorais da terra e operária, a defesa dos direitos
humanos e as feiras de hortas comunitárias”.
Outro documento do órgão, de 1983, registra que Ivo José Kreutz, pároco da igreja de Itaqui (RS), foi a um programa da Rádio Itaqui, em abril de 1972, e à Assembleia Geral dos Padres da Diocese de Santiago (RS) “que contou com a presença de padres progressistas e esquerdistas”.
Outro documento do órgão, de 1983, registra que Ivo José Kreutz, pároco da igreja de Itaqui (RS), foi a um programa da Rádio Itaqui, em abril de 1972, e à Assembleia Geral dos Padres da Diocese de Santiago (RS) “que contou com a presença de padres progressistas e esquerdistas”.