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sábado, 11 de julho de 2015

UM ACTO DE PIRATARIA CONTRA A SOLIDARIEDADE

11 julho 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

José Goulão

O Estado de Israel interrompeu mais uma vez com um assalto pirata a rota de um navio com a bandeira de um país da União Europeia que pretendia levar bens essenciais para a população de Gaza que vive cercada, asfixiada, indefesa e sob a mira das sofisticadas armas de guerra do mesmo Estado de Israel.

Entre os materiais transportados a bordo do “Marianne”, um barco registado no porto de Gotemburgo, estavam, por exemplo, painéis solares destinados a tentar suprir as carências em energia provocadas no território pelos constantes assaltos militares israelitas.

Três navios de guerra israelitas interceptaram o barco da solidariedade a cerca de 100 milhas náuticas ao largo da costa de Gaza, logo em águas internacionais, onde as quais as embarcações israelitas não têm qualquer jurisdição nem poder.
 
O sequestro que se seguiu à intercepção e a apropriação arbitrária dos bens transportados na embarcação, incluindo os haveres de passageiros e tripulantes, depois detidos numa prisão no território de Israel, são factos que

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Patria Grande, Bolivia/Evo Morales llama a la unidad para identificar enemigos de países progresistas



17 julio 2013, TeleSUR http://www.telesurtv.net (Venezuela)


Para el presidente Evo Morales cuando el imperio "ya no puede con un golpe de Estado y con dictaduras militares entonces utilizan el terrorismo y el narcotráfico para amenazarnos". El atentado contra su persona el pasado 2 de julio lo calificó como una ofensa a su nación y a Latinoamérica.

El presidente de Bolivia, Evo Morales, llamó este miércoles a la unidad nacional e internacional para poder identificar a los enemigos que buscan desestabilizar a las naciones progresistas.

"Planifiquemos las propuestas de cómo unirnos y seguir identificando a los enemigos internos y externos. Algunos países no quieren que nos liberemos",

Portugal/"DESCULPE, PRESIDENTE EVO MORALES"



15 julho 2013, Blog do Miro http://altamiroborges.blogspot.com.br (Brasil)

Por Boaventura de Sousa Santos, no sítio Outras Palavras:

Esperei uma semana que o governo do meu país lhe pedisse formalmente desculpas pelo ato de pirataria aérea e de terrorismo de Estado que cometeu, juntamente com a Espanha, a França e a Itália, ao não autorizar a escala técnica do seu avião no regresso à Boli­via depois de uma reunião em Moscou, ofendendo a dignidade e a soberania do seu país e pondo em risco a sua própria vida. Não esperava que o fizesse, pois conheço e sofro o colapso diário da legalidade nacional e internacional em curso no meu país e nos países vizinhos, a mediocridade moral e política das elites que nos governam, e o refúgio precário da dignidade e da esperança nas consciências, nas ruas e nas praças, depois de há muito terem sido expulsas das instituições.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Brasil/Emoção marca evento de 30 anos da Lei da Anistia no país

Flávia Villela, repórter

22 agosto 2009/Agência Brasil http://www.agenciabrasil.gov.br

Rio de Janeiro - A emoção marcou o encontro que comemorou os 30 anos de anistia no Brasil. O ato público realizado hoje (22) no Arquivo Nacional, no Centro do Rio, durou cerca de cinco horas e reuniu aproximadamente 300 pessoas que de alguma forma estiveram envolvidas com o processo de redemocratização do país. O evento promoveu o reencontro de ex-presos políticos que estavam encarcerados em 22 de agosto de 1979, quando foi criada a Lei de Anistia. Dentre os homenageados, estavam militantes que realizaram uma greve de fome nacional para forçar o Congresso a aprovar uma lei de anistia ampla, geral e irrestrita.

Gilney Amorim Viana era estudante de medicina em Minas Gerais e foi expulso da faculdade em 1969 por ser militante do Partido Comunista Brasileiro. Ele ficou quase dez anos preso e participou da greve de fome, no presídio da Frei Caneca, no Rio. “A greve de fome serviu para denunciar que o projeto de anistia original era parcial e nos excluía, além de ser uma forma de negar a legitimidade da nossa luta contra a ditadura militar.”

O ministro da Justiça, Tarso Genro, participou do evento e enfatizou que anistia não é perdão, mas um pedido de desculpas aqueles que tiveram seus direitos violados pelo regime militar. “Anistia não é esquecimento, é a revelação da verdade da história e promoção da justiça.”

Visivelmente emocionado, Tarso Genro foi aplaudido de pé, ao ser homenageado pela advogada Eny Moreira, uma das fundadoras do Comitê Brasileiro para a Anistia, criado em 2008. “Como dizia meu pai, honradez não se pede nem se agradece, se aplaude,” disse ela ao ministro.

A ex-gerrilheira Marília Guimarães entrou para a clandestinidade, com dois filhos ainda bebês, em 1969. Ela escreveu um dos livros expostos no evento, que relata o sequestro de um avião em que ela participou para fugir da ditadura. “Muitos morreram, mas todos que estão aqui continuam lutando. Este é um momento de muita emoção, pois passados mais de 30 anos, esta homenagem ajuda manter viva a memória desse período e a impulsionar a juventude a seguir lutando por um mundo melhor.”

Durante a solenidade, foi inaugurada uma exposição de fotos sobre a luta pela anistia e lançada a Revista da Anistia Política e Justiça de Transição. A Lei de Anistia beneficiou milhares de pessoas perseguidas pelo regime militar, permitindo a volta dos exilados e a liberdade dos presos políticos.

O advogado Modesto da Silveira, que defendeu milhares de presos políticos durante todo o período de repressão, foi um dos homenageados no encontro e se disse muito emocionado com as exposições de alguns participantes. “Em cada relato, vieram flashes de histórias semelhantes a vários casos que eu tive de defender.”