Mostrando postagens com marcador autodeterminação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador autodeterminação. Mostrar todas as postagens

sábado, 2 de julho de 2016

BRICS/O POVO CHINÊS SENTE-SE ULTRAJADO: "A CHINA IRÁ REAGIR SE PROVOCADA NOVAMENTE. ESTÁ-SE A ARRISCAR UMA GUERRA" -- Andre Vltchek*



1 julho 2016, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

Alessandro Bianchi -- Começo com uma pergunta brutal: em que se tornou um país que propõe Donald Trump como seu "melhor candidato"'?

AV - Não é muito diferente do país que costumava ser há décadas, até há séculos. Desde o início, os presidentes dos Estados Unidos (todos de stock europeu, claro), promoveram a escravidão, campanhas de extermínio contra a população nativa da América do Norte, bárbaras guerras de agressão contra o México e outros países da América Latina, Filipinas, etc. Mudou alguma coisa agora? Duvido muito. Donald Trump é horroroso, mas ele também é honesto. Ambos os presidentes Clinton e Obama foram grandes oradores, mas impenitentes assassinos em massa.

AB - Numa pesquisa recente mais de 53% dos americanos estavam contra Hillary Clinton e Donald Trump. Quanto tempo mais se vai continuar a considerar os Estados Unidos uma democracia? E porquê, na sua opinião, é a abstenção a única forma de "rebelião" de uma população completamente excluída das tomadas de decisão?

AV - "Democracia" significa nada mais que, "governo do povo", em grego. Não há nada de democrático nos conceitos políticos dos Estados Unidos e da Europa. E não há absolutamente nada democrático no "acordo global", através do qual o Ocidente tem governando sobre o resto do mundo durante décadas e séculos. A segunda parte, estou convencido, é muito mais

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Equador/Unasul avalia acordo sobre bases militares dos EUA na Colômbia

15 setembro 2009/Agência de Informação Frei Tito para a América Latina

Adital http://www.adital.com.br

A União das Nações Sul-Americanas (Unasul) se reuniu hoje (15), em Quito, capital do Equador, para debater a implantação de sete bases militares dos Estados Unidos em terreno colombiano. Já na Colômbia, cerca de dez especialistas no tema participam de fóruns entre hoje (15) e o próximo sábado (19), na capital Bogotá e nas cidades de Barranquilla, Cali e Medellín. A entrada para os eventos é livre.

Em Quito, os chanceleres e os ministros de defesa da Unasul debateram a independência, a autodeterminação, a não agressão e o respeito irrestrito ao território de cada país.

De acordo como o chanceler equatoriano, Fander Falconí, o encontro da Unasul teve por objetivo criar medidas de confiança que incluam mecanismos de cooperação. A idéia é "reduzir ao máximo os riscos e as incertezas que possam haver sobre temas de segurança". Foi o que noticiou a TeleSul.

Para o ministro da Defesa do Equador, Javier Ponce, o diálogo com a Colômbia está avançando. "Mas não se trata de vetar esse convênio [entre Colômbia e EUA], e sim, de ajustar a informação para que a região chegue a um consenso em termos de medidas de confiança mútua", disse Ponce, como noticiou a TeleSul.

O governo do Equador rompeu relações diplomáticas com a Colômbia desde que o exército colombiano invadiu o território equatoriano, em março do ano passado, para deflagrar um acampamento das Forças Armadas Revolucionarias da Colômbia (FARC). Dentre os 20 mortos, um cidadão equatoriano.

Um total de 12 países compõe a Unasul: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai, Venezuela e Equador.

Fóruns na Colômbia
Os encontros entre especialistas, na Colômbia, vão debater a soberania e a interação entre os países da América Latina. Também se discutirá o modo como as relações latino-americanas vêm sendo afetadas devido à crescente anexação da Colômbia aos Estados Unidos.

Na manhã de hoje (15), o debate ocorreu na Universidade Nacional e, à tarde, na Universidade Central, ambas em Bogotá.

Amanhã, os encontros ocorrem no auditório Alfonso López da Universidade Nacional, às 9h; e no auditório Fundadores da Universidade Autônoma, às 18h. Ambas as instituições se localizam na capital.

No dia 17, o encontro se realiza em Combarranquilla Boston, às 14h, na cidade de Barranquilla. No dia 18, os palestrantes se encontram no auditório do Conselho Municipal da cidade de Cali, às 9h. Já no dia 19, o debate acontece na Associação de Instrutores de Antioquia (Adida), em Medellín.

Participarão das conferências: Laura Carlsen, do Centro de Política Internacional (EUA); Luis Ángel Saavedra, da Coalizão Não Bases do Equador; Juan Manuel Sandoval, da Aliança Social Continental capítulo México; Alberto Arroyo, da Rede Mexicana de Ação Frente ao Livre Comércio; Gonzalo Berrón, da Confederação Sindical das Américas.

Os palestrantes ainda serão acompanhados pelo senador Jorge Enrique Robledo, o escritor e colunista Alfredo Molano, o decano Diego Otero e os professores Jairo Libreros e Carlos Martínez.

Os debates foram convocados pela Recalca (Rede Colombiana de Ação frente ao Livre Comércio), a Aliança Social Continental, a Grande Coalizão Democrática, Sociedade de Reconciliação (FOR, por sua sigla em inglês), a Associação de Instrutores de Antioquia e as universidades Central, Autônoma da Colômbia e Nacional.

Sobre as bases
Um acordo entre Colômbia e Estados Unidos permitiu que o país norte-americano instalasse sete bases militares na nação latino-americana. Três bases são aéreas, duas do Exército e duas das forças militares navais. A previsão inicial é de que elas sejam instaladas ainda esse mês.

Principalmente Venezuela, Equador, Nicarágua e Bolívia repudiaram o acordo, alegando que a intervenção militar prejudicava a autonomia dos países latino-americanos.

As bases serão instaladas em Malambó, no Caribe; Palanqueros, no centro do país; e em Apiay, no oriente. As do Exército são as de Tolemaida, no centro do país, e Larandia, no sul. Já as duas navais serão na Costa Caribe e no Pacífico.

A base de Palanquero permitirá que os EUA penetre em qualquer país sul-americano e utilize meios sofisticados de espionagem.

Na América Latina, os Estados Unidos ainda possui bases militares em El Salvador (Base Militar Comalapa), Honduras (Base Soto Cano), Costa Rica (Base Militar Liberia), Cuba (Base Naval de Guantánamo), Porto Rico (Base Roosevelt Roads), Aruba (Base Militar Reina Beatriz), Curazao (Base Militar Hatos), Colômbia (Base Militar em Arauca, Base Militar em Larandia, Base Militar 3 Esquinas), Peru (Bases Militares Iquitos e Nanau) e Paraguai (Base Militar Estigarribia).

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

UNASUL REFORÇA SOBERANIA DOS POVOS LATINO-AMERICANOS

[ADITAL] Agência de Informação Frei Tito para a América Latina
http://www.adital.com.br

Adital, 31 agosto 2009 - Os integrantes da Unasul (União das Nações Sul-americanas) reiteraram, na última sexta (28), seu repúdio à "ingerência na soberania dos povos latino-americanos". O documento final de sua Cúpula Extraordinária, realizada na última semana em Bariloche, na Argentina, manifesta seu desejo de fortalecer a região como uma zona de paz. Medidas de fomento da confiança e a segurança deverão ser discutidas em setembro.

O texto rechaça contundentemente a presença ou ação de grupos armados à margem da lei e reafirmou que a autodeterminação dos povos é essencial para consolidar a integração regional.

"A presença de forças militares estrangeiras não pode, com seus meios e recursos vinculados e objetivos próprios, ameaçar a soberania e integridade de qualquer nação sul-americana e, em consequência, à paz da região", diz o texto.

Os ministros de Relações Exteriores e de Defesa dos países integrantes do organismo deverão se reunir em setembro para discutir medidas de fomento da confiança e da segurança. Tem que se respeitar os princípios de integridade, inviolabilidade territorial e não ingerência dos assuntos internos dos Estados.

As medidas devem incluir "mecanismos de implementação e garantia para todos os países aplicáveis aos acordos existentes com os países da região e extrarregionais". Também deverá tratar do "tráfico ilícito de armas ao narcotráfico e o território em conformidade à legislação de cada país".

A maioria dos presidentes ainda solicitou conhecer os termos do acordo de cooperação militar entre Colômbia e Estados Unidos para a implementação de sete bases militares estadunidenses no país latino-americano. Eles vão solicitar uma reunião com o presidente dos EUA, Barack Obama.

A Unasul pedirá ao Conselho Sul-Americano de Defesa que analise o documento intitulado de Estratégias Sul-Americanas. Livro Branco do Comando de Mobilidade Aérea (AMC) e que "verifique a situação em fronteiras que eleve um estudo resultante ao Conselho de Chefas e Chefes de Estados de Governo". O objetivo é considerar os cursos de ação a seguir.

Participaram da Cúpula Extraordinária da Unasul os presidentes da Colômbia, Álvaro Uribe, do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, do Equador, Rafael Correa, da Argentina, Cristina Kirchner, da Bolívia, Evo Morales, do Chile, Michelle Bachelet, do Paraguai, Fernando Lugo, e da Venezuela, Hugo Chávez.

Narcotráfico
Durante a Cúpula da Unasul, o presidente do Equador, Rafael Correa, propôs a criação do Conselho Sul-Americano de Luta contra o Narcotráfico. O objetivo seria adotar políticas regionais com relação ao tema da produção de drogas. Correa sustentou que a região sul-americana deve criar sua própria política anti-drogas.

A declaração final do evento pede ao conselho a elaboração urgente de seu estatuto e um plano de ação com o objeto de definir uma estratégia sul-americana de luta contra o narcotráfico. O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, destacou que seu governo está disposto a "repelir a presença de grupos violentos ou redes terroristas".

Ao publicar em meio impresso, favor citar a fonte e enviar cópia para: Caixa Postal 131 - CEP 60.001-970 - Fortaleza - Ceará - Brasil

Para receber o Boletim de Notícias da Adital escreva a adital@adital.com.br